3 de jul de 2013

Minha irmã Adotiva.


Capítulo 230.



Lua: É aqui?(indagou para Pedro)

Pedro: De acordo com o endereço, sim.(concluiu desligando o motor do carro)

Lua: Então acho melhor irmos lá, néh?!(procurando ganhar tempo, ou coragem que fosse)

O fato era que Lua estava de frente a casa de seu suposto pai, ou melhor dizendo, onde as “pistas” e documentos dos quais Pedro havia conseguido do orfanato levava a um casarão bem semelhante onde Alexandra vivia, mas de endereços completamente opostos. A casa era enorme e se não fosse por uma gaiola com um passarinho azul dentro, a ruiva poderia jurar que fora abandonada, o sol trabalhava atordoado naquele momento, redirecionando seus raios de forma picante,transformando o que já era assustador em algo curioso.

Pedro: Tem certeza que quer que eu vá com vc?(indagou o mesmo, sendo “arrastado” pela mão por Lua)

Lua: Claro.( afirmou com a cabeça) Preciso de alguém ao meu lado nesse momento.(concluiu se aproximando da porta)

Parou por alguns longos segundos. Da ultima vez que fizera isso , resultou em um trauma, da ultima vez que fez isso, alguém que traiu a sua confiança lhe segurava a mão fortemente lhe transportando confiança, e embora possuísse todos os motivos do mundo para acreditar que Arthur só lhe fazia mal, sabia que o único capaz de lhe confortar e proteger contra o medo, mesmo que Pedro se estivesse se esforçando para isso.

O primeiro indicio de tecnologia naquele local, foi um interfone instalado ao lado da porta. Lua hesitou  à utilizá-lo dando preferência a duas consecutivas batidas na porta.

Agora era só esperar...

Pedro olhava assustado para Lua e definitivamente não estava ajudando. Se bem que mais duas batidinhas na porta não faria mal, néh?!

Uma..Duas..

Seria uma questão de minutos para alguém atender a porta, confortou a loira a si mesmo.

Não! Nem se quer um barulho anunciava a presença de alguém ali dentro, talvez realmente fosse uma casa abandonada, que o orfanato intrometer no assunto de tão grande importância para Lua.

Lua: Acho que tal..(foi interrompida)

---: Posso ajudá-los?(indagou uma voz rouca e desgastada pelo tempo, junto a porta que rangeu ao se abrir)

Pedro: Cla..Claro.(se estaticou o moreno)

Lua torcer seu tornozelo sobre a sandalinha que usava para que pudesse observar o homem.. quer dizer, o velho. Aquele não poderia ser seu pai, cabelos grisalhos até a altura do ombro, barba por fazer, uma camisa desbotada pelo tempo, e sandálias de dedos também bem usadas, ou talvez Claudia possuísse um gosto “exótico” por homens mais velhos, que apresentavam ter o triplo de sua idade.

---: Perdão , hoje infelizmente não tenho bala a oferecer a vocês.( concluiu inocente)

Lua: Não viemos em busca de balas, senhor.(molhou os lábios com a língua, abrindo um sorriso sem graça) Só gostaria de saber como o senhor se chama.(foi direta)

---: Antonio José.(se limitou a dizer) Ah! Vcs devem ser do posto de Saúde do meu bairro, néh?!(supôs) Acho que deveriam adiantar minha consulta com o Doutor Adrian , minhas dores nas costas vem aumentando muito.(resmungou)

Pedro: Não, nós também não trabalhamos em nenhum Posto de  Saúde .

Antonio: Então o que vcs querem aqui, hein?!(indagou, franzindo o cenho)

Lua: Bom, acho que talvez erramos o endereço.(concluiu envergonhada)

Antonio: E quem vcs estão procurando, talvez eu seje útil.(deu de ombros)

Lua: Não sabemos ao certo.(negou com a cabeça ouvindo um barulho suspeito vindo de dento da casa) Acho que t..(foi interrompida)

Antonio: É Doralice, minha ratazana.(explicou gentilmente)

Pedro: O senhor cria ratazanas?(indagou fazendo careta)

Antonio: Saiba que elas são as melhores amigas do “homem”.(enfatizou)

Pedro: Como queira(Deu de ombros)

Lua: Bom, acho que o senhor já nos ajudou muito. Muito obriga..quer dizer, conhece Maria Claudia Blanco?(indagou com alternância)

Antonio: E como me esquecer daquela loira de olhos azuis da qual me apaixonei por dois anos.(coçou a barba arrancando caretas de Lua)

Lua: Muito obrigado, senhor. Passar bem.(puxou Pedro pelo braço)

Pedro: Ei loira! Qual éh?! Não ouviu que ele conhece uma Claudia .(sussurrou se encaminhando em direção ao carro)

Lua: Claro! A não ser pelo fato de minha mãe ser morena de olhos castanhos, acho deveríamos entrar e nos servir de uma xícara de café e perguntar como anda a ratazana nojento que ele estava criando(fez careta, entrando no carro)

Pedro: Até que ele é charmosinho(um tom irônico soava nos tímpanos de Lua)

Lua: Aquela barba grisalha por fazer me seduz por completo.(prosseguiu com a careta, ironizando)

Pedro: E o que vai fazer agora?(indagou acelerando o carro)

Lua: Não sei.(negou com a cabeça) Voltamos a estaca zero, não acredito que aquele homem possa ser meu pai, não ele.

Pedro: Talvez ele foi uma maníaco que assediou sua mãe.(deu de ombros, causando um discreto gargalho de Lua)

Definitivamente Pedro possuía um humor dez vezes mais saudável e tolerável do que Arthur, aquele humor lhe entretia nos piores momentos e sabia que nunca abriria mão daquilo.

Lua: Se alguém perguntar, fomos tomar sorvete ok?!(fixou)

Pedro: Vc já disse isso quatro vezes(revirou os olhos) Não se preocupe que eu não vou dizer a ninguém que seu pai tem uma ratazana de nome Doralice em casa.(sorriu divertido)

Lua: Claro que vc não vai fazer isso , se não acabo com vc.(concluiu abrindo a porta do carro) Depois nos vemos, ok?!

Pedro: Ta certo.(deu partida no carro, provavelmente rumo ao estacionamento)

---: Dois dias seguidos, Lua Maria perdeu aula, justamente nos dois dias que Pedro também fez o mesmo.(cruzou os braços, com um sarcasmo inconfundível na voz)

Lua: E eu posso saber o que vc tem haver com isso?(revirou os olhos)

Arthur: Achei muito suspeito, não?!(arqueou uma das sobrancelhas)

Lua: Isso não é da sua conta.(retomou seus passos,procurando ignorar Arthur que se mantinha intacto no mesmo lugar do imenso jardim)

Arthur: Mas é conta dos nossos pais, não acha?!(o sarcasmo realmente estava presente na voz do moreno)

Lua torceu seu calcanhar sobre sua sandalinha mais uma vez, se aproximando de Arthur e lhe fitando com imensa raiva.

Lua:Isso que dizer que?(indagou lhe encarando)

Arthur: Eu quero saber onde vc estava com o Pedro à algumas horinhas atrás.(impôs)

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