24 de jul de 2014

Capitulo 2 - THE GAME STARTED - Part.2

Espero que gostem do capítulo! ;)
" Fanfic movida a comentários " 




Ainda assim, Sophia era o prodígio de Woodberry Park.
Como ela conseguia parecer uma modelo, cuidar dos gêmeos sozinha durante a semana, enquanto o marido gerente de vendas, Micael, viajava, e ainda se manter envolvida em cada evento escolar e reunião comunitária disponíveis, seria sempre um daqueles mis­térios sem solução.
E o que era que Lua mais gostava nela?
Sophia sempre podia ser atraída para o "lado perigoso", como Melanie o chamava, sem muita persuasão.
— Não acho que o que estou planejando seja radical — defen­deu-se Lua. — Pelos padrões de Arthur, a casa já está de pernas para o ar.
Sophia riu.
— Pelos padrões dele, até a casa de Melanie está.
O que era absurdo. A casa de Melanie estava sempre impecável.
— Exatamente — disse Lua antes que Mel protestasse. — E provocar o Senhor Mania de Limpeza e Organização ao máximo é mi­nha única esperança de ficar com Simon e a casa.
Ela olhou em torno da sala de estar, as mãos nos quadris.
— Quero este lugar tão revirado que Arthur nem sequer chegue a colocar as malas no chão quando entrar pela porta da frente ama­nhã de manhã.
— E você não entende por que o juiz os chamou de egocêntricos e imaturos. Ele estava certo. Você e Arthur estão sendo ridículos. Sabem que ainda amam um ao outro. Se parassem de se digladiar, talvez conseguissem salvar seu casamento.
— Nosso casamento não tem salvação Mel— declarou Lua, categórica. — Mas quero continuar levando minha vida aqui em Woodberry Park, não em algum outro lugar que Arthur escolher para mim! Agora, vocês duas vão ou não me ajudar?
— Eu me recuso a tomar parte numa infantilidade dessas — declarou Melanie, altiva.
Sophia abriu um sorriso maroto.
— Mas você vai ficar e nos fazer companhia, certo?
— Eu ficarei em substituição à consciência que vocês duas ob­viamente não têm.
— Excelente! — exclamou Lua. — Apenas não fique no ca­minho enquanto damos vazão a nossa infantilidade!
O entusiasmo dela, porém, provocou um latido alto.
Simon estava sentado na passagem em arco que dava para a sala de jantar, aguardando pacientemente que ela o notasse.
— Aí está meu garoto! — exclamou Lua, contente.
Aproximando-se do grande cão, agachou-se e afagou-lhe a ca­beça afetuosamente. Simon retribuiu o carinho lambendo-lhe o ros­to. Satisfeito com as atenções, ele trotou de volta pela casa, ruman­do para sua poltrona favorita na sala íntima, ao lado da cozinha.
— Isso acaba de me lembrar — disse ela quando tornou a se virar para as amigas. — Não devemos colocar nada no chão com que Simon possa colidir.
Adiantou-se de volta até onde sua cúmplice, Sophia, estava à es­pera de instruções.
— E acho que para obtermos o efeito desejado, devemos nos concentrar nas coisas que realmente aborrecem Arthur.
— Como estacionar no lado dele da garagem? — lembrou Sophia com um risinho.
— Perfeito. Eu não havia pensado nisso. — Lua apontou, então, para a estante embutida que ia do chão ao teto e ladeava a grande lareira. — Quero que pareça que um dos explosivos que ele usa para treinamento foi detonado bem no meio dessa estante. E não há nada que Arthur odeie mais do que revistas espalhadas na mesa de centro.
Sophia atravessou a sala e começou a pegar revistas de um móvel ao lado de uma das poltronas idênticas posicionadas diante da am­pla janela.
— Essas são o bastante por enquanto — comentou Lua. — Mas tenho mais centenas estocadas em caixas na garagem.
— É claro que tem. Você vive guardando tralha — sorriu Sophia , lembrando-a que sua recusa em jogar o que quer que fosse fora era mais uma das grandes implicâncias de Arthur.
Numa questão de minutos, Sophia espalhara pilhas de revistas pelo sofá, poltronas e mesa de centro, todas em completo desalinho. Ocupada na estante, Lua soltou um risinho de aprovação.
