19 de nov de 2013

Dark Moon - Capítulo Quatro


4º Capítulo - Aceitação e Missão



Era realmente complicado você em um dia achar que o mundo era perfeito a seu olhar e
no dia seguinte, tudo praticamente desmorona.
Saber que uma crença antiga, uma história contada era verdade, pode chocar a qualquer um.
Alguns entendem rápido o que é e o que são, mas alguns demoram mais.
***Ponto de vista de Sophia Abrahão***
Duvida cruel! Quero dizer, eu vi eles, os dentes, os poderes, os objetos,
tudo, só que isso é uma coisa que eu cresci entendendo que era lenda e
agora, é tudo real, nas minhas mentiras.
Estou muito confusa.
OOKKK,
sem confusão. Eu acredito SSSIIMMM! E amei. A mãe da Lua é DIVA, e usa
umas roupas lindérrimas. A Lua também, mas ela não faz muito meu estilo.
A Mel é mais doce, tem um jeito meigo para vampiro, mas como tudo o que
eu acreditei era mentira, a Mel é um doce.
O Micael é um gato. Forte e tem um estilo próprio. Confesso que tenho uma
quedinha por ele, desde o dia que eu o vi correndo na praça, sem camisa
e forte. Sem contar que ele é muito educado e inteligente. O meu par
perfeito! Sabe, depois disso tudo, eu quero virar vampira! Tipo, a pele fica clara, e
combina com tudo! Sem contar, que em minha opinião, a pessoa muito mais
séria, linda e moderna. Tipo, eu A-M-E-I isso. A única parte chata é o
sangue, mas pelo que eu vi, eles podem comer e beber coisas normais, e
sem contar os poderes. Aahhh quero ser vampira AGORA! Tipo pra ontem.
***Ponto de vista de Arthur Aguiar***
Certo,
eu acabo de me mudar, ou seja, novo aqui na área, e no PRIMEIRO DIA AQUI eu quase sou morto, descubro que vampiros existem e ainda tem a Lua, que sempre que estamos pertos sinto uns arrepios. Tudo isso no primeiro dia, imaginem nos outros! Estou aqui nesse quarto, bem decorado por sinal, e pensando nisso. Parece que o mundo deu uma volta gigantesca e tudo ficou de cabeça para baixo.
Se só tivessem me contado, tudo bem, mas eu vi, tudo, os dentes, as
capas, os poderes. E parece que eu fiquei ainda mais confuso com isso.
Eu vi, é impossível não acreditar nisso, até porque eu seria idiota se
não, mas ainda é tudo muito louco. Por hora, vou acreditar e rever
conceitos. Mudando de assunto, o que foi aquilo que eu senti quando a Lua me tocou? Um
arrepio passou por todo o meu corpo, era como uma corrente elétrica.
Sinto que tenho alguma ligação com ela, mas é estranho, muito estranho.
Essa ligação que eu sinto, a corrente elétrica, a sensação de quanto ela
fica perto, me deixa ainda mais confuso. Poderia ser coisa dos
vampiros, mas Melanie, Micael, Júniper e Andrew também são e eu não
sinto isso com nenhum deles. Por incrível que pareça, quando ela está
perto de mim, eu me sinto completo. Isso é muito estranho.
Bem, por fim, eu decidi aceitar que tudo isso é verdade, a final, quando que descobrimos que lendas são verdadeiras?
***Ponto de vista de Chay Suede***
FALA SÉRIO! Vampiros? Agora vão aparecer lobisomens, o super-homem, os ex-men, o Thor, o Capitão América, o Homem Aranha. Querem que eu acredite nesse monte de bobagem, idiota e sem escrúpulos? Vampiros N-Ã-O-E-X-I-S-T-E-M!
Só nos filminhos do Drácula, esse novo agora do Joohny Depp e sei lá mais o que.
Seria mais fácil existir bruxos do que vampiros, e olha que eles estão na mesma faixa etária de exótico e não existente.
O quarto aqui é bem maneiro, é meio dark, bem escuro e com veludo, mas posso dizer que se colocasse um toque pessoal, tipo umas taxas e umas coisas mais coloridas. Iria ficar show.
Observei a lua imensa pela janela. Estou sem sono. Toda essa história é muito confusa e estranha e me faz pensar em algo que nunca existiu. Decidi parar de ficar pensando nessas bobagens e tentar dormir.
Nada feito. O sono parecia ter ficado do lado de fora do quarto quando entrei. Melanie.
Esse nome me veio na cabeça. Ela era meio doce de mais para uma “vampira”. Estava sempre sorrindo, e ela tem um sorriso lindo, tem um jeito meigo e alegre. Ela é realmente cativante.
Bem, agora pensando nos meus amigos: A Sophia provavelmente vai acreditar
nisso tudo e até querer se tornar uma louca como é. Vai falar das roupas
e querer ser igual. O Arthur me pareceu mais maduro, mas eu acho que
ele vai acreditar, por ser mais “racional de um jeito maluco”. Eu sei,
soou estranho, mas é assim que ele me pareceu.
Ook, o sono veio. Vou dormir e dizendo: VAMPIROS NÃO EXISTEM!
***Fim de todos os Pontos de Vistas***
Pela manhã, os únicos barulhos escutados eram os dos talheres nos pratos no café da manhã. Todos ali estavam em silêncio. Depois do café, fora a hora da verdade. Se reuniram novamente no santuário para o resultado daquela noite.
