8 de ago de 2013

42ª Capítulo: "Tudo por uma promessa"


POV NARRADOR
E tudo continuava desfigurado do mesmo jeito desses dois dias que passaram. A ansiedade, a esperança, a tristeza e quem sabe uma pontada de arrependimento eram os sentimentos mais vividos pelos nossos personagens dessa trágica historia.



Lua continuava com aquela esperança que todas as pessoas têm quando alguém chegados a elas está à beira da morte. Mas temos de ter fé e não podemos deixar que os nossos medos atrapalhem os nossos sonhos. Lua sabe que Arthur vai acordar, ela acredita nisso, e nada nem ninguém a vai fazer acreditar do contrario.
Ontem, Lua, Katia, Mel e Sophia estiveram a tarde toda no hospital com Arthur. mas ele não se moveu um milímetro que fosse. Mas uma coisa melhorou: felizmente o seu coraçao deu uns pequenos batimentos que fizeram o seu quadro clinico melhorar. Mas isso ainda não era o suficiente.

Hoje, logo pela manha, Lua acordou com a campainha a tocar. Quem seria a uma hora daquelas?

Mel: deixa Lua, eu vou ver quem é – disse a amiga, levantando da cama
Lua: não Mel, voce deve estar cansada. Sei que me aturar não é fácil – sorriu
Mel ri: não é mesmo…
Lua: então deixa, que eu própria vou ver quem é

Lua pegou o seu robe e desceu devagar pelas escadas se encaminhando até à porta de casa. Quando abriu, viu naqueles olhos castanhos e pele mais ou menos morena, um rosto conhecido que não via a anos. Seria possível algum assim?

Xx: Lua Blanco? – Disse ele, do outro lado do porta – é voce né? – Pronunciou, sorrindo
Lua: voce? – ficou incrédula assim que o viu

A loirinha ficou sem saber o que fazer. Ela não odiava ele, mas também eles os dois não eram as pessoas mais chegadas do mundo. Alias, até vocês podem conferir isso, pois nunca o viram nessa historia.
Como sabem, Lua foi abandonada pelo pai quando ainda era bem pequena. Esse homem se tornou num homem rico, mas sujo, que magoava pessoas por todo o lado que passava. Alem da família que criou com a dona Claudia, ele teve outras mulheres e desses relacionamentos resultaram filhos.
Esse moço que veio bater à porta de Lua, logo pela manha, é um exemplo.
Ele e Lua se viram umas duas ou três vezes, não mais que isso, quando dona Cláudia e o pai de Lua se encontravam para discutir os assuntos necessários sobre a guarda da Lua.

Lua foi até ao portão de casa, e abriu.
O moço não teve como não ficar emocionado por ver a meia irmã, gravida daquele jeito.

Xx: eu soube do que aconteceu. E apesar de voce não gostar muito de mim, quem eu bem sei que isso é verdade, eu queria te dizer que estou aqui para te dar uma força. Pode contar comigo – sorriu
Lua: voce sabe que não é bem isso…
Xx: é… eu sei. Mas eu não tenho culpa do nosso pai, ter traído a tua mae, com a minha mae. Eu não estava aqui nessa altura para fazer isso não acontecer.
Lua: eu sei que não… mas é difícil.
Xx: eu já queria vir à tanto tempo aqui, mas tinha medo de como voce me ia receber.
Lua: vamos falar com mais calma. Entra

Os dois foram para dentro de casa e se sentaram na sala. Até lá, foram bem calados, nervosos com o novo reencontro.

