25 de jul de 2014

CAPÍTULO 3 - SARAH, NEIGHBORING OFFERED Part.1


Oioi... :)
Boa leitura ! 
" Fanfic movida a comentários  "




Quando ele, enfim, desceu à cozinha, já imaginando encontrá-la também de pernas para o ar, apenas deparou-se com Lua sentada calmamente à mesa. Estava sedutora num traje simples de jeans justo e miniblusa e...
E tomando um de seus detestáveis picolés!
Sorvete no café da manhã, pensou ele. Como se aquilo fizesse algum sentido.
Ela o ignorou por completo e olhou direto para Simon quando disse:
— Está pronto para nossa caminhada desta manhã, amigão?
Caminhada? Desde quando a avessa a exercícios Lua passara a levar Simon em caminhadas matinais?
— Agora que estou de volta em casa, pensei em levar Simon para correr comigo. Fazê-lo voltar ao antigo esquema.
Somente, então, Lua lançou-lhe um olhar. Até sorriu, com altivez.
— Simon tem um novo esquema agora — informou-o. — Um que tem apreciado bastante ao longo dos últimos seis meses. Eu o levo para caminhar diariamente por volta das dez horas, não às cinco da manhã como você costumava fazer quando saía para correr — acrescentou ela como se aquilo fosse uma crueldade. — Não seria bom confundi-lo. Ou a constância não é mais uma de suas sagradas regras de ouro no centro de treinamento?
Arthur tentou arranjar uma resposta à altura, mas foi salvo quando a campainha tocou.
Lua , porém, nem sequer se mexeu. Continuou sentada, como se não a tivesse ouvido. Provocando-o. Instigando-o. Deixando-o louco enquanto passava a língua rosada lentamente pelo picolé.
Ele engoliu em seco e obrigou-se a desviar o olhar.
— E então? — disse, enfim.
— Então o quê?
— Não vai atender a porta?
— Você quebrou uma perna de repente, ou algo assim, Arthur?
...
Sarah Davis  tocou a campainha novamente e, então, ajustou a blusa para que não houvesse como Arthur Aguiar não notar seu generoso decote. Ainda assim, estava ciente de que, não importan­do o arsenal feminino que usasse conquistar Arthur não seria nem um pouco fácil. Entre todos os maridos em Woodberry Park, Arthur sempre fora o que lhe prestara menos atenção... Algo com que uma mulher com sua aparência não costumavam ter de se preocupar.
Mas ele era bastante atraente. E, agora, estava disponível, pen­sou, sorrindo consigo mesma.
Tinha certeza de que Arthur sempre fora fiel a Lua, mesmo du­rante a separação de ambos. Era simplesmente aquele tipo de ho­mem... Mais uma razão para interessá-la. Bastava um olhar e ficava claro que ele era íntegro, sincero, de índole irretocável. Bem dife­rente da maioria dos homens que ela já conhecera.
Mas Arthur também era sexy, másculo, irresistível... E, sem dú­vida, estava carente de companhia feminina àquela altura. Solitário. Livre. E morando bem do outro lado da rua!
Com Lua fora do caminho agora, Sarah achava que talvez ti­vesse uma chance.
Aquilo faria com que Melanie e Sophia se arrependessem de terem deixado Lua afastá-la de seu círculo de amizades. Afinal, as duas tinham sido suas amigas primeiro. Bem, quase amigas, para ser exata.
E aquilo fora antes de seu doloroso divórcio de Edward. E antes que a quantia que ganhara com seu vultoso acordo tivesse chegado às manchetes. Fora quando as esposas da vizinhança tinham co­meçado a ficarem nervosas perto dela. E quando Melanie e Sophia a tinham trocado por Lua, recém-chegada ao bairro.
Sarah franziu o cenho.
Lua e seu infame Clube das Fantasias das Donas de Casa. Ex-donas de casa excluídas, evidentemente. O clube das três era o assunto da vizinhança.
— Você não adoraria ouvi-las? — diziam todos.
— Não daria qualquer coisa para estar presente a uma das reu­niões do Clube das Fantasias delas? — concordavam todos.
Bem, aquela situação estava prestes a mudar. Lua era a ex-dona de casa agora. E Sarah ficaria mais do que feliz em preencher a vaga.
Já estava farta do contínuo desprezo de suas vizinhas, mesmo depois de ter se desdobrado para tentar agradá-las de todas as ma­neiras louváveis possíveis. Pretendia lhes dar uma boa razãopara a notarem agora.
Seu plano para conquistar Arthur Aguiar começara a se formar na noite anterior, quando percebera, da janela de seu quarto, toda a movimentação na casa em frente. Todas as idas e vindas até a garagem para buscar caixa após caixa com pertences de Lua . Fora quando entendera o que havia acontecido. Arthur ganhara a casa no divórcio. Ele, não mais Lua, seria seu vizinho agora!
