21 de jul de 2014

CAPÍTULO 2 – THE GAME STARTED - Part. 1

Heey amores, espero que gostem do capitulo e comentem muito! ;)
" Fanfic movida a comentários " 
Beijokas ! : **


CAPÍTULO 2 – THE GAME STARTED - Part. 1 
Lua atravessou o estacionamento anexo ao prédio do tribunal, seguindo rumo ao "Simon Móvel", o nome que dera ao seu carro preto. O carro era clássico, mas, ao mesmo tempo, de ar esportivo e equipado com banco traseiro rebaixável, o que oferecia espaço suficiente para transportar um cão de sessenta quilos que era uma mistura de pastor belga e pastor alemão.
Quando se sentou ao volante, Lua não deu logo a partida, mas ficou ali por um longo momento, pensando em como seria trágico se tivesse de abrir mão do cachorro que mudara o curso de sua vida para sempre.
Aliás, Simon era mais do que um cão para ela. Era sua inspira­ção, seu fiel companheiro. E a amava incondicionalmente. Mais importante, porém, era o fato de que podia contar com Simon, depender dele.
Não podia dizer aquilo em relação a ser humano algum.
Simon era maior do que grande parte das raças mistas de seu tipo, mas era manso feito um cordeiro e certamente era mais leal do que o homem que o treinara! Simon também tinha mais instintos naturais do que muitos humanos que ela já conhecera em seus trinta anos de vida.
Droga, por que Arthur não podia simplesmente deixá-los em paz?
Lua soltou um suspiro.
Que grande tola fora. Pensara que havia se casado com o homem certo. Até que se dera conta de que o que ele queria era estar sempre certo.
Mas não tivera a menor chance de resistir. Quando o conhecera, fora amor à primeira vista.
Ela lera sobre o heroico Simon nos jornais e o estivera visitando quase diariamente na clínica veterinária quando Arthur aparecera numa tarde. Ele acabara de ter alta do hospital, mas ainda tinha o braço quebrado engessado, a cabeça envolta em bandagens por causa da concussão que sofrerá quando ele e Simon tinham sido feridos.
— Ouvi dizer que você é a fã número dois de Simon — falara Arthur, roubando-lhe o coração com um sorriso sexy.
Lua insistira em levá-lo para almoçar.
Principalmente para pedir-lhe permissão para continuar vendo Simon.
Durante o almoço, ela lhe contara como o cão estava sendo sua inspiração para uma nova série de livros infantis que queria escre­ver. O almoço se estendera até o jantar. E, depois do jantar, tinham ido para o apartamento dele e se sentado para conversar a noite inteira.
Ao final da primeira semana, ela se dera conta de que estava perdidamente apaixonada pelo homem.
Apaixonada o bastante para ter ido para o lago Tahoe com Arthur dois meses depois, quando ele fora a uma reunião com o representante de uma das maiores estações de esqui locais, interessado em cães farejadores como mais uma opção no esquema de segurança.
A viagem ao Tahoe fora a ocasião mais repleta de magia da vida dela. Jamais negaria aquilo. Mas a divisa do Estado de Nevada, onde tudo o que uma pessoa tinha de fazer para se casar era dizer "sim", fora o lugar perfeito para que ela deixasse o tolo coração dar um rumo completamente novo a sua vida.
Arthur pedira-a em casamento na noite em que haviam chegado. Ela aceitara instantaneamente. O hotel da estação de esqui tomara todas as providências.
Bastara uma volta de teleférico até o alto da estação de esqui Paraíso e tinham estado literalmente no topo do mundo, uma visão deslumbrante do lago Tahoe abaixo, enquanto tinham feito os votos numa cerimônia de casamento ao pôr do sol.
Arthur e ela tinham ficado na estação de esqui uma semana a mais, no aconchego de um chalé de lua de mel, isolados do resto do mundo. Dois meses depois, ambos haviam se mudado para a casa de oitocentos mil dólares, equipada especialmente para Simon.
Fora quando a realidade se fizera presente. Quando tinham se dado conta de que deveriam ter vivido juntos primeiro. Que o amor era cego... Mas que o casamento era real o bastante para abrir os olhos!
A irritação voltando, Lua deu a partida com gestos bruscos. Arthur queria fazer seu jogo? Pois ela iria fazê-lo se arrepender amar­gamente de sua ideia ridícula quando o derrotasse!
Determinada, deixou o estacionamento para rumar de volta a Woodberry Park e à casa na Rua Owls Roost da qual não abriria mão sem lutar com unhas e dentes. Quando parou no meio do congestionamento do centro na Rua Washington, aproveitou para falar ao celular.
— Mel— disse quando sua vizinha atendeu. — Terei de cancelar os planos para jantar fora com você e Soph hoje à noite.
Melanie Suede e Sophia Borges eram suas melhores amigas. Melanie mo­rava na casa ao lado; Sophia, do outro lado da rua. Ambas também tinham trinta anos.
Mas, ao contrário dela, Melanie e Sophia eram felizes no casamento.
— Oh, puxa! — exclamou Mel, consternada, do outro lado da linha. — Não me diga que está cancelando nosso jantar porque o juiz decidiu em favor de Arthur.
