7 de fev de 2015

RebeldeS - Uma banda diferente



Capítulo 5 - Eu vou começar uma revolução!

A porta do enorme ônibus amarelo se abriu e de lá saíram Arthur e sua irmã mais nova Carla. A garota lhe contava sobre um trote que fizeram com seu professor de Química, mas Arthur não conseguia prestar atenção. Ainda pensava no que havia acontecido na sala de música, e o porquê de tudo aquilo, sua cabeça estava um turbilhão de pensamentos... Até seu pai lhe chamar de volta ao mundo real. 

- Ei! - o moreno levantou a cabeça e viu seu pai e Sidney com roupas de montaria. Ele sorria largamente, coisa que acontecia raramente desde que sua mãe morreu - Vamos sair para cavalgar, querem vir com a gente?
- Oba! - Carla exclamou empolgada.
- Er... - Arthur começou a dizer - não, eu nem gosto de cavalgar.

Carla começou a rir.

- Gosta sim, mentiroso - ela lhe deu um pedala.
- Não gosto não! - Arthur retrucou. 

Leonardo suspirou, sabia o quanto o filho adorava cavalgar.

- Qual é, Arthur, desde quando você não gosta de cavalgar?

Arthur olhou para Sidney deixando a resposta bem clara. "Desde quando ela também cavalga.", ele pensou. Leonardo suspirou machucado e assentiu, entendendo o que o filho quis dizer. Arthur se retirou, indo para seu quarto. Minutos depois pode ver pela janela Carla, Sidney e Leonardo montado em seus cavalos. 

Ele se jogou em sua cama e fechou os olhos, pensando mais uma vez no que havia acontecido horas antes na sala de música.

-
Lua abriu a porta sutilmente e pôde ouvir a música clássica vindo da sala. Ela sorriu, provavelmente sua avó estaria fazendo crochê, afinal, era o que ela mais adorava fazer. 

- Olá? - a loira adentrou a casa - vovó?
- Oi, querida - sua avó sorriu e lhe deu um beijo. Lua abaixou o olhar e parou em Nancy, a gatinha caminhava lentamente pelo tapete, estava fraquinha e quase nunca se alimentava - ela ainda não comeu - sua avó murmurou.

Lua se abaixou e apanhou a gata cinzenta que havia caído para o lado sem forças. Ela levou Nancy para perto da tigela de ração e começou a acariciou a gata, incentivando-a a comer. 

- Vamos lá, Nancy, você precisa comer - Lua sussurrava - por favor, coma.
- Querida... - sua avó odiava ver a neta daquele jeito, por mais que Nancy precisa-se se alimentar, sabia o quanto Lua sofria vendo a gata morrendo aos poucos - Vá tomar um banho, eu vou preparar seu almoço.
- Depois eu como, primeiro a Na... - sua avó a interrompeu. 
- Lua, por favor - ela suspirou - Você ouviu o que a veterinária disse. 
- A Nancy não vai morrer, vovó! Ela só precisa comer - a loira bufou - vamos lá, meu amor.

Lua voltou a acariciar a gata. Sua avó suspirou e voltou a fazer seu crochê, sabia o quanto aquela gata era importante para a neta. 

-
Sophia chegou em casa e como de costume, foi praticar com seu violino. Uma música calma, lenta e clássica. Sua mãe, na cozinha, já estava cansada da filha tocar sempre a mesma coisa. 

Franco, seu pai, terminou de ler seu jornal e saiu dizendo que teria que resolver alguma coisa do trabalho. Assim que ouviu o portão da garagem se fechando, sorriu largamente e começou a tocar no ritmo daquela tal música que tinha tocado com cinco estranhos. 

Sua mãe, da cozinha, ouvia a música alegre e logo soube que aquela não era a música que estava nas partituras da filha. Foi até a porta da cozinha, e viu-a rindo enquanto tocava a música no seu violino.

-
Chay chegou em casa mais animado do que nunca, sua mãe percebeu isso, pois o garoto chegou cantarolando. Ele jogou suas coisas no sofá e deitou sorrindo de canto a canto. 

