20 de fev de 2015

Dangerous Woman - Capítulo 23



                                              Não achei um gif que combinasse com o capítulo


O barulho das balas atingindo o carro não cessava nem por um milésimo de
segundo. Eu dirigia o mais rápido que podia, buzinando e desviando das
pessoas que se encontravam no meio do caminho. Lua vez ou outra
atirava para trás e vi uns três dos carros de Jake perdendo o controle e
capotando. O Lamborghini dele vinha a toda no nosso rastro. Lembrei de
um caminho e fui dirigindo a toda velocidade, até avistar a estrada.

- Nós precisamos despista-los o mais rápido possível! - Lua disse.

Eu vi que ela estava pressionando o ombro com força com uma mão enquanto
atirava com a outra. Franzi o cenho tentando entender até que minha
ficha caiu.

- Lua, você tomou um tiro? - perguntei fazendo um desespero crescer
dentro de mim.

- Não - ela disse desconversando e jogando o cabelo por cima do ombro -
Claro que não, Arthur. Presta atenção na estrada vai.

Eu precisava mesmo manter o foco. Acelerei mais ainda e mais para frente
vi o que eu queria. Fiz uma curva brusca entrando em uma estrada de
terra. Dirigia o mais rápido que conseguia por ela. Nela hora em que
resolvemos não sair com a Range. Os faróis apareceram no retrovisor bem
ao longe. Apaguei os faróis da BMW e depois de alguns metros virei de
novo, entrando em outra estrada de terra. Entrei com o carro no meio de
algumas árvores que eram longe umas das outras e estacionei metros a
frente, parando o carro atrás de uma fileira de carros. Aquilo serviria
como um esconderijo provisório. Eu e Lua soltamos o ar relaxando e
nos encostando no banco.

- Lua, me deixa ver o seu ombro - falei me lembrando.

- Não, Arthur. Eu já te disse que não aconteceu nada - ela disse se
afastando quando eu fiz menção de me aproximar.

- Lua. - olhei sério para ela e ela bufou parando no lugar.

Afastei seu cabelo de cima do seu ombro e vi a pele perfurada e suja
pelo sangue, o pano da blusa estava grudado e um pouco chamuscado por
conta da pólvora. Lua gemeu de dor e mordeu os lábios tentando
conter outro. Seu rosto começava agora a suar frio, a adrenalina havia
passado e a dor deveria estar piorando.

- Nós precisamos tirar essa bala, Lua. Eu vou te levar para um
hospital.

- Arthur, não. Eles estão na nossa cola. Se sairmos daqui nos
encontrarão rapidamente.

- Lua, você não vai ficar aqui agonizando de dor. Eu não vou deixar.

- Você tem... - ela fez uma pausa pegando minha mão e fechando os olhos
de dor - Você tem que tirar a bala para mim.

- E como você pretende que eu faça isso?

- No porta-malas tem um quite completo de primeiros socorros. Pegue lá.

Soltei sua mão e sai do carro. Abri o porta-malas e comecei a
vasculha-lo atrás do quite de primeiros socorros. Achei ele perto de uma
outra caixa que tinha ali, junto com algumas armas escondidas nos
cantos. Fechei o porta-malas e uma chuva de pingos grandes começou a
cair. Corri de volta para dentro do carro. Lua estava ficando cada
vez mais pálida, eu precisava tirar aquela bala logo de seu ombro.

- Eu nunca fiz isso - confessei.

- Não tem importância, não é tão difícil. Você precisa higienizar, mas
primeiro vai ter quer desgrudar o pano da minha blusa do machucado.

Assentiu. Forcei o tecido perto da base da alça a arrebentando e fui
puxando o pano com cuidado de cima do machucado. Acabei rasgando sua
blusa inteira, estava praticamente inteira suja de sangue. Lua
afundou as unhas no banco, mas não emitiu nenhum barulho.

- Como eu vou higienizar? Aqui não tem nada para isso - disse
vasculhando o quite.

