21 de out de 2013

56ª Capítulo: "Tudo por uma promessa"


POV NARRADOR
A noite foi longa e pouco calma para quem estava fora daquele quarto. Arthur não dormiu, não comeu e mal falava. Lua continuava ligada a várias máquinas, felizmente acordada e confiante de que tudo ia correr bem.



Até às 3horas e pouco da manhã, o bebé continuava chutando forte e os médicos concluíram que a hora dele nascer estava para breve. Não demorou muito para a Lua começar a sentir sensações fora do comum e pouco depois, as aguas rebentam.

Lua: ai meu deus… - disse, assim que sentiu algo molhado na cama onde estava deitada – Por favor, me ajude! Acho que está na hora – ela disse sem jeito à enfermeira que estava a observar o quadro dela
Enfermeira: calma – ela sorriu, tentando tranquilizar a Lua – Eu vou chamar um medico.

Os médicos ficaram avisados do que tinha acontecido e ficaram tambem mais aliviados pois felizmente não tiveram de forçar o bebé a nascer, pois desse jeito só podia piorar a situação dele.

Quando Arthur ouviu os gritos de Lua, pois as contrações estavam fortes, e ao mesmo tempo dois médicos entrarem naquele quarto, o coraçao dele disparou.
O Mica já não estava lá, ou melhor, ninguém estava lá com Arthur. Ele estava sozinho e desesperado.

Arthur: por favor – ele segurou o braço da enfermeira que estava entrando apressada no quarto da Lua – O que está acontecendo com ela? Ela está bem?
Enfermeira: sim – sorriu – Fique descansado, o seu filho está quase nesse mundo
Arthur: como é que é? – ele disse com sorriso bobo no rosto – O Rodrigo vai nascer?
Enfermeira: sim – sorriu – Não sei se voce vai querer assistir
Arthur ri: AHHHHH – ele gritou – EU VOU SER PAI CARALH*!
Enfermeira: por favor, se acalme, voce está num hospital! – ela pediu
Arthur ri: desculpe… mas é que eu estou muito feliz! – não cabia tanta felicidade nele – Eu posso assistir ao parto?
Enfermeira: bom, é isso que eu vou ver agora. Aguarde aqui por favor

A enfermeira entrou no quarto, onde Lua já sentia as fortes contrações.

Medico: ela está sentindo já 2 a 3 contrações em cada 10 minutos, com a duração de 40 segundos…
Lua: aiiiii, tá doendo de mais! – ela gritava de dor
Medico: respire fundo
Lua: E O QUE É QUE EU ESTOU FAZENDO SE NÃO RESPIRAR? – ela disse irritada
Enfermeira: o parto vai ser natural?
Medico: vai sim
Lua: aii meu deus… - ela respirava fundo
Medico: a dilatação tem de ter 10 centímetros pelo menos… vamos lhe dar uma injeção que vai doer um pouco, mas é so uma
Lua: to preparada para sofrer – dizia ela se virando com a ajuda das enfermeiras – Venha com tudo! – ela fechou os olhos assim que sentiu a picada da agulha

Outra enfermeira saiu do quarto, indo até Arthur que tinha um sorrisão no rosto.

Enfermeira: nas primeiras horas do parto natural, voce não poderá assistir. Vá até casa, traga as malas da sua mulher e depois venha. Quando voce chegar, voce pode entrar na sala e ficar ao lado dela
Arthur: mas porque é que eu não posso ver ela agora?
Enfermeira: são ordens do medico
Arthur: mas por favor, eu não quero ir embora, eu quero ficar ao lado dela
Enfermeira: mas não pode, eu lamento muito…
Arthur: me deixe só vê-la e lhe dar um beijo… só peço isso
Enfermeira: eu não sei se voce pode…
Arthur: por favor, é só um beijo – ele pediu

A enfermeira suspirou, bateu à porta e perguntou ao medico se podia deixar Arthur ver a mulher por uns segundinhos. A muito custo, o medico permitiu.
Arthur entrou na sala e assim que viu agulhas, aparelhos e médicos de mascara ficou assustado por a sua loirinha estar a passar por tudo isso sozinha.
Ele se aproximou dela e viu aqueles olhos lindos cansados e com algumas lagrimas e a sua testa toda molhada de tanto transpirar.
Arthur deu a mão a ela e pediu que ela apertasse bem forte.

Arthur: vai, eu estou com voce – ele sorriu
Lua: VOCE É QUE DEVIA ESTAR NO MEU LUGAR! – ela gritava sentindo a contração cada vez mais forte
Medico: isso mesmo Lua… continue a fazer força
Arthur: eu vou buscar agora as roupas tá? Mas não demoro!
Lua: vai logo Aguiar! – ela gritava
Arthur ri: linda – deu um beijo na testa dela – Te amo!
Lua: também te amo muito… - dessa vez Lua começou a chorar
Arthur: não amor, não fica assim – ele continuava segurando aos mãos dela – Está quase, não desisti.
Lua: nunca… - ela respirava fundo
Medico: a sua dilatação tem 4 centímetros
Lua: O QUE? AINDA?
Enfermeira: Arthur, o seu tempo acabou!
Arthur: tá, eu saiu já – antes de sair, ele deu um beijo nos lábios de Lua – Eu volto já, te amo!
Lua: também te amo…

Arthur saiu do quarto com pena de deixar a sua princesa daquele jeito, sofrendo. Mas aquelas dores, gritos e contrações vão valer a pena quando o casal tiver o bebé nos braços deles. Todo aquele sofrimento vai ser recompensado por um chorinho de bebé recém-nascido.

