28 de jul de 2014

CAPÍTULO 3 - SARAH, NEIGHBORING OFFERED Part.2

OMG, o jogo começou! :O
Boa Leituraaaa! 



Fora a vez de Lua, Melanie e Sophia rirem, então, dos rumores ultra­jantes que haviam se espalhado depressa por Woodberry Park de­pois que o apelido pegara... Todos dando sua versão do verdadeiro significado por trás da razão para serem chamadas daquela maneira.
Mas Lua não admitiria aquilo a ninguém, muito menos a Sarah Davis.
— E então? — persistiu ela.
— O que você acha que acontece nas reuniões?
— Nada. Absolutamente nada.
Droga, ela acertara em cheio outra vez!
— Está enganada — mentiu Lua.
— Então, os rumores de que vocês três contam suas fantasias sexuais umas às outras são verdadeiros?
Lua apenas meneou a cabeça.
— Convide-me para a reunião de vocês hoje à noite e prove.
— Não posso fazer isso.
Sarah apontou para a casa dela do outro lado da rua.
— Sem um convite, não recuarei.
Lua ficou tentada a ceder, mas apenas por um segundo. Con­vidar Sarah para que pudesse expor as três como a fraude que eram?
— Talvez você tenha razão — mentiu ela outra vez. — Devo ficar contente por você estar disposta a tirar Arthur do meu caminho. Vá em frente, tente ficar com ele, se conseguir. Você me poupará de muitos problemas.
— Ora, você é uma péssima mentirosa! — riu Sarah.
Lua não se dignou a dar uma resposta. Girando nos calcanhares, rumou de volta para casa, os punhos cerrados, amaldiçoando o desespero a cada passo que dava.
...
Sarah entrou em casa e quase saltou de alegria. Não estava in­teressada em Arthur Aguiar. Não da maneira como Lua achava, ao menos. Aliás, nunca estivera. De repente, vira-o apenas como um meio de chegar a um fim: nunca mais ser tratada como a leviana de Woodberry Park.
Ela sorriu consigo mesma.
Tudo o que precisava era fazer com que Lua pensasse que ela estava atrás de Arthur . Dentro de uma semana, ela obteria aquele convite. Provavelmente numa bandeja de prata!
E que alívio seria não ter de se atirar em cima de Arthur . Ele fora cordial o bastante, mas Sarah sabia que não estava interessado.
Soltou um riso alto.
Era a primeira vez em sua vida que o fato de outra mulher en­cará-la como uma ameaça poderia lhe ser vantajoso.
E as outras mulheres sempre a tinham visto como uma ameaça.
Ou como seu irmão gêmeo, Matt, costumava lhe dizer:
— Encare os fatos, irmãzinha. Tudo o que você tem de fazer para deixar as outras mulheres com raiva é aparecer diante delas.
Droga estava cansada de ser objeto da raiva gratuita alheia. E mais cansada ainda de bancar a tola. O pensamento a fez lembrar depressa do famoso ex-marido. Que piada fora seu casamento com Edward Carlton. Embora "tragédia" fosse à descrição mais exata.
E quanto a seu grandioso acordo de dois milhões de dólares?
Não fora nada além do dinheiro com que Edward quisera com­prar seu silêncio.
Como se ela tivesse algum interesse em contar ao mundo que apanhara o charmoso neurocirurgião... Não com outra mulher... Mas com um rapaz latino de vinte e poucos anos do clube de tênis!
Sarah apenas aceitara o dinheiro porque soubera como era an­gustiante para Edward desfazer-se de um único níquel. E, embora sua sórdida traição tivesse exigido uma vingança muito maior do que míseros dois milhões de dólares, ela era simplesmente uma pessoa melhor do que ele.
O que Edward lhe fizera fora imperdoável, mas ainda era um talentoso neurocirurgião que salvava vidas diariamente. Na opinião dela, nem mesmo seu orgulho ferido, ou sua fé abalada nos homens teriam sido justificativas para arruinar-lhe a carreira.
Tinha de acreditar que a vida acabaria fazendo Edward pagar de um jeito ou de outro a seu devido tempo. Ela só esperava viver o bastante para ver aquilo acontecer.
Soltou um longo suspiro.
O motivo de chacota de todos; era o que sempre fora. Inteligente demais. Bonita demais. Rica demais para se encaixar onde quer que fosse. E obviamente ingênua demais para ter se dado conta de que Edward era gay.
Bem, estava farta de tudo aquilo. Era tempo de parar de sentir pena de si mesma e assumir o controle de sua vida.
Ameaçadora demais para ser deixada de fora! Dali em diante; aquele seria seu novo lema!
...
Depois da caminhada com Simon, Arthur encontrou Chay Suede e Micael Borges a sua espera para irem jogar golfe. Ambos lhe deram calorosas boas-vindas, dizendo que era ótimo tê-lo de volta na vizinhança. As pessoas achavam que os três eram irmãos quando estavam juntos, o que era compreensível. Afinal qualquer tipo de programa, ou quase todos, eles o faziam juntos. Como ele, exercitavam-se regularmente e se mantinham em forma.
