18 de jul de 2014

Your Bed Or Mine - PRÓLOGO

Não consegui me segurar... Tive que postar... Rsrs' 
Espero que gostem! ;) Bjoks! : **
" Fanfic movida a comentários. " 



PRÓLOGO
Lua Blanco Aguiar  não deixou de notar a expressão contrariada no rosto de sua advogada, enquanto subia rapidamente a escadaria do prédio do tribunal de justiça. Aquele ar de reprovação deveria tê-la intimidado. Não foi, porém, o caso.
O fato de que a renomada dra. Carla Sommers era conhecida em toda Chicago por sua atuação implacável no tribunal não significava nada para Lua. Afinal, tinham sido colegas de quarto na faculdade.
Quando ela chegou ao alto da escadaria, notou que o semblante de Carla ficara ainda mais carregado.
— Está brincando comigo? — Carla observou-a de alto a baixo. — Isso é a sua ideia de uma roupa recatada, discreta, para causar boa impressão ao juiz?
— Não — retrucou Lua com olhar de teimosia. — Está é a minha ideia de uma roupa de arrasar para impressionar Arthur — declarou, enfática, indicando o vestido que lhe moldava o corpo curvilíneo. — Quero que Arthur Aguiar dê uma última boa olhada no que perdeu quando me deixou.
A amiga lançou-lhe um olhar desgostoso.
— Seu vestido não deixa quase realmente nada para a imaginação. E o vermelho está longe de ser uma cor que denota recato, discrição.
— Mas é uma cor que favorece as morenas — argumentou Lua, jogando os cabelos longos e negros para trás. — Pergunte a qualquer morena. Vermelho é nossa marca registrada.
— Você deve se preocupar com a opinião do juiz, não com a cor que lhe cai melhor. Eu lhe avisei que esse juiz é bastante conservador. Ele não vê o divórcio com bons olhos. E esse seu vestido acaba com qualquer chance que tínhamos de que ele acreditasse que você é uma pacata dona de casa profundamente magoada e apenas está pedindo para ficar com seu lar e pobre cão cego.
Carla virou-se abruptamente e entrou no prédio do tribunal.
Lua seguiu-a depressa.
— Ora, vamos — disse num tom de súplica quando a alcançou. — Você sabe que não sou do tipo pacato. Poderia vestir um hábito de freira e ainda pareceria voluntariosa.
— Não temos tempo para discutir — retrucou Carla, tornando a fuzilá-la com o olhar. — Seu caso é o primeiro agendado para depois do intervalo do almoço. Esse vestido é o bastante para fazer com que o acordo envolvendo a casa seja favorável a Arthur. A última coisa de que precisamos é chegar atrasadas para sua audiência.
Ela seguiu em frente pelos corredores, segurando a valise de couro com força. Lua apertou o passo, tentando acompanhá-la.
— Mas ainda temos o importante detalhe do pobre cão cego — apontou, querendo se redimir. —Eu é que tenho cuidado de Simon desde que Arthur nos abandonou.
A amiga lançou-lhe outro olhar nada satisfeito.
— Quantas vezes temos de remoer isso? Simon é o cão de Arthur.
— O cão que ele deixou comigo.
— E o cão que salvou a vida de Arthur — lembrou-a Carla secamente. — O advogado dele vai fazer um dramalhão em cima do fato de Arthur e Simon terem sido feridos numa explosão. Separar um homem do heroico cão que lhe salvou a vida não será tarefa fácil
— É quando você mencionará que eu nem sequer conhecia Arthur quando ele e Simon foram feridos, mas que fiquei tão tocada quando soube, que o cão farejador ficou cego naquela explosão, queeu o visitei no hospital veterinário todos os dias e até escrevi um livro infantil sobre ele.
— E o advogado dele lembrará o juiz que Arthur é um dos melhores treinadores de cães que detectam explosivos. Arthur treina cães profissionalmente todos os dias da semana.
— Sim, Arthur faz isso de doze a catorze horas por dia — ressaltou Lua . — Mas sou eu que fico em casa cuidando de Simon. Sou aquela que não abandonou o lar e deixou Simon para trás.
— Não importa. O advogado dele irá dirá que o único motivo para Arthur ter deixado Simon foi porque ele mandou equipar a casa de vocês especificamente para que o pobre e cego Simon pudesse viver como um cão normal outra vez.