Xx: eu te acordei?
Lua: acordou… mas não tem problema. Eu também não aguentava mais ficar na cama
Xx: voce fica linda de barriguinha – sorriu – é o seu sonho, né?
Lua: é – sorriu – como voce me conhece, né?
Xx: eu me lembro de algumas coisas de voce… não de tudo claro. Mas bem, vi nos jornais o que aconteceu com o teu sogro e depois do acidente do teu marido. Calculo que não foram tempos fáceis
Lua: e não foram mesmo nada fáceis Daniel
Daniel: eu sei que não… para mim também não tem sido nada fáceis. O nosso pai não aprender nada de nada. Sempre b…
Lua interrompe: me desculpa Daniel, mas eu não chamo ele mais de pai. Para mim, o meu pai foi também a minha mae que me educou sozinha, sem a ajuda dele.
Daniel: tudo bem. Eu entendo… mas bom, é menino ou menina?
Lua: ainda não sei – sorriu – ainda vou fazer 4 meses de gestação. É apenas no quinto mês
Daniel: é estranho voce apenas com… quantos anos voce tem mesmo?
Lua ri: 20
Daniel ri: apenas com 20 anos ficar gravida.
Lua: é… mas tem uma razão, que ainda não pode ser desvendada. Mas em breve, voce vai saber
Daniel: fico feliz por voce me ter recebido bem
Lua: apesar de tudo, somos irmãos – sorriu – e eu sei muito bem que voce não tem nada a ver com o pai
Daniel: podemos combinar alguma coisa amanha? Quero muito ficar mais perto de voce. Alem do mais, voce é a minha única irmã
Lua ri: nem sou irmã… sou meia irmã
Daniel ri: mas tá valendo como uma irmã mesmo
Lua: mas não sei se vai dar… como voce sabe, o Arthur está no hospital e eu quero ficar lá com ele.
Daniel: tá… vamos deixar então as coisas acalmarem.
Lua: mas e voce, onde está ficando? Voce não é do Rio
Daniel: pois não… mas vim te dar uma força e também acabar o meu curso aqui. Por enquanto estou ficando num hotel. O pai me pagou
Lua: voce tá ficando lá sozinho?
Daniel: hum hum
Lua: voce não quer ficar aqui?
Daniel: não Lua… não quero te incomodar. Quem sabe mais para a frente
Lua: voce é que sabe

Os dois deram mais dois dedos de conversa e depois Daniel se despediu, indo embora logo de seguida.
Lua não sabe se é da gravidez que lhe deixa mais sensível ou se é mesmo do seu coração que quer dar uma oportunidade a Daniel, de o aceitar como seu irmão e ver que ele não tem nada a ver com o seu pai.

(…)

Mel: tá pronta?
Lua: ainda não… - disse se ajeitando em frente ao espelho – acho que essa blusa não me fica muito bem
Mel: voce está ótima assim
Lua: a barriga já se nota, né? – pôs as mãos lá, se olhando ao espelho
Mel: hum hum – sorriu – muito linda

As duas desceram, saíram de casa e foram para o carro da Mel. Elas iao agora ao hospital, ver o Arthur. será que existem melhoras ou novidades a favor do bem dele?

Lua: Mel, e o chay, como tá?
Mel: eu falei ontem com ele… falou que tava morrendo de saudade
Lua ri: eu te disse que ele não ia gostar de voce ficar na minha casa
Mel: mas eu fico porque eu tenho de te ajudar
Lua: mas eu consigo fazer tudo sozinha
Mel: mas não é bom uma gravida como voce ficar sozinha, sabendo o estado do marido daquele jeito
Lua: voce está me fazendo muito bem – sorriu – voce as vezes fala coisas que me ajudam a não pensar tanto no Arthur e isso é ótimo. Quero dizer, eu amo pensar nele, mas não no estado que ele está
Mel: e o seu irmão, como voce reagiu com a chegada dele?
Lua: ele estava bem simpático. Quero dizer, ele sempre foi simpático e bem tímido como eu. O problema é que agente nunca teve contacto próximo. Mas agora, acho que vamos estar mais juntos
Mel: ainda bem. Quero ver ele, eu nem vi
Lua ri: voce voltou a dormir
Mel ri: pior que foi mesmo – riu

Era nessas gargalhadas que Lua esquecia os problemas à volta dela.
No hospital, estavam também Katia e Leo, que estavam com um ar bem serio, assim que viram as meninas chegar.
Apos todos se cumprimentarem, ficaram falando no corredor, perto da porta do quarto do Arthur.