— Não. — Lua suspirou, pensando no absurdo da situação toda e contou de maneira sucinta o que se passara no tribunal e sobre seu acordo pessoal com Arthur. — Explicarei tudo melhor quando tiver chegado em casa — acrescentou, enfim, diante do óbvio aturdimento da amiga. — Você e Sophia têm com quem deixar seus filhos esta noite, não é?
— Sim. Sonya vai passar o fim de semana com meus pais, e Sophia providenciou uma baby-sitter para os gêmeos.
— Não cancelem os planos para as crianças — pediu Lua. — Só porque estou cancelando nosso jantar não significa que não vou precisar da ajuda de vocês. Tenho muito a fazer antes que Arthur apareça a minha porta amanhã de manhã. Vocês precisam me aju­dar a preparar-lhe uma surpresa de boas-vindas que ele não esque­cerá tão cedo.
...
Arthur passou seu cartão de identificação pelo painel de segurança. Quando a cancela se ergueu, dirigiu seu grande jipe verde escuro até o estacionamento do centro de treinamento. O amplo pré­dio de tijolos vermelhos de dois andares fora a antiga sede do corpo de bombeiros no subúrbio de New Hope, na zona oeste de Chica­go... Antes de New Hope ter crescido substancialmente e ter-se tornado capaz de adquirir novas instalações.
Arthur abrira o centro de treinamento dois anos depois do devastador ataque terrorista de onze de setembro, quando todos os recursos disponíveis em termos de cães treinados na detecção de explosivos tinham praticamente se esgotado da noite para o dia. Com o au­mento da demanda, empresas particulares no ramo de adestramento de cães farejadores haviam se espalhado instantaneamente por todo o país... Muitas mais interessadas no dinheiro do que na qualidade de adestramento de seus animais.
Arthur jurara que sua empresa, a Serviços de Detecção e Segu­rança, ou SDS, não seria uma delas. Ele não hesitara diante da chance de comprar o antigo prédio do corpo de bombeiros, sabendo que não poderia ser mais perfeito para o tipo de treinamento de cães farejadores de materiais explosivos que tivera em mente. A cozinha e os dormitórios no andar de cima, antes usados pelos bombeiros, serviam de acomodações adequadas para os treinado­res de cães e de novos adestradores, quando eram ministrados cur­sos intensivos no centro. Nos fundos do prédio, havia espaço de sobra para os canis dos animais da SDS e para uma pista de obs­táculos e área de adestramento de primeira linha.
A experiência dele em uma unidade canina durante o serviço militar dera-lhe o embasamento que precisara no campo de detec­ção de explosivos com animais. Mas Arthur fora o primeiro a admitir que faltara a experiência necessária para treinar os cães ele mesmo.
Por essa razão, contratara uma equipe inigualável em se tratando de treinamento e habilidade. Como os especialistas que contratara, Arthur acreditava firmemente que os cães farejadores de explosivos eram uma categoria especial de animais de detecção... Cães que apenas deveriam ser adestrados para uma tarefa específica.
Na SDS, os cães não eram treinados multiplamente em combi­nações descuidadas, onde se misturava treinamento na identifica­ção de materiais explosivos com o que envolvia detecção de nar­cóticos e armas de fogo. Um cão farejador de explosivos precisava ser calmo, paciente e ter absoluta concentração. Ser treinado em apenas uma área diminuía a chance de que o cão ficasse confuso em situações perigosas e colocasse vidas em risco.
A missão da SDS era simples: "dedicar-se a prover cães farejadores treinados adequadamente em detecção de explosivos e comple­tamente capazes de enfrentar situações envolvendo risco de vida".
A crença de Arthur naquela proposta salvara sua própria vida.
Se Simon não tivesse sido treinado adequadamente, não duvi­dava de que ele e o cão teriam morrido durante a explosão que o cegara. Quando Simon farejara o explosivo já fora tarde demais, mas o cão fora instintivo e rápido o bastante para evitar uma tra­gédia maior.
Havia quase onze anos que Arthur abrira o centro. Agora, ele estava com trinta e seis anos de idade. Já adquirira experiência o bastante em treinamento de cães. E a SDS tornara-se uma das mais concei­tuadas empresas de detecção de explosivos do país, provendo cães treinados ou adestrando os de terceiros, além de treinar profissio­nais que trabalhavam com aqueles animais.
Os certificados, diplomas e placas pendurados numa parede do escritório de Arthur atestavam aquilo. Além de empresas privadas, o Departamento de Defesa e vários órgãos do governo contratavam os serviços da SDS regularmente.
Ao menos, ele tinha um negócio bem sucedido.
Era uma pena que não pudesse dizer o mesmo de seu casamento, pensou aborrecido.
Naquele momento, uma das principais razões para sua empresa ter dado tão certo começou a caminhar em sua direção.
Arthur acenou para o homem.
Stewart Adams, ou "Scrappy", acenou-lhe de volta.
