13 de jul de 2014

Foras da Lei - Capitulo 2 // Bem - Vinda (Parte 1)







- E essa ai? - Lua perguntou desinteressada referindo-se á Arthur.
-Oque? -Lena respondeu sem entender a pergunta da menina.
-Onde arrumou ele? Loje de R$ 1,99? Digo, eles tem tudo lá. -Ela respondeu dando uma garfada na própria comida. Sophia tentava não achar aquilo engraçado mas um risinho saiu involuntário da sua boca.
-O Arthur é filho biológico da minha parceira, Stephanie, do seu casamento anterior. - Neste momento mais um barulho soou vindo da porta e revelando uma mulher loira, quase da altura de Lena e vestida com um uniforme de policial.
-Olá, querida. -Disse ela ao entrar assim como nos filmes que mostram uma família feliz jantando quando o homem da casa chega do trabalho. Só que nesse caso era uma mulher.
-Oi -Lena respondeu feliz vendo a mulher se aproximar.
-O cheiro está ótimo. Lasanha, graças a deus. -Disse Stef rindo e dando um selinho na parceira que logo a olhou e fez as perguntas de uma esposa normal.
-Como você está, querida? 
-Bem e você? Olá crianças. -Os três na mesa responderam um sonoro "Oi" enquanto Lua ainda olhava para aquela cena achando um pouco engraçada aquela família incomum.
-Que foi? Ninguém te disse que nossa mãe é policial? - Perguntou Chay olhando para Lua.
-E é por isso que os garotos nunca querem vir aqui -Disse Sophia como um aviso á própria mãe, que com um pouco de ciúme misturado com humor respondeu:
-E é assim que deve ser.
-Então vocês são Lésbicas? -Perguntou Lua interrompendo as risadas baixas de todos na cozinha e dando espaço para uma ponta de constrangimento para as mulheres que nunca gostaram dessa expressão.
-Elas preferem o termo "Pessoas" mas sim, elas são lésbicas. - Respondeu Chay quebrando o silêncio.
-E você é o filho biológico? -Ela apontou pra Arthur. Agora a mesma estava tentando digerir as informações que lhe foram passadas durante este jantar. Todos ficaram num silêncio absoluto até Stef tentar quebra-lo com algumas risadas forçadas tentando transparecer que no fundo estava se divertindo com aquilo mas não era nem um pouco verdade. 
-E quem é essa? -A mesma perguntou com um sorriso falso para Lena que estava um pouco constrangida com a situação.
-Posso falar com você lá fora, Querida? -Perguntou ela e logo as duas foram para o lado de fora da casa. -Eu tentei te ligar, sete vezes.
-Sim, eu sei. Mas não deixou nem uma mensagem. 
-O que eu diria sobre isso em uma mensagem?
-O que sabemos sobre essa garota? Trazendo ela pra casa junto com os nossos filhos? O que houve com o rosto dela? -Stef começou a metralhar perguntas enquanto parecia que o cérebro de Lena estava batendo dois martelos frequentemente em sua cabeça.
-Ela apanhou no reformatório. -Neste momento Stef não pôde evitar um susto seguido de uma risada tentando não mostrar o seu medo.
-Reformatório? Lena...
-Eu sei, eu sei, eu sei. Mas eu falei com o Bill. Ela não é violenta, ela não é perigosa. Foi um caso aleatório. 
-Nós não podemos salvar todos.
-Só por algumas semanas. -Falou ela tentando ser autoritária. -Estou te falando. Se estivesse lá e visse como essa menina me olhou.
-Querida, eu sei que fez isso por boa vontade, e eu não posso ficar brava por isso, posso? -Stef falou com uma voz doce e calma como se estivesse pondo um bebê para dormir.
-Sentimental. -Disse Lena sendo um pouco infantil por dentro mas ambas estavam começando a se divertir com esse dialogo. - Eu deveria trazer crianças com mais frequência.
-Não faça isso, por favor. Porque mais crianças, ficará igual ao "The Brady Bunch" e, nós definitivamente não somos iguais á eles. - Essas foram as ultimas palavras antes de Stef se direcionar á mesma porta de onde as duas tinham saído e voltado para a cozinha.
Depois que todos já haviam terminado o jantar, as duas pediram para Lua permanecer na mesa pois iriam passar as regras da casa para a garota que quase não ligou para isso pois estava com "Jude" sendo martelado na sua cabeça desde que saiu do reformatório.
