20 de ago de 2013

50ª Capítulo: "Tudo por uma promessa"


POV NARRADOR
Os dias eram difíceis, mas com o tempo as coisas foram melhorando. Arthur com as suas fisioterapias começou a ganhar força nas pernas e nos músculos conseguindo assim dar uns passos já. Ele tinha algumas recaídas quando pensava que nunca mais iria ser o mesmo, mas tinha a força dos amigos, da mulher e restante família que o faziam não desistir.



O tribunal decidiu que Thiago e Matilde iam presos e assim aquela guerra da herança seria cancelada, ganhando assim a Lua. Ou seja, todas as heranças que estavam em nome da Dona Maria passaram para Lua e para o seu neto. Com esse dinheiro, Lua deu uma melhor vida a si própria: comprou coisas para ela, para a casa, para os seus amigos e já arranjou o quarto do bebé.
Por falar nele, Lua agora está com uma gestação de 8 meses e pouco. Nesses meses que passaram, o seu corpo sofreu algumas alterações. Ela tinha de manter a pose correta para não ganhar dores nas costas mas às vezes, quando ela não as mantinha, Arthur é que levava com as reclamações da mulher gravida. Por tudo e por nada, Lua se cansa da vida que leva e dorme, se for preciso, um dia inteiro.
Lua ficou fascinada por saber que a partir dos seus 7 meses de gravidez, o seu filho já poderia ouvir sons emitidos do outro lado de fora, como a voz dos pais e musica. Tinha dias em que Lua passava uma tarde no jardim, tomando sol e escutando uma música calma de Bruno Mars por exemplo.
Aos 8 meses, Lua começou a ganhar um pouco de peso, mas com as consultas mensais à clinica, ela rapidamente ia voltar ao que era.
E agora matando a vossa curiosidade, o bebé vai se chamar Rodrigo, pois esse nome quer dizer o “Príncipe Poderoso”. Tem como não deixar uma mãe mais orgulhosa do que ter um filho príncipe poderoso? Pois foi por esse significado que Lua escolheu o nome com a ajuda do Arthur. Eles estavam indecisos entre nomes como Eduardo, Afonso, Matheus…
E os padrinhos, como anteriormente já havia sido dito, será Mel e Chay. Eles ficaram super felizes pelo convite e aceitaram na hora, sem gaguejar.

Hoje seria um dia normal que nem os outros.
Arthur estava no quarto, sentado na cama, ganhando coragem para se levantar e andar um pouco até à janela mesmo sabendo que seria perigoso porque ele não tem a vigilância de ninguém e caso ele cair será difícil de se levantar sozinho. Mas mesmo assim, ele foi em frente.
Felizmente, as suas pernas obedeceram aos mandados dele e caminharam devagar até à janela. Ele já não precisava mais da ajuda da cadeira de rodas, ao menos que fosse para fazer uma grande caminhada. Ele agora andava apoiado de uma moleta.
Ele parou na janela, se apoiando lá.
Pouco depois, Lua entrou no quarto e se emocionou, como ultimamente tem feito muito, ao ver o marido em pé, sozinho.

Lua: amor? – ela andou até ele e segurou ele pela cintura
Arthur: oi – ele sorriu, olhando para ela – Viu? Eu já estou bem
Lua: o medico falou para voce não se esforçar…
Arthur: eu sei. Mas é que eu estava farto de ficar deitado na cama
Lua: podia ter me chamado para te ajudar
Arthur: não foi preciso. Alem do mais, voce é que precisa de descansar.
Lua: eu já descansei o suficiente…
Arthur: a campainha tocou à pouco né? Quem era?
Lua: a Anne foi abrir… era um homem
Arthur: que homem?
Lua: ele é jornalista e fotografo. Ele diz que falou esses dias com o seu pai, na empresa dele e quis propor uma coisa à gente.
Arthur: tipo o que?
Lua: ele queria nos fotografar
Arthur: porque?
Lua: porque eu estou gravida… seriam umas fotos simples, para um livro que ele vai lançar no próximo ano. Um livro para gravidas, tipo aquele que eu recebi das meninas
Arthur: humm… e voce aceitou?
Lua: não antes de falar com voce
Arthur: o que voce acha disso?
Lua: acho que deveríamos aceitar – sorriu – seria legal
Arthur: tudo bem então. Fala com eles
Lua ri: tá bom. – deu um selinho nele – Vou ligar e confirmar tudo.

