12 de jul de 2013

12° Cap. "A garota da porta vermelha"


"Passatempos"



[N/A: Amores da minha vida, a autora mais estranha do mundo [leiam: eu!] gostou de escrever em 1º pessoa. Então esse capítulo é assim também ok?].

Lua sua maluca, se afasta desse corpo maravilhoso agora! Meu Deus, por que ele tem que beijar tão bem? E essas sensações não podem ser ‘divinas’. Droga, por que você tem que ser irritantemente desejável?
Bom, deixe-me explicar minha atual situação: estou praticamente sem meu adorável vestido verde, toda descabelada... e o Arthur? Hum, deitado sobre mim, com a camisa toda aberta [não me pergunte onde o suéter dele foi parar] e bom, o cabelo dele não ta muito diferente do meu.

Ele se mexeu um pouco, ficando entre as minhas pernas, enquanto beijava meu pescoço. Os únicos ruídos no quarto eram as nossas respirações ofegantes, e estalos dos beijos. Só meu abajur está aceso, mas é iluminação suficiente pra que eu possa ver o olhar brilhante de desejo do Arthur.

“...olha Lu, eu vou ser honesta, eu sempre gostei dele... Eu realmente quero ser sua amiga...” A voz da Sallie surgiu na minha cabeça e eu congelei. Arthur percebeu minha reação, então entrelaçou a mão no meu cabelo, mordeu meu lábio e deu um sorrisinho.
- Arthur? – ele deu uma mordidinha na minha orelha e fez ‘hum?’ – Pára.
- Por quê? – a voz dele saiu meio abafada, já que ele beijava meu pescoço de um jeito muito provocante.
- Porque nós não podemos fazer isso – eu tentei afastá-lo, mas ele subiu a mão que não estava no meu cabelo pelas minhas pernas descobertas, e oi? Me arrepiei toda; e ele percebeu isso, já que deu uma risadinha maliciosa.

- Mas nós não estamos fazendo nada... ainda – a voz dele estava meio falha e saindo quase que num sussurro. Ele beijou meu queixo, desceu um pouco e então me olhou nos olhos – A menos que você não queira, é claro – meu estômago revirou ao ouvir isso.
- Não é disso que eu to falando – eu achei o resto de lucidez que me restava e o empurrei, sentando na cama. – Eu quero dizer que estarmos nessa situação é errado. Não é justo com a Sallie, ela não merece isso.
- A Sallie... – ele tinha esquecido dela? – Ela é assunto meu. Você não tem que se preocupar com ela – ele sentou e passou a mão pelos cabelos que já estavam desalinhados.

- Tenho sim. Sabe por quê? Porque a partir do momento que você a trouxe a garota pra casa da sua mãe, que por sinal é onde eu ainda vou morar por um tempo, ela passou a fazer parte da vida de todas nós. Então, sim! Ela é meu ‘assunto’ também – oi? Fiquei nervosa. Levantei da cama e fiquei frente a frente com ele, sendo que eu nem o vi levantando. Como pode uma pessoa ser irritantemente desejável há cinco minutos atrás e agora ser irritantemente irritante? – E passei a ter que me preocupar com ela, desde quando ela me perguntou se existia alguma coisa entre nós e eu disse que não.
- E por que você disse isso? Por que você não disse que nós...
- Primeiro que se alguém fosse contar alguma coisa, esse alguém seria você: namorado dela! E você queria que eu dissesse o quê? Que nós o quê, ahn? Que quando você vem pra casa da tua mãe a gente se agarra escondido? Ou que sempre entre uma briga a gente acaba se beijando e depois voltamos a brigar? Era isso que você queria que eu dissesse pra sua namorada? Porra Aguiar! A menina gosta mesmo de você e você não dá a mínima!

- E você dá né? – ele riu sarcástico. – Eu percebi como você pensou nos sentimentos da sua nova amiguinha enquanto me beijava – ele começou a ficar vermelho enquanto falava. Eu peguei a primeira coisa que vi pela frente [que no fim das contas era um pé do tênis dele] e joguei pra extravasar minha raiva, e acabei acertando bem a testa do retardado – Sua maluca! É isso que você é: DOIDA!
- Sai daqui! Sai daqui agora Aguiar! Eu não acredito que eu beijei você, que eu quase... SOME DAQUI – meus olhos estavam ardendo de raiva, mas eu não choro nunca mais na frente desse ogro, nunca mais. Ele pegou o outro pé do tênis, abriu a porta e falou baixinho:
- Não conta nada pra S.