Leo: bom, algumas testemunhas que viram o acidente, falaram que os carros que atacaram o Arthur eram pretos e havia imagens captadas pelas camaras das estradas que dava para ver a placa desses carros. Apos varias buscas, eles foram encontrados a vários quilómetros daqui, abandonados
Lua: e não dá para descobrir quem estava por de tras disso?
Leo: suspeitam de uma gang, mas sem certezas
Katia: eu so quero que encontrei quem fez isso ao meu filho – desesperou – ele não merece nada disso.
Mel: tem notícias dele?
Katia: o médico vai vir falar com agente daqui a pouco
Lua: bom, eu vou entrar para ver ele
Katia: tá bom Lua, mas antes, como vai o bebé?
Lua: bem – sorriu – agora não tenho tantos enjoos.
Katia: ainda bem – sorriu – eu so não quero que voce se preocupe com o que está a acontecer. Vai dar tudo certo
Lua: obrigada dona Katia – sorriu também pegando a mao da sogra

De seguida, Lua entrou de novo naquele quarto fechado.
Os únicos barulhos de lá eram as máquinas ligadas ao coração do Arthur que o permitiam respirar. Mais perto, era possível ouvir o barulho da sua respiração bem pesada.
Lua sentou à beira da cama, pegou a mão de Arthur e o olhou, esperando uma pequena reação, depois colocou a mão dele na sua barriga, olhando para lá.

Lua: queria tanto que voce me desse um sinal de que está tudo bem, de que eu não preciso de me preocupar com a sua saúde amor. Quem me dera poder voltar atras no tempo e nunca te deixar sair de casa para trabalhar. Lembra? Naquela manha eu pedi para voce ficar mais um pouco… será que eu pressentia alguma coisa? Bom… mas agora é tarde de mais – suspirou – só quero que voce recupere rápido para agente poder voltar para casa e quem sabe mais tarde apanhar quem te fez isso. juro que se eu encontrasse os culpados desse acidente eu mataria que com as minhas próprias mãos…
Mel chega: Lua, o medico veio falar com agente. Vem?
Lua: sim – antes de ir embora, Lua deu um beijo na testa de Arthur, fazendo um carinho no rosto dele
Lua: eu amo voce meu anjo, volta rápido para mim – dito isso, saiu do quarto

No corredor…

Medico: bom, as noticias não são nada animadoras. Apesar de o coração dele ter batido algumas vezes durante essa noite, sem as máquinas ele não consegue respirar direito. Aquele acidente afetou muito certas partes do peito dele, que mexeram com o seu sistema respiratório, assim como as pernas, que eu já tinha falado. Em todos os casos desses, agente dá uma data para desligar as máquinas. A verdade é que vai fazer amanha 3 dias que as máquinas estão ligadas e nada aconteceu. Se até amanha, nada acontecer a favor do quadro clinico dele, agente terá de desligar as máquinas…
Katia: vocês não podem fazer isso – começou a chorar desesperadamente – ele é o meu filho! Ele é novo, ele tem tanto para viver, vocês não podem fazer isso! – gritou, desesperada

Lua viu o seu mundo andar para trás. Como seria a partir de agora? Como seria a sua vida sem o Arthur? Como seria?
A loirinha permanecia ao lado da Mel, e na hora da notícia, Lua começou a ver tudo branco e teve de segurar a mão da Mel para não cair no chão de novo e assim desmaiar.
Ela se sentou nos bancos de lá e começou a respirar varias vezes fundo.

Mel: droga, de novo não! – apertou a mão da amiga – Lua, eu estou aqui, não fecha os olhos
Lua: aii Mel, o meu coração! – ela pôs a mão no peito – Eu quero o Arthur, Mel. Eu quero – começou a chorar a abraçou a amiga – ele não pode me deixar, não agora! Mel, ele não pode morrer

Aquele corredor ficou uma confusão.
As pessoas que estavam lá ficaram pouco à vontade com o desespero da família do Arthur.

Katia e Lua foram levadas para uma sala, onde tomaram um comprimido para os nervos e assim conseguiram se acalmar um pouco.

E apesar de ter, de novo, se sentido mal, Lua insistiu para passar a noite no quarto de Arthur, sozinha, sem mais ninguém alem de eles dois. Ela pensava que se ficasse umas horas a sós com ele, falando coisas que ele sempre disse que gostava de ouvir, o fizesse melhorar e assim acontecer um pequeno milagre.
Para fazer com isso aconteça, Katia foi para casa junto com Leo. Eles estavam cientes de que orando, Deus os ia ajudar.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Não vai sair sem comentar, né?! xD

Copyright © 2015 | Design e Código: Sanyt Design | Tema: Viagem - Blogger | Uso pessoal • voltar ao topo