Os três tinham formado um elo de imediato desde o dia em que ele e Lua haviam se mudado para Woodberry Park. Fora o mesmo com as esposas... Grandes amigas instantaneamente.
Melanie e Sophia já haviam dado instruções precisas aos maridos para não tomarem partido naquele jogo que ele e Lua estavam fazendo, e obviamente os dois só tinham fingido acatá-las. Afinal, as duas já haviam dado uma mão a ela na questão da sala. Os dois haviam se prontificado a ajudá-lo no que pudessem, uma vez que, como as mulheres, os homens também tinham sua união. De qualquer modo, assim como as próprias esposas haviam lhes confidenciado que achavam, o fato era que os amigos também acreditavam que os dois acabariam se entendendo e não haveria divórcio algum.
Arthur não estava tão otimista e quanto antes aquela disputa ter­minasse, melhor. A tensão dosseis meses anteriores não fora boa nem para ele, nem para Lua. Era o momento de resolverem a delicada questão, de prosseguirem com suas vidas, nem que signi­ficasse seguirem por caminhos separados.
Ele estava começando a definir sua estratégia. Em primeiro lu­gar, resistiria com todas às forças à vontade de arrumar a sala de estar e deixá-la habitável. Não seria fácil olhar para aquele caos constantemente, mas nem a própria Lua era tão desorganizada. Cedo ou tarde, ela própria teria de arrumar sua bagunça, e o feitiço teria virado contra a feiticeira.
Em segundo lugar, ela podia dizer que não existia mais química alguma entre ambos, mas ele pretendia provar que estava blefando. Aumentar a tensão sexual seria infalível para fazê-la correr para a segurança e dizer: "eu desisto, você venceu".
...
Nem Melanie, nem Sophia proferiram uma palavra depois que Lua termi­nou de lhes contar sobre a visita de Sarah naquela manhã.
O silêncio se prolongou até que ela não conseguiu mais su­portá-lo.
— Bem, ao menos gritem comigo, ou algo assim — disse Lua num tom mortificado, alternando um olhar entre as amigas. — Pensam que eu já não sei que ter instigado a Inimiga Pública Nú­mero Um a ir atrás de Arthur foi uma tremenda estupidez?
— Você não é estúpida — assegurou-lhe Sophia. — É apenas cabeça-dura e impulsiva demais às vezes.
— Viram? — exclamou Melanie. — Eu disse a vocês, quando os rumores começaram, que deveríamos contar a verdade a todos. Não posso acreditar que vocês me convenceram a deixar que as pessoas acreditassem que realmente nos sentamos para falar sobre nossas fantasias sexuais nas noites de sábado.
— Pois eu já acho que você agiu certo ao menos em despistar Sarah nessa questão, Lua— opinou Sophia. — Nem sob tortura eu admitirei que tudo o que fazemos na noite de sábado, enquanto nossos maridos jogam pôquer, é ficar na cozinha nos enchendo de petiscos, bebericando vinho e nos queixando sobre o que os rapazes estão ou não fazendo para nos aborrecer. Eu voto a favor de mantermos nossa reputação ousada e picante. É melhor do que sermos taxadas de donas de casa entediantes.
— O problema não foi despistar Sarah, mas teremos um bem grande nas mãos se eu me vir obrigada a convidá-la algum dia para uma reunião de nosso suposto clube. Caso ela resolva ir realmente atrás de Arthur , quero dizer. Será a única maneira de fazê-la recuar.
— Lamento — disse Melanie de imediato. — Mas, por nada no mundo, eu contaria uma fantasia sexual minha na presença de uma dissimulada como Sarah Davis.
— Ora, você sabe que faria e eu também, se fosse para ajudar Lua. Eu também faria esse sacrifício para manter nossa reputação intacta — prontificou-se Sophia com um riso. — Aliás, caso tenhamos mesmo de convidar Sarah a vir aqui algum dia para salvar o pobre Arthur das garras dela, talvez devamos praticar hoje à noite enquanto os rapazes jogam pôquer e partilharmos nossas fantasias.
— Não! — responderam Lua e Melanie em uníssono.
— Por que não? — argumentou Sophia. — Se querem minha opi­nião, essas nossas reuniões monótonas precisam ficar um pouco mais... Apimentadas.
— Gosto de nossas reuniões monótonas exatamente do jeito que são — declarou Melanie, empinando o nariz delicado.
Lua meneou a cabeça.
— Eu concordo. Monótona é como preciso manter as coisas enquanto eu e Arthur estivermos vivendo sob o mesmo teto. — Seria uma tortura partilhar fantasias sexuais e pensar em Arthur, dormindo no final do corredor. Sem nada...
Ele sempre dormira nu. Seu corpo forte e másculo esparramado na cama, provocando-a, excitando-a. Trazendo à tona lembranças tórridas. Alertando-a sobre frios arre­pendimentos...
