19 de jul de 2014

Your Bed Or Mine - Part. 1

Heeey amores, voltei! 
Como vcs comentaram muito, resolvi postar... :)
Bjks e continuem comentando bastante! ;)
" Fanfic movida a comentários "






CAPÍTULO 1 - SURVIVOR / Part. 1
Arthur já estava nervoso, mas não teve a menor dúvida da razão para sua boca ter secado de repente. Lua sempre lhe exercera aquele efeito. Longos e lustrosos cabelos negros. Sedutores olhos castanhos. Curvas voluptuosas que tinham o po­der de deixar qualquer homem de joelhos.
Só que Arthur estava farto daquilo.
Nada mais de ficar de joelhos, implorando a Lua que reconsi­derasse a situação de ambos.
Havia limite para se pressionar o orgulho de um homem.
Sim, eles tinham tido uma briga deplorável. Sim, haviam dito coisas horríveis um ao outro, trocado acusações. E não, ele não deveria ter saído de casa. Em especial sabendo exatamente como Lua se sentia em relação à delicada questão de "abandono do lar".
O pai deixara a mãe de Lua quando ela tinha apenas seis anos e a irmã caçula, quatro. As duas ainda eram adolescentes quando a mãe aceitou o pai delas de volta... Atitude pela qual Lua nunca a perdoou por completo.
Infelizmente, a irmã mais nova, Ana , passara pela mesma ex­periência. Ana permitira que o próprio marido fosse embora e voltasse a seu bel prazer, implorando que a irmã entendesse que ela tinha dois filhos pequenos a levar em conta. Outra questão difícil para Lua aceitar. Em sua opinião, abandonar um lar era o tabu supremo.
Arthur soubera daquilo. E recriminara a si mesmo a cada dia desde que saíra de casa por ter deixado que seu orgulho interferisse quan­do Lua lhe dera o maldito ultimato, avisando-o que, se fosse em­bora naquele momento, estaria tudo acabado entre ambos em ca­ráter definitivo.
Lua , porém, soubera que ele detestava ultimatos e fora por aquela exata razão que o atingira com um.
Arhtur conteve um suspiro. Esperara que Lua ficasse zangada, naturalmente. Só que ficara furiosa, possessa.
Ela trocara as fechaduras da casa no mesmo dia e dera entrada na papelada da separação duas semanas depois.
Qualquer chance de uma reconciliação saíra diretamente pela porta com ele. Lua lhe dissera aquilo... Naquelas exatas palavras... Durante a única conversa que tiveram desde o dia da separação.
Depois daquela conversa, Lua se recusara terminantemente a falar com ele. A única comunicação direta entre os dois ao longo dos seis meses anteriores... Exceto a mantida pelos respectivos ad­vogados... Fora através de breves e-mailsEle confirmando todas as quartas-feiras que apareceria para ver Simon. Lua confirmando que tomaria providências para estar ausente durante a hora que ele estaria na casa.
Eles tinham vivido separados pelos seis meses exigidos até en­tão. O período de separação legal antes de um divórcio.
Lua não tinha intenção de voltar atrás
Nem ele.
Eram duas pessoas teimosas, cabeças duras, cada uma determi­nada a dobrar a outra e fazê-la passar a pensar a sua maneira.
E aonde a intransigência os levara?
Diretamente ao tribunal de divórcios.
Agora, Arthur via-se sentado numa sala de audiências, prestes a enfrentar um juiz que poria um fim ao casamento dos dois. Ainda assim, tudo o que podia pensar era em quanto Lua estava eston­teante com aquele vestido vermelho, e em que grande tolo seria se a deixasse obter o divórcio.
...
Arthur ainda a estava observando, percebia Lua . Deveria estar imensamente satisfeita em saber que conseguira atrair a total aten­ção dele. Mas, apesar de ter ciência de quanto estava sexy com seu novo vestido, Arthur parecia dez vezes melhor.
Não deveria nem sequer ter lançado um olhar na direção dele.
O blazer esporte azul-marinho destacava-lhe a pele alva. E os fartos cabelos negros, ainda úmidos depois do banho que ob­viamente tomara quando deixara o centro de treinamento de cães para aparecer no tribunal, só o deixavam mais sedutor.
E, se ousasse olhar diretamente para ele, ela sabia que seus olhos de incríveis estariam sérios, graves, naquelas circunstâncias.
Supostamente, graças à estúpida comida saudável dele.
Lua apertou os lábios com ar contrariado.
Frequentemente, perguntava-se o que, afinal, estivera pensando para ter passado tão depressa do início de um romance tórrido, diretamente para um casamento. Exceto pelo fato de que Arthur a excitava como homem algum já conseguira, ou conseguiria, os dois eram completos opostos.
