7 de ago de 2014

CAPÍTULO 6 - LEARNING TO LIVE - Part.2

Boa leitura! 
;)
Bjs! 
"Fanfic movida a comentários" 


Quando Sophia voltou para casa e o jogo de pôquer terminou ins­tantaneamente, Arthur atravessou depressa a rua com o sorriso tolo de volta ao rosto. Não tivera como ouvir a fantasia de Lua naquela noite, mas algo lhe dizia que, mesmo assim, iria gostar dela.
O fato se confirmou quando abriu a porta da frente de casa.
Lua estava no topo da escada, usando apenas uma minúscula calcinha de renda vermelha, sapato de salto alto e o longo colar de pérolas que ele lhe dera como um PRESENTE de casamento.
— E então? — perguntou ela — Na sua cama, ou na minha?
— Tecnicamente, sua cama é minha também.
Ela o chamou com um gesto do dedo indicador e desapareceu pelo corredor. Arthur subiu os degraus rapidamente, despindo-se pelo caminho.
Quando chegou já completamente despido ao quarto, olhou ao redor e soube que estava em apuros.
A luz estava apagada, apenas velas aromáticas iluminando o ambiente, uma música sensual tocando ao fundo.
Lua indicou a cadeira atrás da qual estava parada.
Arthur sentou-se, e ela amarrou-lhe as mãos para trás levemente com uma echarpe de seda, fazendo-o prometer que não se soltaria. Colocou-se, então, diante dele, sorrindo-lhe sedutoramente.
Arthur engoliu em seco quando a viu passar as mãos sugestiva­mente por ambos os seios com todo o vagar, os mamilos se enri­jecendo. Disse a si mesmo para ser forte, mas esqueceu-se por completo daquilo quando ela segurou os cabelos no alto da cabeça e começou a dançar sensualmente ao ritmo da música.
Aqueles seios magníficos, bem diante de seu rosto. Quase pró­ximos o bastante para tocá-los com seus lábios. Até que ela se afastou um pouco para trás de propósito, fazendo-o soltar um sus­piro de alívio.
O alívio só durou até o instante seguinte, quando Lua despiu lentamente a calcinha de renda, ficando apenas com os sapatos vermelhos e o colar de pérolas.
Céus, ela era incrível!
— Tome cuidado — pediu ele com visível esforço, enquanto ela dançava bem próxima agora, ondulando os quadris. Se o tocasse de certa maneira, ele sabia que não conseguiria mais manter o controle.
Cerrando os dentes, fechou os olhos e pendeu a cabeça para trás.
Lua segurou-lhe os cabelos com gentileza e guiou-o para si, cobrindo-lhe os lábios com um beijo faminto.
Não podendo mais se conter, Arthur libertou as mãos da echarpe e puxou Lua pelos quadris, sentando-a em seu colo. Ambos sol­taram uma exclamação de surpresa quando ele a penetrou.
Não houve como impedir o que aconteceu em seguida. Ela arqueou as costas e pendeu a cabeça para trás, Arthur ainda segurando-a com firmeza pela cintura. E eles começaram a se mover, cada vez mais depressa, a paixão explodindo num crescendo.
Os dois gritaram o nome um do outro ao mesmo tempo. O êxtase simultâneo que os arrebatou sacudiu a terra e levou-os direto às nuvens.
Arthur recostou-se de volta na cadeira, a mente ainda girando. Lua desabou sobre ele, apoiando a cabeça em seu ombro. Permaneceram daquela maneira por vários momentos, recobrando o fôlego.
— Oh, puxa — sussurrou Lua enfim. — O que acontece agora? Nós dois perdemos o jogo?
A mente de Arthur ainda estava anuviada demais para responder.
Mas a música no CD dizia:
Vamos ficar juntos. Quer os tempos sejam bons, ou maus. Felizes ou tristes.
Eu não poderia estar mais de acordo com essa letra! Pensou Arthur .
Levantou-se da cadeira, erguendo Lua consigo. Ela não pro­testou quando ele a carregou pelo quarto até a cama de casal.
...
No domingo, Lua acordou cedo como nunca em sua vida e, enquanto Arthur fazia sua corrida matinal, ela se ocupava na cozinha, os aromas de café e cevada mesclando-se no ar. Provando uma das barras de cereal dele, que não lhe pareceu tão intragável, sorriu ao se lembrar de que Arthur prometera tirar o final de semana seguinte de folga. Ele delegaria a supervisão das aulas de treinamento a Scrappy, ambos dormiriam até bem tarde, e ele até deixaria o jornal de domingo todo esparramado pelo chão.