— Aí está outro erro — protestou Lua, um tanto ofegante, enquanto prosseguiam. — Simon poderia ter aprendido a viver como um cão normal outra vez sem todo aquele equipamento de alta tecnologia que Arthur mandou instalar na casa. Qualquer dono de um cão cego confirmará isso. Arthur nunca deu chance ao animal de aprender a se arranjar sozinho. É um maníaco por tecnologia. Pura e simplesmente.
Carla parou de caminhar e virou-se para fitá-la.
— E você deveria ser uma pura e simples dona de casa — lembrou-a. — Mas agora que arruinou por completo essa estratégia, diga-me uma coisa. Quem você acha que o juiz decidirá que merece ficar com Simon e a casa?
— Eu.
Carla soltou um gemido frustrado e, girando nos calcanhares, prosseguiu depressa por mais um corredor.
— Espere! Fui eu que praticamente tornei Simon um símbolo nacional com minha série de livros infantis Simon Vê. Não se esqueça de citar isso. Tanto a Publishers Weekly quanto o New York Times aclamaram a série Simon Vê como uma inspiração para crianças deficientes. Simon e eu já temos visitas programadas a hospitais infantis de varias partes do país por volta da época do Natal deste ano.
— Que conveniente — replicou Carla, mordaz —, uma vez que vermelho é sua marca registrada. — Com um profundo suspiro, acrescentou: — Ouça meu conselho desta vez. Use um tipo de vestido diferente para as visitas aos hospitais infantis.
Ela dobrou por mais um corredor, e Lua esforçou-se para alcançá-la com seus saltos altos. Ao menos, a amiga não comentara nada sobre os sapatos vermelhos e tão sensuais quanto o vestido. Ou talvez Carla tivesse ficado chocada demais com o vestido para notar o resto.
Quando, enfim, as duas chegaram à porta da sala de audiências designada, Carla puxou-a de lado e apontou-lhe um dedo com severidade.
— Mantenha sua boca voluntariosa fechada — avisou-a. — Estou falando sério. Não quero ouvir nem sequer um pio seu dentro daquela sala.
Lua correu os dedos pelos lábios, fechando-os com um zíper imaginário.
— Entre lá e sente-se o mais depressa possível, antes que o juiz perceba que metade de baixo de seu vestido está faltando. E não faria mal encolher-se um pouquinho. O juiz Parkins está com setenta e poucos anos. Pela maneira como esse vestido está colado a cada pedacinho de seu corpo, o velhote até poderia ter um ataque cardíaco fulminante.
— Devo me sentar e me encolher um pouco. Entendi — declarou Lua com um sorriso amplo.
A advogada não retribuiu o sorriso. Passando de leve a mão pelos cabelos, ajeitou o casaquinho de seu sério tailleur cinza e marchou até o interior da sala de audiências.
Estava certo, concluiu Lua. Talvez o vestido curto e provocante não tivesse sido a melhor escolha. Nem vermelho a cor mais indicada naquelas circunstâncias.
Mudou rapidamente de ideia, contudo, ao ver a expressão no rosto de Arthur quando ela entrou na sala do tribunal.
Ele já estava sentado a uma das pequenas mesas da frente com seu advogado. E agora estava de olhos arregalados e queixo caído.
Lua sorriu consigo mesma.
Encolher-se, pois sim!
Ela endireitou os ombros, projetou os seios para frente e, de cabeça erguida, passou diante daquele que muito em breve seria seu ex–marido.

13 comentários:

  1. Que coisa eim, fiquei curiosa :D
    Hihi Lua conseguiu deixar Arthur de =O kkkkk adoro
    Posta mais '-'

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  2. Posta mais logo

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  3. +++++++++++++++++++++++++++++

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  4. Please mais

    adriana

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  5. Ameiii, posta maiiiiiiis!!!
    Xx Beca

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  6. +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Amo fics assim!
    Quero maaais!! ^-^

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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