Os opostos se atraíam, sem dúvida. Mas não significava que podiam viver juntos. Ela e Arthur certamente haviam provado aquilo, de várias maneiras.
Ele gostava da casa meticulosamente limpa e organizada, ao estilo militar. A ideia dela de limpeza diária era correr um olhar em torno da sala.
Aficionado por comida saudável, Arthur reverenciava tofu e de­mais coisas intragáveis que o mantinham em impecável forma fí­sica. Ela adorava hambúrgueres e fritas... Com bastante ketchup.
Dormindo e acordando cedo, Arthur corria oito quilômetros antes do desjejum a cada manhã. Ir para a cama depois da meia-noite significava que ela raramente se levantava para o café da manhã... E sua ideia de exercício era caminhar até o freezer para mais um picolé cremoso.
Incompatíveis como eram, viver junto fora um total desastre. Ela estava surpresa que o casamento tivesse durado um ano inteiro. Na verdade, era um milagre que não houvessem esganado um ao outro naquela primeira semana após a lua de mel. Se o sexo não tivesse sido tão fabuloso, eles provavelmente teriam se matado.
Sexo fabuloso...
Lua afastou o pensamento depressa.
Reforços avançaram para assumir o controle, lembranças de momentos de puro prazer, de êxtase absoluto povoaram sua mente numa avalanche desconcertante.
Lua respirou fundo e estendeu a mão até a jarra de água na mesa a sua frente. Encheu um copo e tomou um longo gole, pro­curando se acalmar. Somente, então, arriscou seu primeiro olhar mais atento a Arthur .
Droga!
Ele olhava exatamente em sua direção.
Ela ainda o amava, não duvidava. Mas não era apenas sexo incrível que mantinha um casamento.
Maldito Arthur Aguiar! Por que tivera de abandoná-la daquele jeito?
— Todos de pé. — declarou um assistente do tribunal. — Está aberta a sessão.
Carla agarrou o braço de Lua, fazendo-a levantar-se.
Ela não ousou olhar para Arthur outra vez.
E, quando sentiu o estômago em nós, deu-se conta de que "en­colher-se" não seria problema algum para ela.
...
Arthur mal prestava atenção enquanto seu advogado, Pedro Peixoto, discutia acaloradamente com a advogada de Lua sobre o acor­do dos bens. Pedro já lhe assegurara de que de maneira alguma o juiz tomaria uma decisão em favor de Lua em relação à casa. Especialmente com a generosa oferta de Arthur de lhe comprar al­guma outra residência da escolha dela.
Ele insistira em fazer a oferta de comprar outra casa para ela. Afinal, ainda a amava. Céus, sempre a amaria. Eles apenas não podiam viver juntos. O mínimo que podia fazer era certificar-se de que Lua estivesse bem, amparada e feliz sozinha.
O que não faria... E aquela era a razão para ater-se com firmeza a seu desejo de manter a casa... era mudar a rotina de Simon outra vez. Devia sua vida ao cão. Simon aprendera a locomover-se li­vremente com a ajuda dos sensores de alta frequência que Arthur mandara instalar na casa que ele comprara logo depois que se casara com Lua . Simon conseguia se arranjar tão bem em seu novo am­biente que ninguém nem sequer desconfiaria que o cão fosse cego.
O avançado equipamento custara uma fortuna... E valera cada níquel na opinião de Arthur . Mas enfrentar uma despesa daquelas novamente, apenas porque La estava tentando puni-lo ao querer ficar com a casa, era absurdo.
Quase tão absurdo quanto o fato de ela esperar ficar com Simon.
O que não aconteceria. O cão era dele. Jamais impediria Lua de vê-lo, mas, pelos Céus, Simon era dele!
Arthur olhou novamente para o juiz.
Por volta de uns setenta e cinco anos, cabelos grisalhos, ar régio em sua toga preta e expressão sábia no rosto, Parkins era o epítome de um magistrado.
Quando ele tomasse a decisão em seu favor naquela tarde, pen­sou Arthur , poderia tomar posse imediata de Simon e da casa em Woodberry Park... tudo graças à condição que Pedro fora esperto o bastante para incluir no acordo de divórcio. Lua recebera aviso formal de que deveria desocupar o imóvel imediatamente caso ele ficasse com a casa. Aquilo significava que, naquele final de sema­na, ele já teria se mudado de volta para sua própria casa.
E já era tempo!
Viver no apartamento mobiliado que alugara ao longo dos seis meses anteriores fora um pesadelo, tendo enfrentado desde vizi­nhos indesejáveis até a total falta de privacidade.
Se Pedro não tivesse se mostrado tão confiante de que a decisão do juiz lhe seria favorável, talvez já tivesse comprado outra casa. Talvez até a tivesse equipado para acomodar Simon confortavelmente.
