26 de jan de 2014

Ligações Perigosas: Cap. 2 - Parte 1







  Foi brutalmente assassinado nesta quinta-feira Henrique Lugan. O corpo do empresário foi encontrado em um quarto de hotel, totalmente cheio de sangue com 21 marcas de facas e teve sua cabeça decapitada. A policia desconfia que...

A televisão foi desligada, enquanto o controle voava pela sala. Era Arthur, cheio de raiva. Mais um crime sem solução. Misterioso e brutal. O maldito fantasma que matava sem deixar qualquer pista. Precisava encontrar aquela pessoa. Oh sim, precisava demais.

- Arthur! – Alex, seu amigo, entrou na sala. Despertando-o.
- Oi Alex!
- Acho que você tinha razão!
- Como assim?
Esses crimes, não são perfeitos. Como nenhum é!
- Fala na minha língua, por favor. Não estou te entendendo!
- O assassino do Montangue, cometeu uma falhinha. Acharam um fio de cabelo, mandaram pro exame e... Bingo!
- Eu não acredito! – ele disse totalmente enlouquecido de felicidade – Eu não acredito mesmo! E está esperando o que? Me diga como ele se chama! Logo!
- Na verdade é ela. – Arthur franziu o cenho totalmente confuso.
- Ela? – logo em seguida uma foto fora colocada em sua frente, fazendo-o arregalar os olhos.
- E não tem nome. Quer dizer, não sabemos o verdadeiro ainda. Ela sempre se apresenta com um nome diferente.

Arthur estava em estado de choque. Deus, quanto tempo esperou mesmo para ter um rosto ou um nome para procurar? Nem ele sabia exatamente.
Mas era certo que ele não queria que aquele alguém fosse àquela da foto que estava a sua frente agora. Era a Blonde. A mulher que ele havia sonhado nos últimos dois dias e que estava desejando desesperadamente.

Boate Diesel. 22horas. Sexta.


Ela estava sentada em um dos bancos do bar e olhava atentamente o líquido claro que enchia o copo a sua frente. A música alta fazia com que seus pensamentos se confundissem. As luzes que piscavam ao seu redor, lhe davam uma espécie de tontura. As pessoas dançavam, bebiam, riam, beijavam... Ela estava no meio de toda aquela confusão e continuava a observar o copo de Vodka atentamente, como se nele estivessem todas as soluções de sua vida.

Pensava em como matar o tal promotorzinho e já estava arrumando suas coisas para mudar de país ou até quem sabe de continente. As noticias corriam e ela sabia que já estava na mira da policia. Os documentos falsos já haviam sido providenciados. E merda, ela havia sido tão burra, afinal, ele era um promotor de justiça, por quê ela foi dizer seu verdadeiro nome pra ele mesmo? Ah sim, porque era uma imbecil e não poderia mentir pra ele, não quando viu àqueles lindos olhos castanhos, não quando escutou àquela voz tão sexy... Mas aqueles eram meros detalhes, que ela pretendia não se prender. E ela iria se divertir tanto antes de matá-lo... 
Sim, ela iria!

- Pensando na vida? – de repente achou que estava tendo alucinações, quando escutou aquela voz perto do seu ouvido, mas ao virar sua cabeça para o lado percebeu a realidade. A mais linda, sexy e perfeita realidade.
- Na verdade, pensando no que fazer com ela... – e sorrindo aquele mesmo sorriso que o deixara louco, ela lhe encarou.
- Uma boate cheia e com música alta não é exatamente um lugar apropriado para pensar, sabe? – ele sorriu cinicamente e ela arqueou uma sobrancelha.
- Pois é, mas eu não sou tão normal, sabe? – sorriu tão cinicamente quanto ele.
- E você, o que faz aqui? – ela perguntou – Você não parece ser do tipo que 
gosta de coisas movimentadas...
- Coisas movimentadas tipo um racha de motos? 
– a pergunta a fez sorrir – As aparências enganam... 

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