6 de ago de 2014

CAPÍTULO 6 - LEARNING TO LIVE - Part.1

Oi, oi gentee, desculpem-me pela demora! :/ 
Me atrasei hoje por causa de um trabalho de escola que eu estava fazendo! ... Uó... :(
Enfim... Boa leitura e até mais!
"Fanfic movida a comentários! "




Às quatro horas de deliciosas preliminares na noite anterior haviam deixado Lua e Arthur exaustos... Tanto que ele acordou atrasado na manhã seguinte. Na certa, pela primeira vez em sua vida.
O mínimo que podia fazer, pensou ela, na cozinha, era prepa­rar-lhe o café da manhã enquanto ele tomava banho.
Torcendo o nariz diante das prateleiras do lado de "comida sau­dável" da despensa, Lua ponderou que, não, decididamente ambos não estavam juntos outra vez. E, não, nenhum dos dois tinha in­tenção de cancelar o divórcio.
Mas era bastante difícil voltar ao estado de combate depois de se ter explorado cada pedacinho do corpo de uma pessoa com mãos e lábios ávidos. Além do mais, que mal haveria em serem cordiais um com o outro até que Arthur , enfim, sucumbisse a um clímax que o deixaria literalmente de cama?
O pobrezinho não teria a menor chance. Mais uma noite, e ela seria a única vencedora. Franziu o cenho diante da palavra "única", que significaria o mesmo que "sozinha"... Pelo resto de sua vida.
Afastando o pensamento depressa, preparou a cevada que Arthur tomava a cada manhã com leite de soja e barras de cereal de ar nada apetitoso.
Poucos minutos depois, quando ele desceu, ficou surpreso em ver que ela lhe deixara o desjejum à espera na mesa. Abriu um sorriso largo.
— Você preparou o meu café da manhã?
— Não dê significado algum a isso. Só estou tentando fazê-lo sair logo para eu poder dormir o dia todo.
— Você é diabólica — disse ele, bem-humorado.
— E pretendo continuar assim.
— Retomaremos o jogo hoje à noite — lembrou ele. Depois de esvaziar sua caneca de cevada quente como se fosse um néctar, adiantou-se até a porta dos fundos levando suas barras de cereal.
— Não se preocupe comigo. Tenho o dia todo para dormir e estar bem descansada hoje à noite.
Não pôde deixar de sorrir, porém, quando Arthur saiu. E quem não sorriria depois da experiência incrível que haviam partilhado na noite anterior? Usar todo o tempo do mundo para acariciar e explorar o corpo um do outro. Ao menos uma vez, deixarem todas as suas diferenças de lado. Concentrarem-se em mais nada exceto um no outro.
Era uma pena que apenas estivessem fazendo um jogo.
Ela afastou aquele pensamento também e começou a preparar seu próprio e decente café da manhã... Com um bom café quente.
...
Lua já saíra para sua reunião do Clube das Fantasias das Donas de Casa quando Arthur chegou em casa no início da noite de sábado. Mas ela deixara-lhe um bilhete na mesa da cozinha.
Apenas seis pequenas palavras: "Na sua cama, ou na minha?" Palavras que confirmavam que ela ainda estava no jogo.
E, puxa como ele adorara finalmente ter Lua de volta em seus braços... Mesmo que aquele jogo fosse pura tortura. Ela não fazia ideia, mas seu principal objetivo não era mais o de ficar com a casa e Simon. Era conter-se até que ambos tivessem algumas respostas. Respostas sobre como se sentiam realmente em relação um ao ou­tro. Sobre se poderiam ou não aprender a viver juntos sem discutir dia após dia.
Mais, importante, porém, era uma resposta sobre Lua querer ou não o divórcio. A noite anterior dera-lhe a esperança de que ela não queria. E aquilo o fizera manter um sorriso tolo no rosto o dia todo.
Mesmo agora, enquanto jogava pôquer com Micael e Chay , Arthur não podia impedir que seus lábios se curvassem vez ou outra num sorriso satisfeito.
...
