30 de jan de 2015

49° Unidos por uma criança // Orgulho vs. Óh, meu Deus!


Boa leitura! ;)




Sophia, Arthur, Melanie, Micael e... Hm, Chay?! É... Não tive coragem de olhar para eles, e eu também não poderia me dar ao luxo de fazer isso, já que eu segurava uma câmera e filmava tudo com maior cuidado e atenção. Eu poderia dizer que fiquei um pouco nervosa, mas consegui disfarçar... Olhei de relance para trás e eles se sentaram umas quatro fileiras atrás da minha.
Pelo que a Elena me falou, a “ Peça “ falava sobre um reino de fadas onde existiam dois lados, o bom e o mal, e a peça toda era interpretada sem falas, somente com dança... O que era interessante, mas naquele momento eu não estava nem um pouco interessada na peça, eu só queria ver ela dançando... Estava tão linda, não é porque eu sou a mãe... Ela realmente estava linda, o cabelo preso em um coque que deu muito trabalho pra fazer, já que o seu cabelo é curto, a franja solta... Uma maquiagem preta de leve e um batom rosinha... E sim... Ela foi escolhida pra ficar no lado mal... No começo ela quase teve um ataque mas depois se acalmou a descobrir que todos do lado mal ficariam bons.
Aos poucos a música da peça iria ganhando um tom mais grave e acelerado... As luzes se apagaram e lá estava ela... Perfeita, correndo pelo palco como se já fosse uma dançarina profissional, rodopiando sem ficar tonta... E ela conseguiu, treinou durante semanas pra conseguir fazer isso sem cair, e ela conseguiu, merece um prêmio por sua garra e determinação, pensarei nisso mais tarde.
[…]
No final da peça, eu já estava em prantos... Assim como a maioria das mães... As cortinas se fecharam e depois se abriram, eles se curvaram e o som dos aplausos tomaram conta do salão. Elena me olhou e falou: MÃE NÃO CHORA!  –   Ela disse isso alto, todos gargalharam, eu assenti e desliguei a câmera para bater palmas de pé. As cortinas se fecharam de novo e eu me sentei, ainda tinha que esperar a minha bebê, mesmo que ela fosse ficar com o pai dela, queria dizer a ela o quão maravilhosa ela é...
Vi a Elena abrir a cortina vermelha e sair correndo em minha direção, eu sorri ao ve-la. Ela desceu algumas escadas que dava do palco a primeira fileira, ela veio correndo em minha direção e me abraçou.
 –   Foi lindo, princesa!  –   Elogiei. –   Você estava maravilhosa!  –   Ela sorria e beijava o meu rosto.
 –   Mamãe, eu tava muitu nevosa, e você ainda tava cholando, voche sabi que eu num gorto de ve voche cholando!  –   Ela passou as mãos pelo meu rosto e secou uma lágrima que desceu.
 –   Ah, filha, a mamãe está tão orgulhosa!  –   Ela sorriu e me deu um selinho.  –  
 –   Agola eu tenhu qui tlocar de loupa!  –   Ela avisou olhando para os lados.  –   Se a professola me ver ati ela vai brigar!  –   Eu fingi espanto e ela gargalhou e então saiu correndo, subiu no palco se virou, deu um tchau que eu suponho que tenha sido para o pai dela e os amigos dele... E então sumiu por trás das cortinas. Eu me levantei para ir embora, peguei a minha bolsa e a câmera que estava ao meu lado.
Rapidamente lancei um olhar para a quinta fileira, todos estavam rindo e se divertindo, talvez estivessem tão orgulhosos quanto eu... Tive vontade de chorar, afinal, eu estava sozinha... E esse final de semana eu ficaria sozinha, porque ele levaria a Elena pra casa dele e no domingo a noite eu torceria para que ele a levasse até a porta.
Por alguns instantes meus olhos se encheram de lágrimas, mas então eu desviei o olhar e tentei achar um motivo para ficar mais um pouco com a minha filha... Agora ela é a minha única companhia. Ela está com uma bolsa, talvez eu pegue... Ela pode perder ou esquecer na casa do Arthur eu não quero ter muito contato com ele, é melhor eu pegar a bolsa com as roupas dela... Eu tentava me convencer de que era melhor ficar. Uma senhora que estava sentada ao meu lado me olhava curiosa.
 –   Está tudo bem?  –   Perguntou ela enquanto franzia as sobrancelhas.
Eu dei um meio sorriso e me sentei novamente, era tudo o que eu precisava... Uma pessoa para conversar... E uma desconhecida era perfeito!
 –   Na verdade, não!  –   Suspirei... E o resto é de se imaginar, acabei contando toda a minha história pra ela, no final descobri que o nome dela era Doris e estava ali por causa da neta, sua filha havia falecido a 1 ano e 2 meses... Enfim, viramos amigas, já que tinhámos uma vida muito movimentada e complicada.
