5 de ago de 2014

Capítulo 5 - A different game - Part. 2

Boa Leitura!
Comentem bastante!
"Fanfic movida a comentários"


— O que está acontecendo agora?
— Acho que é bastante óbvio — retrucou Lua. — A sua grande ideia de nos revezarmos para ficarmos com Simon à noite o deixou totalmente confuso.
— Deixe sua porta aberta e eu farei o mesmo — sugeriu Arthur bocejando. — Assim, Simon pode ir de lá para cá até cansar e dormir.
Lua voltou para a cama e estava quase dormindo outra vez quando os latidos começaram incessantes. Com um gemido, ela cobriu a cabeça com o travesseiro para abafar o barulho.
...
Arthur levantou-se e vestiu a cueca boxer que deixara dobrada ao pé da cama, como de costume. Momentos depois, seguia pelo cor­redor, com seu travesseiro e edredom debaixo do braço.
Lua sentou-se abruptamente quando o viu entrar no quarto, Simon trotando atrás dele.
— Simon não ficará satisfeito enquanto não estivermos dormin­do os três no mesmo quarto — informou-a Arthur. — Volte a se deitar. Dormirei no chão.
Estendeu então o edredom e atirou-lhe o travesseiro em cima.
— De maneira alguma! — protestou Lua veemente.
— Por que não? — argumentou ele desafiador. — Você já havia me esquecido enquanto eu ainda estava de saída. Morri para você no minuto em que saí pela porta da frente. Lembra?
Arthur deitou-se no chão, com Simon acomodando-se a seu lado. Fechando os olhos, ordenou a si mesmo que fosse forte. Que não pensasse em Lua , deitada a poucos passos na cama de casal, não usando nada além de um transparente baby-doll. Que ignorasse seu delicioso perfume e resistisse à vontade de estreitá-la em seus braços.
...
Lua olhou para o relógio na mesinha de cabeceira. Meia-noite e meia. Sentando-se, engatinhou até o pé da cama. O luar que se filtrava pela vidraça permitiu-lhe ver com nitidez o que a estava impedindo de dormir. Olhou para a nuca de Arthur.
— Você está dormindo?
— Sim. — Mas ele virou-se no chão para observá-la.
— Isto não está dando certo para mim.
— Tente contar carneirinhos.
— Já fiz isso. Sabe, eu estava pensando... Não temos mais op­ções de como desafiarmos um ao outro sem tornarmos este jogo realmente drástico e desgastante. O que não nos levará a nada. O que acha de termos custódia em conjunto de Simon e da casa?
Arthur sentou-se no edredom.
— Custódia em conjunto?
— Sim. Você mora na casa com Simon seis meses. E eu moro na casa com Simon seis meses. E, em vez de você me comprar uma casa, compraremos uma para nós dois. Um lugar para cada um de nós ficarmos quando não estiver aqui com Simon.
— Não. — respondeu Arthur sem hesitar. Tornou a deitar-se de costas para ela.
— Não! — exclamou Lua. — É tudo o que vai dizer? Apenas "não"?
— Não. — repetiu ele e puxou uma ponta do edredom para cobrir a cabeça.
Lua acendeu o abajur.
— Quer tentar dormir? Tenho de estar no centro de treinamento amanhã cedo.
— Amanhã é sábado. Você não trabalha.
— Nunca tiro fins de semana de folga durante cursos de treina­mento intenso. Fico surpreso que tenha esquecido. Você costumava reclamar antes de nossa separação.
— Não vou tentar dormir enquanto você não me explicar porque rejeitou instantaneamente minha ideia de custódia em con­junto.
Arthur tornou a sentar-se, o cenho franzido.
— Da maneira como vejo as coisas, ou ficamos juntos ou nos divorciamos de uma vez por todas e cada um segue seu caminho.
— Não conseguimos viver juntos. Somos incompatíveis. É por isso que vamos nos divorciar. E é por isso que minha ideia é per­feita. Nós nos divorciaremos e nos revezaremos morando aqui com Simon.
— Lamento, mas quero ter filhos algum dia.
As palavras atingiram-na em cheio, e Lua sentiu uma dor lan­cinante ao imaginar Arthur tendo filhos com outra mulher.
— Você nunca me disse que queria ter filhos.
— Você não quer?
— Sim, quero ter vários.
— Bem, aí está. É por isso que a ideia de custódia em conjunto não daria certo. O que faríamos com nossas respectivas famílias? Iríamos sujeitá-las a uma mudança de cá para lá a cada seis meses? Seria absurdo.
Lua estava abalada demais para responder. Virando-se para a mesinha de cabeceira, apagou o abajur. Arthur tornou a deitar-se em sua cama improvisada no chão. E foi bem a tempo. Por nada no momento, ela o deixaria vê-la chorar.