Mas Pedro lhe garantira que a vitória seria sua.
Ele se contivera e lidara com os inconvenientes.
Ter devolvido a chave do apartamento à imobiliária no início da manhã, no entanto, fora quase o equivalente a obter a liberdade de um presídio.
Agora, estava a apenas alguns minutos de ser um homem livre.
Livre para voltar para o tranquilo subúrbio. Para os amigos de sua vizinhança em Woodberry Park. Voltar para os jogos de pôquer de sábado à noite com os rapazes. Para os domingos no campo de golfe privativo do bairro, o qual podia avistar de sua própria va­randa dos fundos.
Voltar para uma casa vazia... Sem Lua.
Arthur franziu o cenho diante do pensamento e alertou a si mesmo para não seguir por aquele caminho. Já bastava. Nem uma vez sequer durante o período de separação ela dera alguma indicação de que se arrependera de ter pedido o divórcio. Uma vez que o juiz decidisse em seu favor, se Lua tivesse algum arrependimento, ela simplesmente teria de...
Vozes elevaram-se subitamente.
Arthur olhou depressa para a direita.
Uma discussão cada vez mais acirrada.
O juiz Parkins não parecia nada satisfeito.
— Ordem no recinto! — declarou ele. Bateu o martelo duas vezes, alternando olhares cortantes entre os dois advogados. — Estamos num respeitável tribunal de justiça, senhores, não no meio de uma briga de rua! Um tribunal de justiça atarefado — acres­centou. — Atarefado demais para desperdiçar tempo com uma dis­puta de propriedade que já deveria ter sido resolvida antes mesmo de terem entrado nesta sala!
Arthur observou Pedro, notando que seu confiante advogado pare­ceu pouco à vontade diante do olhar glacial do juiz.
— Meritíssimo — começou ele — se for do agrado do tribunal...
Parkins interrompeu-o abruptamente:
— Para seu governo, Sr. Peixoto, nada neste caso é do agrado do tribunal.
O juiz olhou para Lua por um momento.
Arthur endireitou-se na cadeira quando o magistrado olhou em sua direção.
— Ambas as partes envolvidas concordaram com um divórcio amigável. Isso está correto? — indagou.
Os dois advogados confirmaram com um gesto de cabeça.
— Então, é de se presumir que, se as partes puderam concordar com um divórcio amigável como dois adultos maduros, podem concordar da mesma maneira no acordo de bens. Isso também está correto?
Nenhum dos advogados assentiu daquela vez.
— Ainda assim, o que temos aqui... — prosseguiu o magistrado, o cenho franzindo-se mais e mais a cada palavra — Vocês são duas pessoas egocêntricas, tentando infantilmente vencer uma a outra, enquanto desperdiçam o precioso tempo do tribunal e o dinheiro dos contribuintes numa briga por causa de um cão e pelo que parece ser a casa de oitocentos mil dólares do cão.
Várias pessoas soltaram murmúrios de incredulidade.
Uma exclamação alta seguiu-se, e Arthur nem sequer precisou virar-se para saber que fora de Lua .
— Não me mande ficar quieta, Carla! — disse ela, indignada, elevando a voz o bastante para que todos no tribunal a escutassem. — Por acaso, eu faço parte desses contribuintes! Sou uma contri­buinte que veio até aqui para obter o divórcio. Não para ser insultada!
A típica "sem papas na língua" Lua, pensou Arthur , lançando-lhe um olhar. Como esperado, ela tinha uma daquelas suas expressões ultrajadas no rosto que perguntavam claramente: "com quem, afi­nal, pensa que está falando?" Embaraçada, sua advogada estava se empenhando ao máximo para tentar mantê-la quieta na cadeira. Lua, por sua vez, era a ira personificada.
Arthur abriu um sorriso. Parkins iria decidir em seu favor agora apenas por pena dele, pensou. Não que tivesse apreciado o insulto do juiz. Mas o fato de estar à mercê do tribunal exigia certa dose de diplomacia. O que não era, em absoluto, uma característica daquela que estava prestes a se tornar sua ex-esposa, ponderou ele, tendo que se esforçar para conter o riso.
— Acha esta situação engraçada, Sr. Aguiar?
Pedro deu-lhe uma cotovelada.
— Não senhor! — declarou Arthur, enfático.
— Então, apague esse sorrisinho tolo do rosto — avisou-o Par­kins, as orelhas agora muito vermelhas.
O quê? Fora Lua que tivera uma explosão de raiva. Por que o juiz repreendera? Arthur olhou para seu advogado em busca de uma resposta.
Poderia ter jurado que o destemido Pedro tremia.
O juiz apontou para a advogada de Lua.
— Permita que a requerente se levante, Dra. Sommers.
Ele olhou, então, para Pedro.
— Faça com que o réu também se levante, Dr. Peixoto.
