14 de mar de 2015

[MINI FIC] Não aceitamos devoluções!


Capítulo 1 - Uma filha?

Meu pai dizia que o medo é como uma criatura da natureza que o homem é capaz de dominar. Como um lobo. Porque o lobo, quando percebe que você está com medo, ele ataca. Você tem que olhar dentro dos olhos dele e aprender a domina-lo. 



Ele também dizia que existiam medos grandes e medos pequenos. Embora, cá para nós, eu nunca tenha conseguido vencer os medos pequenos, nem os médios e, muito meno, os grandes. Mas, se eu não pude vencer esses medo, como eu venceria o maior de todos eles: o compromisso. 


Sábado - 6:53 am.

Arthur estava novamente aos beijos com uma garota, sabia que na manhã seguinte nem lembraria o nome dela. Luisa? Laura? Karina? - pensava ele enquanto a beijava.

- Thur? - a loira, que lhe abraçava agora pelo pescoço, interrompeu o beijo e o olhou nos olhos - Você me ama?
- Claro - ele disse sem se importar muito com a pergunta.
- E por quê? 
- E-eu te amo porque... Porque você é diferente - ele sorriu e voltou a beija-la.

Era sempre assim. Sempre que elas faziam essa pergunta, era sempre a mesma resposta. "claro", "você é diferente", "porque você é diferente. Eu sinto isso". E na manhã seguinte, o nome delas era esquecido. 

20 meses depois... 

Arthur terminava de se arrumar para visitar seus tios. Olhou para sua cama e a garota ainda dormia, pensou em acorda-la mas desistiu quando ouviu a campainha tocar. Ele foi até a porta e abriu-a. Uma garota loira, alta, de olhos claros e com um bebê, o encarava. Ele arqueou as sobrancelha e seus olhos foram em direção à criança que estava dando risada. 

- Arthur - diz ela quebrando o silêncio.
- Ér... A gente se conhece?
- Sou a Laura. Eu era o seu eterno amor - ela diz sem humor. 
- Que?
- Nos conhecemos à um ano e meio. Saímos, bebemos, enfim.
- Ah...Sei... - ele assentiu sorrindo - O bebê é seu? - ela assentiu - Hum... E você se casou?
- Não, idiota. É a sua filha!
- Que? - seu sorriso murchou na hora - Como assim? Não, eu não quero ter filhos, eu não quero problemas. Essa menina não é minha filha, ela nem se parece comigo - Laura revirou os olhos.
- Olha, você tem 20 reais? - ela o interrompeu. 
- Como é? 
- É só pra pagar o táxi - ela deu uma última tragada no cigarro e jogou fora - Toma, segura ela - deu o bebê para Arthur - Eu tô sem dinheiro.
- Claro, espera um minuto - foi até a mesa de centro, pegou sua carteira e tirou uma nota de cinquenta reais - Toma. Pode ficar com o troco.
- Ta. Pode ser - falou indiferente - Cuida dela, eu já volto - entregou uma bolsa rosa para Arthur e saiu, fechando a porta.

Arthur colocou o bebê encima da mesa e ficou olhando-a. A mulher que estava dormindo, agora o encarava de braços cruzados.

- Sabe trocar fraudas? - sorriu de lado.

***

- Amor, parece que sua irmã não vai voltar - ela dizia enquanto brincava com Maggie. 
- Bom... Tem uma coisa que você não sabe - ele coçou a nuca - Ela, a criança, meio que é minha filha.
- VOCÊ TRANSOU COM A SUA IRMÃ? - a garota perguntou pasma.
- Não, não! - ele foi até ela, pegou Maggie e tapou os ouvidos dela - Não diga isso perto dela - a garota ergueu a sobrancelha - Laura não é minha irmã, mas ela foi mesmo pagar o táxi - ela soltou uma risada e começou a vestir suas roupas - O quê? O que foi?
- Eu preciso ir. 
- Por que? - ele ia andando atrás dela - Você disse que ficaria o final de semana inteiro. 
- Eu tenho consulta.
- Karina, não vai embora - ela andava em direção a porta.
- É Camila! - ela revirou os olhos - Você é tão burro assim? Ela não foi pagar o táxi, ela se mandou! E se eu fosse você, não ficaria aí esperando - ela disse e fechou a porta.
- Merda! 

Arthur colocou Maggie no sofá e ficou andando de um lado para o outro. Era um pesadelo. Só podia ser. Ele, definitivamente, NÃO poderia ter uma filha. 
Maggie ficava olhando-o, com aqueles olhinhos claros que, com certeza, deve ter herdado da mãe.

- Não me olhe assim - ela gargalhou - Você conhece sua mãe, né? Ela não seria capaz de deixar você aqui - ele falava olhando para a criança - Ou seria?


O telefone tocou. Arthur correu até ele, na esperança de ser Laura. 



- Alô.

- Oi... Sou eu, Laura - ele suspirou aliviado - Olha, eu sinto muito. 
- Não sinta! Você tem que vir buscar ela, olha eu... - ela o interrompeu.
- Ela é só um bebê - sua voz tinha mudado, estava chorando - Cuide dela, por favor, eu sei que você tem dinheiro. Vai dar condições melhores para ela...
- Se o problema é dinheiro, eu te dou, de quanto precisa? - estava desesperado - Me diz, de quanto precisa?
- Eu sinto muito.


E o telefone ficou mudo. As únicas coisas que conseguiu ouvir foi: "Passageiros do voo 6043 com destino à Los Angeles, por favor, dirija-se ao portão A"


Não esqueçam de comentar oq acharam <33

9 comentários:

  1. Ameeeeiii . Tava com Saudades das Tuas Webs .
    Poostaaa Maaaiss
    By: Paullinha

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  2. Adorei Fanny!!
    Meio Baby Daddy *-* Amei <3 <3
    Posta mais!!
    XOXO
    Maddie

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  3. Adorei afic nova sinceramente nos primeiros capitulos ja ameeeei
    xx yasmind

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  4. Amei, quero mais please

    (Fer)

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  5. Aiii Adoreeeeiii *-----* Arthur se lascou nessas de noitadas u.u
    agora quero ver como ele fará.

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  6. Amei Perfeito quero mais e mais xXxAdriana

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  7. já quero o próximo capitulo!! ;)

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  8. Ameeei, tadinha da bebê :(' , Continuaa Floor !

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  9. Ameeeei, continua pf ♥- Ellen

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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