- Ali - ela disse com os lábios pálidos apontando para os seus pés.

Eu olhei e vi uma das garrafas de vodca que havíamos levado para o
racha. Peguei a garrafa e coloquei em frente a ela.

- Você tem certeza disso? - perguntei.

- Vai logo, por favor.

Lua enrolou a manga da blusa de frio que tinha no carro e colocou na
boca. Abri a garrafa de vodca, hesitei um pouco, mas joguei o líquido em
cima do machucado. Lua teve seu grito abafado pela blusa que ela
estava mordendo. Peguei uma pinça dentro do quite de primeiros socorro e
um outro instrumento que eu não tinha ideia do nome. Olhei para Lua
pedindo permissão e ela assentiu voltando a morder sua blusa. Puxei a
bala, fui tentando tirar da forma mais rápida. Lua gritava e gemia
de dor com a blusa na boca. Finalmente consegui tirar aquela merda do
seu ombro e ela relaxou o corpo. Peguei a gaze e enrolei o ombro de
Lua, quando voltássemos para casa eu a levaria no hospital para
cuidar certo daquilo, mas por enquanto era a única coisa que eu podia
fazer.

- Obrigada - ela disse sorrindo fraco.

- Vem aqui - falei a puxando com cuidado para o meu colo.

Peguei minha blusa de frio e a agasalhei, já que sua blusa havia se
tornado um trapo todo ensanguentado. A aproximei de mim pelo lado do
ombro que não estava machucado, deitando sua cabeça em meu peito. A
chuva começou a cair mais forte e Lua se enroscou mais em mim e eu
comecei a mexer em seu cabelo.

- Dorme um pouco, eu estou aqui - disse e dei um beijo em sua cabeça.

Lua assentiu e fechou os olhos, mas antes pegou minha mão. Ela
começou a apertar meus dedos, um depois do outro, depois voltando no
dedão novamente e fazendo o mesmo processo.

- O que você está fazendo? - perguntei rindo baixo.

- Eu tinha mania de fazer isso quando era mais nova, eu apertava todos
os dedos da mão do meu pai ou da minha mãe até pegar no sono - ela riu
também.

- E por que eu nunca tinha visto você fazer isso?

- Porque quase ninguém sabe e eu só faço isso quando estou tentando
ficar calma.

Neguei com a cabeça e deixei minha mão com ela, enquanto ela fazia
aquela maluquice com os meus dedos. Não demorou muito e senti sua mão
parada, ainda segurando a minha, sua respiração ficou mais serena e seu
peito descia e subia calmamente. Encostei minha cabeça no banco e com o
cansaço chegando, peguei no sono.

(...)

A claridade do sol invadiu o carro e eu abri os olhos. Lua
continuava dormindo, ela não havia se mexido em momento algum durante a
noite, parecia uma pedra.

- Lu... - falei baixo perto do seu ouvido e ela enterrou o rosto no meu
peito - Vamos, preguiçosa.

- Não quero acordar - ela disse com a voz abafada pela minha blusa e eu ri.

- Anda, vamos sair daqui. Acho que eles já devem ter desistido de nos
encontrar.

Ela se espreguiçou com o braço bom e passou de volta ao banco de
passageiro. Liguei o carro e sai do meio daquelas árvores, voltando para
a estrada de terra. Dirigi em direção a estrada normal, quando olhei
para o retrovisor, vi poeira levantando mais para trás. Lua pareceu
perceber minha testa franzida e olhou para trás.

- ARTHUR ACELERA! É UM DOS CAPANGAS DO JAKE! - ela gritou e eu pisei com
tudo no acelerador.

Enquanto a BMW corria, a terra atrás de nós subia alto, mas ainda era
possível ver os faróis do carro cada vez mais perto. Finalmente cheguei
na estrada, fazendo um curva fechada. Lua teve que se segurar e fez
uma cara de dor por conta do ombro. Peguei minha arma e atirei para trás
tentando acertar o carro que vinha atrás de nós.