Mas Arthur com uma esposa, filhos e fora da vida dela?
Céus, como estivera sendo fútil, vazia, imatura e egoísta... Aque­le juiz do tribunal tivera razão. Por que não fizera nada para salvar seu casamento? Céus, por que demorara tanto a admitir que, não importando o quanto Arthur a enlouquecesse, não podia suportar a ideia de não tê-lo mais em sua vida?
Ela o amava.
Apaixonara-se desde o primeiro instante em que o vira. E o amaria para o resto da vida.
Ficarem juntos, ou se divorciarem de uma vez por todas.
Aquilo significava que Arthur ainda aceitava a possibilidade de ficarem juntos? Estaria disposto a reaprender a conviver, a ser mais tolerante com as diferenças da parceira, a fortalecer os pontos em comum, a ter respeito para com ela?
Ela tinha coragem para perguntar?
Não. Ficaria mais do que arrasada se ele dissesse que era tarde demais. Era melhor deixar as coisas como estavam. Até que um dos dois jogasse a toalha e se mudasse. E da maneira como a si­tuação, estava, era provável que fosse ela!
...
Arthur fingiu estar dormindo, porém mantinha os olhos bem aber­tos. Não deixara de notar a expressão magoada no rosto de Lua quando mencionara filhos e famílias. Podia se permitir a esperança de que o motivo para aquilo fosse o fato de que, no fundo, ela ainda não desistira de tentar fazer o casamento de ambos dar certo?
Sentiu-se tentado a sentar-se e perguntar. À queima-roupa. In­dagar sem rodeios: você quer realmente o divórcio?
Mas se Lua respondesse que sim, não teriam como prosseguir dali, exceto voltar à discórdia por causa da casa e de Simon. Admitia a si mesmo que já estava cansado daquilo. Não continuaria se en­ganando.
Amava Lua. Sempre a amara e amaria.
Se ao menos houvesse algum meio de transformar aquele jogo em algo que pudesse aproximá-los mais em vez de separá-los... Um jogo de amor, não de guerra. Aquela era uma fantasia que valia a pena ter.
Fantasia. Mestra. Servo. Droga, ali estava!
Lua insistia que havia mais no casamento do que apenas sexo incrível. Mas o sexo, sem dúvida, também era essencial num ca­samento. O único problema era que ele tinha de fazer Lua achar que estava no controle da situação. Que era sua mestra, e ele, o servo.
Arthur sentou-se e olhou para a cama. Lua estava aninhada sob as cobertas.
— Está dormindo? — sussurrou.
— Sim.
— Sabe, estive pensando...
Ela deu um bocejo, mas sentou-se na cama e acendeu o abajur.
— Sim?
— Bem, o sexo sempre foi a principal questão entre nós. Nossa atração mútua e fulminante nos levou a um casamento impulsivo. E nossa última briga séria foi com você me acusando de sempre usar o sexo para encerrar qualquer discussão que estivéssemos tendo.
— E aonde quer chegar?
— Não acha justo que o sexo também deva ser o desafio a usar­mos para declararmos um de nós o vencedor?
Lua estreitou os olhos.
— Acha que sou tola? Se fizermos sexo, nosso acordo de sepa­ração estará anulado.
— Eu não quis dizer para consumarmos o ato. O que estou sugerindo é tudo exceto a consumação. O primeiro a chegar ao clímax perde o jogo.
— Você está maluco. A resposta é não!
Ela tornou a apagar o abajur e a deitar-se de volta sob as cobertas, encerrando a discussão.
Arthur soltou um suspiro e afundou a cabeça no travesseiro.
...
Lua olhou para o relógio. Uma e meia. Fechou os olhos.
Tudo exceto consumarem o ato.
Arthur perdera realmente o juízo. Quem pensava que era de re­pente, um sujeito com nervos de aço? Talvez ela devesse aceitar seu desafio e ensinar-lhe uma lição. Não era segredo que toda mu­lher ansiava pelas preliminares. Horas e horas de preliminares, mais exatamente. E uma mulher sempre conseguia se controlar mais do que um homem. Em especial um homem que não fizera sexo com ninguém durante seis meses.
Horas e horas de preliminares...
Uau era tentador. Ela também não fizera sexo ao longo de seis meses. Seria uma grande tola se não aceitasse o desafio. Principal­mente, porque estava em vantagem.
Mas Arthur devia saber daquilo. Estava assim tão ansioso para apressar as coisas? Para prosseguir com a própria vida, a fim de poder arranjar uma nova esposa e ter os filhos que queria? Ou aquele novo plano era um meio de sair por cima? Ele a deixaria vencer, mas partiria sorrindo com um último êxtase!
