17 de jul de 2013

Capítulo único: "After Party"

Autora: Lary F. 
Revisada por: Hata 
Adaptada por: Fanny
Categoria: Hot Fics
Sub-Categoria: ShortFic - Romance    


Entrei na festa com o nariz empinado e de óculos escuros. Sabia que muitos jornalistas iriam me importunar por não estar de fantasia, mas eu nem ia passar muito tempo na festa. Havia acabado de sair de uma sessão de autógrafos do meu novo livro e estava afim de uma cama macia e não de festa. Mas como a festa era a anual balada de Halloween dada pela minha melhor amiga, eu não podia fazer desfeita e tinha que ficar pelo menos meia hora lá. 
Passei pelo corredor a caminho do saguão e uma jornalista me parou perguntando exatamente o que eu sabia que ela perguntaria: onde estava a minha fantasia? 

- Não vou ficar muito tempo, acabei de sair de uma sessão de autógrafos, vim apenas prestigiar a Lua. 
- E agradeço muito por isso, amiga. – Lua veio em minha direção sorrindo e me abraçando com força, o que era meio desconfortável considerando a barriga de sete meses de gestação da minha amiga. Ela estava linda e reluzente, ela parecia muito contente. A gravidez e Arthur estavam fazendo muito bem a ela, mesmo. Com um top preto e uma saia longa da mesma cor, ela parecia deslumbrante e as teias de aranha que ela desenhara na barriga eram fofas demais. 
- Tinha que vir te dar um abraço, Luh. Mas não posso ficar muito tempo, querida. 

Sem me dar ouvidos, Lua me puxou pela mão me arrastando pela festa, como sempre fazia desde que éramos adolescentes. Vi alguns conhecidos e acenei, mas não dava para fazer muito com Lua me puxando daquela forma. Vi alguém fantasiado de Jason vindo em minha direção e ri sozinha já sabendo quem era o fantasiado. 

- Doces ou travessuras? 
- Doces, você sabe como sou formiga, Micael. – ri e Micael tirou a máscara olhando feio para mim por ter adivinhado quem era. 
- Queria te assustar, Mel. Não teve graça. 
- Deixa pra próxima, querido. 

Finalmente Lua tinha me soltado, pois tinha encontrado uma outra pessoa para puxar de um lado para o outro, o seu marido Arthur, que estava todo contente sendo arrastado pelo salão. Fui até a mesa de doces que era a minha parte preferida nas festas de Halloween da Lua e peguei uns cubinhos de abóbora que eram deliciosos. 

- Doces ou travessuras? 
- Travessuras. – Ok, vamos deixar o pequeno Micael Boy brincar um pouquinho, coitado! 
- Os tipos de travessuras que eu quero com você são impróprias para o local e a hora, Mel. 

Não precisei pensar muito para saber quem era o dono da voz sensual que dizia essas coisas em meu ouvido. Sorri ainda de costas para ele, toda festa da Lua era lei nos pegarmos em algum lugar, fosse no banheiro do salão ou na casa de um de nós. E o melhor de tudo isso: sempre sem compromisso algum. 
Não sou uma mulher promiscua, longe de mim, mas ele despertava essa coisa sensual dentro de mim que não conseguia resistir. Talvez fosse o jeito com que o meu corpo reagia ao dele, totalmente sem controle e sem pressa. Talvez. 

- Olá Chay. – cumprimentei me virando para ele com um sorriso totalmente malicioso nos lábios. 
- Seu vestido é lindo, Mel. - ele disse pegando uma jujuba verde de um pote que estava perto de mim e colou seu corpo ao meu para fazer essa simples tarefa. Eu sabia o que ele queria de mim, e surpreendentemente era o mesmo que eu queria dele. – Mas é uma pena que ficará no chão do meu apartamento em trinta minutos. 

O que responder? Não havia como dizer não a Chay. E na realidade, eu nem ao menos queria dizer não. 
Ele se afastou com as jujubas na mão e me deixou com uma visão encantadora de seu traseiro. Trinta minutos e eu estaria no seu apartamento, me aproveitando de toda a visão que eu estava tendo agora. Uau! 

Aproveitei os trinta minutos restantes da festa para mim conversando com conhecidos e rindo ao ver Micael não ter sucesso em nenhuma de suas tentativas de me assustar. Lua percorria a festa toda ainda arrastando Arthur que sorria contente e alisava a barriga da esposa. Puxei o celular da bolsa e vi que já dera minha hora. Quarenta minutos se passaram desde que Chay havia me dado seu ultimato. Parei ao lado de Lua para me despedir e ela me olhou de cima abaixo com seu olhar crítico de sempre. Arthur sorriu fofo como sempre, também. 

- Amiga, a festa está maravilhosa mas eu tenho que ir. 
- Sei. Tenho certeza de que algum certo amigo de Arthur lhe deu apenas trinta minutos para estar no apartamento dele. 