- Liga para o Kenny e manda eles irem agora para a entrada da cidade,
nós precisamos de reforços.

Lua assentiu e puxou o celular. Enquanto ela falava com Kenny, eu
desviava dos carros tentando manter distância do nosso perseguidor. Do
nada surgiram mais dois carros pretos iguais ao que estava atrás de nós
e começaram a nos perseguir também.

- Sua Ferrari viria bem a calhar em uma hora dessas - falei para Lua
e ela riu.

Lua puxou a arma, abriu o vidro e começou a disparar contra os
carros. Logo eles começaram a disparar também e a lataria outra vez
começou a ser perfurada.

- Qual é! Esse carro estava novinho e esses filhos da puta estão
acabando com ele! - Lua disse puta da vida e atirou mais ainda,
segurando seu ombro com a outra mão.

O vidro traseiro da BMW estourou com um tiro e nós dois nos abaixamos.
Só mais alguns quilômetros e estaríamos na entrada de Toronto. Nós
precisávamos aguentar até lá, mas com Lua machucada e tendo três
carros atrás de nós a situação ficava mais complicada. Um dos carros que
eu cortei acabou perdendo o controle e foi de encontro com um dos carros
pretos. Um a menos. Eu esperava que o motorista do carro que eu havia
cortado não tivesse se machucado.

- Um quilômetro para a entrada! - Lua exclamou apontando para uma
placa.

Avistei logo a frente carros parados na lateral da estrada na entrada da
cidade e vi Kenny e Joe parados do lado de fora segurando metralhadoras
e outros homens com armas ainda maiores. Quando já estava mais próximo,
pisquei o farol do carro três vezes para sinalizar para Kenny que
estávamos chegando. Ele fez sinal para os homens apontando em nossa
direção e todos se posicionaram. Passei por Kenny e pouco metros depois
entrei com a BMW atrás da barreira de carros que os seguranças de
Lua haviam formado. Olhei para trás e vi os carros que antes estavam
nos seguindo e vi balas chovendo em cima deles. Um tentou fugir, mas um
dos seguranças Lua fechou a sua frente com o carro e ele derrapou na
estrada, capotando e caindo no acostamento do lado oposto da estrada.

- Verifiquem se algum deles está viço dentro daquele carro, se tiver
algum peguem, amarrem e levem-os daqui - vi Kenny gritar e cinco
seguranças foram com seus rifles em mão para o outro lado da pista em
direção ao carro capotado.

Eu e Lua descemos do carro e eu logo corri para perto dela,
segurando sua cintura para que ela se equilibrasse certo, ela ainda
estava fraca por conta do machucado.

- Vocês estão bem? - Joe perguntou vindo para perto.

- Estamos, mas a Lua acabou levando um tiro no ombro e precisa de um
médico.

- Desculpa por não termos ajudado antes, eu pensei que você tivessem ido
para a casa do Arthur, por isso nem nos preocupamos - Kenny disse
pendurando a alça da arma no ombro.

- Está tudo bem - Lua sorriu fraco - Vamos para casa e ligue para o
Dr. Donavan ir indo para lá. É melhor não irmos para nenhum hospital.

Kenny assentiu. Fomos para um dos carros dos seguranças e ajudei Lua
a entrar. Sentei, fazendo ela se encostar em mim e o segurança deu
partida. Vi os seguranças que haviam ido verificar o carro do outro lado
vindo com dois caras, que tentavam se soltar enquanto atravessavam e
eram colocados nos porta-malas dos carros. Lua tremia ao meu lado, a
abracei com cuidado e fui tentando a acalmar durante todo o caminho. O
carro entrou pelo portão do jardim de Lua e o segurança estacionou o
carro perto da porta da entrada. Peguei ela no colo e desci do carro,
entrando na casa. Subi as escadas com ela, entrando em seu quarto e
chegando no mesmo a deitei na cama, cobrindo seu corpo. Me sentei ao seu
lado na cama e ela deitou a cabeça no meu colo.

