20 de ago de 2014

Your Bed Or Mine? - Capitulo 7 - THE PERFECT FIT - 3

           
Será que esse será o fim? :( '-' :'(
Boa leitura! ;)
"Fanfic movida a comentários."



Quando Sarah abriu a porta da frente, Lua não esperou para ser convidada a entrar. Metendo a foto de encontro ao peito dela, empurrou-a de volta para dentro do próprio vestíbulo. Perdendo o equilíbrio, a loira caiu sentada no piso caro de mármore italiano.
Lua atirou a foto no colo dela e encarou-a com toda a sua fúria, as mãos nos quadris.
— Acho que isso pertence a você.
Sarah pegou a foto e observou-a, a cor se esvaindo de seu rosto.
— Levante-se! Quero que me olhe bem nos olhos quando eu lhe disser o que tenho a dizer!
Sarah levantou-se, a foto agora numa mão trêmula.
— Foi mesmo tão ingênua? Não parou para pensar que seria a primeira pessoa de quem eu desconfiaria quando deu aqueles te­lefonemas anônimos para minha CASA?
A loira manteve-se em silêncio, o rosto contraído. Lua soltou um riso de escárnio.
— Oh, aposto que você ficou possessa quando troquei o número do telefone de casa.
Sarah continuou emudecida.
— E, então, você foi estúpida o bastante para achar que eu não faria a ligação dos telefonemas com a foto. Quem é esse sujeito? Obviamente, não é o tal jovem latino Javier. Este é um de seus ex-namorados? Talvez um ator? Ou é apenas um sujeito que esco­lheu ao acaso na rua e pagou para fazer seu serviço sujo?
— Lua ...
— Cale-se! Ainda não terminei. Quero que olhe nos meus olhos agora e me diga que é a responsável por essa foto que está se­gurando.
Lágrimas escorreram pelos olhos de Sarah.
— Eu lamento tanto... Tanto — disse enfim, e engoliu em seco. — Sim. Sou a responsável por essa foto.
— Parabéns. Seu plano para acabar com meu casamento deu certo.
Lua girou nos calcanhares. Virou-se, porém, para encarar a outra antes de sair.
— Mas não se preocupe. Darei a CASA a Arthur. Eu não suportaria a ideia de continuar a morar de frente para você!
Segundos depois, Lua estava na varanda de Sophia. Quando ela abriu a porta, Lua debruçou-se no ombro da melhor amiga, solu­çando incontrolavelmente.
...
Quando Matt abriu a porta da frente, Sarah não esperou para ser convidada a entrar. Metendo a foto de encontro ao peito dele, empurrou-a de volta para dentro do próprio APARTAMENTO.
— O que, afinal, você estava pensando? — gritou.
— Ei, acalme-se e deixe-me explicar — disse o irmão gêmeo com evidente nervosismo.
— O que você e Eddie fizeram? Ficaram escondidos nos arbustos até que Lua decidiu dar uma caminhada com seu cão?
—Não perguntei a Eddie como ele conseguiu tirar a foto. Eddie é um profissional. Apenas lhe paguei para fazer tudo.
— Pelos Céus, você está brincando com a vida das pessoas, Matt!
— Assim como suas vizinhas estavam brincando com a sua vida!
— Elas não estavam brincando com minha vida! Eu não tinha vida para que elas brincassem. Não entende isso?
Sarah adiantou-se pela sala e desabou no sofá. Matt sentou-se a seu lado. Que eram irmãos era óbvio. Traços idênticos. Os mes­mos cabelos loiros e olhos azuis. Ao que tudo indicava, até nos erros que cometiam eram parecidos.
— Você sabe o que é mais trágico no que você fez? — indagou Sarah , sacudindo a cabeça inconformada, o que o levou a contrair mais o rosto. — O fato de minhas vizinhas terem me ignorado continuamente acabou se tornando a melhor coisa que já me acon­teceu. Isso me fez perceber que o motivo pelo qual ninguém gosta de mim é porque eu nunca gostei de mim mesma.
— Não diga isso.
— Falo sério. Eu não gostava de mim quando éramos crianças porque me sentia embaraçada com o fato de possuirmos tanto mais do que os outros. Não gostava de mim antes de ter me casado porque tinha medo de que os homens só se interessassem por minha apa­rência ou meu dinheiro. E realmente não gostei de mim depois que me casei com Edward por ele ter me enganado de maneira tão sórdida.