Preciso começar a controlar a minha cara de boba perto da Lua, ou contratar um detetive paranormal para analisar a mente da minha amiga. Tenho certeza de que ela é vidente. Ou então está muito óbvio o que estou indo fazer. 

- Bem, já entendeu, Lua. Beijinhos. – me despedi do casal vinte e saí da festa por uma porta lateral para evitar o assédio dos jornalistas e paparazzis. No momento só havia um assédio que eu queria. E era o assédio das mãos de Chay. 

Assim que entrei no carro o meu celular tocou e o atendi prontamente: 

- Já estou indo, Chay. 
- Pensei que não viesse mais e me deixaria na mão. – Maldito duplo sentido. 
- Relaxe, querido, chegarei mais rápido do que pensa. 

E realmente cheguei. O porteiro apenas sorriu para mim enquanto eu tomava o rumo do elevador que me levaria até a cobertura. Apertei o botão 23 e subi levemente já sentindo uma vertigem ao imaginar como a noite prometia. Assim que o elevador parou, a porta se abriu e fui puxada para braços fortes e minha boca se encontrou com lábios macios e sedentos que tomaram os meus sem esperar. 
- Você chegou rápido mesmo. – ele disse me dando uma trégua de seus beijos. 
- Posso ser muito rápida quando a vantagem está ao meu favor. 

Ele sorriu e foi me empurrando para o sofá do seu apartamento com delicadeza e uma firmeza assustadora. Ele sorriu ao ver minha expressão assustada e me beijou mais uma vez agora com carinho. Olhei ao redor enquanto meu corpo era repousado no sofá e vi o que o dinheiro pode comprar. Tudo naquele apartamento era luxuoso e caro provando que Chay tinha dinheiro para dar e vender. E por mais que eu dê valor ao amor, posso garantir que dinheiro é uma beleza. 

Mas existiam coisas muito melhores que dinheiro, e Chay com certeza me provaria que elas existiam. Os seus lábios deslizavam pelo meu pescoço mordendo devagar cada pedacinho de pele que tocava e suas mãos acariciavam minha cintura por cima do vestido, mas eu sabia que ele queria fazer o que tinha dito mais cedo. Jogar meu vestido no chão e se aproveitar. Ergui meu corpo para dar acesso as suas mãos ao zíper atrás das minhas costas. Ele entendeu na hora e puxou o zíper bem devagar. Eu ri sentindo cócegas com o contato e ele me virou no sofá me deixando com o rosto encostado no assento. Enquanto ele terminava de descer meu zíper, a sua boca encontrou a minha nuca me causando um arrepio forte. 

Descargas elétricas poderiam muito bem exemplificar o que meu corpo passava quando a boca de Chay deslizava pelas minhas costas daquela forma. Os meus gemidos eram abafados pelo estofamento do sofá e podia ouvir as risadas safadas dele ao ver que o meu corpo estremecia daquela forma. 
Assim que o meu zíper foi finalmente aberto, ele puxou o meu vestido para o chão e me virou, olhando em meus olhos profundamente. Seus olhos castanhos eram profundos e quando encontravam os meus escureciam de uma forma que eu não sabia explicar. 

O que acontecia entre mim e Chay era tão inexplicável que não havia palavras para descrever, mas havia tanto para sentir que às vezes nos sentíamos confusos. Ele desceu seu olhar por todo o meu corpo admirando minha lingerie preta escolhida para combinar com o vestido. 
As mãos de Chay não tinham controle, passeavam por todo o meu corpo e às vezes paravam em certos pontos, mas era por pouco tempo, já que logo elas se desesperavam em uma nova busca de algum ponto que necessitasse mais do calor delas. Como se meu corpo inteiro não necessitasse de Chay. A boca dele também era exigente e tomava a minha sem aviso prévio. Mas meus lábios eram rapidamente trocados por meu pescoço ou meu colo que aceitavam de bom grado os beijos de Chay. Com cuidado ele abriu o fecho lateral de meu sutiã e tomou meus seios com as mãos apertando-os carinhosamente, mas de um jeito tão bom que eu só pude gemer. 

Ele me olhou sorrindo e eu retribuí o sorriso vendo seus lábios descerem pelo meu colo até encontrarem meus seios, beijando e lambendo com carinho. Nunca Chay fora tão carinhoso quanto estava sendo naquela noite. Era estranho, mas era delicioso também. Ao mesmo tempo em que ele me beijava daquela forma sensual, as suas mãos tiravam a minha calcinha bem lentamente, vagarosa e sensualmente. Os seus dedos percorriam minhas coxas, subindo e descendo para depois aproximarem-se tentadoramente de minha virilha. Peguei em sua mão e a coloquei onde eu precisava de suas carícias. Ele levantou os olhos para mim e sorriu, voltando depois a atenção para os meus seios mais uma vez. Os seus dedos eram quentes e me acariciavam com lentidão, apenas para me deixar mais descontrolada do que já estava. Ele, ao contrário, estava vestido e totalmente controlado, apenas manipulando meu corpo e despertando em mim as sensações que ele queria que fossem despertadas. 

