24 de nov de 2013

Cap. único: Um anjo em minha vida


#Maratona 2 anos de AeR 

(Narrado por Lua)
Eu andava pelos corredores do hospital atordoada. Sabia que aquele momento era crucial em minha vida. Jamais em 19 anos eu me senti tão feliz mais ao mesmo tempo tão triste e angustiada. Nem acredito que cheguei até aqui, que estou terminando mais um ciclo de superação, mais uma vitória conquistada.
Eu sou Lua Maria Blanco, ou Luinha se preferir. Eu tenho 19 anos e moro no Rio de Janeiro com meus pais. Eu faço tratamento contra câncer. Pois é, tenho câncer. Descobrir quando ia fazer 15 anos. Na época eu preferiria morrer, a fazer o tratamento para combater o câncer, mas hoje quatro anos depois, aqui estou eu no hospital, pra receber uma das noticias mais importante da minha vida, que pode mudar tudo...

- Olá Lua. – Bete me cumprimentou sorrindo animada. Bete era a secretária do Dr. Arthur, meu médico, o anjo que cuidou de mim. – Ansiosa?
- Você nem imagina o quanto. – Sorri.
- Vai dar tudo certo. A Dr. Arthur já está te esperando. – Apontou pra porta marrom ao lado. Senti meu coração doer. Não podia acreditar que aquele momento estava realmente acontecendo... Eu esperei tanto, tanto, tanto... Passei por tantas vezes por aquela porta. Cansada, triste, desanimada, mas hoje era diferente.
- Estou nervosa. – Confessei pra Bete.
- Vai dar tudo certo! – Beijou minhas mãos. – Ué, cadê seus pais?
- Eles estão vindo. Estava ansiosa, e resolvi vir logo. – Disse sorrindo travessa.
- Hm... Ansiosa é? – Me olhou com uma cara engraçada.
- É. – Sorri travessa. – Mas, não pense besteira dona Bete, ele é apenas meu médico. - Sorri. Não é que eu e Arthur já não tínhamos ficado... Sim, já rolou. Mas agora, só éramos amigos, e ele meu médico.
- E meu chefe, mas nada impede de acha-lo um gato.
- Doida. – Gargalhei. Bete era uma figura, sempre tentando me colocar pra cima. Ela também foi de grande importância pra minha vida.
- Não vai entrar? – Bete me perguntou.
- Tô com medo. E se nada der certo... E se eu ainda tiver doente...?– Olhei apreensiva.
- Luinha, creia! Deu tarda mais não falha. Vamos lá, levanta essa cabeça, e enfrenta a vida de cabeça erguida.
- Ok! Você tem razão. – Respirei fundo, abracei Bete e sussurrei um “obrigado” no ouvido dela, que me olhou sorrindo.

Criei coragem e entrei na sala. Arthur estava como sempre de jaleco, atrás da mesa, enquanto olhava uns papeis, que eu imaginei serem meus exames. Quando ele me viu, abriu um sorriso...

- Olá Lua. Como está? – Disse me mostrando a poltrona pra que eu pudesse sentar...
- Bem, e você? – Perguntei.

Arthur e eu nos conhecíamos há muito tempo. Desde o ensino fundamento pra ser mais exata. Andávamos com os mesmo amigos, por isso acabamos ficando amigos também. Ficamos algumas vezes, mas nada sério. Eu o apoiei muito quando ele decidiu ser médico, e ainda de uma área tão arriscada... Na época em que eu descobri que estava doente, corri pra ele.

