29 de nov de 2013

70ª Capítulo - "Tudo por uma promessa"


POV NARRADOR
Passou um dia desde que fizeram a denúncia aos policias.
Eles falaram para todos ficarem atentos ao celular para caso o Thiago ligasse, eles porem o celular à escuta e assim achar o local do crime, digamos assim. Para alem disso, Lua e Arthur tinham de ficar atentos ao celular porque os policias podiam ter novidades para lhes darem.



Lua: será que eles ligam hoje?
Arthur: não sei… temos de esperar.
Lua: esperar mais quanto tempo amor? Poxa, to com saudade do meu bebé – ela começou de novo a chorar
Arthur: ei, cadê a minha mulher forte hein? – ele pegou as mãos dela – A mulher guerreira, que me ajuda a superar os meus medos… cadê ela?
Lua: aqui…
Arthur: não parece. A mulher que eu conheço, ela não chora
Lua: chora… todos os humanos que têm sentimentos, choram
Arthur: obrigatoriamente?
Lua: não – riu – Mas choram.
Arthur ri: viu? É assim que eu gosto de te ver…

Ficaram fazendo carinhos uns aos outros, e de seguida foram ver tv. Mas a tv não fazia o tempo passar como antes. Às vezes fazendo um simples olhar ao Rodrigo fazia duas ou três horas passar, mas agora é diferente.

Lua: que horas são?
Arthur: 13 horas precisamente
Lua: mas ainda? À pouco eram 12:39
Arthur: passou 20 minutos amor…
Lua: é pouco – ela voltou a deitar a cabeça no peito dele
Arthur: fecha os olhos e pára de pensar no mesmo. Voce vai ver que o tempo vai passar rápido
Lua: quando eu tiver o Rodrigo nos braços eu não vou nunca mais largar ele
Arthur: somos dois… - ele suspirou

Longe de lá, a policia já trabalhava de forma bem profissional. O chefe dos policiais também tinha um filho pequeno e por isso sabia perfeitamente o que é que Lua e Arthur estavam passando, pois como ele trabalha de mais, sente a falta do filho. Mas uma coisa é não estar com o filho por trabalhar de mais, e outra coisa bem diferente é não estar com o filho porque ele está desaparecido.
Por isso mesmo, o chefe queria dar o máximo nesse trabalho para encontrar o pequeno Rodrigo.

Chefe: temos de dar tudo por tudo. Faz de conta que isso é uma missão para salvar o mundo ou a vida de uma pessoa.
Xx: ok chefe!
Chefe: vai, vamos equipa!
Todos: EQUIPA! – gritaram e foram ao trabalho

Os policiais passaram por toda a vizinhança e fizeram varias perguntas. Um dos vizinhos disse que viu um carro sem placa, branco passando por lá e digamos que um carro sem placa é meio suspeito.

Chefe: voce tem certeza do que está dizendo?
Xx: claro que sim. Eu vi muito bem aquele carro lá. Pensei que até fosse um carro abandonado, mas era estranho estar perto da minha casa e eu nunca ter reparado.
Chefe: voce viu alguém no carro?
Xx: não, isso eu não vi. Em 5 segundos que eu me virei, o carro já tinha ido embora
Chefe: tá, obrigado!

Foi com as pistas desse carro que começaram a fazer pesquisas por todos os lugares possíveis. Através das camaras das ruas viram esse tal carro e tentaram seguir todos os caminhos indicados.

Ww: segundo as minhas pistas, eles foram por essa estrada aqui – apontou no mapa – E depois subiram, fazendo 2km em alta velocidade.
Chefe: fizeram alguma paragem?
Ww: não… foi sempre reto que eles foram.

Finalmente, apos varias horas de busca, eles conseguiram achar num lugar no meio do nada, totalmente deserto, uma casa desabitada. Pelo menos é o que parecia. O mais extraordinário era que perto dessa casa, se encontrava o carro sem placa, indicado pelo vizinho.

Ww: será ali? – apontou para a casa
Chefe: não sei… mas algo me diz que sim
Kk: será melhor investigar de perto?
Chefe: não… agora não, porque pode dar bandeira. Vamos apenas ficar de vigia. Enquanto isso, vou ligar para os pais preocupados e dar a noticia.

(…)

A noticia já havia sido passada para os pais de Rodrigo que ficaram felizes por finalmente o trabalho dos policias ter dado certo.

Lua ri: aii amor, ainda bem que acharam o local… mas será que o Rodrigo está lá?
Arthur: é isso que me poem em duvida… eu acho que pelo menos eles deviam ter ido lá, entrar e ver se realmente o Rodrigo está lá. Vai que agente se enche de esperanças e ele afinal não está lá
Lua: vira essa boca para lá amor. Ele está lá sim senhor. Eu tenho um sexto sentido que me diz isso
Arthur ri: vocês mulheres e o vosso sexto sentido
Lua ri: o meu sexto sentido não me desilude nunca
Arthur ri: sei…

Os dois se abraçaram para expressar a alegria que sentiam ao saber que ainda à esperança em resgatar o bebé. O passo mais difícil era encontrar ele, mas felizmente está superado.

Arthur tinha saído para atender uma chamada, enquanto Lua tomava banho. Quando ele voltou ao quarto, onde Lua se vestia, a menina reparou que o garoto tinha um rosto serio e meio assustado.

Lua: que foi?
Arthur: eram os policias de novo…
Lua: o que eles queriam?
Arthur: eles disseram que continuam a espiar a área e que tem gente lá armada
Lua: armada? – ela engoliu seco – eles têm a certeza?
Arthur: pior que sim… - ele suspirou – Fica mais difícil para atacar a área assim, até porque eles não querem usar armas, e não querem fazer feridos.
Lua: devo me preocupar ainda mais?
Arthur: não amor… - ele a abraçou – Vai ficar tudo bem.
Lua: tem a certeza?
Arthur: tenho… confia em mim. Eles disseram que amanha vamos por o plano em pratica
Lua: que plano?
Arthur: eu vou entregar o dinheiro, mas na hora de entregar, eles vao aparecer.
Lua: mas voce vai mesmo entregar o dinheiro?
Arthur: não. agente vai arranjar uma mala, colocar papel dentro e algumas notas verdadeiras por cima, para eles acreditarem.
Lua: e se der errado?
Arthur: não vai dar… vai dar tudo certo! – confiou ele

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