8 de ago de 2014

CAPÍTULO 6 - LEARNING TO LIVE - Part.3


Heey amores! ;)
Comentem muito e tenham uma boa leitura ! 
" Fanfic movida a comentários! "





Arthur estava contente por ter prometido a Lua que dormiriam até bem tarde no domingo. Afinal, não teria conseguido deixar a cama antes do meio-dia nem mesmo que sua vida tivesse dependido daquilo.
Surpreendera a todos quando a limusine chegara para buscá-los na noite anterior... Sua solução para que alguém não tivesse de ser designado como motorista no sábado. E, sim, era-lhe atípico es­banjar dinheiro daquele jeito. Mas, ao longo das semanas anterio­res, tivera de enfrentar o fato de que agir espontaneamente de vez em quando não era ruim.
Arthur fizera RESERVAS num excelente restaurante italiano, a cozi­nha favorita de Lua e ele, no centro de Chicago, perto de onde a vida noturna acontecia. Os três animados casais haviam dançado em tantos clubes quanto fora possível. Só voltaram a Woodberry Park por volta das quatro da madrugada.
Ele não costumava beber tanto, nem dançara desde a época da formatura da faculdade. E não podia se lembrar de já ter se soltado daquela maneira e se divertido tanto em sua vida. Mas havia sempre um preço a se pagar depois da festa.
Por volta das quatro da tarde, Lua deu-lhe uma aspirina e ele cochilou no sofá da sala íntima. Acordou com o telefone tocando insistentemente, cerca de uma hora depois, as têmporas ainda latejando. Foi atender no aparelho mais próximo, na cozinha.
— Alô.
Houve apenas silêncio.
— Alô?
A pessoa que telefonara desligou.
Com um suspiro, ele deixou o telefone na bancada e adiantou-se até o filtro de água para tomar um copo. Viu Lua pela janela da cozinha, atirando a bola com sensor para Simon, no pátio dos fun­dos quando o telefone tornou a tocar.
— Alô?
Novamente silêncio.
— Aqui é a residência dos Salvatore. Com quem quer falar?
A pessoa do outro lado da linha desligou outra vez.
Arthur verificou o identificador de chamadas. A mensagem dizia apenas "número bloqueado".
Uma súbita inquietação dominou-o.
Lua entrou naquele momento com Simon e notou-lhe a expres­são fechada.
— O que houve? Ainda não se sente bem?
— O telefone tocou duas vezes e a pessoa do outro lado não disse nada, apenas desligou na minha cara. Talvez você deva in­formar seu namorado de que nós voltamos.
— Que namorado?
Arthur estreitou os olhos.
— Você não andou mesmo saindo com ninguém durante os seis meses em que estivemos separados?
Lua soltou um riso, mas viu-o franzir o cenho. Apertando os lábios, pousou as mãos nos quadris, então.
— E claro que não saí com ninguém. — Foi sua vez de estreitar os olhos. — E quanto a você? Teve alguma namorada?
— Não, não tive ninguém. — Arthur voltou à sala íntima e desabou no sofá. — Desculpe-me, eu não devia ter dito aquilo agora a pouco, mas acho que, no fundo, sei que não culparia se você tivesse arranjado outro alguém enquanto estivemos separados. Afinal, não tinha boas lembranças de mim da época do nosso casamento.
— Não diga isso. — Lua sentou-se na beirada do sofá. — Não se dá conta de quanto eu amo você? Eu soube que tinha de ficar com você no minuto em que o vi.
Arthur puxou-a para si e beijou-a com ternura.
— Eu também. Nós apenas não soubemos o que fazer um com o outro depois que ficamos juntos, não é?
— Não, mas acho que, finalmente estamos aprendendo.
— Sim, estamos. — Ele fitou-a com ar sério. — Então, não há mesmo nada que você queira confessar?
— Já lhe disse que não tive ninguém. É a pura verdade.
Lua lembrou-se de algo e soltou um suspiro. Sabia como Arthur condenava a mentira. Ela, por sua vez, sempre arranjara pretextos para as mentiras que dissera, assegurando a si mesma que pequenas mentiras inocentes eram apenas um fato da vida. Mas se ela e Arthur iriam começar uma nova vida juntos, precisava contar a ele a ver­dade. Sobre tudo. Ela respirou fundo.
— Quanto a confessar coisas... Bem, eu menti quando disse que já havia esquecido você enquanto ainda estava de saída e que havia morrido para mim.
Arthur abriu um sorriso.
— Isso eu já havia percebido.
— E sabe aquela primeira noite de sábado, quando você estava jogando pôquer com os rapazes? Sophia levou o monitor ao porão de propósito, pois sabia que Micael não resistiria e ouviria nossa conversa. E convenceria você e Chay a ouvirem também, o que é óbvio que aconteceu.
Arthur encarou-a, assimilando a informação. .
— Está zangado por termos enganado vocês?
— Está zangada por termos ouvido?
— Não.
— Bem, acho que nós tivemos o que merecemos — admitiu Arthur, embaraçado. Fitou-a, então com seriedade. — En­tão, quer dizer que tudo em sua fantasia de Zorro era mentira?
