12 de nov de 2013

Dark Moon - Capítulo Três


3º Capítulo - Blanco x Cassiano




Lua tomou a frente de Arthur, Micael de Sophia e Mel de Chay. Os olhos imediatamente mudaram de cor. Os de Lua vermelho, os de Mel azuis e os de Micael amarelos.
- Preparada para perder, Blanco! – rosnou Pedro com seus dentes a mostra.
- Nos seus sonhos, Cassiano – ela rosnou de volta. Seus dentes já a mostra também. Isso era apenas o começo.
- O que vocês querem aqui? – Mel perguntou arreganhando os dentes.
- Ora, a doce Mel – disse Diego Montez sorrindo safado – achava que não tinha lado mal, Sweet.
- Cala a boca seu idiota! Lembre-se que eu posso explodir sua mente em segundos – rosnou Mel. Aquilo pareceu fazer Diego recuar um pouco. Só pareceu.
- Montez, não comece a dar em cima da garota agora! Temos um serviço a cumprir! – rosnou Pedro. Diego revirou os olhos.
- Quem mandou? O Drácula – riu Micael. Rayana deu um passo a frente.
- Fica quieto o garoto! Se ninguém aqui tentar fazer nada, os novos vampirinhos podem fazer parte do clã de araque de vocês – disse Rayana. Obviamente os novos vampirinhos seriam Arthur, Sophia e Chay.
- Clã de araque? Pelo que eu sei somos nós que mandamos em vocês – observou Lua friamente.
- Hoje o clã dos Blanco vai cair – disse Pérola. Mel, Lua e Micael riram friamente.
- Nunca. Somos invencíveis manes! – disse Mel.
- Veremos! – disse Bernardo.
Os cinco deram um passo a frente, mas com um simples movimento de mão de Lua, um escudo transparente surgiu, impedindo eles de se aproximarem.
- Estão brincando com fogo – avisou Lua sorrindo convencida. Aquilo não estava nos planos de Cassiano, não mesmo.
- Tem truques na manga, Blanco? – Pedro perguntou.
- Na manga, na blusa, na calça, no sapato – disse Lua rindo sarcástica.
- Vão só falar ou vai ter ação? – Rayana estava entediada ali.
- Por mim, eu atirava agora mesmo – disse Micael.
- Vai – disse Lua.
TTTUMM! Micael apertou o gatilho e a bala de prata acertou o coração de Diego Montez. O vampiro explodiu em pó preto e virou carvão no chão.
- Quem quer ser o próximo? – Mel perguntou sorrindo e erguendo a espada. Os clãs Cassiano e Carvalho definitivamente não contavam com isso. Uma retirada estratégica deveria ser tomada.
- Isso não acaba aqui, vão ser pegos desprevenidos – rosnou Pedro. Ele estralou os dedos e os quatro sumiram dali.
- Só nos sigam – mandou Lua.
Sophia estava muito pálida, Arthur e Chay estavam pálidos e confusos. Seguiram os três, enquanto Lua avisava para o pai que estava tudo sobre controle e que era menos um. Entraram em uma sala de aula esquecida pelos anos, nos fundos da escola. Mel trancou a porta, com cadeado e outras trancas esquisitas que ela fez com uma cadeira esquecida pelo tempo.
- O QUE FOI AQUILO? – berrou Sophia.
- Vamos explicar, só temos que esperar nossos pais – disse Micael tentando a tranqüilizar.
- Seus pais? Mas seus sobrenomes são diferentes – observou Chay.
- Somos irmãos de clã – disse Mel – a Lua é a filha verdadeira, nós só fomos incluídos após transformados. É a regra.
- Clã? Transformados? O que é isso? – Arthur perguntou. Sua cor parecia estar voltando. Foram tomados pelo susto quando duas pessoas entraram pela parede, como fantasmas. Júniper e Andrew retiraram as capas que os deixava invisíveis e foram até eles.
- Me contem o que exatamente aconteceu – pediu Andrew. Lua e Mel contaram tudo.