DESGRAÇADO! FILHO DE UMA PUTA... Não, a mãe dele não merece isso, ela não merece esse filho que tem.
Ok, eu dormi chorando... Me sentindo suja e sozinha. Eu traí a confiança de uma garota tão legal como a Sallie, e tudo isso pra quê? Pra voltar à estaca zero... pela milionésima vez.
****

- Lu? Docinho? Ta na hora de sair desse quarto. Já fazem 3 dias.
- Hum?
- Acorda, precisamos sair. Lembra? Hoje é dia 28.
- Ah Cath, eu to com sono.
- Vamos Lu, no hotel você dorme.
- Não quero ir...
- Mas a Mel disse que só iria se você fosse, ela ta com saudade de você.
- A Mel vai? Quem mais vai?
- Chay, Mel, Maker, Maira, você, eu, Julia, Billy e Arthur.
- E a... E a Sallie?
- Ela só volta pro ano novo. E a mãe da Julia foi buscar a Margarite e depois elas vão pra lá.
- A Mag, já tava com saudade dela.
- Sua ‘saudade’ é a de não precisar cozinhar que eu sei!
- Não divulga Cath.
- Levanta logo e se arruma. Leva a Michelangela Creuza Maria da Silva Sauro Blanco na casa da vizinha – ela riu com o nome recém inventado pra tartaruga - Nós pretendemos almoçar lá no hotel.
****

Eu fiquei praticamente três dias dentro do meu quarto, só saía pra comer ou quando as meninas falavam que o Aguiar tava na casa dele.
E aqui estamos. Um hotel fazenda que fica a mais ou menos 2 horas de distância da casa dos Aguiar. Micael e Sophia não puderam vir, foram visitar os pais dela.

Cath e Julia estão cheias de segredinhos, e isso me assusta; essas duas são malucas, fato! A Julia e o Billy estão num grude que chega a dar náuseas. Edward ligou pra Cath, e ela ta se derretendo toda por ele [de novo]. Mel e eu não calamos a boca desde que nos encontramos na sala de jogos do hotel, que saudade eu tava de jogar conversa fora com a namorada do Chay. E bom, o Aguiar e eu nem nos olhamos.

- Mas eu nem quero jogar vôlei!
- Anda logo, escolham os times.
- Eu quero ficar no mesmo time que a minha Maira.
- Eu não quero ficar no mesmo time que a Cath, ela é péssima.
- Vá à merda Aguiar.
- Tirem dois ou um.
- Mas nós somos nove, vai dar errado.
- Mas eu nem quero jogar vôlei, aloo-oou?
- Mas você vai jogar Lua, fica quieta.
- CALEM A BOCA! – aê Julia, botou ordem na bagunça. – Pra ficar divertido, vamos separar os casais, e o largado pela namorada – aponta pro irmão dela – pode tirar par ou impar com uma encalhada – aponta pra mim e pra Cath – e andem logo.
É claro que a Cath que tirou par ou impar com o Aguiar. Times: Cath, eu, Maker, Mel e Billy; contra Arthur, Maira, Chay e Julia.
Estávamos ganhando de 8 a 5. Mel já tinha tentado afogar o próprio namorado; eu bati no Maker; Maira travou uma briga com Billy por causa de um suposto ponto que ele roubou; Chay me expulsou do lado deles da piscina, quando quis dar uma ‘voltinha’ por lá; tivemos que separar Julia e Billy de sua sessão de agarramento, lembrando-os que eram de times adversários.

- Tem lugar pra mais uma jogadora? – uma voz enjoada chamou nossa atenção pra fora da piscina. Antes de virar pra ver quem era, pude ver a cara de tarado dos meninos, principalmente o Aguiar.
- Liza? – Julia disse com cara de espanto. Daí eu virei pra ver quem era: pele branca, corpo bem definido, cabelos lisos com cachos nas pontas e extremamente vermelho, os olhos bem verdes e um sorriso tímido nos lábios. E hum, o biquíni dela parecia mais de uma criança de 10 anos: minúsculo, e branco [pra ‘ajudar’].

- Que bom que ainda lembram de mim; mas então, posso jogar? – ela disse sorrindo e olhando diretamente pro Aguiar.
- Pode entrar no meu time – o idiota se manifestou todo sorridente.
- Então essa é a famosa filha da Mag? – eu perguntei sussurrando pra Cath.
- É ela. Entendeu por que nós nunca gostamos dela né? – ela sussurrou e fez careta, eu só assenti com a cabeça.
****

- Filme no nosso quarto daqui a meia hora ok? – Cath falava com o resto da galera que ainda estava dentro da piscina. Eu não queria mais ficar ali vendo a tal da Liza se esfregando no Aguiar o tempo todo, e a Cath se ofereceu pra ir comigo.
- Combinado – Mel respondeu rindo quando Maira caiu: brincando de ‘briga de galo’.

