28 de nov de 2013

Dark Moon - Capítulo Oito

Capitulo Oito – Baile Anual de Boas Vindas

O mundo vampiresco estava em polvorosa. Todos anos, o Baile Anual de Boas Vindas era a maior festa deles. Organizada pelo clã dos Carvalho, o baile durava uma noite inteira e os humanos (que sabiam sobre eles, ou seja, namorados ou namoradas de vampiros) eram bem vindos.

**

Andrew fora o primeiro a ficar pronto. Um terno preto, camiseta branca, gravata azul marinho, seus cabelos arrumados elegantemente.
Micael foi o próximo: um terno azul marinho, camisa branca, gravata prateada, cabelos arrumados e perfume amadeirado.
A campainha da mansão tocou, a empregada abriu a porta e eram Arthur e Chay, os pares de Lua e Mel. Arthur usava um terno preto, camisa preta, gravata vermelha, cabelos arrumadinhos e com um perfume entre doce e amadeirado.
Chay um terno preto, camisa esverdeada, gravata verde, os cabelos meio desarrumados e um perfume suave. Todos muito elegantes. Das mulheres, a primeira a descer foi Júniper.
Com um elegante vestido longo e azul marinho, havia algumas pedras dando um toque de noite, parecia um céu estrelado, calçava belas sandálias prateadas, tinha os cabelos presos destacando seus olhos, exibia um sorriso.

- Está linda – disse Andrew beijando sua mão.

Mel fora a próxima. Um elegante vestido branco e esvoaçante, de finas alças com detalhes prateados, seu decote era redondo e não muito chamativo, calçava sandálias prateadas de tiras, os cabelos estavam em uma trança de lado com alguns fios soltos, sua maquiagem não era chamativa.

- Está parecendo um anjo – disse Chay sorrindo.

Lua foi a próxima. Um longo vestido tomara-que-caia bordo, com pedras rubis dando detalhe, calçava sandálias douradas bem altas, usava luvas bordo, seus cabelos estavam ainda mais cacheados e mais revoltados, usava uma maquiagem mais pesada que a das outras.
Arthur a encarou quase de boca aberta. Ela soltou um sorrisinho convencido quando cruzavam seus braços.
Carla usava um elegante longo bege com pedras douradas, de alças douradas e decote redondo, sandálias de tiras douradas, os cabelos ondulados e com uma presilha de laço dourado, sua maquiagem era em tons de bege. Seu par seria Bernardo Falcone, que a encontraria na festa.
E por fim Sophia. Um vestido rosa avermelhado, esvoaçante e delicado. Algumas rendas no decote em V, e nas alças finas, calçava sandálias rosadas de tiras finas, os cabelos com uma trança embutida presa com um laço, usava uma maquiagem puxada pelo tom rosa.
Micael ficou encantada ao vê-la. Parecia uma princesa.

**

O salão onde acontecia o baile, estava muito bem decorado: flores bem coloridas, várias mesas com toalhas brancas de seda, e algumas velas espalhadas.

- Já está quase lotado – comentou Mel saindo da limusine preta que os levara.
- Também, a Sophia parecia que ia casar – disse Lua – argh, odeio vestidos longos.
- Nem parecia – brigou Sophia – Chataa.
- Vamos, antes que sejamos os últimos – Micael quase implorou.

Eles entraram e todos que estavam ali, olharam.

- Porque estão olhando desse jeito? – Arthur perguntou sussurrando para Lua.
- Somos os donos do pedaço, baby – disse Lua sorrindo – e porque temos humanos juntos.
- Devo me sentir lisonjeado? – Arthur ironizou.
- Muito, querido. – ela sorriu sarcástica.

Uma mulher de aparência jovem surgiu usando um elegante vestido preto.

- Júniper, Andrew é uma honra – ela falou. Eles se cumprimentaram.
- A mesa de vocês é a 13, sigam-me – pediu Álvaro Carvalho.

Eles foram para a mesa, e sentaram-se.

- O jantar já será servido, depois da sobremesa, iremos abrir a pista de dança – falou Álvaro.

O jantar era peru assado, batatas assadas e saladas coloridas (com sangue para vampiros, sem para os poucos humanos dali), depois a sobremesa era pudim, sorvete e bolo de brigadeiro (o mesmo que a comida), as bebidas eram vinho, champanhe e suco.

- Atenção, antes de iniciarmos o baile, eu e a minha família, gostaríamos de falar algumas poucas palavras – disse Álvaro – como sabem, todos os anos, esse baile é feito, na esperança que possamos nos unir aos humanos que sabe da nossa existência. E também, para as boas vindas ao inicio do ano letivo a todos os jovens vampiros.
- Quero que saibam que estamos muito felizes que todos vocês estejam aqui conosco.- Avery Carvalho disse – e antes do baile começar, gostaria de falar, com o maior prazer do mundo, que a minha filha, Rayana está oficialmente noiva de Thiago Amaral.

Todos bateram palmas e logo o baile se iniciou.
Micael dançava mais ao canto com Sophia. Mel e Chay riam de algumas piadas que ele contava. Júniper e Andrew haviam saído para falar com velhos amigos, literalmente. Carla e Bernardo conversavam em um canto. E Lua e Arthur ficaram entediados na mesa.

- Aff, que saco – bufou Lua – odeio esses bailes.
- Bora dar uma fugida? – perguntou Arthur.
- Ficou louco? É perigoso!
- Eu sei, e eu adoro perigo!
- Pior que eu também. Cada um sai pra um lado, e nos encontramos no portão dos fundos.

E assim foi feito. Logo os dois estavam no portão dos fundos da mansão dos Carvalho.

- Vamos para onde? – perguntou Lua tirando o salto para pular o muro.
- Pro rio de sempre? – sugeriu Arthur.
- Ótimo.

Como tinham que pular o muro, Lua rasgou o vestido até os joelhos.

- Bem melhor.
- Ficou doida? Você acabou com o vestido!
- Tanto faz. Bora logo antes que algum surdo apareça.

Eles pularam o muro e chamaram um taxi.
Lá no rio, eles se beijaram muito, com vontade, com desejo. E acabaram se entregando um ao outro nas margens do rio mesmo. Com a lua cheia e a água de testemunha.

- Nós não nos protegemos – observou Arthur.
- Vampira não engravida de humano. Relaxa.

Ficaram deitados ali, abraçados, e acabaram adormecendo.
Voltaram para a mansão dos Blanco era manhã já, quase meio dia.
O vestido de Lua rasgado, os sapatos altos na mão dela, os cabelos desarrumados. Arthur com a camisa meio aberta, o cabelo desarrumado, o casaco e a gravata do terno na mão.

- Pelo sangue vencido, onde se meteram? – Júniper tinha a voz preocupada. Todos estavam na sala, olhando para eles.
- Ah, por ai – disse Lua.
- Como assim “por ai”. Sumiram a noite toda, sumiram da festa! – disse Andrew.
- A festa tava chata, ai fomos tentar nos divertir em outro lugar – disse Lua.
- E nos deixaram mortos de preocupação – disse Júniper.
- Sabemos nos cuidar – disse Lua fazendo esforço para não revirar os olhos. Andrew e Júniper ainda não aliviaram.
- É melhor irmos dormir para não brigarmos – disse Júniper. Todos foram para seus quartos. Mas a tensão, ainda pairava no ar.

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