Parada no meio da sala, Melanie apenas sacudia a cabeça com ar desgostoso.
Foi preciso mais uma hora e algumas idas até a garagem em busca de mais revistas até que não fosse possível fazer mais desor­dem alguma na sala de estar. As três amigas ficaram paradas no vestíbulo por alguns minutos, onde Lua insistiu que todas deviam se colocar para ter uma ideia de qual seria a primeira impressão de Arthur quando entrasse e deparasse com a ampla passagem em arco até a sala principal.
— Parece que um furacão passou por aqui — declarou ela, or­gulhosa.
— Por favor, diga-me que a sala de estar foi o único lugar que você incluiu em seus planos de vandalismo — suplicou Melanie, estre­mecendo diante do caos.
— Bem, acho que apenas essa pequena "recepção de boas-vin­das" já será o bastante para mandar Arthur embora no ato.
Sophia meneou a cabeça.
— Concordo. Bastará um olhar na direção da sala e Arthur per­ceberá que não suportará noventa dias inteiros com essa desordem a sua volta.
Melanie arqueou uma sobrancelha.
— E se Arthur decidir ele mesmo arrumar essa bagunça e ficar?
Lua deu de ombros.
— Ele arruma. Eu desarrumo. Não haverá problema.
Melanie ainda não parecia convencida de que o plano daria certo.
— Será uma guerra de nervos e tanto. Sabe, Lua , tudo acontece por uma razão. Você deveria ter se divorciado hoje, mas não foi o caso. Isso não a faz perguntar-se, só um pouquinho, se esses no­venta dias a mais não lhe foram concedidos porque você e Arthur foram realmente destinados a ficar juntos?
— Nem mesmo um pouquinho.
— Você sabe qual é a principal causa do divórcio?
— Sim, o casamento.
Mel franziu o cenho.
— Falta de comunicação. Há sempre dois lados num divórcio.
— É verdade. O meu lado. E o do cretino que, você vive esque­cendo, foi quem me deixou.
— Como alguém poderia esquecer que Arthur deixou você? — Melanie tinha as mãos nos quadris agora. — Você praticamente tem usado uma placa em torno do pescoço durante os últimos seis meses com os dizeres: "Arthur Aguiar me deixou!"
Lua estava sem fala.
— Garotas! — exclamou a sempre diplomática Sophia. — Façam as pazes agora mesmo, ou atirarei água fria nas duas.
— Seja franca consigo mesma, Lua— prosseguiu Melanie, irredu­tível. — Foi quase um alívio quando Arthur a deixou. Você esteve à espera que ele a desapontasse, como seu pai fez, desde o mo­mento em que se casaram. Arthur, de fato, desapontou você e des­culpou-se por isso. Mas você prefere sacrificar seu casamento em vez de aceitá-lo de volta e admitir que seja tão humana quanto sua mãe e irmã.
— Bem, obrigada pela sessão grátis de análise — retrucou Lua irônica.
Mas sabia que a perspicaz Mel acertara em cheio, como de cos­tume.
Ela, enfim, abraçou a amiga pelos ombros num gesto apaziguador.
— Ouça, sei que você gosta de mim e também de Arhtur. Que só quer o que acha que é melhor para nós dois. Mas, se quer mesmo ser uma boa amiga, terá de respeitar minha decisão, quer concorde ou não.
— Está certo, você venceu — disse Mel com um suspiro. — Eu desisto.
— Obrigada. Vamos esperar que Arthur também desista quando chegar pela manhã para brincar de Survivor.
...
Lua soltou um gemido torturado quando seu despertador tocou às cinco horas da manhã de sábado. Sabia muito bem qual era a ideia de "cedo" de Arthur, embora não entendesse por que uma pes­soa se levantaria àquela hora de livre e espontânea vontade. De qualquer modo, planejava estar de prontidão quando ele chegasse. Toda arrumada e parada no alto da escada. Rindo consigo mesma da expressão chocada de Arthur quando visse o caos na sala de estar. E acenando-lhe em despedida quando o ouvisse dizer: "eu desistovocê venceu".
Assim, ela ficaria com seu adorado Simon e com a casa que se tornara seu lar. Apaixonara-se por aquela casa no instante em que a vira. Adorara a fachada branca, o ar de chalé inglês e as floreiras debaixo de cada janela.
