31 de mai de 2015

BAD ROMANCE

                    
                               Um romance entre uma policial e um bandido...


Ela sentiu uma forte ardência na altura do quadril seguida por uma dor agoniante, a arma que segurava caíra no chão, logo depois toda ensaguentada ela estava deitada no chão. O homem que estava a sua frente olhava-a desesperado.
Dizem que quando estamos prestes a morrer, a nossa vida passa por inteiro na nossa cabeça, é, isso realmente acontece, e no caso dela, a sua vida era ele...
– Posso me sentar aqui? – Perguntou ele, ela estava muito ocupada para dar alguma atenção a ele, mas quando o olhou nos olhos para responder, foi como se todos os seus problemas sumissem de uma hora pra outra, fora como se ela tivesse encontrado seu amor de outra vida. Talvez, até fosse.
– Claro! – Ela sorriu e ele se sentou ao lado dela.
– Ocupada? – Ele perguntou enquanto colocava seu capuccino em cima da mesa que agora ambos dividiam.
– Não mais! – Ela respondeu enquanto dava um último gole no seu café.
– Você é muito bonita! – Ele elogiou. Ela corou levemente, era incrível como ela nunca se acostumava com tais elogios.
– São seus olhos! – E realmente eram, cor de chocolate, fazia-a lembrar dos melhores doces que já provou, e ela adoraria saber se ele é tão gostoso quanto parecia ser... Sem contar o sorriso, tão bonito quanto o corpo, que ela não pode deixar de imaginar totalmente sem aquelas roupas.
– Sou Arthur Schieffler! – Como aquele homem era intimidador, só trocaram algumas palavras e Lua já estava mais mole que uma lesma.
– Sou Lua Blanco! – Ela sorriu docemente. – Preciso ir, foi um prazer te conhecer, Arthur! – Ela pegou sua bolsa e se levantou, Arthur acompanhou-a com o olhar até a saída. 
Pensaram que nunca mas se veriam novamente, mas o destino era traiçoeiro e lhes deu esta oportunidade novamente.
Se encontraram tantas vezes que acabaram formando um laço forte, acabaram se entregando ao desejo que sentiam um pelo outro, acabaram se apaixonando, mesmo que esse fosse um grande erro para ambos, mas era inevitável, era como se estivesse sido escrito nas estrelas, quanto mais eles lutam contra, mais o amor aumentava... Eles eram tão diferentes mas se completavam divinamente, eram tão errados, mas quando estavam juntos... Tão certos, eram tão confusos, mas ao mesmo tempo tão decididos... Eles eram a prova que o amor ainda existia.