-O toque de recolher é as 19h e você precisa pedir permissão para sair de casa. E ir para a escola enquanto estiver aqui. Lena é a vice diretora da escola Enchor Beach Charter. Todos estudam lá e...
-Onde eu vou dormir? -Lua a interrompeu cansada daquilo. Só queria dormir e tentar tirar Jude da sua cabeça.
-Perdão? 
-Não é a minha primeira vez num lar adotivo. Onde eu vou dormir? -A garota era bem direta e no fundo isso irritou um pouco Stef mas como policial ela respeitava a lei dos dez segundos. Conte até 10, respire e não atire.
Vendo a irritação quase transparente de Stef, Lena resolveu tomar as rédeas. 
-Deixa eu te mostrar. -Então ela acompanhou a menina até a sala onde o sofá estava arrumado com dois travesseiros e alguns lençóis.
-Quer dois travesseiros ou só um? -Perguntou ela e então Lua a olhou com um olhar casado e que dizia "Você quem sabe". Ela resolveu não contestar. -Ok, eu deixo os dois então. Deixei toalhas no banheiro, tem escova de dente?
-Não, não tenho escova de dente. Como eu poderia ter uma escova de dente?. -Respondeu a menina e Lena respirou fundo pela milionésima vez naquela noite.
-Certo. Lua, nós estamos do seu lado. Pode se desarmar,tá? -Falou com sinceridade. Sinceridade essa que foi capitada pela menina que se sentiu uma péssima pessoa por estar fazendo isso com pessoas que foram tão legais com ela.
-Está bem.
-Notei que estava bem chateada quando estava falando com David mais cedo. Quem é Jude? -Perguntou o que estava querendo saber desde que ouviu aquele nome. Lua respirou fundo pronta para falar.
-Olha...Quando eu fui pro reformatório...
-Hey, aqui tem algumas roupas pra você dormir. Se quiser deixar as roupas sujas no banheiro eu lavo e estarão limpas amanhã ok? Boa noite -Stef apareceu do nada interrompendo a fala da menina que neste momento viu que aquilo que ela iria falar não era certo. Poderiam tira-lo dela outra vez.
-O que estava dizendo? -Lena perguntou com a esperança de continuar a conversa.
-Tem aquela escova de dente? -A mulher viu que pela a Atitude de Lua ela não iria falar mais então levantou-se e foi procurar a escova de dentes.
Quando Stef subiu Chay e Sophia estavam conversando em espanhol no quarto dela. Eles sempre faziam isso, era quase um jeito de nunca esquecer que são dois latinos numa casa cheia de Americanos.
-Hey, vocês sabem as regras. "Não pode falar espanhol antes de dormir" -Ela citou em espanhol e Chay sorriu.
-Muito bom.
-Gracias, Señor. -Respondeu ela em espanhol outra vez.
Quando ela olhou para Sophia, a mesma estava com uma expressão triste no rosto e olhava para baixo na tentativa de faze-la não perceber isso.
-Hey, vocês sabem que não é verdade o que a Lua disse certo? Vocês são tão nossos quanto o Arthur, tá? -Os dois assentirão e Chay respondeu:
-Nós sabemos. 
Até agora nem uma palavra vinda de Sophia e isso já era esperado.
-Miss Thing? -Ela a chamou pelo apelido de criança fazendo ela soltar um meio sorriso. assentindo. -Ok, eu amo vocês, meus bebê. -Deu um beijo na bochecha de cada um. -Não durmam tarde. 
Ainda naquele momento, Lua estava na banheira encolhida abraçando suas próprias pernas e tentando não chorar ao ver todas as marcas roxas e os arranhões que ganhou hoje pela manhã. Quando virou para a parede viu quatro desenhos na mesma. Desenhos de criança. Lembrou-se de como era sua vida antes dos dez anos, antes de entrar para aquele maldito programa de proteção á criança. Antes de estar nas mãos da justiça.
Sua vida era feliz... Até o acidente de carro que prendeu o seu pai e matou sua mãe. Ela pôs a cabeça apoiada no joelho tentando afastar aquelas lembranças e se concentrar apenas em fazer aqueles arranhões pararem de arder. Os do seu corpo e do seu coração.
Stef foi ao quarto de Arthur onde o mesmo estava com os fones acoplados no teclado de modo com que apenas ele escutasse o som. Eram as regras para que ele pudesse ensaiar na hora de dormir. 
-Hey querido. -Disse Stef entrando. 
-Oi. -Ele respondeu
-Olha, eu preciso que você ajude enquanto a Lua estiver aqui, certo? -Ele balançou a cabeça um pouco sem paciência mas ainda assim assentiu. -Eu não quero transformar isso em algo importante, especialmente para Sophia e Chay, mas entre eu e você, a Lua esteve num reformatório por um tempo. 