Naquela noite, as amigas haviam decidido fazer sua reunião de sábado na casa de Melanie . À tarde, depois que Lua contara a Mel e Sophia sobre o novo e tórrido desafio entre ela e Arthur e sua certeza de que venceria, as três haviam combinado como seria seu encontro com Sarah . O principal objetivo seria o de não a hostilizarem de maneira alguma. Afinal, não queriam que ela retomasse o plano de seduzir Arthur. Teriam de ser amáveis com a lambisgóia a qual­quer custo.
— E quanto à parte de convencê-la de que partilhamos de fan­tasias? — perguntara Lua.
E, para preocupação de Melanie, Sophia abrira um largo sorriso.
— É aí onde entra minha melhor ideia!
...
Sarah sorria consigo mesma convencida de que aquela história de as três vizinhas compartilharem de fantasias sexuais era uma farsa, de que se reuniam apenas para jogar conversa fora. De sua parte, não se importava. Afinal, partilhar fantasias não fora seu objetivo. Quisera ser convidada para a reunião. Aquele convite significava que, quando as outras mulheres da vizinhança soubes­sem que ela fazia parte do Clube das Fantasias das Donas de Casa, parariam de tratá-la como se tivesse alguma doença contagiosa. Aprenderiam que as pessoas tinham sentimentos, que não deviam julgar os outros pela aparência, que não deviam ser rudes e des­prezar uma pessoa dia após dia, apesar de seus esforços para ser uma boa vizinha.
Bem, o importante era que, finalmente, estava ali, sendo incluída em algo. Admitia, porém, a si mesma que estava um tanto preocu­pada. Aquelas três deviam ter tramado algo. Estavam tratando-a bem demais. Especialmente Lua.
Para sua surpresa, de repente Sophia anunciou que chegara o mo­mento de começarem. Foi proposta uma "fantasia progressiva", em que uma começava a pessoa ao lado prosseguia e, assim, su­cessivamente, até terminaram. Então, o tal clube existia mesmo? Ponderou Sarah, perplexa, ainda tendo de ver para crer.
E as três vizinhas não a desapontaram.
Sorvendo um gole de vinho, Melanie olhou em torno da mesa e foi à primeira. Depois de descrever uma cena sensual de uma mulher que conhecia um estranho irresistível numa loja de lingerie, passou a vez para Sophia , que tornou a fantasia ainda mais picante. Na vez de Lua, que afirmou não ser adepta de sexo com estranhos, o homem tornou-se um marido, cuja esposa o esperava em casa com uma atmosfera romântica no quarto.
Sarah estava totalmente absorta pela fantasia àquela altura, os olhos fixos em algum ponto distante. Quando lhe foi passada a vez, ela prosseguiu sem hesitar. Em sua sequencia da fantasia, porém, descreveu como o homem, amarrado firmemente a uma cadeira e ao qual chamava de monstro, foi surpreendido quando a mulher loira saiu por um momento e voltou ao quarto com Javier, o ex-amante latino dele.
— O pobre Javier, jovem instrutor do clube de tênis, foi outra vítima que esse homem arrasou, cobrindo-o de promessas vazias e, depois, descartando-o também, como se não valesse nada — continuava Sarah quase sem piscar — A loira olha com puro des­prezo para o homem que a desposara sob falsos pretextos, que lhe roubara a dignidade e lhe destruíra a autoestima. Ela coloca, então, seu plano de vingança em prática, enquanto o monstro que a traiu com outro e a humilhou tanto grita obscenidades, mas não pode escapar da cadeira. A loira instrui Javier a se sentar no colo do monstro e tira uma foto de ambos se beijando. A foto que será vista em cada quadro de avisos do hospital jamais mostrará o renomado neurocirurgião gritando, furioso, depois que o beijo foi interrom­pido. Javier se levanta missão cumprida. A loira dá o braço a ele e ambos vão ao local de revelação de fotos mais próximo, para fazer inúmeras cópias. Os dois riem de alma lavada, mas ainda podem ouvir o monstro gritando, indefeso, ao fundo quando saem, batendo a porta.
Por dois minutos inteiros, ninguém disse uma palavra à mesa da cozinha.
Sarah , enfim, apanhou sua taça de vinho e esvaziou-a de um só gole.
— Bem! — exclamou, olhando ao redor. — Vocês não podem imaginar como me sinto melhor. Obrigada por terem me deixado partilhar essa fantasia hoje à noite.