- Estou ótimo. Ansiosa?
- Muito.
- Posso imaginar. – Ele sorriu de lado. – Cadê seus pais? Pensei que viriam...
- Eles... – Quando ia explicar, minha mãe e meu pai entram na sala.
- Atrapalhamos? – mamãe e sua velha mania.
- Não mesmo. – Arthur disse a cumprimentando. Depois a meu pai.
- Nem nos esperou mocinha. – Meu pai falou acariciando minha careca.
- Desculpa papai, é que vocês demoram demais. – Fiz bico e cruzei os braços.
- E então...?
- Dona Claudia, seu Billy... – Arthur fez um suspense. – Já estou com o resultado dos exames de Lua. – Meu coração acelerou.
- E o que deu?
- Bom, eu queria fazer um suspense antes.
- Nada disso. Fala logo Arthur. – Eu Disse começando a ficar irritada. – Fala logo, eu tô boa ou não?
- Lua, você sabe que mesmo que você esteja curada, você ainda tem que tomar muito cuidado. – Arthur me alertou.
- Eu sei.
- Eu vou abrir, também estou curioso.
- Você não viu ainda? – Arquei as sobrancelhas.
- Não. – Ele deu de ombros. Pegou uma pasta transparente, tirando de lá vários papeis, e pegou um que estava lacrado. Abriu devagar... Primeiramente olhou minuciosamente. Lendo detalhadamente cada letrinha. Eu só faltava chorar de tanta ansiedade.
- Eaí? – Minha mãe perguntou, depois de uns minutos de silencio.
- Esse tempo valeu a pena. – Arthur sorriu me olhando. – Parabéns, você está curada.

Eu senti meu ar faltar. Comecei a chorar, abraçando meus pais. Só Deus sabe o quanto eu esperei por esse momento, só Deus sabe o quando eu chorei escondida de noite... Rezando. Com os olhos ainda transbordando olhei pra Arthur que também estava se controlando pra não chorar.

- Obrigado. Vc não sabe o quanto essa noticia é importante pra mim, o quanto eu estou feliz. Obrigado, que Deus te abençoe Arthur. Que você seja muito feliz. – Soluçava compulsivamente
- Você está curada, já é uma grande felicidade pra mim. – Ele disse.
- Você é um anjo sabia? – O abracei apertado. Sentia seus braços rodeados na minha cintura, me abraçando apertado. Eu me sentia segura com ele, me sentia completa...
- E será que esse anjo poderia fazer um pedido? – Ele me olhou meio que esperançoso.
- Claro que pode.
- Aceita jantar comigo essa noite?

[...]

Já era noite, precisamente 7:00. Estava me arrumando, para sair com Arthur. Estava tão feliz, parecia que a qualquer momento meu coração sairia pela boca de tanta felicidade.

- Ai mamãe não tenho roupa pra ir. – Choraminguei. - E além do mais... Preciso de uma peruca ou um lenço novo.
- Filha! – Minha mãe sentou-se na cama me observando ter meu ataque.
- O que o Arthur vai achar que eu sou...? – Mamãe me interrompeu.
- Ele vai te achar linda, como sempre achou. Pare com isso Lua. Se ele te convidou pra sair é porque ele gosta de vc, por isso pare de se lamentar, e venha até aqui... – Ela saiu do quarto e eu a acompanhei. Minha mãe está certa, se ele me convidou pra sair é porque ele gosta de mim... Será?
- Mamãe? – A chamei. Ela me levou até seu quarto, abriu o guarda roupa e tirou uma enorme caixa de lá... – O que é isso?
- Um presente, abre... Tomara que goste.

Olhei pra caixa com os olhinhos brilhando. Abri e sorri, havia um vestido, um sapato, e um lenço pra cabeça.

- É... – Mal conseguia falar. – É perfeito mãe. – Falei por fim. – Obrigado!
- De nada minha filha. Eu quero que vc seja muito feliz, vc é uma guerreira, uma heroína... Vc nem sabe o quanto eu me orgulho de ter vc!
- Ain mamãe. Vai acabar me fazendo chorar. – Murmurei com lágrimas nos olhos.
- O Arthur tem muita sorte de ter vc...
- Mamãe. – A repreendi. – Entre mim e Arthur não existe nada. Somos só amigos...
- Amigos... – Ela me olhou com ar de riso. – Eu vi o olhar dele pra vc hoje de manhã.
- Nada haver...
- Ok teimosa. Vá se arrumar, fique bem linda, mais do que já é ok? Será que consegue? – Eu soltei uma gargalhada.
- Vou tentar. – Dei um beijo na bochecha dela, ela beijou minha careca e sai do quarto dela. Indo pro meu, com a enorme caixa...

