21 de jan de 2015

Down the glass slipper








Parte 3

Comecei a rir com meus pensamentos, quando ouço uma voz conhecida.
-Rindo sozinha bela princesa?- Perguntou Arthur enquanto caminhava ate a mim.
-Vês-te mas alguém aqui belo príncipe. – Falei frisando a parte do belo príncipe.
-Não! Será que terei que me preocupar com a sanidade da minha futura esposa?- ele perguntou sentando ao meu lado, rindo divertido ao ver a surpresa em meus olhos.
-Esse foi o pior pedido de casamento que eu já ouvi falar.- eu disse abrindo um sorriso.
-É porque ainda não foi um pedido de casamento AINDA. Mas logo será.- ele disse pegando a mão da garota que amava em sua mão.
-Não faz isso comigo, que eu acabo cedendo. - eu disse meio dengosa.
O cara de pau teve a audácia de sorrir e dizer:
-Mas é justamente essa a intenção.
-Hmmm... bobo- eu disse dando um selinho nele.
-Hummm... que beijo mais muxoxo. Aprenda com o seu noivo, se faz assim oh..- ele disse me puxando pela nuca e colando nossos lábios em um beijo exigente.
-Rurururum....
Ouvimos um pigarro e nos descolamos dando de cara com a Martina que não estava com a melhor das suas caras.
-O que foi Mart?- eu perguntei irritada por ela ter nos interrompido.
-Foi que vocês dois, não deveriam ficar fazendo esse tipo de demonstração de afeto, antes do casamento e olhe que vocês dois ainda nem noivaram. - disse ela nervosa.
Eu sorri da ingenuidade da minha pobre Ama, para quem não conhece essa turrona, acredita que ela não passa de uma senhora mal amada e encalhada.
Mas eu sei que ela e chatinha assim só porque que o meu bem mas do que qualquer um.
Tudo bem, não mas que a dona Claudia e talvez o senhor rei dono de todo isso.
Mas só talvez.
Não que eu tivesse duvidas de que meu pai me amava, eu realmente tinha certeza de tal proeza, mas as vezes sentia meu pai distante de mim, o que pode ser pelo fato de eu nunca acatar as suas regras e ordens.
Meu pai sempre dizia que só existiam duas pessoas que não temiam ele em todo esse reino.
Minha mãe e eu!
-Deixa de ser careta Mart, eu o príncipe aqui não estamos fazendo nada de mais.- eu disse lhe lançando um sorriso doce.
Mas pelas suas expressões ela não parecia nada alegre com a situação.
-Senhorita Lua está na hora do seu banho, as criadas já estão preparando sua banheira. E cara, vossa alteza o Rei esta pedindo que lhe de a honra de sua presença em seu gabinete real.- disse a Martina referindo a ultima parte ao Arthur.
-Bom! Já que o Rei solicita minha presença, o melhor  e ir ver o que me espera.- Falou o Thur me dando um beijo no rosto, e logo se levantou, indo na direção de uma das imensas portas de mármore  do castelo.
-Vamos princesa?
-Vamos Martina.- eu disse e a segui.
Chegando nos meus aposentos reais, tomei meu banho com a ajuda das criadas enquanto a Mart separava minhas roupas.
Enquanto Calia uma das minhas criadas secava meu cabelo, me veio a solicitação que o meu pai fez ao Arthur.
O que será que ele quer conversar com o príncipe de Ventria ?
Minhas pernas ficam bambas , meu sangue esfria e meus pelos levantam. Só de pensar na possibilidade de nosso relacionamento ser proibido.
Logo me vem a Lucas a cabeça, meu pai bloqueou qualquer tipo de sentimento que existia entre-nos. Naquela época pensei que estava para morrer por estar longe do plebeu pelo qual estava completamente “apaixonada” .
Mas hoje vejo como era uma pobre garota iludida, o que já sinto nesse comecinho pelo Thur me mostra que tudo o que eu e o Lucas vivemos não passou de uma aventura de um amor de criança.
E só de imaginar ficar sem um certo príncipe, eu não desejo morrer eu já me sinto morta.

Continua... 


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