O fato de ser uma área bastante arborizada também fora um fator decisivo na compra. Ao contrário de muitos empreendimentos em novos bairros planejados, apenas o mínimo de árvores possível fora removido dos lotes de Woodberry Park. Aquela espécie de atmosfera campestre também complementava o campo particular de golfe que se entremeava pelo bairro.
O campo de golfe com uma extensa pista para corridas e cami­nhadas ao redor fora o fator decisivo para a escolha de Arthur.
Aquilo e a proximidade com New Hope.
Woodberry Park ficava a apenas quinze quilômetros da SDS.
Por um longo momento, Lua lembrou-se de sua felicidade e a de Arthur quando tinham se mudado para lá com Simon.
Soltou um suspiro.
O coração avisou-a de que se arrependeria de deixar Arthur ir embora.
O orgulho lembrou-a de que não tinha escolha.
Não queria ser nem um pouco humana como a mãe e a irmã, droga!
O que aquilo fizera por ambas? A mãe acabara arranjando um marido que a traíra e a trocara por outra... Por uma mulher tão indigna que ela o largara doze anos depois, quando o tumor no cérebro dele aparecera. E o que sua mãe fizera? Ela o aceitara de volta e cuidara dele até o dia em que morrera... Como se os doze longos anos em que o homem a ignorara e às filhas jamais tivesse existido.
E havia o caso de sua irmã, Ana, que, depois de nove anos, ainda estava tentando manter a seu lado um homem que não con­seguia se decidir se queria uma família ou a sua liberdade.
Ela pretendia seguir os passos "humanos" das duas?
Pretendia ser mais forte. Mais esperta. Independente e totalmen­te auto-suficiente. Da maneira como sempre fora... Antes de Arthur Aguiar ter entrado em sua vida. Se ele não tivesse sido o primeiro homem ao qual não pudera realmente resistir, jamais teria concor­dado com o casamento impulsivo de ambos.
Mas aquilo era passado, pensou com um bocejo. Fecharia os olhos por mais cinco minutos e, então, deixaria aquela cama e fi­caria mais uma vez irresistível para que Arthur tornasse a ver o que perdera.
...
A ausência do Lexus na entrada da garagem foi à primeira pista de Arthur de que Lua estava jogando para valer. Ela nunca estacio­nava dentro da garagem, principalmente porque seu lado estava sempre apinhado com todo tipo de tralha que se recusava a jogar fora.
Ele acionou o controle remoto da porta da garagem, apenas para ter certeza. Lá estava o Lexus, sem dúvida. Estacionado no lado livre de tranqueiras da garagem que pertencia a ele.
Arthur contou até dez devagar.
Não deixaria Lua aborrecê-lo antes de sequer ter descido de seu jipe. Era forte, determinado. Poderia lidar com qualquer coisa que ela tramasse. E pretendia lhe provar aquilo!
Já sob controle, ele se adiantava até a porta da frente com uma grande bolsa de náilon em cada mão, minutos depois. Pousando-as no chão, usou sua nova chave, sorrindo consigo mesmo. Ao menos, Simon ficaria feliz em tê-lo de volta em casa. O sorriso contente morreu-lhe nos lábios, porém, no instante em que entrou no vestíbulo. A pista número dois do jogo estava a sua espera.
Com mil diabos!
O caos que reinava onde costumara ser sua sala de estar o teria deixado boquiaberto... se já não estivesse com os dentes cerrados num acesso de raiva.
Então, era daquela maneira que Lua jogaria? Faria um jogo sujo, com golpes baixos, sem limites?
Bem, ele tinha uma novidade para ela. Detecção de explosivos era seu ramo de atividade.
Levara apenas um segundo para detectar que Lua revirara a sala de estar, mas ele era capaz de se esquivar de quantas revistas a Srta. Desmazelo quisesse atirar em sua direção!
Mas que maldita desordem...
Tudo o que Arthur pôde fazer foi ficar parado junto à entrada da sala, olhando fixamente para dentro.
...
