4 de ago de 2014

Capítulo 5 - A different game - Part.1

Boa Leitura, amoôres ! 
Comentem muuito!
"Fanfic movida a comentários! "


CAPÍTULO 5 - A DIFFERENT GAME
Eram nove da noite quando Arthur voltou para casa. Ao longo do dia, tivera chance de refletir e concluíra que não fora correto ter deixado Lua furiosa por causa de Sarah. Admitira que fizera aquilo principalmente porque ainda estivera zangado com a maneira como ela descrevera sua fantasia, com ele subjugado, mes­mo sem saber que ele estivera ouvindo tudo. Aquilo o fizera recuar instantaneamente de sua estratégia. Mas por quê? Perguntara-se o dia todo. Agora, havia mais um motivo para levá-la adiante. Não só provaria que Lua não conseguia ignorá-lo, como também que era ele que estava no controle.
Lua estava sentada em sua cama, lendo um livro, quando Arthur bateu de leve na porta e entrou no quarto.
— O que faz aqui? — perguntou ela com frieza. — Sabe muito bem que é a vez de Simon dormir no meu quarto.
Deitado ao pé da cama, Simon agitou vigorosamente a cauda, e Arthur adiantou-se para afagar-lhe as orelhas.
— Só vim dizer um olá a ele — falou dando de ombros. — E a você também — acrescentou quando tornou a fitá-la, um brilho sugestivo nos olhos.
— Bem, já disse. Agora, pode se retirar.
— Por quê? Está com medo de mim? Ou de si mesma?
Ela conteve um suspiro, percebendo que tinham voltado à estaca zero. Tudo tornaria a girar em torno do sexo. Forçou um riso.
— E por que eu deveria?
Arthur aproximou-se mais.
— Você sabe.
— Tudo que sei é que quero ler em paz e que você deixe meu quarto. Agora.
— Mentirosa.
Ele teve a audácia de sentar-se na beira da cama. Lua per­cebeu que estava sendo testada e recusou-se a se mover um milí­metro sequer.
— Você ficaria com medo se eu fizesse isto? — Arthur afastou as cobertas para revelar o baby-doll vermelho que ela usava.
— Não. — respondeu Lua, mas sua voz tremeu ligeiramente. Ambos se entreolharam.
— Já lhe disse alguma vez o quanto aprecio seu gosto por lingerie sensual?
— Você sempre me livrou de minha lingerie sensual tão depres­sa que nunca pensei que já a tivesse notado.
Arthur apanhou uma flor do vaso na mesinha de cabeceira e virou-se para fitá-la, seu sorriso malicioso, um brilho ousado nos olhos.
— E se eu fizesse isto? — disse numa voz rouca, deslizando o cabo liso e longo da flor lentamente pelo delicado pé dela, subindo até a parte interna da coxa, parando apenas quando não podia avan­çar mais. — Você ficaria com medo? De mim? De suas reações?
Os dois tornaram a se entreolhar.
Lua sabia exatamente o que ele estava fazendo: agindo de acor­do com a fantasia dela. E substituindo a espada por uma flor. Até teria sido romântico, mas era uma pena que o ardiloso não tivesse ideia de que ela sabia o que estava fazendo.
Abriu um sorriso imperturbável.
— Não, nem um pouco. E não me lembro de você já ter precisado de algo antes para guiá-lo até o alvo.
O rosto de Arthur endureceu de imediato, os olhos adquirindo uma expressão contrariada. Largando a flor na mesinha de cabe­ceira, adiantou-se abruptamente até a porta.
— Posso presumir que sobrevivi a mais um desafio?
Ele saiu, batendo a porta com força.
...
Para alívio de Lua, depois do sábado e domingo tensos, a se­mana passou sem incidentes. Um dos motivos era a nova classe de adestradores com a qual Arthur andava atarefado demais nocentro de treinamento, saindo cedo de casa e chegando tarde. O outro era o fato de que os dois estavam se empenhando ao máximo para se evitarem.
O que estava ótimo para Lua. Exceto que, enquanto evitavam um ao outro, não havia desafios. E sem desafios, não haveria um vencedor.
Ela até se cansara de ver a sala de estar naquele caos e decidira arrumá-la no início da semana. A desordem já servira a seu pro­pósito inicial... Ou melhor, de nada adiantara, já que Arthur não dera meia-volta e saíra correndo. Além do mais, nem ela se sentia à vontade em meio a tanta desorganização. Também decidira arru­mar a garagem, deixando espaço para ambos os carros, embora preferisse manter o seu do lado de fora.
Melanie e Sophia haviam especulado se a razão para Arthur não ter feito mais nenhum desafio a semana toda não seria porque estava apenas tentando se recompor depois que ela deixara claro que a estratégia de intimidação com sexo não iria funcionar.
Lua refletia sobre a situação no final da tarde de sexta-feira quando o som do portão automático da garagem se abrindo indicou que Arthur estava em casa cedo pela primeira vez na semana inteira. Droga!
Bem, mas ela estava cansada de fugir feito um animal assustado.
Naquela noite, a presença dele não a forçaria a se recolher ao próprio quarto, nem tampouco a deixar sua casa para ir buscar refúgio na das amigas. Ficaria no conforto de seu lar e ignoraria o homem por completo. Que ele arranjasse algum lugar para ir se quisesse evitá-la!
Ela acabara de descer até a cozinha quando o telefone tocou.
— Alerta contra cobras! — exclamou Sophia do outro lado da linha.
— Como disse?
— Sarah! — exclamou a amiga. — Vá depressa até sua janela da frente.