- Lu, você não quer me contar nada? – Cath pergunta de um jeito doce enquanto secava meu cabelo com o secador.
- Hum, tipo o quê? – ela ta assim desde que acordamos, com esse jeito meigo, como se tivesse medo de me magoar.
- Lu, olha, a Julia e eu nunca falamos nada pra não te forçar. Mas, amiga, você ta desmoronando diante dos nossos olhos e não conversa com a gente. E conhecendo seu gênio, a gente tem medo de que se perguntarmos acabe por piorar as coisas – ela ainda ta usando a entonação baixa e calma.
- Não to te entendendo Cath, eu to normal, eu to bem – eu sorri sem vontade.

- Não você não ta! Você acha que a gente realmente não percebe o que existe entre você e o Arthur? O jeito que vocês se olham? A cara que você faz quando a Sallie te chama de amiga? Deu pra ver o seu ciúme em vê-lo com a Liza lá na piscina. Lu, você é minha melhor amiga e eu te amo muito, e tudo que eu menos quero no mundo é te ver sofrendo, e o pior: sofrendo sozinha – ela ainda mantinha o jeito meigo, como se falasse com uma criança. Eu sentei de frente pra ela na cama, e ela percebeu que eu não sabia o que dizer então ela mesma continuou falando – Sabe? A Julia sempre fala que o melhor a fazer é deixar que você se sinta a vontade pra conversar com a gente. E no começo eu concordava com isso. Mas Lu, depois da briga que você e o Arthur tiveram ontem, eu não agüentei ouvir você chorando e não fazer nada. Amiga, eu só quero o seu bem, entende isso ta? – ela sorriu de um jeito triste, e me deu um beijo na testa.

- Brigada Cath, eu te amo muito sabia? Você e a doida da Julia são as melhores amigas que alguém pode sonhar em ter [que minhas amigas do Brasil não saibam disso]. Eu meio que sentia vergonha em falar com vocês sobre o Arthur. Chega a ser ridículo o jeito que eu me sinto perto dele, eu me sinto uma verdadeira retardada. Mas enfim, quer saber toda a história?
- Claro que quero, né sua boba? – ela sorriu – É tão bom saber que você confia em mim.

E então eu contei tudo. Desde o primeiro selinho na cozinha há mais de um ano; do beijo no corredor do show no McFly; das incontáveis brigas onde nós acabávamos se beijando; contei tudo o que Sallie havia dito; e finalizei, contando a Cath sobre os melhores momentos da noite de Natal, contei sobre o presente de Nick, sobre os amassos com Arthur, e até a fatídica briga por causa da Sallie.

Cath ouviu tudo em silêncio, me deixando desabafar. Ela é uma ótima amiga, sabia quando acenar a cabeça, quando fazer caras e bocas, eu até consegui rir lembrando de ‘cenas’ com oAguiar.
Conversamos um pouco mais, ela disse que se eu gostasse mesmo do Arthur, que eu deveria fazer algo a respeito. Mas se eu ainda tivesse dúvidas, eu poderia pensar em dar uma chance pra quem realmente merecia: Nicholas Hoult.
****

- Cara, eu pensei que fôssemos ver um filme, e não esse Gossip Girls aí - Maker disse fazendo careta quando Chuck apareceu na tela da tv.
- Fala mal do Chuck e eu te deixo sem dentes! – eu disse fingindo estar brava – e é Gossip Girl, só UMA, sacou?
- Tanto faz – ele deu de ombros.
- Garotos – Mel, Maira, Julia, Cath e eu dissemos em coro, e logo caímos na risada.
- Não vai me dizer que você também assiste isso? – Arthur perguntou baixinho pra Liza, mas eu consegui escutar, já que eles estavam sentados no chão ao lado da cama, onde eu estava deitada no colo da Mel.
- Eu? Não. TV não é muito comigo, eu gosto de coisas reais, sabe? – ela disse de um jeito bem... provocante. Vagabunda. Urgh acho melhor eu continuar babando pelos Gossip Boys e parar de me preocupar com esses dois.
****

- Lu? Me faz um favor? – Julia sussurrou pra mim assim que desligou o celular, já que estávamos vendo ‘O Procurado’ e todos estavam concentrados.
- No meio do filme Julia? Cara é o James McAvoy, e você sabe que eu tenho uma queda por ele desde quando eu li e assisti ‘Penelope’.
- Por favor, Lu? – ela fez bico.
- Ok, que foi?
- Vai lá na recepção pegar uma coisa que eu encomendei?
- Encomenda? O que é?
- Vai lá e pega que depois eu te mostro.
- Ok ok, mas depois eu vou ver o filme de novo, e sozinha viu? – eu disse rindo.
- Ta bem. Vai logo.