Era o que Arthur queria? Bem, ela lhe daria seu êxtase!
Lua sentou-se e acendeu mais uma vez o abajur. Arthur ergueu a cabeça instantaneamente ao pé da cama.
— Deixe-me entender isso direito. Você propõe noventa dias de preliminares como nosso desafio máximo?
Ele sorriu amplamente.
— Oitenta e três dias de preliminares, para sermos mais exatos.
— E o primeiro a chegar ao clímax perde o jogo?
— Sim. Então, ligaremos para nossos advogados, assinaremos a papelada referente à casa, e o divórcio será definitivo.
— Mas se o perdedor chegar ao clímax isso não é tecnicamente a consumação? E não é algo que violará nosso acordo de separação?
— Eu nunca contarei a ninguém? Você contará?
Os dois se entreolharam por longos momentos.
— Tenho de admitir — comentou, enfim, entrando no jogo. — Duvido que haja uma pessoa na Terra que não concordaria que resistir a oitenta e três dias de preliminares sem ter um orgasmo tem de ser o desafio máximo conhecido pela humanidade.
— Ou o desafio máximo a qualquer forma de vida no universo.
Ambos trocaram mais um olhar.
— E quando sugere que comecemos esse desafio? — perguntou ela.
Arthur tinha aquele brilho malicioso no olhar outra vez.
— Que tal agora?
Ela apagou o abajur.
Arthur estava na cama no instante seguinte.
— O jogo começa — declarou Lua quando ele correu a mão por sua perna.
— O baby-doll sai — disse-lhe Arthur no mesmo tom confiante.
— Me dê seu melhor, Arthur— murmurou Lua.
Ela suprimiu um gemido ao sentir uma das mãos másculas massagear-lhe um de seus seios e teve de conter o forte tremor que lhe assaltou o corpo quando Arthur abocanhou-lhe o outro seio, deslizando aquela língua diabólica por seu mamilo sensível, levando-a a loucura.
— Arthur— gemeu, quando os beijos dele subiram até seu pescoço e em seguida até sua orelha esquerda, onde ele mordeu levemente o lóbulo. Uma das agarravam-lhe os cabelos com firmeza e a outra deslizava em direção a seu sexo pulsante.
— Você quer que eu te toque aqui, não quer pequena? — perguntou Arthur , encostando os dedos no tecido da calcinha da morena, bem em seu ponto mais sensível.
— Quero — Resfolegou Lua, delirante por mais.
Ele afastou o tecido com os dedos para em seguida afundar outros dois deliciosamente fundo dentro dela, fazendo-a gritar de prazer.
— Apertada e quente — disse Arthur, enquanto movia os dedos em um delicioso ritmo de vai e vem.
Mais gemidos escaparam dos lábios de Lua ao imaginá-lo enterrado fundo dentro dela. Mas ela sabia que isso era apenas mais um dos jogos de Arthur , um jogo que ela não estava disposta a perder. Não mesmo.
Afastou os dedos de Arthur de dentro dela, e inventou as posições ficando por cima.
— Agora é a minha vem...
É a noite seria longa, bem longa...




Daqui a pouco, mais um capitulo de: Uma patricinha mentirosa!
Não perca! 
Bjs! :*

15 comentários:

  1. Ahhhhhhh tô amandooo *-*
    Kkkkkk quero só ver no que vai dar esse Jogo kkkk
    Posta maiiss Viih *O*

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  2. Kkkkkkkkkk Jesus! Esses dois não têm jeito mesmo! Kkkkk
    Quero maaais! ❤

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  3. Kkkk E o jogo começou!!! Kkkk to lucy para o próximo capitulo!!
    Xx Beca

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  4. mirella vasconcelos05/08/2014 17:07

    Ta muito boa posta mais

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  5. posta mais
    ++++++++

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  6. Mais .mais

    Adriana

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  7. Perfeitoooooooooooooooooooooo continuaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

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  8. posta mais hojeeeee

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  9. completamente loucos kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Ana

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  10. kkkkkk super desesperados, eles amam-se quando será que vai haver uma trégua?

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  11. Leitora nova
    A melhor fic que leio.
    Continua logo tô viciada nessa fic

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