Scrappy era um excelente mestre de canil que ganhara seu ape­lido, que queria dizer "briguento", durante o cumprimento do de­ver no Vietnã. Embora estivesse com quase sessenta anos agora, Scrappy estava em melhor forma física do que muitos homens com a metade de sua idade.
Bastava um olhar para seu cabelo grisalho de corte rente e suas roupas com estampa camuflada para saber que o sangue militar continuava correndo por suas veias. Seu currículo provara porque seus serviços com consultoria eram procurados frequentemente pelo Serviço Alfandegário, o Serviço Secreto e até o FBI.
Uma das razões para Arthur ter conseguido contratar um profis­sional tão hábil com explosivos e animais fora o fato de deixá-lo morar no centro em tempo integral, sem cobrar-lhe aluguel, natu­ralmente. Fora por aquele motivo que ele próprio alugara um apar­tamento durante seu período de separação, em vez de ter ficado num dos alojamentos do centro e ter corrido o risco de invadir o espaço de seu mestre de canil. Se bem que Scrappy não se impor­tava quando tinha de dividi-lo ocasionalmente com treinadores e alunos durante os cursos intensivos.
Arthur suspeitava que o velho veterano, que não tinha família, gostava de morar no centro de treinamento por causa de toda aquela atmosfera de quartel.
Ele deixou o carro quando o homem já se aproximava.
— Terei de acampar aqui esta noite, Scrappy, se não for incô­modo.
— Fico contente com a companhia. Acabei de fazer uma panela de chilli tão forte que jamais saberei se as lágrimas vão escorrer por seu rosto por causa dessa confusão de divórcio em que você está metido, ou de toda a pimenta que coloquei no cozido. — Scrappy adiantou-se na direção da escada que conduzia à cozinha. — Vamos até lá em cima e me conte como foram às coisas.
Arthur seguiu-o, sabendo que ninguém melhor do que outro "sol­dado" para entender sobre a batalha que estava prestes a ser travada.
Aliás, por que deveria estar preocupado com aquilo?, perguntou a si mesmo. Ele enfrentava riscos todos os dias, trabalhava com explosivos bem mais perigosos do que Lua .
Ele a derrotaria naquele jogo nem que fosse a última coisa que fizesse.
Mas por que a perspectiva não tinha o esperado sabor de vitória? Por que o sabor que insistia em martelar em suas recordações era o dos lábios dela? Céus, a cada vez que se lembrava das noites arrebatadoras de paixão de ambos, tinha ciência de qual seria seu maior e verdadeiro desafio.
Resistir aos encantos da sedutora Lua.
...
A reação das amigas foi a que Lua já esperara. Depois que trocara o vestido vermelho por short e camiseta e lhes relatara tudo, Sophia e Melanie acharam uma loucura o acordo que ela fizera. Sabiam que estivera evitando Arthur ao longo daqueles seis meses por causa de sua atração fulminante pelo marido e duvidavam que ela resistisse cinco minutos antes de deixar que Arthur a carregasse nos braços até a cama.
Embora tivesse tentado explicar que daquela vez seria diferen­te, as duas continuavam céticas. E não pareciam dispostas a coo­perar com seus planos tampouco.
— Isso é absurdo! — exclamou Melanie, lançando um olhar a Sophia em busca de apoio. — Como espera que a ajudemos a revirar sua própria casa e deixá-la de pernas para o ar?
Era o que Lua já esperara da lógica Melanie. De compleição peque­na, ela tinha cabelos negros e grandes olhos castanhos. Apenas dona de casa, era a mãe perfeita para a filha de sete anos, Sonya, e a esposa perfeita para o marido, Chay, executivo de uma grande empresa.
Na opinião de Lua, Melanie precisava se descontrair um pouco. Assim como Mel achava que Lua era displicente demais. A única coisa em que concordavam era que a amizade delas fazia desabrochar o que havia de melhor nas duas.
— O que você está planejando é, de fato, bastante radical — interveio a eterna rainha da beleza, Sophia.
Ela vencera inúmeros concursos de beleza desde a adolescência até o término da faculdade e nunca tivera um fio de sua cabeleira fora do lugar. A maior parte de seu tempo era usada tentando manter os filhos gêmeos de oito anos, Mike e Mark, tão arrumados quanto ela... Uma meta que nunca alcançava realmente.

8 comentários:

  1. muito doida a Lua kkkkkkkkkkkkkkkk

    Ana

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  2. ameeeeeeeeeeeeeeeeeeeei

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. esses dois debaixo do mesmo teto durante 3 meses vai ser loucura total e muito amor, acredito eu, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  5. +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

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  6. Eita kkkkk Onde tem atração tem pegação kkkkkkk quero só ver no que vai dar ;D
    adorandoo

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  7. Jesus! Imagina o Thur chegando e encontrando tudo bagunçado. Kkkkk
    Quero mais!

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  8. Kkkk, estou amandooo!!
    Posta mais!!
    Xx Beca

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