2 de dez de 2013

Dark Moon - Capítulo Dez


Capítulo Dez – Problemas



O santuário agora estava em reunião.
Andrew e Júniper estavam sentados nas cadeiras maiores e os outros nas menores. Jhulie ainda dormia, por causa do sonífero, Carla pingou um pouco a mais, mas nada que fizesse estragos.
- Bem, é o seguinte. Estamos com um grave problema – disse Andrew serio – Os Cassiano resolveram entrar em guerra contra nós. Como sabem, somos parentes distantes dos Carvalho e agora que Rayana ficou noite de Thiago Amaral, Pedro Cassiano quer guerra. Mas eles também querem o controle do mundo vampiro, controle que nós temos.
Silêncio. A tensão era alta.
- Por isso que quando recebi a missão de morder Jhulie Campelo, o motivo era ajuda para a batalha – disse Mel.
- Sim. A batalha, porque ainda estamos em certa paz – disse Júniper.
- E quem são os nossos aliados? – perguntou Lua.
- Os Carvalho, os Amaral, os Falcone, os Adara, os Zimmer e alguns estrangeiros: Delacourt, Delacour, Montana e Montez. Temos outros ainda, mas são grupos menores. – disse Andrew.
- E os aliados dos Cassiano? – Micael perguntou.
- Eles tem bem menos. Mas conseguiram aliança com algumas bruxas do Condado de Moderx, mas eu já falei com Carlotta e ela nos garantiu que consegue números maiores para nós. Eles conseguiram os trasgos e duendes, mas consegui lobisomens e centauros, que são mais poderosos. – disse Andrew.
- Pelo jeito que fala, parece que já estamos em guerra – comentou Sophia.
- Mal começou, mas uma hora estoura e teremos grandes problemas – disse Júniper – precisamos treinar como nunca!
- Que tipo de treino? – Sophia perguntou.
- Um que canse e de resultados rápidos – disse Lua – armas, espadas, corrida, chutes, tudo.
- Precisamos estar preparados para quando tudo estourar e não tivermos mais ao que recorrer – disse Andrew.
Os treinos de agora em diante seriam grandes, exaustivos e cansativos. Duros, sim, mas dariam grandes resultados.
##
Lua ficava cada dia melhor com sua espada, e chutava como nunca, tanto que quase deixou a perna de um professor quebrada.
Ela tentava parecer calma perto dos outros, com sua aparência séria e dura, mas uma hora, todo mundo desmorona.
Ela estava com Arthur, no mesmo rio de sempre, conversando, se beijando.
- Você está tensa Lua – observou Arthur acariciando seus ombros.
- Estou preocupada Thur – Lua disse. Seu rosto estava ainda mais pálido e tinha feições preocupadas – e se tudo der errado?
- Ei, me conta o que está te fazendo ficar tão aérea assim – Arthur pediu.
Lua o abraçou apertado, quase o esmagando.
- Temos essa batalha, os problemas, os treinamentos. E eu, como a mais poderosa, não posso me dar ao luxo de estar, sei lá, assim. Abalada.
- Eu estou do seu lado – disse Arthur a abraçando.
- Eu sei, mas e se eles fizerem alguma coisa com você? Caso você não saiba, se algum deles te morder, você é automático do clã deles. E você se tornou, especial para mim, de alguma maneira. Pode ser uma arma contra nós, eles podem te machucar, fazer qualquer coisa.
Lua parecia a beira de um ataque. Abalada e frágil.
Arthur acariciou seus cachos loiros enquanto ela se acalmava.
- Mas, e se eu me tornar um vampiro? – Arthur perguntou. Lua o olhou.
- Não! É, não vou fazer isso com você só para não ter um “problema”. Você nunca será um problema Arthur. Eu só tenho medo que façam algo com você.
- Eu quero ajudar você. Humano, eu não sirvo pra nada, eu só posso te abraçar. Se eu fosse igual a você, poderia te ajudar realmente. Nas horas boas e ruins.
Lua ficou calada por alguns momentos.
- Essa é uma decisão muito importante – ela disse por fim – muito. É a sua vida, bem, humana, que você estaria abrindo mão. E em parte, por mim.
Arthur a observou.
- É estranho, você sabe, isso tudo que estamos vivendo. Eu me sinto diferente com você. Temos uma ligação, e eu me sinto atraído por você. É linda, corajosa, inteligente, mandona. Eu sinto necessidade de te proteger, de estar com você.