Lua desceu até à cozinha para pegar o seu celular e aproveitou para ver o que a Anne fazia para o lanche. Dessa vez era um bolo de chocolate acompanhada de um suco de laranja natural.
Lua pegou o celular e subiu de novo para o quarto. So com a saída e descida das passadas para o quarto, ela ficou cansada por isso falou com o tal homem deitada na cama, enquanto Arthur ainda admirava o jardim pela janela do quarto.

Lua: quando eu tiver o Rodrigo, depois de ele ter uns 5 meses, eu vou tirar carta de condução
Arthur ri: voce? Vai dirigir?
Lua: vou, qual é o problema?
Arthur: nenhum… so não te estou vendo preparada para isso
Lua: eu vou ser capaz! – garantiu – Amor, estive a pensar… voce agora já está bem melhor do que à uns meses atras, será que é necessário ainda a Anne trabalhar aqui?
Arthur: claro que sim… voce vai precisar de ajuda com o Rodrigo
Lua: mas para isso tenho voce
Arthur: mas mesmo assim… tem coisas que eu não sei fazer e voce também não. acho que ela é essencial aqui em casa
Lua: tá…
Arthur: mas porque? Estava por acaso pensando em despedir ela?
Lua: não sei… eu não queria deixar ela sem trabalho. Mas também acho que ela já foi mais precisa aqui
Arthur: vamos deixar o nosso filho nascer e depois vemos

Devagar, Arthur foi até à cama, com o olhar atento e meio medroso de Lua. Ele sentou na cama, ficando ao lado de Lua.

Lua: eu fico com medo cada vez que vejo voce andar… tenho medo que voce caia e eu não possa fazer nada
Arthur: isso não vai acontecer – ele pegou a mão dela – Mas agora sinto dores nas pernas
Lua: pois, talvez não descansou o necessário
Arthur: ahh, deixa de ser chatinha – beijou a mulher

O casal passou o resto da tarde grudados, trocando carinhos e beijos, palavras fofas e agradáveis que uma gravida precisava e gostava de ouvir.

Lua: nunca mais falei com o meu meio irmão
Arthur: o Daniel, né?
Lua: sim… voce nem conhece ele.
Arthur: voce podia convidar ele para vir aqui a casa
Lua: é… posso falar isso para amanha
Arthur: poderia também convidar o seu pai
Lua: é que nem pensar! – disse com um tom de voz mais alto
Arthur: porque não?
Lua: eu não quero esse homem aqui!
Arthur: foi graças a esse homem também que voce veio ao mundo, sabia?
Lua: metade da minha infância está traumatizada por causa dele, sabia? – encarou o marido
Arthur: tá, não adianta mesmo… - ele deu de ombros
Lua: voce não tem noção do que eu sofri! – disse ainda com o mesmo tom de voz
Arthur: tá, tá, tá amo, calma – ele tentou acalmar ela colocando a mão na sua perna
Lua: eu to calma! – disse “não calma”
Arthur: so que não – encarou ela – Eu só pensei que seria melhor para nós se voce falasse com ele. Eu não queria que o nosso bebé ficasse longe do avô materno
Lua: não lhe vai fazer diferença nenhuma
Arthur: Lua… - tentou insistir
Lua: olha Arthur, chega desse assunto!

Lua estava irritada! Só a palavra “pai”, nesse caso, o pai dela, lhe dava enjoos. Ela odiava ele com todas as forças. Escusado será de dizer que foi por ele a ter abandonado em criança.
Ela foi para o banheiro tomar um banho para relaxar um pouco. Ela voltou a esforçar-se um pouco e por isso ficou com dores, de novo, nas costas e os pés realmente também já lhe doíam. Enfim, isto são apenas consequências de uma mulher gravida

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