Assim que sai do quarto, e encostei a porta, senti alguém cobrindo meus olhos.
- Ok, quem é? - a pessoa não disse nada. – Dá pra parar de gracinha que eu quero terminar de ver o James, digo, o filme – o bendito ser continua calado e sem me soltar. – Já ta me irritando, dá pra me soltar ou ta difícil?
- Ta difícil, você é linda demais pra eu conseguir ficar longe de você – wow, ele sussurrou no meu ouvido e eu me arrepiei todinha.

- Seu... Seu Mané, dá pra tirar a mão dos meus olhos? – cara, eu to gaguejando. Até você ficaria se uma cara estivesse te abraçando por trás, com a mão nos teus olhos e sussurrando que você é linda.
- Surpresa – ele disse sorrindo quando tirou a mão dos meus olhos e me virou de frente pra ele.
- Nick – eu sorri de verdade, e o abracei com força – Seu idiota, eu achei que era algum tarado.
- Eu posso ser se você quiser – e sorriu de um jeito malicioso.
- Ah que medo – eu ri e ele me abraçou de novo.
- É horrível sentir tanta saudade assim de você – ele disse de um jeito como se tivesse sentindo dor.

- Nicholas, você ficou fora por quatro dias! Nem foi tanto tempo assim– fiz as contas na cabeça, e não tinha como ele ter ido aos EUA e voltado tão rápido.
- Erm, não mesmo. Meus pais ficaram por lá, eu resolvi voltar depois que liguei pra você, e as meninas disseram que você tava meio tristinha, daí elas quiseram te fazer uma surpresa – own, ele ta tímido, fofo³ - gostou da surpresa?
- Hum, não – eu disse séria e ele ficou assustado.
- Não. Não mesmo? Olha Lu, desculpa vir sem avisar, mas é que as meninas acharam...
- Eu to brincando Nick! Ter você aqui é a melhor coisa que eu poderia querer – eu nem terminei de falar e ele sorriu de um jeito tão lindo, o rosto dele se iluminou – Vamos lá na recepção comigo? Tenho que buscar uma coisa pra Julia.

- Lu? Você é meio lerdinha mesmo né?
- Sou? Por quê?
- O que a Julia te mandou ir buscar sou eu!
- Ah é? – ele tocou minha bochecha com as pontas dos dedos.
- É sim, sua lerda – sorriu todo fofo e me deu um beijo beeem perto da boca. E eu fiquei mole, o poder que esse garoto tinha sobre mim era assustador, fato – Não quer terminar de ver seu James, digo, o filme?
- MEU JAMES! Tinha esquecido dele.
- Nossa, me senti agora, consegui te fazer esquecer o James McAvoy – ele riu e entrelaçou nossas mãos. Não nego que fiquei surpresa por ele saber que o James que eu tava falando, era o McAvoy [garotos não decoram essas coisas].
- Viu como você é chique? – eu ri e o puxei pra dentro do quarto.

Quando entramos no quarto, o Aguiar nos olhou meio assustado, e fixou o olhar na minha mão direita, que ainda estava entrelaçada à do Nick. Todos disseram ‘Oi Nick’ sem olhar muito pra ele, já que eram os minutos cruciais do filme. Liza deu uma bela olhada pro Nick, e sorriu; eu sussurrei ‘é a filha da empregada dos Aguiar, Liza, chegue perto dela e eu te mato’, ele riu e sentou no chão e me fez sentar entre as pernas dele. Cath e Julia me olharam sorrindo feito duas crianças, eu sorri e movi os lábios dizendo ‘Obrigada’. Minhas amigas são fodas, né?
****

- Então você é a famosa Lua, que a Sra. Aguiar e minha mãe tanto falam – Liza veio falar comigo quando terminou de se agasalhar pra irmos ‘brincar’ na neve – Não tivemos a oportunidade de nos falarmos – claro, você tava ocupada demais tentando dar pro Aguiar lá no quarto, vaca. Eu sorri.
- Pois é eu sou a famosa Lua sim. Eu adoro a sua mãe – ela revirou os olhos de um jeito que me fez ter vontade de dar um soco na cara dela. – Mas então, você veio só passar uns dias?

- Não, eu vou morar com a minha mãe agora, querida – ela sorriu e tocou meu ombro – Ou seja, vamos morar na mesma casa.
- Ah que maravilha – meu estômago até revirou.
- Aquele garoto é seu namorado? – ela apontou pro Nick, que descia as escadas rindo com Billy e Cath – Ele é lindo, se posso dizer.
- É, eu sei que ele é lindo mesmo. E não, ele não é meu namorado – ela sorriu abertamente – ainda, não é meu namorado ainda.
- Como vamos morar na mesma casa, acho que seremos amigas; então eu posso perguntar uma coisa: é verdade que o Arthur ta namorando uma garota super sonsa? – quem ela pensa que é pra falar assim de alguém que ela nem conhece? Se o Nick não tivesse chego e me abraçado de lado, eu acho que teria dado um murro na cara dela.
- Bom, a Sallie é um amor de pessoa. Todos a adoram. O Aguiar achou uma garota de ouro – eu sorri cínica. E pude perceber que o Arthur escutou o que eu disse sobre a namorada dele.