Quando vimos, as crianças já estavam saindo... Elena foi uma das primeiras, saiu já arrumada. Um short jeans rasgado que eu mesma tinha colocado na bolsa e uma regata amarela com uma rasteirinha marrom, os cabelos já soltos e todo bagunçado. Bem a cara dela não passar um pente no cabelo. Ela me olhou um pouco confusa. Eu fiz sinal para que ela me esperasse e assim ela fez.  –   Por sorte ela não foi pra fileira do pai, porque se não iria ser uma vergonha!  –   Me despedi da Doris, nós trocamos números e tudo, no pouco tempo em que eu fiquei com ela esqueci de todos os meus problemas, o que quase ninguém conseguia fazer, mas ela fez!
Me levantei e fui em direção a Elena.
 –   Ti foi?  –   Perguntou ela enquanto passava a mão pelo cabelo totalmente bagunçado.
 –   Me da a sua bolsa, não quero que perca!  –   Ela revirou os olhos.
 –   Eu, papai e os titios vamos chair, vamus mamãe ?  –   Ela me entregou a bolsa e eu neguei com a cabeça dando uma olhada para eles que agora encaravam a gente, talvez estivessem pensando que eu não deixaria ela ir.
 –   Não, amor... A mamãe anda muito ocupada, você sabe!  –   Ela assentiu e torceu os lábios.
 –   Intão tá, a gente se vê nu domingo!  –   Ela abraçou a minha cintura e eu passei a mão pelos cabelos dela, como se tentasse dar um jeito, mas aquilo só se acertaria com um pente.  
 –   Liga pra mim antes de dormir, tá?  –   Pedi, ela assentiu e pegou a minha mão.
 –   Voche não vai embola?  –   Ela perguntou um pouco desconfiada.
 –   Sim, mas eu preciso ir no banheiro antes!  –   Menti, não queria correr o risco de ter que ir até o estacionamento com o pai e os “ tios “ dela .
Ela assentiu e foi até eles que já a esperavam de pé. Eu virei as costas e realmente fui procurar o banheiro, precisava ver se eu estava bonita ou com cara de morta.
[…]
Cara de morta!  –   Muito morta!
[…]
Esperei por uns 5 minutos, eles com toda a minha certeza já deveriam ter ido embora... Quando eu sai do banheiro, fui direto para o estacionamento, sem sinais de Arthur ou qualquer outro dos amiguinhos dele.
É estranho estar sozinha, mas essa foi a minha escolha...
[…]
Que escolha mas idiota! – Por causa dessa escolha, estou sozinha, nessa casa enorme... Tenho medo de que o homem que eu amo me magoe novamente e por isso dei um fora nele. É eu sou louca!
Sou tirada dos meus devaneios... Meu celular está tocando, pego ele no meu criado-mudo e me sento na cama antes de o atender. Arthur.
 –  Alô? – Meu coração acelera, e eu fico fria... Tenho esperança de que seja ele.
 –  Mamãe! – Elena diz em voz baixa. Na verdade não sei se ela estava falando baixo ou gritando, porque do outro lado da linha tem muito barulho... Risadas, falatórios... Enfim...
 –  Oi meu amor?! – Falo carinhosamente.
 –  Manhê, eu quelo i pra casa! – Falou ela, manhosa.
 –  Porque, filha? – Tentei entender....
 –  Eles tão bebendu, manhê, num quelo ficar ati! – Ela forçou choro.
 –  Cadê o seu pai? – Perguntei.
 –  Tá ati, ele tá bebendo! – Agora o seu tom de voz era de irritação.
 –  Deixa a mãe falar com ele! – Pedi, ouvi as risadas se aumentarem, mais... E então a voz de Arthur ecoou pelo telefone.
 –  Oi?
 –  Dá pra você parar de beber e dá uma olhada na sua filha... Ela tá com sono, precisa dormir! – disse eu, ele suspirou do outro lado da linha.
               É... Vou te dar um banho... “Não, eu quelo i pra casa... “ Elena...
 –  Ela quer ir pra casa! – Declarou ele.
 –  Não vai dar, amanhã eu preciso sair cedo, a Emilly não vem amanhã, eu não posso ir buscar ela, dá o seu jeito, põe ela pra dormir... – Me antecipei antes que ele dissesse que iria a trazer ou algo assim... Eu queria que ela estivesse aqui, mas realmente não poderia ficar com ela amanhã, tinha muita coisa para fazer na empresa, não poderia leva-la!
 –  Maaaaaaanhê! – Elena gritou do outro lado da linha.
 –  Ai meu Deus! – aborreci, sempre tinha que sobrar pra mim! – Se você não consegue ficar com ela, porque quis levar ela com você, que droga, Arthur... Agora eu vou ter que ir buscar ela, porque você tá bebado ! – Extrapolei, enquanto me levantava da cama.
 –  Eu não tô bêbado! – Disse ele seguro de si.
 –  Isso é o que todo o bêbado fala! – Falei.
 –  Bêbado de refrigerante, só se for! – ele sorriu e eu bufei.
 –  Então você deveria olhar a Elena, não tá vendo que ela tá com sono? –  perguntei irritada, era incrível como ele era irresponsável, incrível!
 –  15 minutos atrás ela tava pulando que nem uma pipoca, como eu iria adivinhar que ela queria ir dormir... Ela não me falou nada! –  Revirei os olhos. –  quelu i pra casa! –  Declarou Elena com um grito.
 –  Trás ela, Arthur... –  Suspirei –  Trás logo antes que eu me arrependa! –  Bufei e desliguei o celular... meu Deus, eu merecia isso? Como eu faria pra levar a Elena pro meu trabalho? Ela não para quieta, nesse último mês eu não estou me entendendo, uma hora  bem, outra... Nem tanto!
[...]