Ficara tão entusiasmada que mal conciliara o sono a noite toda. Naquela manhã, o Lexus de Lua não estivera em seu lugar de costume na entrada de veículos, e o jipe de Arthur o substituíra. Era por aquela razão que ela estava parada diante da porta dele naquele momento.
Não demoraria muito e seria a nova integrante do Clube das Fantasias das Donas de Casa.
A porta da frente se abriu.
Arthur pareceu surpreso em vê-la, mas sorriu.
— Olá, Sarah. Há algo que eu possa fazer por você?
Sarah abriu seu sorriso mais sedutor.
— Na verdade, Arthur , eu vim ver se há algo que eu possa fazer por você.
...
Lua estreitou os olhos. A voz insinuante e melosa de Sarah sempre lhe causara aversão. Simon rosnou, concordando.
Ela prendera a guia à coleira dele e deixara a cozinha depois que Arthur fora atender a porta, mas parara no vestíbulo abruptamente quando ouvira a voz de Sarah.
O que, afinal, ela estava fazendo ali? Amigas, ambas não o eram. Sarah sempre a culpara pelo rompimento de sua amizade com Mel e Sophia quando ela se mudara para Woodberry Park, o que era ridí­culo. Lua não tivera nada a ver com a decisão de Melanie e Sophia de evitarem Sarah o máximo possível.
Após seu divórcio, ela simplesmente não se encaixara mais no tranquilo cenário de casais do subúrbio. Em especial porque parecera que cada homem casado ficara babando por causa dela. Não era de admirar por que as esposas não a queriam por perto. E, além de bela e sedutora, Sarah ainda vinha de uma tradicional família rica e tinha um MBA de Harvard.
Em outras palavras, era o pesadelo de toda a esposa.
— Não pude deixar de notar Melanie e Sophia vindo até aqui ontem à noite para ajudar Lua a empacotar as coisas que tivera na garagem — dizia Sarah em seu tom açucarado. — Foi quando percebi que você havia ficado com a casa no acordo de divórcio. Aliás, eu sei bem como um divórcio pode ser arrasador.
Lua revirou os olhos. Tirar dois milhões de dólares do ex-marido, neurocirurgião mi­lionário não fora arrasador o bastante?
— É por isso que eu queria ser a primeira a lhe dar as boas-vindas em seu retorno. Afinal — disse Sarah com um risinho de flerte. — Nós dois somos minoria aqui na terra do “feliz para sempre". Se precisar conversar com alguém que já enfrentou o que você está passando, não se esqueça de que estou logo do outro lado da rua. E para você, Arthur — acrescentou numa voz sexy. — Sempre estarei disponível. Dia ou noite.
"Era possível que a mulher fosse mais óbvia?", perguntou-se Lua, fervendo de raiva. O idiota do Arthur não percebia que aquela era uma devoradora de homens?
— É realmente muita bondade de sua parte — o idiota teve a coragem de responder. — Fico muito grato por sua oferta.
Não podendo mais se conter, Lua avançou pelo vestíbulo até a porta, levando Simon consigo. Não soube quem pareceu mais sobressaltado... Arthur ou Sarah. Mas Lua sabia quem gostaria de poder esganar. E não era a loira estonteante cujo decote deixava à mostra quase tudo de seu busto grande, bem feito e... Verdadeiro, droga!
Arthur disse:
— Sarah apenas veio...
— Eu ouvi — respondeu Lua. Num gesto rápido, bateu a porta na cara sorridente e perfeita de Sarah.
Arthur estava boquiaberto, chocado. Alternou um olhar entre a porta fechada e Lua, franzindo o cenho.
—Isso foi extremamente rude. Todos sabem que você é geniosa quando quer, mas nunca a vi sendo tão rude antes.
— E eu nunca o vi com amnésia — retrucou erguendo o queixo. — Fizemos um acordo, lembra? Nada de outras mulheres na minha casa.
— Na minha casa — corrigiu-a Arthur . — E se eu decidir aceitar a oferta de Sarah poderei fazê-lo na casa dela — acrescentou apenas para provocá-la. Afinal, estivera em desvantagem até então naquele dia.
— Por que não fica na casa de Sarah permanentemente? — retrucou, recusando-se a morder a isca. — Isso pouparia um bocado de problemas a nós dois.
— Não, não. — respondeu Arthur com um largo sorriso. — Acho que vou ficar aqui mesmo. É bom estar de volta ao lar.
— Aproveite enquanto puder, pois você partirá logo. Eu não vou a lugar algum.
— Oh, nem eu. Exceto para levar Simon para sua caminhada matinal. Você estava certa quanto à constância ser uma de minhas regras. Você não deveria ter confundido Simon mudando sua rotina.
Lua entregou-lhe a guia sem protestar e observou-o deixando o vestíbulo em direção à cozinha e o caminho mais curto até a pista de corrida. Quando ouviu a porta dos fundos se fechando, abriu a da frente e deixou a casa rapidamente.