Era certamente um recomeço para ambos. Não uma total recon­ciliação ainda, mas uma tentativa lembrou a si mesma, enquanto sorvia um gole de seu café.
Não era porque haviam partilhado de um êxtase sensacional na noite anterior que não estavam cientes de que ainda teriam um longo caminho a percorrer para superar a incompatibilidade. O que precisavam era de mais tempo, tempo para ver se conseguiam lidar com os defeitos e diferenças um do outro, para aprenderem a ceder quando necessário e, possivelmente, a viverem juntos.
De qualquer modo, se não conseguissem fazer as coisas dar certo, haviam ao menos chegado a um acordo quanto à propriedade, como dois adultos maduros. Arthur queria que ela ficasse com a casa e com Simon. E ela concordara em deixá-lo ver Simon quando quisesse.
Haviam tido uma conversa séria na noite anterior, finalmente dialogado como um casal. Arthur admitira que ficara desapontado no início por ela não ser mais parecida com a mãe dele. Seus pais tinham completado quarenta anos de casamento e viviam felizes em Phoenix, no Arizona. Kátia Aguiar, embora não complacente demais e de personalidade firme, sempre soubera lidar com o tem­peramento do marido militar.
Lua, por sua vez, também admitira que estivera esperando que ele a desapontasse a qualquer momento, exatamente como seu pai fizera no passado. Tendo refletido muito a respeito nos dias ante­riores, afirmara que compreendia melhor as atitudes da mãe e da irmã agora, perdoando-as, enfim, pois cada pessoa tinha seus mo­tivos para agir da maneira como o fazia. Só quem estava na própria pele era que podia julgar. Nem sequer guardava mais ressentimen­tos do falecido pai, o que, declarara, fazia-lhe um imenso bem.
Concluindo o que, na certa, fora o primeiro diálogo civilizado que já haviam tido, ambos tinham concordado em levar as coisas devagar, vivendo um dia de cada vez e prometendo se empenhar para aprender a conviver pacificamente.
Agora, Lua ponderava que o fato de não terem tido um passado juntos fora um dos maiores problemas. Tinham se casado depressa demais, antes de terem realmente se conhecido. Dali em diante, poderiam se conhecer melhor e haviam provado que seu amor era forte o bastante para ao menos quererem mais uma chance.
...
— Oh, fico tão feliz por vocês! — exclamou Sophia , abraçando Lua depois que ela contou as boas novas no final da manhã de domingo.
— Eu também! — sorriu Mel. — Desde que você e Arthur tenham mesmo parado de fazer um jogo. O casamento é algo sério. Espero que, enfim, tenham compreendido isso.
— Acabo de pensar em algo — disse Sophia. — Agora que você e Arthur estão tentando fazer as coisas darem certo, que tal se eu e Mel arranjássemos babás para as crianças no próximo fim de se­mana e fossemos jantar fora sábado à noite para comemorar?
O semblante de Melanie iluminou-se, confirmando que adorou a ideia e Lua concordou prontamente, acrescentando:
— Poderíamos até ir a um clube noturno depois e fazer os ra­pazes nos tirarem para dançar.
— Sim! Oh, e acabo de me lembrar. Esse jantar na cidade nos dará a desculpa perfeita para não irmos à reunião na casa de Sarah no sábado à noite.
Lua soltou um suspiro de alívio.
— Eu já estava mesmo preocupada em que desculpa arranjar para nos tirar dessa.
— Então está combinado — disse Sophia . — Basta convencermos os rapazes.
Melanie abriu um sorriso maroto.
— Bastará lembrá-los por que nos chamam de o Clube das Fan­tasias das Donas de Casa — disse referindo-se ao fato de como aquela estratégia de fantasias dera resultados inesperados, reacendendo ainda mais a paixão entre os casais. — Nós os persuadiremos e lhes diremos que nossa fada madrinha nos concedeu uma noite de diversão na cidade.