- Ela é meio oferecida né? – Nick me disse rindo quando sentamos num balanço duplo um pouco afastado do rinque de patinação onde a galera estava - a tal da Liza.
- Meio? Ela é total oferecida. Mas porque você ta dizendo isso? – eu perguntei sem olhar pra ele, já que estava olhando Maira, Julia e Cath rindo que nem malucas ao fazerem pose pra Mel tirar uma foto.
- Bom, porque ela veio me cumprimentar, e quase me deu um beijo na boca – eu olhei incrédula pra ele. – Mas eu desviei bem a tempo. E cara, ela nem disfarça que quer o Arthur – eu revirei os olhos – Lu, você não se importa que eu fale esse tipo de coisa sobre ele né?
- Por que eu me importaria, Nick?
- Hum, eu sei o que você sente por ele – ele deu um sorriso triste – e por mais que eu me consuma de ciúme e inveja dele, eu não quero ser um chato sabe?

- Ciúme? Inveja? Do Aguiar? – eu sorri pra ele – Nick, eu não nego que senti alguma coisa por ele, mas cara, ta bem óbvio que nós nunca vamos ficar juntos. Isso, ele é passado. E outra coisa, ele tem namorada e eu gosto muito dela, e não é por causa do Aguiar que eu vou quebrar a cara da Liza.
- Não é? Vai quebrar a cara da Liza por quem? – ele sorriu e entrelaçou os dedos no meu cabelo, a outra mão estava na minha cintura, mesmo sentados, estávamos bem perto um do outro.

- Hum – eu mordi o lábio e ele respirou fundo – Da próxima vez que ela se aproximar de você, eu juro que arrebento essa ruiva de farmácia [n/a: piada interna, né Amora? xD] – ele fez bico e deu uma risadinha.
- Se você ficar comigo o tempo todo, que é o que eu mais quero, ela não vai ter como se aproximar – ele sussurrou e eu senti os lábios dele roçando nos meus.
- Promete? – eu também sussurrei fechando os olhos.
- Prometo.
Ele me deu um selinho. Eu respirei fundo, Nick enxergou isso como um ‘vá em frente’, então mordeu de leve meu lábio inferior, e eu sorri. Ou selinho, mais um mordidinha, outro selinho... Ele fez isso várias vezes, até eu não agüentar mais e grudar nossas bocas pra valer. Ele riu contra meus lábios e passou a língua para que eu desse ‘passagem’ a ele.

Do nada, o frio cortante de Londres sumiu; eu fiquei quente e confortável. Algo me dizia que era ali que eu devia estar. Nos braços do Nick, sentindo a língua dele encontrar a harmonia perfeita com a minha, sentindo a mão dele entre meus cabelos, sentindo a outra mão bem firme em minha cintura me puxando contra si, as minhas mãos em seu rosto e peito. Eu me senti bem. Sem aquela sensação de que alguém poderia chegar e estragar tudo, como sempre acontecia com Arthur.

Nick era fofo, carinhoso, atencioso, engraçado e o melhor de tudo: ele não escondia que gostava de mim.
Findamos o beijo com vários selinhos. Ele encostou a testa na minha, enquanto normalizávamos as respirações.

- Você não tem idéia de como eu queria e esperei por isso – ele disse baixinho, os perfeitos olhos azuis brilhando pra mim e um sorriso feliz estampado no rosto.
- Você é de verdade mesmo Hoult? - eu ri e ele me deu um selinho demorado.
- Ainda não provei que sou de verdade é? Posso tentar provar pelo resto da vida – quando ele se aproximou pra me beijar de novo, uma bola de neve nos atingiu bem no rosto.
- MAS QUE MERDA – eu gritei levantando do balanço – QUEM FOI O PANACA?
- Não fomos nós! – Mel, Julia, Cath e Maira disseram, enquanto Liza me olhava rindo.
- Eu tenho cara de palhaça por acaso Liza? – ah que se foda, eu fiquei nervosa mesmo.
- Na verdade, tem sim – ela riu de um jeito maligno e Nick me segurou pela mão.
- Relaxa Lu, ela é só uma mal amada, não estressa – ele disse baixo ao segurar meu rosto com as mãos.
- Uma mal comida, isso sim – eu disse emburrada, e ele riu.
****

[N/A: eu aconselho irem colocando pra carregar: Paramore – Decoy]

- Aquele ali é bonitinho.
- Não, ele tem cara de nerd. Aquele mais loirinho é melhor.
- Pra Cath tem que ser um bem branquinho, cabelo castanho, olhos verdes e cara de coitadinho – eu disse e Cath revirou os olhos. - Gente se eu cair, vai ser o maior mico do ano – eu disse rindo ao entrar no rinque de patinação.
- Coloque os patins né Lua, cabeçuda? – Julia patinava como se fizesse isso o tempo todo, metida.