A caminhada matinal de Simon era a menor de suas preocupa­ções no momento.
...
— Sarah, espere!
A loira escultural virou-se quando Lua gritou. Já subia os de­graus da varanda da casa mais cara de Woodberry Park. Era um casarão em estilo vitoriano, com mais dinheiro investido só no paisagismo do que Lua ganhara com seu último livro.
Com falta de riqueza, ou de espaço, Sarah não estava... Nem de sensualidade para atrair o homem que quisesse.
Mas não Arthur . Lua endireitou os ombros e atravessou a rua. Não gostava da ideia de Arthur se envolvendo com outra mulher, mas com a oferecida Sarah seria impensável!
Ela jamais suportaria aquilo. Sem hesitar, deixaria a casa e nunca mais olharia para trás.
Sua única escolha era tentar aliar-se a Sarah antes que as coisas fugissem do controle. Antes que Arthur se desse conta da exce­lente arma que a vizinha insinuante seria para usar contra ela.
Podia fazer aquilo, assegurou a si mesma, enquanto Sarah a observava com um olhar glacial, as mãos na cintura. Bastaria ter um pouco de tato.
— Eu fui rude — disse-lhe quando subiu até a ampla varanda. — Vim me desculpar.
— Você foi extremamente rude.
— Oh, não exagere — retrucou Lua , esquecendo-se instanta­neamente do tato. — Como esperava que eu reagisse? Você estava tentando seduzir meu marido!
— Não quer dizer ex-marido?
— Não. — assegurou-lhe Lua, mas acrescentou após um longo suspiro: — Ao menos durante os próximos noventa dias.
— Pensei que o divórcio de vocês tivesse saído ontem.
— Ouça, estou numa situação bastante difícil em relação a Arthur no momento e preciso de sua ajuda. Até que o divórcio saia estou lhe pedindo de mulher para mulher que fique longe de Arthur .
Sarah curvou os lábios cheios.
— Talvez eu até possa fazer isso... Se você me contar o que realmente está acontecendo.
O bom senso alertou Lua de que Sarah não era digna de con­fiança. Mas o desespero sussurrou-lhe que mantivesse os inimigos por perto. Daquele modo, depois de lhe contar resumidamente so­bre a decisão do juiz e o acordo entre ela e Arthur, concluiu:
— Essa é a história toda. Agora, entende por que estou lhe pe­dindo que não deixe a situação mais complicada do que já é?
O sorriso de Sarah alargou-se.
— Não sou tola. Se quisesse mesmo Arthur fora de cena, você estaria radiante com a possibilidade de eu tirá-lo de seu caminho. Você obviamente ainda não o esqueceu. E, mesmo que fosse o caso, ambas sabemos que a última pessoa com quem iria querer que Arthur ficasse seria eu.
Lua apertou os lábios, sabendo que a outra acertara em cheio. Manteve-se firme, no entanto.
— Seja como for, você vai recuar, ou não?
— Sabe, eu poderia ser persuadida a recuar. Se você me contasse a verdade sobre outra coisa.
— O quê?
— Diga-me o que realmente acontece nas reuniões do Clube das Fantasias das Donas de Casa.
Lua soltou um riso.
Tudo começara com uma conversa sem importância durante um jantar de casais em sua casa. Sophia , que ainda mantinha a silhueta de miss com dieta e exercícios, comentara com ela e Melanie como seria bom poder comer de tudo e não engordar um grama. Dissera que gostaria de ter apenas uma fada madrinha para ajudá-la a manter a forma. Lua e Melanie tinham concordado, e os maridos das três ti­nham rido a valer, provocando-as, dizendo-lhes que só mesmo por mágica para continuarem esbeltas para sempre. Elas haviam levado a brincadeira patética na esportiva, mesmo depois que eles resol­veram apelidá-las de o Clube das Fantasias das Donas de Casa.


7 comentários:

  1. Hmm Lua com ciumes da picareta da Sarah...
    Ta show de maiis essa fic :)) quero só ver o que esses dois vão fazer.
    Adorandoo

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  2. Kkkkkkkk eu ri com essa condição da Sarah. Mulher fútil e mal amada! Tadinha. Kkkkkkkkk
    Tá perfeita, quero mais!!!

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  3. Kkkk, amei esse capitulo
    Posta +++++++, please
    Xx Beca

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  4. Mais Por favor divando mais

    Adriana

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  5. ameeeeeeeeeeeeeeeeei

    Ana

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  6. adorando a web

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  7. ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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