Lua meneou a cabeça com ar de aprovação e, então, lembrou-se de algo que ainda não contara.
— Espero que nossa fada madrinha me conceda aceitação para a nova ideia de série infantil que quero enviar a minha editora.
— Você voltou a escrever? — perguntaram Melanie e Sophia em unís­sono.
— Sim — sorriu Lua, que não havia escrito mais uma palavra desde a separação. — Quero fazer algo com o tema de conscienti­zação ambiental desta vez.
— Isso é maravilhoso! — exclamou Melanie . — Sei o quanto você estava preocupada com seu bloqueio para escrever desde que se separou de Arthur.
— É surpreendente como o sexo clareia as ideias — provocou Sophia.
— É verdade — concordou Lua. — Sexo é como o ar. Você só sente realmente falta quando o perde.
...
Arthur chegou em casa às onze e, para sua surpresa, quando rumou até seu banheiro para escovar os dentes, encontrou-o vazio. Uma rápida inspeção pelo quarto indicou que todos os seus objetos pes­soais tinham sido removidos dali também junto com as roupas.
Ele adiantou-se pelo corredor, o fiel Simon seguindo-o. Lua dormia profundamente na suíte. Por mais que a desejasse no mo­mento, precisava deixá-la dormir, pensou com um sorriso terno. Ela se levantara cedo para, esperá-lo com o café da manhã quando ele chegara da corrida e, depois, devia ter passado algumas horas do domingo levando suas coisas para a suíte.
Arthur soltou um suspiro de contentamento, ocorrendo-lhe que passaria o resto de sua vida tentando fazê-la feliz como Lua o estava fazendo.
Despiu-se depressa e meteu-se sob as cobertas, esforçando-se para não acordá-la. Mas ela virou-se e aninhou-se no calor de seu corpo.
— Obrigada por ter trazido minhas coisas para cá, doçura — sussurrou ele. — Mas não precisava ter todo esse trabalho. Eu mesmo teria feito isso. — Beijou-lhe a fronte.
— Sei como você fica ocupado durante os cursos intensivos no centro de treinamento — sussurrou ela de volta. — As aulas foram bem hoje?
— Tive um ótimo dia. E como foi o seu?
— Muito bem. Depois que trouxe suas coisas para cá, eu come­cei a trabalhar numa nova proposta para um livro.
— É mesmo? Fico feliz por você. — Arthur beijou-a nos lábios e, então, um beijo levou a outro... Foi o primeiro a se afastar um pouco. — Prometi que não faria isto. Sei o quanto deve estar can­sada. Tente dormir.
— Estou cansada, mas nunca a esse ponto.
Lua deslizou as mãos até o abdomên rijo dele e foi descendo cada vez mais, até que Arthur soltou um gemido de prazer e fechou os olhos.
— O que acha de dançar comigo?
Ele abriu os olhos de imediato.
— Agora?
Ela soltou um risinho.
— Não, é claro. Sophia, Mel e eu queremos ir jantar na cidade no próximo sábado e, depois, dançar num clube badalado.
— Bem, dançar não é meu forte, mas se você quiser, nós iremos, é claro.
— E se eu quiser fazer isto? — Ela desapareceu por inteiro por sob as cobertas daquela vez.
Arthur cerrou os dentes, enquanto era submetido a uma doce tor­tura. Oh, sim, ela podia ser a mestra e ele seria de bom grado o servo!
...
A semana não poderia ter transcorrido melhor, Lua fazendo questão de tomar o café da manhã cedo com Arthur , até se aventu­rando a experimentar suas receitas saudáveis, e esperando-o acor­dada na cama para noite após noite de paixão. Céus, tanta coisa mudara desde aquele sábado em que Arthur voltara para casa. Quase tinha de se beliscar para ver que não estava sonhando.
Quanto ao jantar daquele sábado, Arthur não apenas concordara como ele próprio fizera RESERVAS para todos e ainda não revelara aonde iriam. Insistia que seria uma surpresa.
Agora, sentada na varanda de Sophia com ela e Melanie, enquanto os rapazes jogavam golfe, ocorria a Lua que nunca uma manhã de junho lhe parecera tão perfeita. Os pássaros cantavam, o céu estava límpido, as crianças brincavam alegremente por perto.