- Bem, acho que agora todos podem dar pelo menos alguma resposta de ponto de vista – disse Andrew. Um silêncio momentâneo e Arthur foi o primeiro a se manifestar. Meio tímido.
- Bem, acho que é realmente meio difícil para nós entrarmos em uma conclusão concreta já que tudo isso sempre fora uma lenda. Só que realmente não há como contestarmos algo quando vemos na nossa frente, e com nossos olhos. Eu, particularmente, acho que, bem, tudo isso é verdade. Não há o que contestar. Aquilo fora um porta abres para Sophia.
- AHHH! Eu acredito, acredito, acredito. E além do mais, amei tudo. Vocês são todas estilosas, são únicas e diferentes. São perfeitas! Eu quero me tornar vampira!
Aquilo chocou a todos.
- Eu ouvi direito? – perguntou Andrew surpreso. Nunca ninguém se ofereceu para ser vampiro.
- É que assim, eu sei que tem que ter responsabilidade, mas é que eu realmente amei esse universo de vocês. É tão místico, misterioso e maravilhoso. Sabe, é estimulante para qualquer pessoa. Uma vida intensa a cada momento. É mágico! – Sophia estava definitivamente encantada com isso.
- Pirou Sophia? Isso não existe! Tira essa ideia maluca da cabeça! – disse Chay na mesma hora.
- Como não existem? Eles são o que? Miragem? – Sophia ironizou. Chay bufou.
- Sophia, você é mesmo louca, só pode. Isso aqui não passa de uma pegadinha. Vampiros não existem!
- Ei – disse Lua – existimos sim.
- Desculpem o Chay, ele é antiquado – disse Sophia olhando para o irmão de cara fechada.
- Realista – corrigiu Chay.
- Se fosse realista, iria ver que tudo é verdade cabeção!
-  Ok, entendo que todos temos um ponto de vista – disse Júniper calma – só que, Sophia, isso que você disse é realmente sério.
- Eu sei, e eu realmente quero.
- Nem pensar Sophia! – disse Chay.
- Você não mana em mim, Chay! – disse Sophia furiosa.
- Porque não deixamos vocês conversarem sozinhos? – sugeriu Mel – podem ficar aqui o tempo que precisarem.
Saíram e deixaram os dois conversando.
Mais Tarde
"Missão"
Para: Lua Blanco
MorderCarla Dias.
Motivo: paixão de Bernardo Falcone.
- Missão para mim – disse Lua lendo o bilhete.
- Qual? – Mel perguntou.
- Morder Carla Dias – disse Lua – parece que o Bernardo Falcone é apaixonado por ela.
Arthur a encarou.
- Que foi Aguiar?
- Como assim você vai morder uma pessoa só por causa disso?!
- São regras. Como no seu mundo tem coisas ruins no meu também tem. Entenda. E ela vai adorar morar aqui - Mas Arthur ainda a encarava sem acreditar nisso.
- Vou me arrumar – disse Lua subindo – Mel e Micael, preciso de retaguarda. Vai que algum daqueles idiotas tentam impedir.
- Ok. Iremos nos preparar.
Os três subiram as escadas.
Sophia e Chay saíram do santuário, ambos não tinham caras satisfeitas, mas pareciam ter se entendido.
- E ai? Se entenderam? – Arthur perguntou.
- No possível – disse Sophia – não vamos nos intrometer na vida do outro, desde que contemos as decisões.
- E cadê os outros três? – Chay perguntou.
- Missão – disse Andrew – foram se arrumar.
- Que tipo de missão? – Sophia perguntou animada.
- Morder Carla Dias – disse Andrew – ela será útil para nós.
Chay revirou os olhos e Sophia pareceu animada.
Dez minutos depois, os três desceram.
Lua usava uma calça de
couro preta, um corpete preto e vermelho, botas pretas de cano alto,
uma maquiagem pesada, uma capa preta por cima e os cabelos soltos e
volumosos. Na cintura, uma arma.
Mel usava uma calça de couro preta, um corpete azul e preto, boas pretas de
cano alto, uma maquiagem azul bem escuro, uma capa preta por cima e
seus cabelos presos em um coque mal feito. Na cintura, uma espada.
Micael
usava uma calça preta, uma camiseta regata preta, tênis preto, uma capa
preta por cima, e os cabelos mais arrumados. Carregava uma arma na
cintura.
- Estão preparados? – Andrew perguntou.
- Sempre – disse Lua firme e segura.
- Tem até a meia noite para cumprir a missão. Siga as mesmas regras de
sempre. Segredo, calma e descrição. – disse Júniper – vou arrumar um
quarto lindo para ela!
Júniper estava em polvorosa com a chegada da mais nova integrante do clã dos Blanco.
- E a gente? – perguntou Chay.
- Ficarão aqui – disse Andrew – amanhã irão para casa. Seus pais já estão informados. Cuidamos disso.
- Temos que ir – falou Lua impaciente – ela nos espera.
- Ok.
- Vou pegar o carro – disse Micael pegando as chaves.
Entraram no carro e partiram.

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