Parecia que estava sonhando. Eu sempre sonhei com o dia em que eu ficaria livre de tudo aquilo, que eu ficaria livre da leucemia... Esse dia chegou e eu nem sei direito como agir, se devo chorar, sorrir, cantar, pular...
Coloquei a caixa no chão e tirei o vestido, o colocando sobre a cama. Sorri abobada... Entrei no banheiro e tomei um banho enquanto cantava alto debaixo do chuveiro... Sai, enrolada no roupão. Olhei-me no espelho, e pela primeira vez em quatro anos eu não sentia nojo no que via, muito pelo contrario, eu sentia orgulho de mim mesma. Apesar de tudo eu consegui. Superei todas as dificuldades, todas as crises, todas as dores, todas as noites acordadas, todas as perdas...
Acordei do meu transe quando ouvir meu celular apitar, indicando que recebi uma mensagem, corri até ele e li: 

“Valeu ter aceitado sair comigo. Daqui a meia hora chego aí... Beijo! (Arthur A.)”.

Sorri abobalhada, senti meu coração dar saltos de alegria. Observei o relógio e vi que estava mais que atrasada. Joguei o celular na cama, apressando-me pra me arrumar. Coloquei o vestido, ele era realmente lindo, enfim... Arrumei-me por completo, só faltava o lenço na cabeça. Ele também era incrível, tinha detalhes, mas era bem simples.
Depois de alguns segundos, eu estava pronta. Fitei-me no espelho. Passei as mãos pelo lenço, e sorri tristemente. Havia sido o momento mais difícil da doença... A queda do cabelo. Eu amava meus cachos. Na época, eu preferia morrer a raspa-los, mas só hoje eu vejo que era necessário, só hoje eu vejo que eu posso viver sem eles...

- Filha... – Mamãe bateu na porta. – O Arthur já chegou.
- Ok. – Respirei fundo. – Já desço. Mamãe entra! – Pedi. Ela abriu a porta e me olhou sorrindo.
- Você está perfeita minha filha. – Disse com a voz filha. Com certeza ia chorar. – O Arthur vai cair pra trás quando te ver.
- Para com isso dona Claudia, porque eu bem sei que se eu sair de casa pelada vc vai me achar linda. – Brinquei.
- Acho mesmo. Sabe por quê? – Eu balancei a cabeça e ela continuou. – Porque vc é linda de todo jeito.
- Tá bem! Vamos parar de falar e vamos descer antes que eu chore. – Fiz bico.
- Ok vamos! – Mãe beijou-me a cabeça e descemos. Da escada dava-se pra escutar a conversa entre meu pai e Arthur. Falavam de futebol... (Assunto chato) minha mãe pigarreou alto e eles nos olhou. Mamãe desceu as escadas antes que eu, disse que iria pegar a câmera, pra registrar aquele momento. Não me importei. Continuei a descer as escadas, sob os olhares de meu pai e Arthur. Quando cheguei ao fim dos degraus Arthur se aproximou sorrindo.

Roupa: http://3.bp.blogspot.com/_C5uTZxBcCeQ/TRu3baIFKjI/AAAAAAAABvY/HudaoHgNu_M/s1600/Set-160493-500.jpg

Lenço e maquiagem: http://www.lojaboutiquechique.com.br/media/catalog/product/cache/1/thumbnail/9df78eab33525d08d6e5fb8d27136e95/l/e/lenco-halle-azul-bic_3.jpg

- Está belíssima. – Ele sorriu e beijou-me na testa.
- Obrigado, vc também está lindo. – E era verdade. Ele estava com uma calça preta, e uma camisa social branca, com as mangas dobradas o que lhe davam um ar sexy. Sorri com meus pensamentos.
- Uma foto pra registrar esse momento. – Minha mãe chegou saltitante. – Vocês estão lindos. – Ela tirou a foto.
- Toma cuidado filha. – Mamãe me passava as “regras”, enquanto do outro lado papai conversava com Arthur, a única coisa que consegui ouvir foi “Quero que a traga antes das 11:00 ok?”