-Então porque ela está aqui? -Ele perguntou não acreditando que suas mães trariam alguém violento para casa.
-Ela é tranquila. Nós não colocaríamos ela aqui em casa se não fosse, sabe disso. Só preciso que você, sei lá...
-Ok, vou me certificar que... "Sei lá"  o máximo que puder. -Ele fez piada e a mulher o olhou como se o estivesse examinando também.
-Tem certeza que você também não é filho biológico da Lena?
-Tenho muito deve pra fazer agora. -Ele respondeu. - e o Moby-Dick não espera por ninguém.
-O que me lembra... você tem camisinha? -Ela perguntou.
-Meu deus. -Ele disse envergonhado mas no fundo queria rir do que ela disse.
-Vocês estão se protegendo não é?
-E a porta é bem ali. 
- O que? Proteger e Servir é o meu trabalho.
-Mãe
-Ok -Ela respondeu andando devagar para a porta mar quando passou por perto dele o abraçou fazendo uma voz semelhante á voz que faz quando está falando com cachorros fofos. -Meu bebêzinho está crescendo. Ele é...
-Sai daqui 
-Um homenzinho lindo. -Disse antes de finalmente sair do quarto.
Na cozinha, Sophia havia descido sorrateira para pegar a caixa de remédios que ficava em cima da pia. Pegou um frasco transparente com a tampa amarela que tinha uma etiqueta branca. As pilulas que haviam nele eram Azuis. Ela colocou duas na mão para logo depois coloca-las no bolço e por a caixa de volta á onde estava e subir para o seu quarto mais uma vez.
Mas quando se virou viu que Lua estava encostada na parede olhando fixamente para ela. Então pensou na primeira mentira que veio na sua cabeça.
-Eu precisava de água. -E saiu andando.
Quando ela já estava lá em cima, Lua pegou a caixa para ver o que a menina havia pegado. Quando pegou o frasco viu o que tinha escrito na etiqueta. "Chay Foster." colocou de volta na caixa e pôs a caixa no seu devido lugar indo dormir.
Depois de associar que se fizesse a ligação pelo telefone fixo o numero acabaria aparecendo na conta, Lua desistiu de ligar para Jude. Mas depois de pensar um pouco achou que com certeza alguém teria um celular.
Ela subiu e sorrateiramente foi olhar os quartos. Os quartos de Sophia e Chay estavam trancados e ela ouviu barulhos vindos do quarto de Lena e Stef então resolveu não entrar. Apenas quando passou pelo quarto de Arthur viu que a porta estava aberta. Depois de se espremer um pouco para passar sem que a porta fizesse muito barulho viu que o mesmo estava acordado porem com um rádio tocando uma musica Country na altura máxima, estava lendo e o celular estava numa mesa de cabeceira ao lado da porta no carregador.
Com cuidado ela pegou o celular e desconectou o carregador sem que ele ouvisse.
Quando desceu estava com o coração na boca e digitou o numero rezando para que Jude atendesse.
-Hey! Hey bebê, sou eu... sim eu já sai. E eu estou indo... Eu prometo Jude, eu só tenho que descobrir como chegar ai.



Respondendo::
Anonimo1:: A Lena é... meio que uma madrasta pro Arthur. A Lua e o Thur tem 16 anos e o Chay e a Soph tem 15. Vocês vão ter que descobrir quem é o Jude kkk
Anonimo2:: Vocês tem que descobrir quem é o Jude kkkkk Oia eu aqui haha

Maddie:: Vou postar a parte dois ainda hoje. Espero que gostem , essa é a Web com os capítulos mais grandes que eu já escrevi na vida. Gente, o nome do Chay ficou "Chay Foster" porque, ele e a Soph sabem que o sobrenome deles é "Suede Abrahão" tipo, "Chay Suede Abrahão" ou "Sophia Suede Abrahão" mas o sobrenome da Stef é "Foster" e a Lena também ficou com esse sobrenome. Eles não queriam ficar com o sobrenome da mulher que os abandonou então mudaram seus sobrenomes para o das mulheres que os salvaram (Lindo isso né? Amei)


XOXO
Maddie






2 comentários:

  1. Aiiin .. Posta mais ... Por favor *--*

    ( Julia

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  2. Maaaiiss,estou curiosa d+++
    Alice

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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