Tudo pareceu perfeito... Até que viu Sarah deixando a própria casa e se aproximando.
Lua virou-se para Sophia.
— Esqueci-me de perguntar. O que Sarah falou quando você lhe disse que não poderemos ir à reunião dela hoje à noite?
Sophia empalideceu.
— Eu? Pensei que você é que fosse ligar para ela para lhe dizer.
— Eu?
— Você é que disse que nos livraria dessa.
— Mas você é que encontrou a desculpa perfeita para não irmos à reunião. Foi por isso que pensei que você lhe telefonaria.
— Oh, puxa — murmurou Melanie incrédula. — Quer dizer que nenhuma de vocês telefonou para Sarah para lhe dizer que não iríamos? Como puderam ser tão indelicadas?
— Está bem — resmungou Lua. — Eu mesma lhe direi, mas acreditem — disse, baixando a voz, enquanto Sarah se aproximava. — Ela não vai receber bem a notícia vinda de mim.
...
Sarah abriu seu sorriso mais afável a Melanie , Sophia e Lua quando se aproximou do trio na varanda.
— E então? Estão prontas para nossa reunião logo mais à noite?
A expressão no rosto de cada uma respondeu por elas. Sarah sentiu o estômago se revirando. Já deveria ter esperado por aquilo, pensou amarga, num esforço sobre humano para reunir calma.
Mas tanto não esperava que se desdobrara para transformar a reunião num grande evento, o início de uma sólida amizade. Pen­sara em desculpar-se por causa de sua explosão em relação a Edward e agradecer-lhes por terem-na ajudado a superar aquele des­gosto quando desabafara. Contratara um bufê e preparara uma pe­quena festa para elas. Encomendara, inclusive, pulseiras de ouro com os dizeres "Clube das Fantasias das Donas de Casa" para lhes dar de PRESENTE.
E como as três retribuíam? Continuando a ignorá-la e despre­zá-la por completo.
Foi Lua quem, enfim, rompeu o silêncio constrangedor:
— Nem sei lhe dizer o quanto lamentamos Sarah. Pensei que a Sô tivesse ligado para você. E ela pensou que eu tivesse ligado. Mas não poderemos ir à reunião na sua casa hoje. Os rapazes nos levarão para jantar fora.
— Jantar? — repetiu Sarah com frieza.
— Sim — respondeu Lua , imperturbável. — Jantar.
Sraah jogou os cabelos loiros para trás e arqueou uma sobran­celha.
— Desculpe, mas estou um pouco confusa. Pensei que você estivesse tentando se livrar de Arthur . Eu pensaria em mudar minha estratégia, se fosse você.
Lua estreitou os olhos.
— Detesto desapontá-la, mas Arthur e eu decidimos tentar fazer nosso casamento dar certo.
— Meus parabéns — disse Sarah sem poder conter o sarcasmo.
— Obrigada — respondeu Lua , jogando os próprios cabelos para trás, o queixo erguido.
Sem dizer mais nada, Sarah girou nos calcanhares e afastou-se depressa. Antes que as três vissem suas lágrimas. De punhos cer­rados, voltou à própria casa, fazendo uma promessa a si mesma.
As coisas estavam prestes a mudar drasticamente em Woodberry Park.

...


Daqui a pouco : The war between popular! 
Não perca! 

13 comentários:

  1. Posta maiiiis!!!
    Xx Beca

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  2. Que lindos <3 era o que faltava agir como adultos ;)
    adoreiii *O*

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  3. Amei eles tão se dando bem fora da cama

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  4. Esses dois são perfeitos um pro outro

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  5. Ahh, finalmente! Amei ^-^ ♥

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  6. ameeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei

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  7. muito lindos eles dois darem uma chance para o casamento e amor deles
    amando a web

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  8. o que será que essa loca vai aprontar????

    Ana

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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