        Assim que ouço o barulho do carro, saio de dentro de casa e vou até a varanda, espero Arthur para o carro enquanto desço as escadas, paro ao lado do carro e cruzo os braços em frente ao peito, Arthur desce do carro e abre a porta de trás  –   onde a Elena estava  –  
 –  Dormiu.  –  Ele disse, calmamente.
 –  Ela só estava com sono, você devia ter colocado ela pra dormir na sua casa, agora você atrapalhou todos os meus planos pra amanhã!  –  resmunguei, ele arfou .
 –  E você acha que eu sou o culpado?  –  Perguntou ele revolto. Eu franzi o cenho e dei uma risada forçada, como se estivesse gostando de ele estar tão zangado.
 –  Você quer que eu me culpe?  –  Ele passou as mãos pelo rosto e respirou pesadamente.  –  É bom que não queira, porque eu não vou fazer isso!  –  Descruzei os braços . Ele me ignorou, apenas pegou a Elena e veio andando até a mim enquanto falava. 
 –  Se você quiser eu posso passar aqui amanhã, bem cedo pra pegar ela!  –  Eu neguei com a cabeça.
 –  Pra que? Pra você me ligar, quando eu estiver no  meio de uma reunião, pra dizer que não consegue ficar com a sua própria filha?  –  Perguntei em tom cordato.  –  Não, obrigado!  –  Eu mesma respondi, ao final desta frase, precisei me apoiar no carro de Arthur, uma tontura tomou conta de mim, minha cabeça estava girando... 
 –  O que foi?  –  Ele perguntou já ao meu lado. Eu fechei os olhos e massageei minhas têmporas.
 –  Nada, tá tudo bem!  –  Estendi o braço para pegar Elena, ele arqueou a sobrancelha, mas depois de alguns segundos passou Elena para o meu colo.
 –  Tem certeza que não vai querer que eu busque ela?  –  Ele perguntou mais uma vez, Será que ele está com algum problema de audição? 
 –  Já falei que não, eu hein...  –  Aumentei um pouco meu tom de voz.  –  Foi mal!  –  Respirei fundo.  –  Não precisa, tchau!  –  Falei enquanto subia as escadas e passava pela varanda... 
        Assim que eu entrei em casa, fui colocar Elena no meu quarto, caso ela acordasse durante a noite, veria que estava em casa e ao meu lado, eu desci novamente para beber um pouco de água e de novo fui pega por aquela mesma tontura, é estranho, não costumo ficar tonta, só quando eu estava grávida da Elena... Óh, meu Deus!

****

Até o próximo e último capítulo! <3 :* Beeeeeeeeeeijos meus amores!


11 comentários:

  1. Estou prescentindo que vem baby por ai kkk (um baby agora seria TUDO)
    Posta mais amando

    (Fer)

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  2. ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

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  3. +++++++++++, Pelo Amor De Deeeeus !

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  4. bebe a caminho

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  5. posta mais pf

    Ana

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  6. Meu Deus que , web perfeita HaHa :33
    Parabens Linda !
    Postaa mais ta mt legal Hah
    Vs vai acabar Me deixando careca de taanta anciedadee HaHa
    fã aq HaHa ;*
    Paaarabens fic perfeitaaa *--*
    Xx Yasmin S

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  7. Ahhhh eu sabiaa hulhu mais um baby Lua
    kkkkkkk agora deu foi certo se Arthur for agir como foi com Lena é melhor nem chegar perto desse bebe
    Ahhh Viih quer me matar neh??? Meu core ♡♥♡ ja quero o proximo *---*

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  8. Que Capitulo Perfeito!!!
    *_* <3
    Espero um Belo Baby a caminho!

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  9. Que Capitulo Perfeito!!!
    *_* <3
    Espero um Belo Baby a caminho!

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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