Lua sorriu.
- Eu sinto o mesmo com você. E parece incrível, mas você é o único humano que eu não sinto necessidade de morder. Acho que é por causa dessa ligação.
Uma ventania tomou conta.
- Oh, droga! Tem algum vampiro dos Cassiano vindo! – disse Lua ficando de pé e puxando Arthur para trás de si – temos que correr. Pro meu carro. AGORA!
Com toda a velocidade possível, eles correram até o fim da floresta e bateram a porta do carro, mas alguém pulou na lataria da frente. Pedro Cassiano estava lá.
- Ele veio te morder Arthur – disse Lua agarrando a mão de Arthur.
- Me morda – disse Arthur – agora Lua. Antes que ele entre.
Lua estava entre a cruz e a espada. Olhou para o sorrisinho de Pedro no parabrisa e para Arthur ao seu lado.
Pedro chutou o vidro.
- Sinto muito – disse Lua cravando seus dentes no pescoço de Arthur.
Arthur sentiu seu sangue ir sumindo de dentro de si, e Lua sentia a raiva por ser obrigada a fazer aquilo.
Pedro via a cena de boca aberta. Quando Lua tirou os dentes do pescoço de Arthur, tudo ficou parado. Arthur abriu os olhos e eles estavam vermelhos, como os de Lua.
Vendo o fracasso na missão, Pedro saiu da lata do carro e correu para fora.
O silencio se manteve no carro.
##
Mel também estava com problemas. Ela era por assim dizer, a mais sensível dali e a única pessoa que a fazia rir uma hora dessas, era Chay.
Piadista para qualquer momento, Chay fazia qualquer um rir.
- Ei, Melzinha, que foi? – ele perguntou quando Mel entrou em seu quarto abalada.
- Ah Chay! Estamos em batalha, e está todo mundo tenso. Estou a um pé de nervos. Estamos treinando, lutando, aprendendo mais e mais, só que cansa, estou um caco.
Chay abraçou Mel.
- Ei, o miss pimenta. Calma. Eu estou do seu lado.
- Me faz rir Chay, eu preciso de umas piadas suas pra ficar melhor.
- Tenho um remédio melhor – disse Chay sorrindo.
- Qual?
- Cócegas!
Chay começou a fazer cócegas em Mel, que gargalhava alto. Fazia tempo que ela não fazia isso.
- AI – ela disse depois de rir – conseguiu Chay.
Chay sorriu orgulhoso de si mesmo.
O resto da tarde, ele fez Mel rir ainda mais, só ele conseguia fazer isso.
##
Para Sophia o melhor tratamento eram as compras. E dessa vez, ela arrastou Micael com ela.
- Sophia, o que eu vou fazer lá com você? São compras!
- Quero opiniões Micael! Odeio comprar sozinha. E anda, liga esse carro.
Sem mais nada para fazer, Micael ligou o carro e foram para o shopping.
Sophia gastou a tarde toda comprando para todos. Deu dicas de moda para Micael e até o obrigou a fazer um corte decente no cabelo.
- Sophia, você já não comprou cinco saias?
- Sim, mas essa é pra noite, tem brilho e é mais chamativa. Essas são normais. – ela explicou – e essa blusa de paetês brancos com esse laço!
- E pra quem mais um sapato?
- Esse é um pep toe, Mica. Aqueles eram sandálias e ankle boots. E esse é pra combinar com a roupa de noite. E, precisamos comprar tênis para a batalha. Nem morta que eu vou gastar meus saltos e além disso, eu poderia quebrar o pé e ainda pior, um salto.
##
Andrew andava de um lado para o outro em seu escritório. Júniper tentava o acalmar.
- Andrew. Nem sabemos se é verdade – ela falava.
- Júniper! Eles mandaram o Pedro atrás de Arthur Aguiar porque ele está saindo com a Lua! E se alguma coisa acontecer a esse garoto?
- Não vai acontecer nada, Lua está com ele. eu tenho certeza que ela não vai deixar NADA acontecer com ele. Eles têm uma ligação muito forte. Vou consultar madame Mory, mas tenho quase certeza de que foram destinados a ficarem juntos.
- Agora não é hora para envolvimentos românticos, Júniper. Estamos em batalha. Precisamos arranjar proteção para esse garoto.
Lua abriu a porta sendo seguida por Arthur.
- Não precisa mais.

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