— Eu reconsideraria isso se fosse você — aconselhou Sophia, despertando-a dos pensamentos. — Monótona é o que você não pode ser com a sexy e oferecida Sarah morando logo do outro lado da rua.
Lua não respondeu, mas, de repente, teve de concordar com a amiga plenamente.
...
Lua terminou a maquiagem leve e aplicou algumas gotas de seu perfume. Sentindo-se confiante em uma bermuda branca e regata verde-clara acetinada, argolas de prata adornando-lhe as orelhas e os lustrosos cabelos cascateando pelas costas, abriu a porta do quarto. Por capricho da sorte, a porta na extremidade do corredor abriu-se ao mesmo tempo. Ela e Arthur permaneceram no lugar por um longo momento, entreolhando-se. Cada um esperando que o outro desse o primeiro passo.
Lua não pôde deixar de notar o quanto ele estava bonito num jeans, à camiseta preta realçando-lhe os olhos seus lindos olhos.
Em silêncio, os dois, enfim, adiantaram-se pelo corredor, che­gando ao alto da escada ao mesmo tempo.
— Puxa, você está linda.
Lua ignorou o arrepio que lhe subiu pela espinha.
— Não faça isso.
— O quê? Elogiá-la?
— Não aja como se tudo tivesse voltado ao normal só porque você retornou.
— Se tudo tivesse voltado ao normal, nós dois teríamos saído do mesmo quarto — lembrou-a Arthur, seu sorriso provocador.
— E não faça comentários desse tipo!
— Não me diga que você não pensou a respeito.
— Do quê?
— De como será difícil. Nós dois dormindo na mesma casa. Em quartos separados.
Lua ergueu o queixo.
— Pensei que esse fosse o objetivo, um jogo digno de resolver nossa disputa. Não foi o que você disse? O vencedor leva tudo?
— É verdade. Só não pensei que meu primeiro desafio estaria a minha espera quando cheguei hoje de manhã.
— O jogo começou! — lembrou-o Lua jovialmente. Os olhos dele logo adquiriram um ar sério.
— O jogo começou. Mas jogarei limpo e lhe darei uma escolha. Quer seu primeiro desafio agora? Ou o quer mais tarde, quando tivermos voltado da casa de Sophia e Micael?
Lua soltou um riso.
— Mais tarde? Você quer dizer... Depois que eu tiver tomado algumas taças de vinho? — Tornou a rir. — Você bem que gostaria.
Arthur deu de ombros.
— A escolha é sua. — Venceu a pequena distância entre ambos, o que a fez engolir em seco.
— O que pensa que está fazendo?
Ele abriu um sorriso sedutor.
— Estou pondo à prova seu comentário de que não me acha mais irresistível.
Lua obrigou-se a não se esquivar e, quando mal se deu conta, braços fortes envolveram-na, e Arthur puxou-a para si. Já estava excitado, disposto a provar que ela era mentirosa.
Lua já estava achando difícil não deixá-lo fazer aquilo. Quase hipnotizada observou os lábios cheios e másculos que se aproxima­vam dos seus... Lábios experientes que já haviam beijado cada pe­dacinho de seu corpo. Lábios cada vez mais próximos e tentadores.
Lua virou o rosto no último instante. Os lábios cálidos acaba­ram pousando em seu pescoço. Ela conseguiu conter um gemido, mas uma traiçoeira onda de desejo percorreu seu corpo, fazendo-o ansiar pelo de Arthur.
— Viu como posso tornar este jogo desafiador ao longo dos próximos noventa dias? — sussurrou-lhe ele ao ouvido. — Tem certeza de que consegue sobreviver a isso?
— E você, consegue? — retrucou ofegante.
Arthur continuou mantendo-a junto a si por longos momentos. Quando, enfim, soltou-a, Lua foi segurar-se ao início do corrimão, em busca de apoio.
— Parabéns — declarou Arthur. — Parece que nós dois sobrevi­vemos ao nosso primeiro desafio.
— Pretendo sobreviver a todos.
— Eu pretendo me certificar de que isso não aconteça.
Sem aviso, ele segurou-a pelos ombros. O beijo que lhe deu quase fez Lua derreter.
— O jogo começou — disse Arthur logo que afastou os lábios. Sorrindo, desceu a escadaria com ar confiante e saiu direto pela porta da frente.
Lua voltou até seu banheiro para jogar água fria no rosto afogueado e retocar a maquiagem.

8 comentários:

  1. Ahaha que os jogos comecem :D
    É tentação de mais pra ambos, meu Deus! Será que vai rolar uns amassos na volta da casa de SoMic u.u
    Adorandoooo *O*

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  2. OMG! Kkkkk o quê que foi isso?! Kkkkkkkkkkk
    Amando!

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  3. ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

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  4. Q os jogos conecem, kkkk. Ameiii
    Xx Beca

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  5. Mais mulher ,quero mais <3

    Adriana

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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