Levei minhas mãos para seus ombros, e escorreguei-as até chegar à barra de sua camiseta, puxando-a para cima deixando bem claro o que eu queria. Ele levantou seus braços, ficando em pé na minha frente, me deixando desnudá-lo. Tirei sua camisa com um pouco de pressa, ele abriu o cinto e tirou os sapatos devagar, não entendendo que eu queria apressar um pouco as coisas. Puxei-o pelo cós da calça para perto de mim e eu mesma abri o seu botão e seu zíper, abaixando sua calça de uma vez. 

- Para que a pressa, Mel? – ele perguntou com um sorriso malvado – Devagar é tão mais excitante, não acha? 

Eu sorri e ele entendeu aquilo como um sim, já que voltou a me deitar no sofá, onde antes eu estava sentada para poder tirar sua roupa. Seus lábios tomaram os meus com lentidão absurda, me beijando carinhosamente, enquanto seus dedos brincavam mais uma vez perto de minha virilha, aos poucos seus dedos foram adentrando meus recantos até finalmente me penetrarem. Ia gritar de tão boa a sensação, mas os lábios dele presos aos meus não me permitiram. Ele movimentava os dedos dentro de mim com a mesma lentidão que antes, sem pensar duas vezes me joguei mais para perto dele para fazê-lo entender o que eu queria. 

Ele tirou suas boxers jogando-as para algum canto da sala, colocou uma camisinha que pegou no bolso da calça antes de eu jogá-la longe e deitou sobre mim, tocando meu corpo com a vagarosidade que estava começando a me irritar. Assim que o membro dele encontrou meu sexo, ele perdeu toda a sua pose controlada. O Chay delicado e lento cedeu lugar ao Chay selvagem que eu conhecia, me penetrando de uma vez e arrancando um grito que eu não pude conter. Ele se movimentava com firmeza, puxando meu corpo de encontro ao dele a cada estocada que ele dava. O prazer estava avassalador e logo o êxtase viria para nós, ao mesmo tempo, como sempre era com Chay. E não foi diferente dessa vez, dando mais uma firme investida contra o meu corpo, Chay relaxou sentindo o meu corpo fazendo o mesmo. Rolou nossos corpos no sofá me deixando por cima, com a cabeça em seu peito enquanto ele acariciava meus cabelos.

- Preciso conversar com você. – ele disse com uma voz inédita para mim. 
- Pode falar. 
- Em todas as festas da Lua fazemos a mesma coisa. E acho que estou irritado de esperar as festas da Lua para poder te ver. 

Ok, isso foi estranho e não entendi suas palavras. Me virei para ele olhando em seus olhos e esperando-o concluir para ver se finalmente eu entenderia o que ele queria dizer. 

- Pense bem, Mel, agora só nos veremos na festa de Ação de Graças. Tem um mês inteiro até lá. – Isso era verdade. Mas ainda não tinha entendido. 
- Você poderia explicar melhor. Apesar de ser uma ótima escritora, meu cérebro não funciona muito bem depois de uma noite com voce. – eu brinquei e ele riu antes de me abraçar e se sentar, me colocando sentada em seu colo. 
- O que quero dizer é que não quero te ter apenas nas festas da Lua. Quero te ter sempre. – eu o olhei com os olhos brilhando. Não posso negar que eu também não ficava satisfeita com nossos encontros apenas after party. 

Eu sempre queria mais, porém sabia que era tudo sem compromisso, não podia forçar Chay a nada. 

- Mas... E o lance de sem compromisso? 
- O que eu mais quero é um compromisso sério com você, Mel. Você é linda, inteligente, sexy, ou seja, tudo o que eu sempre quis. 

Eu sorri boba e ele pegou minha mão, pronto para fazer o que eu menos imaginava que ele faria. Não, ele não faria isso. 

- Quer namorar comigo, Mel? 
- Claro! – respondi contente me pendurando em seu pescoço. 
- Isso foi melhor do que eu esperava. Não aguentaria ficar até o dia de Ação de Graças para te ver. 
- Nem eu. – sorri para ele com os lábios quase tocando os dele. 

Ele agora era meu e não precisaríamos mais esperar after parties para poder nos encontrar. Poderíamos até mesmo fazer before parties se fosse o caso. Mas se antes, depois ou durante não importava. O que importava era que agora eu tinha Chay para mim.

FIM

Um comentário:

  1. já havia lido essa web antes,só que tinha sido adaptada para LuAr!!!mesmo assim foi linda..

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