- Viu o passarinho verde, meu filho? 
- Quase isso - ele riu - vem cá, to varado de fome, o que tem pra comer?
- Lasanha de quatro queijos - ela sorriu, sabia que o filho adorava. 
- É por isso que eu te amo, Dona Hérica.

Beijou a bochecha da mãe e foi para a cozinha. Hérica riu e pegou as coisas de Chay que estavam largadas no sofá.

-
Já era noite, Micael estava na garagem de casa depois do jantar, como de costume, tocando sua bateria  a música que tocara de tarde com aqueles quatro estranhos. O moreno sorria, fazendo uma das únicas coisas na vida que o deixava feliz.

Mas sua felicidade foi interrompida por algumas batidas na porta que dava passagem do portão para o corredor de casa.

Ele aquietou as mãos e se virou, encontrando sua mãe, Antônia, sorridente. A mulher se aproximou do filho e pôs a mão em seus cabelos negros.

- Então? Como foi? - ela sorria de orelha a orelha.

O garoto franziu a testa.

- Como foi o que?

Antônia parou de sorrir e olhou séria para o filho.

- O teste para o futebol!

Micael murmurou um longo “aaaaah”. Considerou contar a verdade para a mãe, mas então pensou em como ela ficaria desapontada ao saber que ele não era como seu irmão.

- Foi... foi ótimo! - ele disse sorrindo, o que fez o sorriso no rosto da mãe aumentar.

A mulher soltou um gritinho e agarrou o filho pela manga da camisa, levantando-o do banquinho que ele estava sentado.

- Agora vamos estudar - ela o puxava pelo corredor, levando-o para seu quarto - você não vai para a faculdade de seu irmão se continuar tocando isso ai.

Micael suspirou e fechou a porta do quarto, se jogando na cama em seguida.

-
O jantar na casa dos Fronckowiak's era silencioso. Só se ouvia os barulhos dos talheres batendo nos pratos. Em algum momento da refeição, Melanie bufou.

- Eca, pai! - ela fez uma careta para seu pai, que mastigava um pedaço de peixe - Como vocês podem comer isso? - ela olhou para seus seus pais, que cortavam os peixes com vontade - Imagina o que o pobre do peixe sentiu.
- Peixes não sentem dor, Mel - André, seu irmão, disse sentado no tapete da sala enquanto montava um robô.

A morena olhou para seu irmão.

- Só porque você não vê a agonia, não quer dizer que ele não está sentindo.
- Desde quando você é vegetariana? - Luiza, sua irmã, que estava passando sua última semana antes de ir fazer intercâmbio em Londres, perguntou, arqueando uma sobrancelha.
- É, quando isso aconteceu? - seu pai perguntou, e sua mãe, Berenice, agitou os ombros, informando que não fazia ideia.

Melanie olhou para a própria camisa, uma verde, que dizia "VEGETARIANS ROCK".

- Quatro meses atrás - ela afirmou, chateada. – Caramba, pra um bando de gênios, vocês não prestam muita atenção, hein?
- Porque é burrice, maninha - André falou rindo, recebendo uma bronca da mãe.

A morena bufou.

- Me desculpem se eu não estou inventando plástico biodegradável - ela olhou para a mãe, que nem a escutava, mandando mensagens pelo telefone - ou montando robôs - ela olhou para André, que estirou a língua para a irmã - ou estudando em colégios no exterior - Luiza suspirou. – Ou... ah, é! Curando câncer - ela olhou para o pai, que era um renomado médico da região.
- Mel, querida... não curamos ainda.

A garota revirou os olhos.


- Ai, pai, eu sei disso! Olhem, eu não sou um gênio, o que parece ser uma anomalia genética nessa família, mas eu também posso fazer coisas, sabiam? - ninguém prestava atenção nela. Seu pai olhava para o seu pager, sua mãe para o seu celular, Luiza olhava para o além, distraída como sempre, e André estava concentrado no seu robô que estava quase no fim. Melanie revirou os olhos mais uma vez - Eu vou começar uma revolução! - ela exclamou antes de enfiar um pedaço de alface na boca e mastiga-lo selvagemente.
- Mas... Que legal, querida - sua mãe falou distraída.


Um comentário:

Não vai sair sem comentar, né?! xD

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