Eu, réu? Perguntou-se Arthur. Aquilo só podia ser brincadeira. Era um mero observador inocente ali!
— Levante-se! — sussurrou-lhe Pedro pelo canto da boca.
Com relutância, Arthur afastou a cadeira para trás e levantou-se. Achou mais prudente, porém, não olhar na direção de Lua outra vez. Já parecia encrencado o bastante, sendo considerado culpado por associação. Droga!
...
De repente, Lua não se sentiu mais tão corajosa, ou exaltada.
Seu pavio curto geralmente levava a melhor sobre o lado mais racional. Mas de que outro modo poderia ter reagido ao ter sido chamada de egocêntrica e imatura diante de uma sala de audiências cheia de pessoas?
Mantenha sua boca voluntariosa fechada.
Excelente conselho deu-se conta, mas, agora, era tarde demais.
Engoliu em seco quando o juiz Parkins tornou a lançar um olhar intimidante em sua direção.
— Eu é que fui insultado aqui hoje — declarou ele, austero. — Eu me sinto insultado cada vez que um casal aparece no meu tribunal para zombar da instituição do casamento.
O magistrado desviou o olhar para Arthur.
— É do conhecimento de todos nós o quanto tem se dedicado a prover segurança para o país que tanto ama, Sr. Aguiar.
Olhou novamente para Lua.
— E sabemos o quanto se dedica a ajudar crianças deficientes por todos os lugares com seus incentivadores livros infantis, Sra. Aguiar.
Parkins entrelaçou os dedos das mãos diante de si.
— Também sabemos, em minuciosos detalhes, o quanto é im­portante para vocês dois que o cão cego que amam tanto permaneça na casa que foi equipada para que ele possa viver normalmente.
O magistrado, então, sacudiu a cabeça com ar desgostoso.
— O que acho insultante é que vocês dois tenham mais amor por suas respectivas carreiras e por seu cão cego do que têm pela exata pessoa que juraram amar e respeitar pelo resto da vida.
Lua contraiu o rosto enquanto as palavras, que não poderiam ter sido mais verdadeiras, atingiram seu coração com um golpe certeiro.
— Já passou pela cabeça de vocês... — indagou o juiz, alter­nando um olhar entre ela e Arthur. — Que, se dedicassem a seu casamento o mesmo nível de comprometimento que têm dado ao cão e à carreira, não estariam agora diante de mim num tribunal, pedindo o divórcio?
Ocorreu a Lua que encolher-se mais seria impossível.
— Satisfação imediata — disse Parkins e sorriu irônico. — Isso está no topo da lista de todos hoje em dia. As pessoas esperam satisfação imediata de seus empregadores, ou jogam a toalha e obtêm um novo emprego. Querem satisfação imediata em seus casamentos, ou jogam a toalha e obtêm outro cônjuge. E, em vez de separar o tempo necessário em seus dias atarefados para resolverem seus problemas por conta própria, as pessoas passaram a esperar satisfação imediata até num tribunal de justiça!
O sorriso desapareceu.
— Mas, no meu tribunal, a única pessoa com direito a satisfação imediata sou eu.
Parkins tornou a olhar para Lua e, depois, para Arthur.
— Eu lhes asseguro que nada me deixará mais satisfeito do que a decisão que tomarei neste caso hoje.
O ar ficou carregado de tensão, a expressão nos rostos de Lua e Arthur expectante.
O juiz Parkins fechou a pasta de arquivo a sua frente e olhou em torno da sala do tribunal com autoridade.
— Que conste nos autos que a peticionaria e o réu tem o prazo de noventa dias para resolver a disputa de bens entre si.
Ele olhou por sobre sua bancada para ambos os advogados.
— Não tornem a aparecer no meu tribunal sem que essa questão tenha sido resolvida.
Ouviu-se, então, o som imperioso do martelo três vezes.
Apenas noventa dias?
Para chegarem a um acordo?
Que tal noventa anos?
Se bem que, mesmo em noventa anos, temeu Lua , aquilo teria sido uma façanha impossível.
...

6 comentários:

  1. Posta mais pf ja to mega curiosa para o próximo capítulo

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  2. Eles deveriam tomar esse prazo como uma chance, e tentar recuperar o casamento deles.
    Kk mas como tudo pode acontecer...
    Já quero o proximo capitulo *O*

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  3. Continua....
    Web mt diva

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  4. Gostei desse juiz! Kkkkk
    Quero maaais! ^-^

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  5. adorei o juíz kkkkkk

    Ana

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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