— Não, tive mesmo essa fantasia com você. Apenas mudei o final quanto a você ser o servo e eu a mestra. Eu sabia que isso o deixaria furioso. E eu sabia que se não encontrasse um meio de fazê-lo recuar, eu jamais sobreviveria a outro beijo como o que você me deu antes de termos ido à casa de Sophia e Micael naquela noite.
— Então, você fantasiou mesmo comigo naquela roupa de Zorro?
— Oh, sim! Você ficou sexy demais!
Arthur pareceu satisfeito.
Até que o telefone tocou.
— Você atende desta vez — sugeriu de cenho franzido. Lua foi atender na cozinha, e Arthur seguiu-a, acionando o sis­tema de viva-voz quando ela disse "alô".
— Está sozinha? — perguntou uma voz abafada. Arthur tirou-lhe o fone da mão.
— Quem está falando?
A pessoa do outro lado desligou.
Ele devolveu o telefone a Lua , a expressão em seu rosto dizendo que queria acreditar nela. Ainda assim, Lua quase entrou em pânico. Quem estaria fa­zendo aquilo?
Apertou as teclas de identificação de chamada, mas não obteve resultado algum. Quem ligara bloqueara o número.
— Já tentei fazer isso — informou-a Arthur . — Pessoas que dis­cam números errados o fazem acidentalmente. Não bloqueiam o identificador de chamadas antes de ligar.
— E isso quer dizer o quê? — indagou, irritada com aquele tom de superioridade.
— Diga-me você.
Ele deixou a cozinha e adiantou-se pelo corredor. Esforçando-se para manter a paciência, Lua seguiu-o. Quando chegou à suíte principal no andar de cima, Arthur já estava na cama.
— Vai se deitar agora? — perguntou incrédula. — São apenas seis da tarde.
Arthur virou-se na cama, dando-lhe as costas.
— Caso tenha esquecido, estou me sentindo péssimo.
— Eu mesma não me sinto tão bem no momento. Praticamente, acabou de me chamar de mentirosa.
Arthur sentou-se na cama.
— O que quer que eu diga?
— Conheço essa expressão em seu rosto. É aquela que diz que você está zangado e não quer falar sobre o assunto. No passado, eu teria descido a escada aborrecida e o teria deixado aqui remoendo o que quer que fosse. Estou farta disso. Amo você e vou lutar para que nós dois ganhemos. Não quero mais ser a única vencedora.
Arthur fitou-a por um longo momento. Enfim, estendeu-lhe a mão.
— Venha até aqui.
Lua aproximou-se, sentando na beirada da cama.
— No passado, eu não teria admitido que sou um cretino estú­pido por estar com ciúme, mas eu sou. Desculpe-me. A ideia de que possa ter ficado com outro homem me enlouquece.
Ela inclinou-se e beijou-o.
— Não houve, nem há nenhum outro homem. Não sei a razão desses telefonemas.
— Acredito em você.
Arthur puxou-a para si para mais um beijo. Dissera as palavras certas, mas a mágoa nos olhos dele indicava que não estava total­mente convencido.
...
Na manhã seguinte, Arthur não quis que ela se levantasse cedo com ele. Como estava chovendo, disse que não correria naquela segunda-feira e iria direto para o centro. Antes que ela se desse conta, ele já saíra. Sem nem sequer um beijo de despedida.
Nem sequer tinham feito amor ao longo da noite anterior.
Ela lembrou a si mesma que Arthur estivera com uma forte ressaca e que, ao menos, ele a estreitara em seus braços quando fora se deitar, várias horas depois.
Ainda assim, aqueles telefonemas anônimos tinham estado lá. Pairando entre ambos. Minando a confiança de Arthur nela. Angustiando-a, levando-a a perguntar-se repetidamente quem teria feito uma coisa daquelas.
...
Quando se levantou e, enfim, chegou um horário razoável para seu costumeiro bate-papo matinal com Sophia e Melanie, a inquietação de Lua dera lugar a uma crescente raiva. Estava zangada com a pessoa que ligara. Com Arthur por ter duvidado dela. E com a vida que parecia não querer lhe dar uma chance de ser feliz.
Contando tudo às amigas a respeito, inclusive a confissão que fizera sobre terem dado uma lição nos rapazes deixando-os ouvir suas fantasias através do monitor, as três só puderam chegar a uma suspeita: Sarah.
— Odeio fazer acusações — declarou Sophia. — Mas viram como Sarah reagiu quando lhe dissemos que não poderíamos ir a sua reunião no sábado? Ficou fervendo de raiva por baixo daquele sor­riso falso.
— Oh, acha mesmo que ela seria capaz de se rebaixar ao ponto de dar trotes? — indagou Melanie de cenho franzido.
— Não pensem que isso não me ocorreu — acrescentou Lua. — Sarah foi se oferecer de bandeja a Arthur na manhã em que ele se mudou de volta para casa, lembram?
— E você falou que a voz estava abafada, que não foi possível saber se era de homem ou de mulher — disse Sophia. — Se não foi nenhum bando de adolescentes dando trotes ao acaso, só posso pensar em Sarah . Criar discórdia entre você e Arthur deve ser à maneira de ela de se vingar por termos lhe dado o bolo, Lu. E pudemos ver que ela tem uma imaginação bem fértil quando se trata de pensar em vinganças.
