26 de nov de 2013

A Submissa - Capitulo 10








Durante o resto na semana, entreguei-me aos estudos e ao meu trabalho. Liguei para a Geórgia, para a minha mãe, para saber como ela estava e para ela me desejar boa sorte para os exames, depois de me dizer que preciso sair mais, me divertir, acabamos por nos despedir. Á noite eu e Sophia debatíamos o que iríamos fazer, quando tocou a campainha. Á entrada estava o meu bom amigo José com  uma garrafa de champanhe na mão.


Lua: José que bom ver-te _ abracei-o rapidamente. _ Entra.


O José estudava medicina, era muito inteligente, mas a sua verdadeira paixão era a fotografia.  


José: Tenho notícias. _ disse com um sorriso aberto e os olhos brilhantes.

Lua: Diz lá estás a deixar-me nervosa.

José: A Portland Place Gallery vai expor as minhas fotografias no próximo mês.

Sophia: Mas isso é fantástico. Parabéns. _ fiquei contente por ele.Sophia também lhe sorriu radiante.

José: Vamos celebrar. Tens de ir á inauguração. _ olhou para mim intensamente e eu corei _ Têm, as duas, claro. _ acrescentou olhando nervosamente para Sophia.


O José e eu eramos grandes amigos, mas eu sabia que lá no fundo ele gostaria que houvesse algo mais. Ele é giro e engraçado mas sabia que não era para mim. Ele era o irmão que eu nunca tive. A Sophia chateava-me muitas vezes, que eu precisava de um namorado, mas na verdade nunca tinha encontrado alguém por quem me senti-se atraída, com o coração na boca e as borboletas no estômago. Olhei para José e sorri;lhe. Comemoramos entre conversas e brincadeiras até alta madrugada.

No sábado a loja estava um pesadelo. Estava eu a verificar umas encomendas enquanto estava na caixa registadora, sentada no balcão. Foi então que por qualquer razão olhei para cima... e vi Arthur em frente ao balcão a olhar para mim.

Arthur: Lua Maria. Que suspresa tão agradável. _ o olhar dele era reluto e intenso.


Bolas. Que raios estava ele a fazer aqui.


Lua: Mr. Arthur. _ sussurrei, não consegui falar mais nada.


Os lábios dele pareciam querer sorrir, e os olhos tinham um brilho divertido, como se risse de algo que só ele sabia.


Arthur: Passei por aqui para comprar algumas coisas. É um prazer voltar a vê-la.

Lua: Pode me tratar por Lua. Em que posso ajuda-lo Mr. Arthur. _ ele sorriu


Arthur: Para começar gostaria de levar algumas braçadeiras de cabos. _ murmurou com uma expressão divertida e descontraída.

Saí do balcão e mostrei-lhe a selecção de braçadeiras de cabos.

Arthur: Estes servem. _ disse com um sorriso.

Lua: Mais alguma coisa.

Arthur: Queria fita adesiva.

Lua: Está a fazer obras.

Arthur: Não, obras não. _ disse com um ar divertido e eu fiquei com a estranha sensação de que se ria de mim.


Caraças sou assim tão cómica. Tennho assim um ar tão engraçado. Dei- lhe a fita adesiva e voltamos para o balcão.


Arthur: Trabalha aqui á muito tempo.

Lua: Á quatro anos, mas isto não é muito a minha onda, foi o emprego que consegui arranjar neste momento.

Arthur: E o que é a sua onda.

Lua: Livros. _ disse num sussurro, enquanto o meu subconsciente dizia Tu! Tu é que és a minha onda.

Arthur: Que tipo de livros.

Lua: Os clássicos de literatura inglesa principalmente. Vai desejar mais alguma coisa.








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Um comentário:

Não vai sair sem comentar, né?! xD

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