- Se de tênis eu já to caindo que é uma beleza, imagine de patins? – eu andava sem tirar os pés do chão, os arrastando, uma cena bem engraçada – Vem aqui Mel, me dá a mão.
- Mas voltando à caça pra Cath – Julia veio e segurou minha outra mão – Como ele tem que ser Lu? Você tava descrevendo.
- Basicamente? – todas as meninas me olharam – o Edward.
- O Edward dela, ou o Cullen? – Maira disse rindo.

- O dela é claro, se o Cullen existisse você acha que ele ia querer a Cath? – Julia disse como se fosse óbvio, nós rimos e Cath deu-lhe um pedala.
- Se ele existisse, ele logicamente ia querer alguém como eu – eu disse com cara de exibida. As meninas riram – Mas agora é sério, qual dos meninos dali você achou mais bonitinho Cathzinha? – e apontei pra um grupinho de garotos que estavam perto de uma bonita fogueira que os funcionários do hotel haviam feito.

- Hum, aquele de cabelo castanho... – ela analisou e nós olhamos.
- Viu só? Ele parece o Edward! – eu fiz cara de inteligente.
- Meninas, escutem a música que ta tocando – Mel fez sinal pra calarmos a boca.

- Não to ouvindo nada.
- Se você ficar quieta, você escuta Lu.
Daí as caixas de som do rinque começaram a funcionar, e nós cinco nos olhamos e rimos, cantando junto [leia: gritando] fazendo todo mundo, sendo a grande maioria garotos, olharam pra gente.

[N/A: coloquem a música pra tocar. Eu coloquei só uns trechos da letra ok?]Close your eyes and make believe
[Feche seus olhos e faça acreditar]This is where you want to be
[Que é aqui que você gostaria de estar]Forgetting all the memories
[Esquecendo todas as lembranças]Try to forget love cause love's forgotten me
[Tento esquecer o amor, porque o amor me esqueceu]

Elas patinavam ao meu redor, e eu fazia dancinhas meio estáticas com medo de cair. De longe eu vi Nick descendo as escadarias que levavam até a área de lazer que estávamos, ele parou junto dos McGuys pra olhar para as cinco malucas cantando.Well hey, hey baby, it's never too late
[Bom, ei, ei baby, Nunca é tarde demais]Pretty soon you won't remember a thing
[Logo você não vai lembrar de nada]And I'll be distant as stars reminiscing
[E eu estarei distante, assim como as estrelas relembrando]Your heart's been wasted on me
[Que seu coração estava sendo desperdiçado em mim]

Nós mais ríamos do que cantávamos. Eu me sentindo a própria Hayley Williams, e as meninas se exibindo ao patinar. Dava pra ver que o Aguiar ria de alguma coisa, e os outros meninos olhavam meio desconfiados.
You've never been so used
[Você nunca foi tão usado]As I'm using you, abusing you
[Como estou estou te usando, abusando você]My little decoy
[Meu pequeno passatempo]Don't look so blue,
[Não fique tão triste]You should've seen right through
[Você deveria ter visto de cara]I'm using you, my little decoy
[Estou te usando, meu pequeno passatempo]My little decoy
[Meu pequeno passatempo]

Eu cantei essa parte com tamanha empolgação, que até as meninas riram.
Olhei pra onde os meninos estavam, e vi que tinha alguma coisa de errado. Nick e Arthur muito perto um do outro; Nick estava meio vermelho e o Aguiar ainda ria e falava alguma coisa com um jeito debochado.
I'm not sorry at all
[Eu não me arrependo nem um pouco]No, no (Not sorry, oh, not sorry)
[Não, não (não me arrependo nem um pouco, não me arrependo, não)]I won't be sorry at all
[Eu não vou me arrepender nem um pouco]No, no (Not sorry, oh, not sorry)
[ Não não (não me arrependo nem um pouco, não me arrependo, não)]I'd do it over again
[Eu faria tudo de novo]

Eu nem cantava mais, fiquei preocupada com os meninos. Consegui ver o Chay puxar o Aguiar pra trás, daí eu fiquei nervosa.
- Cath, vem cá! Me ajuda a sair – eu tentava andar sem escorregar no gelo – ANDA LOGO CARAMBA.