— Sem dúvida — concordou Lua prontamente. — Bem, mas, por enquanto não me resta fazer nada a não ser esperar para ver em que tipo de humor Arthur estará hoje à noite. Talvez eu apenas esteja fazendo tempestade em copo d'água.
...
Por volta das três da tarde, Lua trabalhava em seu novo livro em seu escritório no andar de baixo quando a voz de Arthur a fez gelar. Estivera tão absorta no trabalho que não ouvira o jipe chegando. Mas o que ele fazia em casa tão cedo? Aparecera de surpresa para espioná-la, esperando apanhá-la em algum dramático flagrante delito?
Ela salvou seu trabalho no computador e se preparou para deixar o escritório quando outro pensamento quase fez seu coração parar. E se Arthur ficara remoendo suas desconfianças infundadas e resol­vera voltar mais cedo para lhe dizer que não queria mais levar a tentativa de reconciliação adiante? Que as coisas não iriam real­mente dar certo entre ambos?
— Lua? — chamou ele outra vez.
— Estou aqui. — Ela respirou fundo e foi ao encontro dele na sala de estar, Simon já o tendo saudado primeiro.
Arthur fitou-a longamente, a expressão em seu rosto indecifrável. Lua engoliu em seco e obrigou-se a forçar um sorriso, a tentar se preparar para o que quer que fosse.
— Chegou mais cedo? — comentou desnecessariamente.
— Sim. Por uma razão especial — respondeu ele enigmático.
— Razão especial? — repetiu Lua num tom corriqueiro, embora seu coração estivesse disparado no peito, o temor oprimindo-a.
— Eu lhe trouxe um PRESENTE.
Arthur pegou-lhe a mão e surpreendeu-a como nunca, colocando-lhe uma bela aliança de brilhantes no dedo esquerdo.
— Nunca chegamos a essa parte da aliança. Nós nos casamos num impulso. E logo depois, você vivia insistindo que não gostava de alianças. Mas ambos sabemos por que estava hesitando. Tive­mos tantos problemas de relacionamento que você não achou que nosso casamento duraria.
Lua fitou-o com lágrimas nos olhos.
— Espero que essa aliança seja a prova do quanto eu te amo. E lhe mostre o quanto estou arrependido por ter agido feito um idiota ontem. Consegue me perdoar?
As lágrimas escorriam pelo rosto dela agora, e ele secou-as com beijos ternos.
— Espero que sejam lágrimas de felicidade — sussurrou.
— Sim, são. Nem sei lhe dizer o quanto estou feliz. — Ela tornou a olhar para a joia faiscante em seu dedo. — É a aliança mais bonita que já vi.
— Estou mesmo arrependido de ter agido como agi ontem.
Lua cobriu-lhe os lábios com a ponta dos dedos.
— Desculpas aceitas. Vamos esquecer, sim?
— Concordo. Mas quero que você ligue para a companhia te­lefônica amanhã e peça um número particular.
— Pensei em sugerir isso, mas tive medo de parecer culpada.
— Não estou querendo mudar o número para um particular por­que, acho você culpada, mas porque me recuso a deixar que algum desocupado qualquer continue nos passando trotes para se divertir a nossa custa.
Ele puxou-a para si, abraçando-a com força.
Lua sentiu-se tentada a contar-lhe que ela e as garotas descon­fiavam de Sarah , mas achou que não valia a pena. Afinal, ambos já haviam enfrentado e superado a crise juntos.
— Não o esperava tão cedo? Quer que eu lhe faça alguma coisa?
Arthur percorreu-a de alto a baixo com um olhar maroto.
— Que tal outra daquelas danças sensuais?
Lua ainda ria enquanto ele a carregou nos braços pela escadaria em direção ao quarto.




Leiam também: Por favor, me ajude? 
Beijocas! ;)

12 comentários:

  1. Posta maiiis!!

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  2. É uma esse trote ai querendo avacalhar :S
    Que lindooo Arthur se declarando pra Lua *--* é se dando uma outra chance ;D
    Huhuhuhu safadhenhos *O*
    Adorandooooo

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  3. " Espero que essa aliança seja a prova do quanto eu te amo." Aiii que lindo. Tô chorosaa :') ^-^
    Amando! ❤❤❤❤

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  4. Está web está incrível , amo le lá
    posta mais por favor.....

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  5. Desculpa comentar isso aqui, mais era o único lugar...gente vou criar um grupo de lovatics ( pessoas fas da demi, justin,miley,1d,selena...) tem alguém fa de algum deles??...se tiver deixa seu número aqui pf

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    1. Com seu número e nome

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  6. Thur com ciúmes muito fofo

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  7. mirella vasconcelos09/08/2014 11:20

    Amando Posta mais

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  8. posta mais pf

    Ana

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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