O papai saiu do hospital e pegou um táxi que foi bem difícil achar àquela hora da madrugada. Felizmente, por volta das 3:55 da manha, um senhor taxista que passava por lá, levou Arthur até casa e ainda esperou que ele pegasse as coisas para leva-las para o hospital.

Arthur: bom, é essa mala – ele pegou – Deixa eu ver se tem tudo dentro – ele se certificou que nada faltava – Mamadeira, chupeta, roupinhas, body, cobertas… acho que tá tudo! – ele pôs a mala em cima da cama – Agora a mala dela. – ele foi ao armário – É essa! – ele pegou – Camisas da noite, chinelo, cremes… tá tudo também!

Arthur pegou as duas malas e desceu as escadas.

Arthur: tenho de avisar à Anne… - procurou o celular – Afff, depois eu aviso!

Ele queria chegar o mais depressa ao hospital para estar com a sua mulherzinha que em breve não terá mais aquele barrigão de uma gravida de 9 meses.
Foi uma sorte, quase um milagre, as aguas terem rebentado nessa noite, caso contrário, a Lua ia sofrer o dobro do que está sofrendo agora para trazer o Rodrigo para o lado de fora daquela barriga.

O moreno entrou no táxi com as malas e no caminho para o hospital ele não parava de bater o pé, chamando à atenção do taxista.

Taxista: tá nervosos ainda?
Arthur: muito
Taxista: a que se deve?
Arthur: é a minha m…
Taxista interrompe: não diga mais nada! – ele riu – Me deixe adivinhar.
Arthur: claro…
Taxista: vai ser pai né?
Arthur ri: sim, vou
Taxista: já estive no seu lugar cinco vezes e digo-lhe que o que voce está sentindo é super normal. Fui pai cinco vezes e cada vez que ia para o hospital era pior que a outra. Na ultima vez que fui pai, estava mais nervosos do que as outras quatro vezes.
Arthur ri: eu vou ser pai pela primeira vez, estou mesmo muito nervosos
Taxista ri: boa sorte então. Muitos parabéns pai e muita paciencia também
Arthur ri: obrigado, mas porque diz isso?
Taxista ri: porque as mulheres ficam mais chatas depois de terem o bebé, do que durante a gravidez dele
Arthur ri: acredito nisso. Bom, obrigado!

O táxi parou à frente da porta do hospital.
Arthur saiu, pegando as suas malas e entrou.
Enquanto ia no elevador, escreveu uma mensagem para o Guga, o Mica e o Chay: “Está na hora. Meu filho vai nascer!”
Assim que saiu do elevador, mandou a mensagem e depois deixou recado na caixa postal da Anne.

Assim que chegou no quarto de Lua, entregou as malas para a enfermeira e depois outra enfermeira a guiou para uma sala onde ele vestiu uma touca, uma bata e depois disso ele pôde entrar no quarto onde Lua gritava de dor.
Felizmente, faltava apenas um centímetro de dilatação.

Lua: GRRR, AGUIAR! DAVA TEMPO PARA EU MORRER! – gritou
Arthur ri: desculpa amor… eu fiquei de conversinha com um taxista que já foi pa…
Lua interrompe: AHHH, EU NÃO QUERO SABER!
Arthur: vai, to do seu lado agora! Pode gritar, morder, bater, pode fazer tudo!
Lua: AHHHHH – gritou de novo
Medico: vai Lua, está quase…

(…)

Fazendo as contas, Lua estava com 6 horas de trabalho de parto. Ela estava esgotada, sem forças para mais. Mas aquele sorriso do Arthur a deixava com força para continuar e foi assim que “fez força” para que seu filho viesse para este mundo.
Aquele chorinho de bebé fez com que lagrimas e sorrisos viessem ao rosto de Lua e Arthur, que estavam fascinados por verem o ser feito por eles vindo ao mundo.

Medico: parabéns papais
Lua: aii meu deus… - ela chorava – deixa eu pegar nele por favor!
Enfermeira: claro – ela passou ele para Lua
Lua: ohww meu amor – disse, enquanto ele chorava
Medico: vai papai, corta o cordão agora!
Arthur: acho que não consigo… - Arthur não sentia as pernas de tanto nervosismo
Medico: vai, se faça homem!
Arthur ri: - Arthur pegou o objeto que o medico lhe deu e cortou como o Medico pediu – Ohh meu amor – Arthur beijou a testa de rodrigo
Enfermeira: Lua, vou te de levar ele agora
Lua: claro… - ela entrou o bebé
Arthur: parabéns amor – ele abraçou ela – Voce me encheu de orgulho – disse Arthur com lagrimas nos olhos – O rodrigo tem os seus olhos, reparou?
Lua: hum hum – ela sorria, também chorando – Ele tem a sua boquinha, o seu nariz… ele é a tua cara!
Arthur ri: meu filhão!
Enfermeira: parabéns papais. O vosso filho está saudável. Ele nasceu com 3.580 e com 50 centímetros.
Arthur ri: grandão!
Enfermeira: daqui a pouco eu volto com ele. – ela saiu
Lua: to cansada…
Medico chega: Arthur, voce agora vai ter de sair do quarto para agente tratar da sua mulherzinha.
Arthur ri: claro – ele olhou de novo para Lua – Mas antes eu tenho de repetir que voce hoje me tornou no homem mais feliz do mundo. Graças a voce temos o filho mais lindo e saudável do planeta. Voce é o meu orgulho
Lua ri: não, voce é que é o meu orgulho
Arthur: eu te amo tanto – e assim beijou ela
Lua: também te amo muito – disse entre o beijo

Um comentário:

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