- Agora está tudo bem, já estamos na sua casa.

- Eu já estou um pouco melhor. Não se preocupe.

Fiquei mexendo em seu cabelo e ela ficou agarrada em minha mão com
aquela mania de mexer em meus dedos. Ouvi batidas na porta e logo um
senhor grisalho vestido de branco apareceu na porta.

- Srta. Blanco?

- Oi, dr. Donavan - ela disse acenando para ele.

O senhor entrou no quarto e fechou a porta atrás dele. Ele estava com
uma maleta na mão e veio em direção a cama, se sentando na beirada.

- O que aconteceu, Lua? - ele perguntou pegando o óculos no bolso do
seu jaleco e o colocando.

- Eu - ela se sentou na cama com a minha ajuda - tomei um tiro no ombro.

Lua tirou o cabelo de cima do ombro ombro. Dr. Donavan desenrolou a
gaze que estava em volta do ombro dela e Lua fez uma careta de dor.

- Quem tirou a bala? - ele perguntou.

- Eu - respondi e ele levantou os olhos me olhando.

- Até que fez um bom trabalho, rapaz. O ferimento poderia estar pior.
Vou dar ponto para fecha-lo e vai ficar tudo certo. Mas, tome mais
cuidado, moça.

Ele começou a dar ponto no ombro de Lua e ela apertava minha mão.

- Pronto.

- Obrigada, dr. Donavan - Lua apertou a mão dele sorrindo.

- Por nada. Qualquer coisa me ligue. Vou deixar a receita de alguns
analgésicos com a Luz e pedir para que ela compre para você.

- Tudo bem.

- Cuide dela - Dr. Donavan disse sorrindo para mim, acenou e saiu do quarto.


Anne's P.O.V.
Jake estava no meio de uma crise de fúria quebrando seu escritório
inteiro enquanto eu apenas observava sentada no sofá. Ele jogou um vaso
perto de mim e eu apenas desviei.

- EU VOU MATAR AQUELE MERDA DAQUELE SEGURANÇA - ele gritou derrubando
tudo de cima da mesa.

- Jake... - tentei falar.

- CALA A BOCA.

Levantei as mãos em sinal de rendição e ele continuou com o seu
chilique. Dez minutos depois aquilo já estava chato.

- Parou! Parou - levantei batendo palmas para chamar sua atenção.

- EU TE MANDEI CALAR A BOCA.

- Abaixa o seu tom, querido. Olha, eles fugiram, tá bom. Mas agora já
foi, o que nos resta é planejar outra coisa. Ou você acha que eu não
estou puta porque aquela biscate fugiu com o meu homem?

- Eu deveria ter cercado eles melhor. Eu deveria ter eu mesmo ficado
esperando lá, eles não teriam escapado - ele disse chutando uma cadeira.

- Nós vamos arranjar um jeito de pegar esses dois. Eu faço questão de
resolver isso.



                                                                ********
                                                    Eles ainda vão ter paz...prometo.

7 comentários:

  1. Perfeito *-----*
    Af, o que a Anne e o Jake vão aprontar agora? Tô megaaa curiosa e estou amando cada capitulo :3

    Ass: Carol

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  2. Tadinha da Lua, Thur um fofo.... Jake e Anne eca são tão nojentos, quero um fim bem doloroso pra eles... posta maissssss

    (Fer)

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  3. Meu , Deus to adorando essa fic u.u
    #paraaabens !
    Xx yasmin d

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  4. Aaaaaahh serio nao deixa ninguém pega eles .... Plessse..... ❤❤❤❤❤ amo ah sua webbb

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  5. lua podia de mais segurança como Micael, chay , diego, bernardo, Pedro cassiano, Thiago amaral .

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  6. Posta maiss +++++

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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