Melanie , Sophia e Lua apenas a encararam, pasmas, estupefatas.
Mais uma missão cumprida, ocorreu a Sarah subitamente. Elas deviam ter entendido a mensagem com toda a clareza. Ela era a loira que não se atreveriam a desprezar mais! E, de fato, sentia-se extremamente bem. Em outras circunstâncias, teria sido embaraçoso contar às vizinhas seu maior e mais obscuro segredo, mas fora bom finalmente tirar aquela opressão de seu peito. Ter colocado inesperadamente em palavras o que deveria ter feito com Edward, mas não fizera. Mas já decidira muito tempo antes, que não valia a pena perder seu tempo com o canalha. Agora, graças ao Clube das Fantasias das Donas de Casa, enfim, obtivera sua vingança, mesmo que apenas tivesse fantasiado a respeito.
Levantando-se para sair, Sarah fez uma pausa junto à soleira da porta e sorriu-lhes.
— Insisto em fazer a reunião na minha casa no próximo sábado, garotas — disse num tom jovial. — E não se esqueçam da regra sagrada que me informaram logo que cheguei. O que dizemos na reunião jamais deve ser repetido em outro lugar.
...
Depois que Sarah voltou para a própria casa, Melanie sacudiu a ca­beça, ainda se recobrando do choque.
— Mal posso acreditar. Edward? Gay? Céus, ele vivia flertando com todas nós!
— Talvez ele seja bissexual, jogue em ambos os times — opinou Sophia.
— Pobre Sarah— comentou Lua. — Espero que essa fantasia tenha sido mesmo uma terapia para ela. Não posso imaginar como eu reagiria se fosse traída desse jeito. E eu que estava louca para esganar Arthur por causa de uma briga tola!
— Uma briga tola? — Sophia arqueou uma sobrancelha. — Não é surpreendente como quatro horas só de preliminares podem mu­dar a percepção de uma pessoa em relação a certas coisas?
— Eu só estava fazendo uma comparação — defendeu-se Lua . — E quando se compara uma briga de casal com a traição de um marido com outro homem, uma simples briga parece uma tolice.
— Bem, não me importa se a fantasia de Sarah lhe foi terapêu­tica, ou não. — interveio Melanie. — O fato é que ela me apavorou. Viram seu olhar vidrado?
— Vi sim e concordo — disse Sophia. — Aquela expressão sinistra no rosto dela foi bastante assustadora.
Melanie engoliu em seco.
— Assustadora o bastante para eu não querer mais me sentar ao lado dela e ouvir mais uma de suas fantasias. Nem no próximo sábado, nem nunca mais.
As duas lançaram olhares de acusação a Lua.
— Está bem — declarou ela, exasperada. — Eu nos meti nisto. Pensarei num meio de não termos de ir à casa de Sarah na noite do próximo sábado. Agora, basta desse assunto. — Olhou com um sorriso para Sophia. — Poderia esperar uma meia hora para ir para casa depois que eu sair?
— Por quê?
— Porque no minuto em que você chegar em casa, Arthur saberá que nossa reunião terminou. Preciso de algum tempo.
Melanie arqueou uma sobrancelha.
— Para quê?
Lua já estava junto à porta quando respondeu:
— Quero esperar Arthur com a minha parte da fantasia já pre­parada.
...


7 comentários:

  1. Huhuhu quero só ver qnd esse lance de peguetes der em sentimentos *O* Desejosa por esse dia u.u
    Adorandoooo *O*

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  2. ++++++++++++++++++++++++++++++++++++

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  3. eles estão jogando um jogo perigoso

    Ana

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  4. será que eles vão revelar um ao outro que se amam apesar de todas as diferenças?

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  5. Quando eles vão assumir que se amam

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  6. mirella vasconcelos07/08/2014 19:00

    Amei posta mais

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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