7 de mai de 2014

Ligações Perigosas: Cap 3 - parte 1


     



…O corpo de Elena Rizzon, ex-mulher do ministro da Educação, foi encontrando nesta manhã de sábado em um carro abandonado numa estrada deserta, ao sul da cidade. Tudo indica que foi um sequestro relâmpago acompanhado de assalto, já que os pertences de Elena foram levados. O corpo dela tinha marcas de cinco tiros, sendo dois na cabeça. Mas segundo a pericia, a morte de Elena se deu pela torção em seu pescoço, quando ainda estava viva...


Arthur  jogou o jornal em cima da mesa à frente dela, para que pudesse ler. Havia acabado de chegar à lanchonete onde eles combinaram de se encontrar.

- Você devia parar com essas coisas, Blonde. Todos sabem que é você. – disse enquanto sentava a frente dela.
- E quem disse que fui eu? – franziu o cenho, parecendo perdida.
- E não foi? – ele cruzou os braços, encarando-a.
- Foi, é claro! – ela gargalhou – Mas você acha que se eu fizer uma cara sínica e perdida, eu engano o juiz quando eu for julgada?
- Você precisa acabar com esses seus sarcasmos! – ele colocou os braços sob a mesa, inclinando seu corpo para frente – Eles já sabem também seu nome e endereço. Você será intimada ainda esta semana.

Ela não deixou transparecer, mas estava em pânico. Sua respiração ameaçava ficar acelerada, porém ela tratou de contê-la.

- Intimada para...?
- Como assim para quê? – ele respirou pesadamente – Eu creio que você será interrogada e acho também que terá uma prisão preventiva.
- Jura? – ela sorriu, cruzando os braços.
- Juro. Estou falando sério, Lua.
- Eu sei! Mas eu não vou comparecer nesse interrogatório.
- Você será presa!
- É mesmo? Eu serei presa se for ou se não for, não é? Então... Tudo dá no mesmo.
- Dá para você parar de falar sarcasticamente? O assunto é sério. – ele falou irritado e ela se calou – O que você pretende mesmo fazer?

- Uma cara sínica e perdida quando me perguntarem qualquer coisa! – ela sorriu – Sério Arthur, eles não vão me prender! – piscou o olho e ele deu de ombros – Você vai estar lá?
- Provavelmente sim. Por quê?
- Então, qualquer coisa... Você me ajuda a fugir, não ajuda bambino? 
- Estou do lado da justiça Lua!
- Ah que pena, eu adoro coisas ilegais. – suspirou, parecendo chateada e ele apenas sorriu, meneando a cabeça.


Eles pararam o assunto, assim que uma garçonete se aproximou, anotou seus pedidos e saiu de perto. Ele ainda continuava a encará-la, até que lembrou que precisava perguntar uma coisa.

- Quem foi que mandou matar a Elena Rizzon?
- Eu não revelo os nomes dos meus clientes!
- Ah vamos lá, Lua.
- Sério, não vou te dizer. Mas você nem imagina quem foi?
- O ministro, ex-marido?
- É, essa é a pergunta que não quer calar. – ela sorriu debochada e ele suspirou com raiva.
- Odeio seus sarcasmos e deboches.
- Ah que pena, pensei que eles te atraiam! – ele fez uma cara irritada e ela gargalhou – Ah bambino, não fique assim! – soltou um beijo no ar para ele.

Ela adorava provocá-lo. E ele adorava as provocações dela

Maledizione – ela exclamou quando viu o envelope branco em cima de sua mesa – Per Dio, era só o que me faltava! 

Ela tremia um pouco, com o envelope que se encontrava em suas mãos. Estava abrindo o papel quando o telefone tocou.

- Eu não achei que saídas com as vitimas estavam inclusas... – ela escutou a voz de Matteo do outro lado da linha, assim que atendeu ao telefone.
- Oi para você também. E do que você está falando?
- O promotor, Lua. Eu o quero morto.
- Estou me divertindo com a presa antes de matá-la, Matteo. Fique tranqüilo.
- Não posso. Preciso desse homem morto, você está me entendendo?
- Estou, meu querido. Mas você escolhe a vitima, eu escolho como e quando vou matá-la. Eu não falho com meus clientes, Matteo, então, cala a porra da boca!
- Eu tenho homens vigiando os passos de vocês dois, Lua. O tempo todo.
- E o que eu tenho haver com isso, mio figlio? Poupe seus homens, arranje algo útil para eles fazerem, ok? Que das minhas vitimas, cuido eu.
- Até o fim de semana, eu quero ir ao enterro dele.
- É melhor ir escolhendo sua melhor roupa preta! – e desligou o telefone.

Massageava suas têmporas, olhando a intimação em cima da sua mesa, já não bastava estar sendo chamada para ser interrogada nessa quarta-feira? 

- Figlio de una puttani! Se eu me irritar, eu mato ele e os homens dele. – disse com raiva – Preciso de um Martini! – levantou-se, indo até o pequeno bar em sua sala, colocando uma dose em um copo – Preciso pensar em como vou me livrar dessa... 

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