– Nossa conexão é estranha! – Lua disse enquanto encostava sua cabeça no peito de Arthur.
– Porque? – Ele perguntou enquanto afagava os cabelos da amada.
– Mal nos conhecemos, nem sei qual é a sua profissão. – Arthur gelou por um momento, ele sabia o que ela era, mas ela não poderia saber quem ele era, ela jamais o perdoaria.
– Eu estava tentando achar uma boa forma de te dizer isso... – Ele disse em um tom sério, Lua estranhou, mas não disse nada, pois a sua conversa fora interrompida por conta de um telefonema. Era do trabalho dela, "uma policial como você, não tem tempo para romances", era isso que seu chefe dizia. Era uma emergência, ela precisou voltar para o trabalho as pressas.
Como Arthur desconfiou, era uma questão de tempo até ela descobrir quem ele realmente era e o que ele fazia. Ele havia descobrido assim que a conheceu, ela disse seu verdadeiro nome, já ele... Não! Lua Blanco, policial, conhecida por ser durona e totalmente fiel a lei, o terror de qualquer bandido, menos dele. No começo ele tinha se aproximado por enteresse, ou até mesmo por vontade de mata-la, mas agora é tarde demais, ela é tudo o que ele não é: Ela é fiel, companheira, certa na vida. Já ele... Não se passava de um marginal, não demoraria muito até a opnião dela mudar sobre ele.
Em um lado:
– Mate-a! – Mandava o chefe de Arthur, ele não era bom em receber ordens, não iria fazer isso com ela. – Mate-a, se não quem perderá a vida será você! – Disse o temeroso Sr. Nagel.
No outro lado:
– Mate-o, ele já nos deu trabalho demais! – Sr. Ahnert disse enquanto digitava algo em seu computador. – Aproveite esta oportunidade Lua, a esta altura ele deve está imaginando uma morte bem dolorosa para você! – O chefe de Lua deu um meio sorriso para ela, ele a enchia de medo, era pior do que muito bandidos juntos, isso ela tinha certeza.
A hora da verdade estava prestes a chegar, ambos até pensaram e fugir, mas eles precisavam ao menos se encontrar por uma última vez.
– Venha até a minha casa. – Lua pediu como se ela não soubesse de nada, mas ambos sabiam que aquilo não era nem um pouco verdade.
– Já estou a caminho! – Foi a única coisa que ele disse antes de ouvir Lua desligar na sua cara, sem nem ao menos se despedir antes, como ela sempre fez.
Ele não estava com medo, ele estava receoso por tudo o que eles passaram juntos, por tudo o que ele provavelmente jogou fora por sua terrível 'profissão'
Ele apertou a campainha, ela sentiu seu coração se acelerar, sentiu sua boca ficar seca e por um segundo chegou a perder o ar, mas ela tomou coragem e abriu a porta, ergueu seu olhar e encontrou os olhos cor de chocolate de seu amado marginal.
– Entre! – Ela disse secamente.
Assim ele fez, ela fechou a porta e quando se virou para ele puxou a arma que estava em sua cintura e apontou para ele que olhava toda a cena. Ele nem se moveu. Ela não teria coragem de apertar o gatilho, não teria coragem de vê-lo morrer.
– Mate-me, prefiro mil vezes morrer do que te matar! – Disse ele enquanto tirava também sua arma da parte de trás da cintura, mas a colocava no chão, lentamente.
– Não tente me enganar, acha que já não fez isso o bastante? – Ela perguntou ainda apontando a arma para ele. Ela estava irritada, profundamente irritada, mas nunca atiraria nele... Não mesmo!
– Vamos, acabe logo com isso! – Ele deu um sorriso fraco, que apagou qualquer rastro de raiva que ela podia sentir. Aos poucos ela abaixou a arma e a pôs de volta na cintura.
– Provavelmente vou me arrepender de ter sido tão burra... – Ela se aproximou do homem que a puxou pela cintura e selou seus lábios, um beijo cheio de amor e esperança. A vida estava sendo crueu com os dois, talvez por isso o coração falou mas alto.
– Eu provavelmente vou morrer por não te matar, mas eu quero que fique bem claro... Eu te amo! – Ele sussurrou enquanto beijava o rosto da amada.
– Morrer? – Os olhos dela encheram-se de lágrimas, ela não suportaria viver sem ele... – Não... – Ela deu um sorriso forçado não querendo acreditar. – Nós podemos fugir, podemos viver bem longe daqui... – Ela passou as mãos pelo rosto dele.
– Você sabe que isso não vai ser possível! – Ela sabia.
– Não... Você não vai morrer, ninguém vai te matar! – Um nó se formou na garganta de Arthur , ele engoliu em seco e então viu Lua cair no choro, ela estava entrando em total desespero, ela não podia imaginar um mundo sem ele, não podia, ele é tudo pra ela, ele fez ela perceber que a vida não é o que esperamos que seja, a vida é uma caixinha de surpresa e a dela foi ele, uma bela de uma surpresa, veio com defeito, mas não deixa de ser dela!
E em um segundo ela tomou sua decisão.
– Eu quero que você cumpra a sua pena, Arthur! – Ela secou as lágrimas teimosas que rasgavam sua face. –
– Do que você está falando? – Ele pareceu ficar preocupado.
– Eu quero que você faça isso por mim! – Ela implorou com os olhos. – Não me decepcione! – Ele negou com a cabeça. – Eu quero que você seja muito feliz e quero que você seja forte, eu faço por te amar e por ser totalmente fraca, eu não sei o que eu faria se não tivesse você comigo durante esses últimos meses, você é tudo pra mim, por favor, eu te imploro... Me orgulhe! – Ela pediu, ele não pode dizer nada apenas ela num ato de desespero, puxar a arma da cintura, ele tentou evitar, mas ela já tinha disparado e então caiu no chão e deu seu último suspiro.

Heey amores, capítulo único pra vcs, espero que gostem! ;)

Um comentário:

  1. Ameiiiii, muiito toop... Linda de mais, só o final que foi triste...

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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