Enfim... Saímos de casa. Arthur me levou até o carro que estava estacionado em frente a minha casa e entramos. No caminho fomos em silêncio, cada um preso no próprio pensamento. Depois de um tempo, Arthur estacionou o carro. O lugar era lindo, e bem movimentado. Parecia ser um restaurante. Ele abriu a porta do carro pra mim, e enlaçou um braço em minha cintura. Andamos até a entrada principal do restaurante e entramos. Nossa mesa já estava reservada, acho que Arthur organizou tudo antes. Sentamos e logo o garçom se aproximou. Fizemos os pedidos e ele se retirou.

- Gostou do lugar? – Arthur me perguntou.
- Se eu gostei? Eu amei. Aqui é muito lindo, mas não precisava Arthur, esses lugares são muito caros.
- Não se preocupe Lua. Quero que essa noite seja especial. – Ele tocou-me rosto com as pontas dos dedos. Um calafrio percorreu meu corpo e eu tive que fechar os olhos.

O garçom chegou atrapalhando o momento. Cara chato! L Comemos em meio a conversas... Eu estava transbordando de felicidade, mal acreditava que aquilo fosse real. Já era 10:00 quando uma musica em especial começou...

- Eu amo essa música. – Eu disse sorrindo pra Arthur. – Ela traz lindas recordações.
- Quando a gente se conheceu... – Ele completou. – Será que essa bela dama, aceita dançar comigo? – Ele perguntou fazendo-me gargalhar.
- Claro belo cavalheiro. – Ele veio até mim e fomos até um local onde casais dançavam...

Te olhar e não poder dizer
Como tudo é verdade
Tentar e não se arrepender
Do que você nem sabe

Te olhar e ter o prazer em ver
O sol pela metade
Tentar e assim perceber que ainda não é tarde


Os braços de Arthur rodeavam minha cintura, enquanto os meus estavam em seu pescoço. Olhávamos como se quiséssemos saber o que o outro estava pensando.

Pra te olhar, pegar o violão
Falar tudo o que eu sinto em forma de canção
Depois beijar, te fazer perceber
Que nada é proibido
É só você querer


Pensamentos perdidos... Momento especial. Era assim que eu estava vendo aquele momento. Eu não sabia como explicar, mas Arthur me transmitia uma paz interna. Eu poderia passar a noite ali, em seus braços, ouvindo aquela musica.

Se me deixar mostrar vai ser tão simples assim
Eu trago devagar você pra perto de mim
Eu posso até tentar mesmo estando cedo
Mas com você do meu lado eu venço todo o medo
É tudo tão perfeito e nada dá errado
O céu todo estrelado iluminando nós dois
E as palavras lindas que agora eu dispenso
Pois o silêncio diz tudo durante esse momento
Não estamos no palco mas eu aceito o papel
Eu interpreto um anjo assim te levo pro céu
Assim te levo pro céu
Te olhar e ter o prazer em ver
O sol pela metade
Tentar e assim perceber que ainda não é tarde


Aconcheguei-me nos braços de Arthur, descansando minha cabeça em seu ombro. Fechei os olhos e me senti protegida, amada, cuidada! Movimentávamos devagar, no ritmo da musica.

Pra te olhar pegar o violão
Falar tudo que eu sinto em forma de canção
Depois beijar, te fazer perceber
Que nada é proibido
É só você querer
Pra te olhar e ver o sol se pôr
O dia não é curto a noite apenas começou
Depois beijar, te fazer perceber
Que nada é proibido é só você querer


Quando a música já estava quase no fim, Arthur respirou pesadamente, me fazendo levantar a cabeça e olha-lo.