Lua adiantou-se rapidamente pela casa, o telefone sem fio ao ouvido. Maldição!
Jeans colado ao corpo perfeito! Blusa decotada até o umbigo! Uma expressão de "possua-me quando quiser" no rosto!
Lua ainda não esquecera a manhã de domingo quando Sarah aparecera para fazer aquela caminhada com Arthur e o quanto ficara furiosa com ele por nem sequer ter mencionado o assunto. Agora, a lambisgóia loira estava muito enganada se achava que iria seduzi-lo!
— E nós que pensávamos que Sarah estava voltando atrás por­que não tivemos sinal dela a semana inteira, desde a tal caminhada no domingo — dizia Sophia.
— Oh, veja como aquela indecente se insinua toda para o lado de Arthur ! — exclamou Lua com indignação.
— E como foi conveniente ela só ter notado que o pneu estava furado depois que deu a ré até a rua...
— Oh, eu asseguro que ela arranjou um jeito de furar o pneu no instante em que viu Arthur chegando.
— Sem dúvida. Eu estava na varanda da frente quando ela atra­vessou a rua rebolando e acenando para Arthur , pedindo que a aju­dasse a trocar o pneu. Não é possível que não enxergue que ela está dando em cima dele abertamente.
— No momento, Arthur não deve estar conseguindo enxergar nada. Sarah praticamente enfiou o decote na cara dele.
— Ora, faça alguma coisa!
— O que posso fazer?
— Vá até lá e a convide para nossa reunião de amanhã à noite.
— Melanie me mataria!
— Bem, há limite para a resistência de um homem. Nós já o torturamos com nossas fantasias no fim de semana passado. E você deixou claro que não fará sexo com ele. Você poderia mesmo culpar um homem livre que não teve sexo durante seis meses se ele...
Lua interrompeu-a.
— Nem sequer complete a frase. Você sabe que essa é a coisa que me faria deixar esta casa.
— Então, tome uma atitude! Agora!
...
— Não me importo em trocar seu pneu, Sarah— disse Arthur. — Mas pensei ter deixado claro que não me envolveria no que quer que esteja havendo entre você e Lua.
Sarah mal estava prestando atenção. Estava ocupada, olhando para a janela da frente da casa dele, exultante com o fato de Lua estar observando-os.
— Você me ouviu?
— Sim — respondeu ela, abrindo um sorriso sedutor. — Você deixou mais do que claro que não tem intenção de tentar deixar Lua com ciúme.
— Falo sério — avisou-a pegando o estepe do Mercedes dela. — Nada mais dessas suas provocações.
— Claro, claro — sorriu Sarah, ponderando que talvez já tivesse alcançado seu propósito.
A porta da frente acabara de se abrir e Lua avançava na direção de ambos, os punhos cerrados.
Notando-a, Arthur sacudiu a cabeça.
— Eu temia que isto fosse acontecer.
Lua ignorou-o por completo quando se aproximou e parou diante de Sarah.
— Olá, Sarah— disse numa voz doce como o mel. — Nós gostaríamos de convidá-la para nossa reunião de amanhã à noite do Clube das Fantasias das Donas de Casa.
Numa voz igualmente doce, Sarah respondeu:
— Amanhã à noite? Desculpe, mas terei de verificar minha agenda primeiro. Que tal se eu lhe telefonar mais tarde para infor­má-la se poderei ir?
Ela não teve a menor dúvida de que, se não tivesse sido pela presença de Arthur, Lua a teria esbofeteado!
...
Depois do encontro tenso com Sarah, Lua recolheu-se ao quar­to para evitar Arthur, mesmo que tivesse jurado que não o faria da­quela vez. Sabia que, do contrário, teria esmurrado o nariz dele.
Quem, afinal, Arthur pensava que era? Fazendo uma caminhada com Sarah e criando um tolo mistério em torno daquilo, trocando o pneu do carro dela! Por que não se mudava de uma vez para a casa da loira sirigaita e resolvia o problema de todos?
Frustrada, Lua acabou mergulhando num sono agitado, até que acabou despertando com Simon arranhando sua porta.
O latido alto que se seguiu obrigou-a a deixar a cama.
Quando abriu a porta do quarto, Arthur caminhava pelo corredor em sua direção, sonolento e... Nu em pelo.
Numa fração de segundo, Lua despertou por completo.
— Desculpe — disse ele com um bocejo. — Pensei que Simon quisesse ir até lá fora.
Lua desviou rapidamente o olhar para o cão, que entrou no quarto e saltou em sua cama. Ela fechou a porta na cara da tentação e tornou a se deitar.
Quinze minutos depois, acabara de pegar no sono quando os arranhões na porta sobressaltaram-na outra vez.
— Simon! — exclamou em tom de reprimenda. — Se quer sair, saia!
Afastando as cobertas, adiantou-se até a porta. Simon trotou até o corredor, mas não desceu a escada até sua portinhola na cozinha, como esperado. Em vez daquilo, seguiu direto pelo corredor até a porta fechada do quarto de Arthur.
Dois latidos depois, ele aparecia na soleira. Ainda completa­mente nu e sonolento. Ainda enlouquecendo-a.








Daqui a pouco, capítulo novo de: Unidos por uma criança! 
Não percam! : *
Bjs!

7 comentários:

  1. Web perfeita de maisss.. Amando posta mais outrooo!!!

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  2. Tentação de mais não pra Lua? Kkkkkk
    Adorandooo *O*

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  3. OMG,mais mulher

    Adriana

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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