Lua acordara com o ruído do jipe de Arthur chegando e saltara da cama, incrédula. Sete horas! Céus, parecia que dormira apenas mais cinco minutos! Em vez de se arrumar da cabeça aos pés, mal tivera tempo para lavar o rosto, escovar os dentes e correr os dedos pelos cabelos em completo desalinho.
Mesmo num baby-doll preto de renda, não estava no melhor de sua aparência, mas não importava. Por nada no mundo deixaria de observar a reação de Arthur quando visse a sala.
Tendo dado uma ordem firme a Simon para que permanecesse em seu quarto, ela se esgueirou pelo corredor apenas o bastante para poder espiar o vestíbulo no andar de baixo.
Arthur . Já na casa. Parado diante da entrada da sala, uma bolsa de náilon em cada mão e... Sim!
Havia uma expressão chocada em seu rosto, o cenho franzido. Ficou parado ali por longos momentos até que, finalmente, sacudiu a cabeça com ar desgostoso. Soltou, então, um profundo suspiro e virou-se na direção da porta da frente, adiantando-se até lá.
Observando-o, Lua já pôde ir sentindo o doce gosto da vitória. Ele estava batendo em retirada!
Só que, na verdade, Arthur foi apenas fechar a porta da frente com o pé... Não estava indo embora!
Ele agora subia a escadaria!
Lua voltou silenciosa e rapidamente pelo corredor até a segu­rança de seu quarto. Encostou-se na porta fechada, praguejando por entre dentes. Sentindo obviamente a presença de Arthur no cor­redor, Simon saltou da cama e começou a arranhar a porta freneticamente.
— Simon, sente-se! — sussurrou Lua . Mas Arthur já batia à porta, sobressaltando-a.
— Vamos, Lua, deixe Simon sair. Ele sabe que estou aqui.
Simon latiu ao ouvir-lhe a voz.
— Traidor — resmungou Lua, mas abriu a porta.
Permaneceu na soleira, dizendo a si mesma que a visão de um homem de joelhos enquanto um cão feliz lhe lambia o rosto não a afetava, mas sentiu um estranho aperto no peito.
Arthur amava Simon tanto quanto ela.
Aquilo era uma bênção.
Mas e o fato de ela amar Arthur tanto quanto Simon o amava?
Aquilo provavelmente seria sua perdição.
...
Arthur , enfim, conseguiu lançar um olhar a Lua e notou que havia uma expressão terna em seu rosto enquanto o observava com Simon, como se estivesse ao menos um pouquinho contente em vê-lo. A expressão desapareceu no instante em que ambos se entreolharam.
Ele, então, baixou o olhar, correndo-o pelo sexy baby-doll de renda que ela usava. Engoliu em seco.
Era mais uma estratégia para enlouquecê-lo?
O pensamento desanuviou-lhe a mente de imediato.
— Gostei do que você fez na sala de estar — não pôde resistir a comentar.
Ela bateu a porta com força.
Arthur curvou os lábios de leve.
— Não se preocupe, garoto — disse a Simon, afagando a cabeça do cão enquanto se levantava. — Voltei para casa para ficar.
O cão agitou a cauda com ar contente.
O sorriso de Arthur se alargou. Aquele era, sem dúvida, o melhor amigo do homem. Um jogo absurdo ou não, Simon valia o sacri­fício.
— Ei, garoto! Vamos buscar o restante das minhas coisas no carro.
Arthur passou às duas horas e meia seguintes arrumando metodicamente seus pertences no quarto de hóspedes e banheiro anexo no final do corredor, o mais longe possível da suíte principal de Lua. Não podia ter estado mais satisfeito consigo mesmo. Estava oficialmente instalado de volta em sua casa, com seu leal cão a seu lado. Nada que Lua pudesse fazer ou dizer o forçaria a sair de casa novamente.
O jogo começara?
Sem dúvida alguma.

8 comentários:

  1. Web perfeitaaa .... Ameiiii posta mais!!!!

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  2. Ta muito bom, posta maissss

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  3. Ameiiii
    Posta maiiiiis!!!!!
    Xx Beca

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  4. Amando
    Espero que eles se acertem logo

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  5. Ahahaha sera que Lua vai fazer o giral kkkkk :D

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