- Que foi Lu? – Julia e Cath chegam juntas e me ajudam a sair do rinque.
- Não sei, mas tem alguma coisa rolando com os meninos - e apontei pra onde eles estavam. E elas se assustaram também: Nick estava saindo quando o Aguiar o puxou com força.
- Chamem as meninas e venham logo – eu disse rápido assim que pisei em terra firme. E subi correndo um pequeno morro coberto de neve.
- VAI FUGIR É? FICOU NERVOSINHO, MAS NÃO SABE BRIGAR, É ISSO? – Aguiar gritava enquanto Maker tentava falar com ele.
- EU JÁ DISSE QUE NÃO VOU BRIGAR COM VOCÊ – ah meu Deus, pro Nick estar assim, o negócio tava feio. – NÃO VALE A PENA.
- NÃO VALE A PENA? SÓ PORQUE EU DISSE A VERDADE? – o Aguiar falava alto de um jeito sarcástico.

- Vai se fuder cara – Nick disse virando as costas. – Isso pra mim é ciúme.
Daí tudo aconteceu muito rápido. Quando Arthur percebeu o que o Nick tinha dito, ele ficou muito vermelho, se soltou do Maker, puxou o Nick e deu um soco no rosto dele. Eu estava bem perto quando isso aconteceu. Nick se recuperou rápido, e revidou outro soco no Aguiar.

- PAREM JÁ COM ISSO – eu tentei chegar mais perto, mas os dois estavam brigando muito feio, fiquei com medo – FAÇAM ALGUMA COISA VOCÊS DOIS – Maker e Chay conseguiram separá-los, eles se debatiam tentando ir pra cima do outro. Eu me coloquei entre eles e gritei bem brava – SE VOCÊS QUESIREM ME MACHUCAR, VÃO EM FRENTE, CONTINUEM COM ESSA CENA RIDÍCULA – os dois pararam no exato momento – Nick vem comigo.

Chay o soltou, e ele me deu a mão e subimos.
Dava pra ouvir os gritos de Julia com o irmão, o resto das meninas brigando com os meninos por não terem impedido, e Liza dizendo que Arthur tinha que fazer um curativo.

- O que deu um você? Pirou de vez é Hoult? – eu disse muito nervosa enquanto o fazia sentar na enfermaria. O nariz dele sangrava, e tinha um pequeno corte na bochecha.
- Lu, aquele cara é pirado. Você sabe que eu não sou de brigar, mas ele provocou – ele falava devagar, tentando ver em meus olhos se eu estava com raiva dele.
- O que ele fez de tão grave pra você agir desse jeito? Você não é assim Nicholas – me sentei ao seu lado, continuei séria. Ele abaixou a cabeça, e suspirou.

- É ridículo. Eu sei que é. Mas ele conseguiu me irritar – eu segurei seu rosto e comecei a limpar o sangue que saía do nariz enquanto a enfermeira não chegava – Vocês estavam cantando, e ele mandou os caras prestarem atenção na letra da música. Ele tava rindo todo sarcástico. Daí ele virou pra mim e disse ‘percebeu que ela ta cantando isso pra você né? Você é e sempre será só um pequeno passatempo na vida da adorável Lua Blanco’. Lu, ele disse isso rindo, na minha cara. Eu saí andando, e ele não gostou disso, Chay e Maker tentaram evitar, mas esse Aguiar ele é pirado, e o pior de tudo, ele é doido por você – Nick disse a última frase com tamanho ódio, que os olhos dele ganharam uma tonalidade de azul bem escuro. – Daí o resto você viu.

- Nick – eu respirei fundo. Que história é essa cara? Olhei bem pra ele, ainda segurando seu rosto – Ok, eu entendi que ele provocou, mas era isso que ele queria, que você caísse nas brincadeirinhas dele. Ele é assim.
- Eu não sou obrigado a ouvi-lo falando daquele jeito debochado, dando a entender que eu não sou nada na sua vida, e que ele é – ele ainda falava baixo e com raiva. Eu mordi meu lábio sem saber o que dizer, e pra minha sorte a enfermeira chegou.
****

- E aí Lu, como ele ta? – Julia me perguntou assim que cheguei ao rinque, horas mais tarde, depois de convencer Nick a dormir um pouco.
- O corte na bochecha não foi fundo, mas ta bastante roxo. O nariz dolorido, nada demais – eu sentei ao lado da Cath num enorme banco ao lado do gelo onde elas ainda estavam. – Agora ele dormiu, ainda bem. Daí ele se acalma um pouco.