- Que houve?
- Nada, por quê?
- É que pensei que tivesse com alguma coisa...
- Não é nada! – Beijou-me a mão e abraçou-me, voltando a dançar.
- Ok então!
- Quer saber... Tem uma coisa sim. – Ele falou depois de uns segundos.
- Então fala! Pode falar, eu tô ouvindo.
- Lua... Vc sabe o quanto é especial, o quanto eu gosto de vc, o quanto me orgulho de te conhecer... – Gaguejou, fazendo-me soltar uma risadinha. Nunca tinha visto Arthur tão nervoso e tão embolado.
- Thur calma! – Pedi. – Fala devagar, pra que eu possa entender ok?
- ok! – Ele coçou a nuca. – Eu vou falar! Lua... Vc é muito linda e eu gosto muito de vc. – Ele disse parecendo um adolescente. – Equerosaberseaceitanamorarcomigo! Pronto falei! – Ele disse rápido, fazendo-me não entender nada.
- Arthur, não entendi nada. Fala de novo, mas agora bem devagar ok?
- LUA, EU QUERO NAMORAR VOCÊ. QUERO SABER SE VOCÊ ACEITAR NAMORAR COMIGO!?
- Na-namorar vo-você? –Eu disse gaguejando. Não estava acreditando que Arthur um dia me pediria em namoro. A música ainda tocava, estávamos ainda no espaço onde dançavam.
- É! Você aceita? – perguntou esperançoso.
- Arthur. – Engoli o choro e o olhei. – É claro que eu aceito. – Ele sorriu mal acreditando e me abraçou apertado. De certa forma eu e Arthur parecíamos aquilo que chamam de alma gêmeas, um ser feito pro outro. Ele segurou meu rosto nas mãos e sorriu com lágrimas nos olhos.
- Eu prometo te fazer muito feliz.
- Eu não tenho a menor dúvida disso.

Ele fitou-me. Aproximou o rosto do meu e beijou-me. Eu mal acreditava que depois de tanto tempo eu beijaria Arthur de novo. Depois de quase sete anos... Beijávamo-nos apaixonadamente. Sua língua sugava a minha fazendo-me arrepiar por inteira. Uma sensação diferente, um toque diferente, um cheiro diferente. Separamo-nos do beijo com selinhos demorados, e um abraço confortante. A musica já acabara, e todos os casais já haviam ido sentar-se. Olhei pra Arthur e sorri.

- Seu beijo continua igualzinho. – Ele pincelou meu nariz com o dedo. – A única diferença é que tem um gostinho de quimioterapia.
- Desculpa. – Falei completamente corada.
- Nada! Eu até gosto. Fica um gosto diferente. – Ele deu-me um selinho. – Eu vou te fazer muito, muito, muito, muito feliz, pode acreditar. Eu esperei tanto pra ter você assim. – Abraçou-me apertado.
- Eu também. Obrigado por tudo. Por todas as vezes que vc suportou minhas crises se choros, minhas birras. Vc é meu anjo!

[...]

Hoje faz exatamente 4 anos depois daquele dia. E posso dizer que sou a mulher mais feliz do mundo inteiro. Hoje, eu e Arthur somos casados e temos uma filho chamado Gustavo. Ele é a coisinha mais fofa que eu já vi... Foi uma boa junção... Arthur e eu! Hoje posso ver, que tudo aquilo que eu passei no passado, foi uma lição de vida. E hoje eu posso olhar pra todos e dizer que sou feliz, que venci as barreiras e estou de pé, e hoje só tenho a agradecer as pessoas que me ajudaram, e principalmente a Arthur que foi um anjo em minha vida!

"Jamais desista das pessoas que ama. Jamais desista de ser feliz. Lute sempre pelos seus sonhos. Seja profundamente apaixonado pela vida. Pois a vida é um espetáculo imperdível."
(Augusto Cury)

Fim
Autora: Amanda Senna

Um comentário:

Não vai sair sem comentar, né?! xD

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