19 de jul de 2013

Minha irmã Adotiva.

Capítulo 282.



Alexandra: Seja compreensiva, querida.(concluiu calmamente)

Lua: Eu quero pegar meu filho, eu quero senti-lo.(resmungou enquanto utilizava a bombinha tira-leite manual)

Alexandra: Mas vc vai ter essa sensação, mas precisa ser paciente. Miguel está muito fraco ainda.(a amparou) Precisa de cuidados médicos, precisa ser observado, precisa de nutrientes a mais do que vc pode oferecê-lo.

Vania: Além do mais Lua, vc tem um tema prioritário a trabalhar nesse momento que estiver aqui.(molhou seus lábios com a língua)

Lua: Tenho?(franziu o cenho surpresa)

Vania: Nos últimos dias venho acompanhando firmemente o quadro de vc, e noto um suposto incomodo da parte de Arthur em relação ao filho.(coçou a cabeça) Temo o que pode vir a acontecer.

Lua: Não se preocupe, isso não será problema.(advertiu com um sorriso fraco nos lábios)

Alexandra: Irei ter um seria conversa com meu filho.(afirmou com a cabeça)

Vania: Espero que isso possa esclarecer alguns fatos pra ele. Miguel irá precisar muito do apoio de todos, ele é uma criança perfeita e ira enfrentar um mundo imperfeito. (concluiu lentamente)

Lua inspirou e expirou gradualmente. Sabia que o destino que reservava um futuro incerto, e talvez incapaz de ser compreendido por Arthur, não saberia ao certo de decisão tomar, mas estava disposta a não permitir que qualquer preconceito ousasse a incomodar a vida de seu “pequeno”. Agora era mãe e estava disposta a lutar por tudo por aquele ser indefeso, estaria disposta até mesmo de abrir mão de sua felicidade pra si. Sentiu um frio no estomago ao imaginar que talvez Arthur não aceitaria o filho e quer por isso de..Não! Não poderia ser quer pensar naquilo. Sorriu por alguns leves minuto se recordando que sempre que precisara de algum conselho sábio contava com Pedro, oh Pedro! Estava morta de saudades dele, e embora soubesse o quanto o mesmo significava em sua vida temeu ligar-lhe e simplesmente lhe incomodar com seus problemas, talvez Fernando estivesse disposto a lhe ajudar. Oh Sim, Fernando! Como estava com saudades dele também. Suspirou pensamente mais uma vez saindo de seus devaneios, devido ao ranger da porta quando Vania saiu e fechou.

Alexandra: Sei que será difícil isso pro Arthur, mas ele é um bom rapaz e ama vc, faria tudo para estar ao seu lado.(concluiu paciente)

Lua: Ele não pode fazer isso por mim e sim pelo filho dele.(arranhou a garganta, retirando a bombinha tira-leite manual de seu seio) Nós duas sabemos o quanto ele é orgulhoso Alexandra, e tenho medo por isso.(molhou seus lábios com a língua)

Alexandra: Arthur mudou querida, talvez ele o aceitar tal nível de naturalidade que vc se assuste.(Deu de ombros)

Lua: Ou talvez ele nunca aceite.(sentiu seus olhos arderem)

Seria duro para a mesma ter de admitir que o pai de seu filho o renegava.

Alexandra: Querida, não seja precipitada, meu filho não demonstrou qualquer preconceito da parte dele.(argumentou)

Droga! Aquele habito insuportável de Alexandra lhe chamar de “querida” estava realmente lhe irritando.

Lua: E vindo do Arthur precisa? O conhecemos bem o suficiente pra isso Alexandra.(se sentou sobre a cama, procurando melhor posição)

Alexandra: Espero que vcs dois tenham amadurecido bastante nesse meio termo de convivência “cão e gato” , porque agora não estamos apenas cuidando de duas vidas e sim de três. (a aconselhou) Bom minha querida. (mordeu seus lábios inferiores colocando as palavras em ordem) Não sei se sou bom exemplo, mas eu superei uma traição de Vitor que “supostamente” teria dado vida a vc (massageou suas têmporas) O engraçado foi que eu ainda amamentava Arthur e Victor chegava altas horas da noite, alegando estar em uma reunião qualquer, mas eu comecei ficar desconfiada quando percebi o quanto aquilo era freqüente, e sabia também que reuniões não aconteciam todos os dias, e certa noite Arthur se engasgou com meu leite e eu não consegui fazê-lo arrotar, desesperada, liguei pra empresa acreditando de fato que Vitor estaria em uma “reunião” e a secretaria eletrônica me informou que a empresa já estava fechada. Tive de resguardo ir de carro ao hospital mais próximo com Arthur no banco traseiro, e naquela época se quer havia “bebê conforto”, fui preocupada com ele e mais preocupada ainda com a vida dele, Arthur realmente ficando roxo, cheguei no hospital desesperada por algum médico, corria pelos corredores desnorteada, até encontrar Marcio , um velho amigo da família e que por sorte estava como pediatra naquele momento, rapidamente fizemos os procedimentos necessários e Arthur estava ótimo, acabei encontrando Victor pó lá também, só que ele não tinha ido por minha causa e sim por causa de Claudia que havia passado mal e acabara de constatar que estava grávida, com todos essas evidencias ele acabou me confidenciando a traição, e que o filho que a mesma esperava era dele. Pensei em pedir divorcio no mesmo momento, porém Victor ameaçou pedir a guardar judicialmente de Arthur, e é claro o juiz daria a guarda pro bem sucedido “Victor Aguiar” , dormimos durante sete em quartos separados , até então notar que vida prega alguns deslizes na gente, que a vida a dois não é tão fácil quanto parece, e que a vinda de um filho pode mudar tudo. (concluiu seriamente) Perdão estar tomando seu tempo com minha fútil vida, mas talvez isso lhe ajude a tomar suas decisões.

Bom, digamos que Lua jamais imaginara que Alexandra vivenciara tudo aquilo, e não saberia ao certo se estivesse no lugar da mesma que decisão tomar, mas os casos eram distintos não se poderia comparar, de um lado uma traição e de outro uma traição.

Lua: Obrigada Alexandra (a abraçou confortavelmente) Obrigada mesmo.

---: Atrapalho?(indagou uma voz sensual e familiar)


5 comentários:

  1. Amo essa web! Posta mais!

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  2. ++++++++++++++++++++++++++++++++

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  3. vivi 100% luar e rebelde ps19/07/2013 11:07

    Ppstaaa maaaiiiss

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  4. Mais mais mais by:BEATRIZ

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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