- Bom trabalho Micael, aquele Diego Montez era quase pior que o Cassiano Júnior – disse Júniper sorrindo graciosamente. Aquilo pareceu encantar Chay e Arthur, que ficaram em transe.
- Mamãe! – pediu Lua. Júniper estralou os dedos e eles voltaram ao normal.
- Desculpem, hábito – disse Júniper.
- Eles merecem explicação – disse Mel observando os três ali.
- Sei que sim. Só que aqui não é o melhor lugar. Vamos para a nossa casa que lá teremos paz e tranqüilidade – disse Andrew.
Não ouve discórdia, todos saíram dali e foram para a casa. Que na verdade era quase um palácio.
- Uau! – exclamaram Sophia, Chay e Arthur ao verem a casa.
- Foi o mesmo que fizemos ao conhecer – contou Mel sorrindo para a casa.
Entraram e foram para uma sala que ficava abaixo da casa. Era um tipo de santuário. Armários e móveis de madeira antiga, tapetes de veludo e em cores escuras. Um lustre de cristais acendeu quando Andrew bateu uma palma. E logo pode ser visto poltronas de couro preto e reclináveis.
- Se isso não fosse tão sinistro eu me jogava na poltrona – comentou Chay. Todos riram. Após acomodados, era a hora da verdade.
- Antes de tudo, querem um lanche? Louise fez torta de chocolate com morango, sem sangue – Júniper ofereceu. Louise era a empregada vampira, pertencente ao clã. Concordaram, e Júniper se retirou, antes avisando.
- Não comecem sem mim. Sabe que adoro contar essas histórias aos humanos – ela disse alegremente.
Um silêncio incomodo tomou conta da sala. Lua batia o pé, Mel olhava as unhas, Sophia arrumava o cabelo com um espelho que tinha no bolso, Chay batucava na poltrona, Arthur observava o local e Micael assoviava. Andrew olhava para os humanos com atenção.
Quase dez minutos depois, Júniper voltou com uma bandeja com pratos com bolos e suco. A bandeja flutuava. Colocou-a na mesa que havia ali.
- Sirvam-se. Os da esquerda têm sangue e os da direita não. O mesmo vale para o suco.
Sophia, Chay e Arthur fizeram careta e pegaram os bolos sem sangue. Os outros se serviram dos com sangue. Após comerem, ai sim, o assunto veio a tona.
- O que querem saber primeiro? – perguntou Andrew.
- Acho que, o que são vocês – disse Sophia.
Quem explicou foi Andrew, ele falou com calma. Que eram vampiros, e que na verdade, tudo começou com uma experiencia mal feita que resultou neles. Contou a história da família, ou no caso, do clã dos Blanco.
- Vampiros? – riu Chay – fala sério!
- Falamos sério sim rapaz! – disse Andrew com a voz mais grossa. Chay quase se encolheu na cadeira.
- Mas, vampiros não existem – disse Sophia timidamente.
- E somos o que? Robôs? – ironizou Mel. Todos se calaram.
- Eles tem que pensar por um tempo Andrew – disse Júniper suavemente – podem ficar aqui essa noite se quiserem. E não se preocupem, temos alguns anti-vampiros neles.
- Nossos pais – observou Arthur.
- Já falei com eles – disse Júniper docemente – sabem, essa é uma coisa boa de ser vampiro.
Parecia que aquela era a melhor saída.
O sistema de proteção da casa alto e ótimo para os humanos. As portas dos quartos tinham vinte fechaduras diferentes, com um molho de chaves únicas, que ficavam com o humano no quarto. Ou seja, nada de vampiros.
Mas é claro, que rolou uma tensão.
Quando subiam, Lua sem querer bateu no braço de Arthur, e um choque percorreu o corpo dos dois, que chegaram ofegar. Aquilo fora muito estranho.Fanny ☠
às 13:52
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3 comentários:

Não vai sair sem comentar, né?! xD

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