— E você tem andado tão deprimida desde o divórcio que me deixou realmente preocupado — defendeu-se Matt. — Até a se­mana que passou preparando tudo para receber suas vizinhas na reunião em sua CASA. Foi à primeira vez em séculos que me pareceu feliz, animada.
— E então, tola como fui, eu me desmanchei em lágrimas na­quele domingo de manhã quando você me ligou para saber como tinha sido a reunião — lembrou ela.
— Tola não; você estava deprimida. Mas depois, quando você parou de atender meus telefonemas, eu entrei em pânico, está bem? Não me importei com o que tivesse que fazer desde que pudesse deixá-la feliz outra vez. A fantasia da vingança que você havia me contado quando, a convidaram para o tal clube me deu a ideia. Foi então que liguei para Eddie.
— Céus, que grande confusão. E a culpa foi toda minha. Eu não devia ter contado cada detalhe do que acontecia comigo em minha vizinhança a você, fazendo com que os outros parecessem os vilões — lamentou Sarah com um profundo suspiro. — Eu parei de aten­der seus telefonemas porque finalmente entendi que minha felici­dade é minha própria responsabilidade. Não sua. Nem de minhas vizinhas. De ninguém exceto minha. E foi entender isso que me tirou, enfim da depressão. Percebi que, a menos que quisesse sofrer pelo resto dos meus dias, eu teria de assumir o controle de minha própria vida.
Matt abraçou-a pelos ombros.
Sarah soltou um suspiro e disse:
— Eu ia esperar para lhe contar depois que os papéis estivessem assinados, mas acho que agora é um bom momento. — Abriu um sorriso. — Vou colocar minha licença de corretora em uso nova­mente.
O semblante de Matt se iluminou.
— Vai voltar a trabalhar com nosso pai e comigo em Chicago, como antes de ter se casado? Ele não cansa de dizer o quanto sente sua falta nos negócios da família.
— Eu sei, mas não. Quero caminhar com minhas pernas. Vou abrir minha própria imobiliária. É também por isso que mal tenho parado em CASA. Tenho andado ocupada tomando todas as provi­dências.
Agora, Matt estava boquiaberto.
— Não se preocupe. Não estou interessada em imóveis comer­ciais. Não competirei com você e papai. Sempre detestei vendas comerciais. Todo o negócio é muito frio e impessoal. É por isso que quero vender imóveis residenciais. Como poderei não me sentir bem comigo mesma sabendo que fiz alguma família feliz ajudan­do-a a encontrar o lar de seus sonhos?
Matt soltou um grunhido.
— Você tinha de mencionar a parte da "família feliz"? Eu sei que tentar fazer o marido de Lua pensar que ela o estava traindo com outro foi uma atitude desprezível. Fiquei amenizando a dor na consciência, ponderando que Lua não precisava de Arthur se ele não confiava nela. E que se Arthur não confiava nela, eu não tinha causado realmente nenhum estrago.
Ele suspirou profundamente, e a irmã deu-lhe um tapinha na mão.
— É claro que o fato de você estar aqui significa que o estrago já foi feito.
— Não se eu puder evitar — prometeu Sarah, determinada.
...

9 comentários:

  1. Mais por favor

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  2. Finamente Sarah tomou uma decisão certa!
    Amando! ^-^

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  3. Ohhh nãooo o fim não :'( vou sofrer se isso acontecer.
    A Sarah vai contar a verdade, e Arthur vai ter que se desculpar com Lua.
    Tomara que role reconciliaçããooo <3
    Por favor, Viihh *O*

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  4. Pelo amor de Deus posta ++++++++

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  5. Arthur devia confiar mais na Lua ,

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  6. mirella vasconcelos21/08/2014 19:17

    Posta mais

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  7. Posta maiiiiis!!!
    Xx Beca

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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