15 de out de 2013

[Mini Fic] Enjoy the Silence


Capítulo 11 - Antepenúltimo capítulo 

- Mas já? O cara da tequila broxou? – falei alto sem me mexer. Segundos depois ela apareceu na porta da varanda. Com uma expressão surpresa no rosto.
- Na verdade, ele foi ótimo! – ela se recompôs bem rápido e sorriu sem se aproximar - E você? A vadiazinha não te satisfez?
- Já ouviu falar em rapidinha? – rebati e ela rolou os olhos. Passei por ela, caminhando pelo corredor até meu quarto e antes de fechar a porta, acrescentei – E preciso dizer: uma das melhoresrapidinhas da história – bati a porta e fiquei esperando ouvir os passos dela, mas ao invés disso, ouvi três batidas na porta. Abri e encontrei Lua parecendo decidir se estava mais furiosa ou incrédula.
Uma das melhores rapidinhas da história? – ela sibilou ao me dar um empurrão no ombro – Pois fique sabendo que eu tive um orgasmo! Isso mesmo, Aguiar! O... O cara da tequila me fez ter um orgasmo!
- O nome dele é George! – corrigi sem perceber, sem saber se eu estava furioso ou incrédulo.
- Que seja! – Lua sorriu vitoriosa e virou as costas. Mas não deixei que ela desse dois passos. Puxei-a pelo braço para dentro do quarto e tranquei a porta – Aguiar? Mas que porr... 

Prensei-a contra a parede e colei nossos lábios. Em menos de dez segundos Lu já tinha colocado as duas mãos em minha cintura e aberto a boca, deixando nossas línguas se encontrarem. Segurei seu rosto com uma das mãos e a lateral de seu quadril com a outra. Me forcei mais contra ela e Lua respirou fundo antes de colocar as mãos dentro da minha camiseta. As mãos dela estavam frias e minha pele quente e, quando Lu as passou da base das minhas costas até meus ombros, me causou uma série de arrepios. Mordi seu lábio inferior e olhei para minha mão que estava em sua coxa, por baixo do vestido, sorri de um jeito pervertido ao puxar aquele pedaço de pano para cima e logo jogá-lo no chão. O biquíni preto parecia gritar por atenção naquele quarto iluminado somente pela luz que entrava pela janela.Lu não perdeu tempo e tratou de jogar minha camiseta tão longe quanto eu tinha jogado seu vestido. Então, com uma das mãos em minha nuca, começou a beijar meu maxilar, descendo até meu pescoço com algumas mordidas e chupões, enquanto a outra mão tratava de fincar as unhas em minhas costas, deixando claro que ela queria me deixar bem marcado.

Eu mesmo abri a bermuda que começava a me irritar e senti o pano cair por minhas pernas. Dei alguns beijos curtos nos lábios entreabertos de Lu, uma das mãos a segurando firme pelos cabelos e a outra apertando sua bunda, fazendo Lua suspirar. Mordi seu pescoço, então beijei seu ombro, depois desamarrei seu biquíni e vislumbrei seus seios completamente enrijecidos subindo e descendo com a respiração descompassada da garota linda que me olhava em expectativa, dei mais um selinho na boca de Lu no mesmo momento em que minhas mãos envolviam seus seios e pela primeira vez na noite Lua gemeu meu nome. Apertei, massageei e acariciei os seios dela por alguns minutos, enquanto ela respirava fundo e algumas vezes sussurrava meu nome. Aquilo não estava certo. Eu queria que ela gritasse meu nome. Repetidas vezes. Então coloquei um joelho entre as pernas dela e a segurei pela cintura, sorri de lado antes de descer minha boca até os meus novos objetos de obsessão. Dessa vez ela gemeu mais alto e afundou mais as unhas em meus ombros quando mordi o bico de um de seus seios. Provoquei-a por mais alguns minutos, até Lu me puxar pelos cabelos e fazer nossas bocas se encontrarem num beijo desesperado. Ela me empurrou o suficiente para desencostar da parede e começar a andar, sem partir o beijo. No caminho, nos desfizemos da minha boxer e da calcinha dela, então a coloquei na cama e logo me deitei sobre ela, entre suas pernas. Me apoiei nos cotovelos para pegar uma camisinha no criado-mudo e depois parei para olhar direito para Lua, pra ter certeza que ela estava mesmo ali, depois de quase dois anos desde a última vez que havia transado com ela.

- Que é, Aguiar? – a voz dela não passava de um sussurro falho. Seu rosto estava corado e os cabelos muito bagunçados. Nunca a tinha visto mais bonita. – Não precisa ter medo de me machucar… Não é como se fosse minha primeira vez… Já fiz isso muitas vezes – ela sorriu daquele jeito que eu não gostava. Ela estava sendo a Lua que eu detestava. Mas era tarde demais pra voltar atrás...

Coloquei a camisinha sem falar nada e sem olhar para Lua, a penetrei com força. Ela suspirou alto e se moveu de encontro ao meu corpo, me puxando contra si. Mas eu não me mexi. Fiquei parado, meu pênis pulsando dentro dela, todo meu corpo vibrando de desejo, mas eu não me movi até ela perceber que tinha algo de errado e me olhar nos olhos.

- O que foi? – ela sussurrou com a testa franzida. Encaixei minha mão entre a cabeça dela e o travesseiro e agarrei um punhado de cabelos, e com a outra mão ergui um pouco seu quadril, a penetrando mais profundamente. Ela apertou as coxas em volta do meu corpo sem tirar os olhos dos meus.
Eu odeio você – disse sério e consegui ver seus olhos se arregalarem antes que eu tirasse meu membro completamente de dentro dela e o colocasse de volta com mais força que a primeira vez. 

Então ela gritou. De surpresa, prazer ou dor. Não sei dizer por qual o motivo, e realmente não me importava. Mas ela gritou meu nome. Repetidas vezes, enquanto eu segurava seu quadril com a mão, indo cada vez mais forte, mais rápido e mais fundo. 
Não a olhei, nem a beijei em nenhum momento. Atingi meu limite, mas não diminui a intensidade nem a velocidade dos movimentos até ela se agarrar em mim e gritar uma última vez antes de estremecer e se jogar contra os travesseiros com a respiração fora de controle. 

Saí de dentro dela e senti minhas pernas bambas ao caminhar até o banheiro.
Fechei a porta, joguei a camisinha no lixo e liguei o chuveiro para que o barulho da água encobrisse o som do soco que dei na parede. Mas que merda! Lua sempre fodia tudo! Por que ela tinha que agir daquele jeito? Por que ela não podia ser a Lua de antigamente?
Ela já tinha feito aquilo várias vezes? Que ótimo! Tomara que aquela tenha ficado na história. Ela tinha conseguido a porra do orgasmo no fim das contas, não tinha?
Minhas mãos tremiam de raiva. Eu realmente odiava essa nova Lua. Eu me odiava por deixá-la fazer isso comigo.
Fiquei alguns minutos debaixo do chuveiro até me sentir mais calmo, enrolei uma toalha na cintura e respirei fundo antes de abrir a porta, pronto pra aturar mais piadinhas cínicas de Lua. Mas ao entrar no quarto... Ele estava vazio. Se a cama não estivesse toda bagunçada e minhas roupas pelo chão, ninguém imaginaria que Lua sequer esteve ali.

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