- Gente eu fiquei passada com aquela cena de ‘Macho Man’ dos dois – Mel fazia caras e bocas ao falar. – Que ódio todo era aquele meu Jesus?
- Eu entrei em choque quando vi – Julia comentou – Meu irmão não é um santo, mas eu nunca o vi brigar assim com ninguém antes.
- Gente, acho que ta bem óbvio o motivo da briga né? – Maira falou me olhando de um jeito maternal.

- Que foi? Por que você ta me olhando?
- Lu, ta na cara que era ciúme do Arthur por você. Ele não agüentou ver que te perdeu de vez. Amiga, não precisa disfarçar, a Liza – todas fazem caretas quando Maira fala o tal nome - não ta aqui, não precisamos fingir que toda essa briga não foi por você.
- Olha a Lu, poderosa. Dois gatos brigando por ela – Cath disse e todas riram.
- Brigando por mim nada! O Aguiar provocou, o Nick foi besta de cair no jogo dele, só isso. E gente, alô? Tão esquecendo da Sallie é? – eu ri nervosa.
- Lua querida, você realmente acha que se você dissesse pro meu irmão que quer ficar com ele de verdade, ainda teria Sallie na jogada? – Julia disse séria.
- Gente, que isso? Quem disse que eu quero ficar com o Aguiar? – já tava morrendo de vergonha a esse ponto.

- Ok Lu, deixa pra lá, não vamos discutir o eterno rolo entre Lua Blanco e Arthur Aguiar agora – Mel se deu por vencida. Ainda bem.
****

- Eu realmente não sei o que eles vêem em você – Liza aparece no corredor quando eu ia ver se tava tudo ok com o Nick.
- Quê? Do que você ta falando?
- O Aguiar tem atração por garotas sonsas, só pode ser – ela disse debochada.
- Garota, qual é o teu problema?
- Você. Você e a tal de Sallie são meu problema – ela se aproximou de mim com as mãos na cintura. – Até o jeito que vocês saem em fotos me irrita.
- Fotos? Que fotos? Onde você nos viu?
- Já ouviu falar em ‘estudar o inimigo’? – ela sorriu felina. – MySpace meu bem.
- E porque você acha que eu sou sua inimiga? Ok, você quer o Aguiar, então ao seu ponto de vista a Sallie é um empecilho, mas se você não percebeu ainda, eu não sou nada do seu amado Arthur – eu sorri sarcástica. Que garota maluca.
- Além de tudo é cínica. A briga de hoje não te diz nada? Você realmente acha que eu acredito que vocês não têm nada, depois de ver a ceninha de dois gatos como eles por você? Olha aqui garota, eu sempre consigo o que quero. Eu te digo: eu quero e terei o Arthur, e não vai você nem a idiota da namoradinha aguada dele que vão me impedir – ela falou séria e apontou o dedo pra mim.
- Vá em frente, tente a sorte, queridinha – eu sorri e dei as costas a ela.
****

- Feliz com o que o viado do seu namorado fez no meu rosto? – o Aguiar aparece na porta do quarto dele [que por sinal era ao lado do meu e da Cath] e aponta pro curativo na testa.
- Ah não, só pode ser carma – eu suspirei e continuei andando.
- Você deve ter adorado né? Ver dois caras brigando por sua causa – ele parou na minha frente me impedindo de chegar a porta do meu quarto.
- Por minha causa é? O Nick tudo bem, ele é meu... – o que ele é meu? – Bom, o Nick gosta de mim. Mas e você? O que ganhou brigando com ele além de um machucado na testa e um corte na boca?

- Ahn, você repara bastante na minha boca né? Já até viu o corte – ele sorriu malicioso.
- Sai de perto de mim. Vai lá no quarto da Liza, vai – tentei passar por ele, mas ele ficou na frente de novo.
- Ciúme da Liza é? Ela é bem gostosa né? – cara, ele não é assim, ele fica desse jeito só pra ver com raiva.
- É, muuuuito gostosa. Vai lá comer a gostosona vai. Mas só não se esqueça que a coitada da Sallie te ama viu? – ahá! Ele ficou sem graça quando ouviu o nome da Sallie. Desisti de ir pro meu quarto, e virei na direção oposta ao Aguiar.

- Aonde você vai?
- Ver o Nick, por quê? – falei sem virar pra olhá-lo.
- Não vai não – ele disse rápido, e me prensou contra a parede. – Por que você faz isso? – ele disse baixo, segurando meus pulsos contra a parede. – Me provoca, me faz sair na porrada com um cara, me lembra de uma garota, me manda comer outra garota... Tudo isso poderia ser evitado e você sabe.

- Poderia é? Ah claro que poderia, se você fosse homem o suficiente e ficar com uma garota só. Tipo, pra que fazer isso com a Sallie? Quer ficar com todas que passam pela frente? Que fique. Mas então termine com ela primeiro – assim bem de perto, deu pra ver que o corte na boca dele tava bem feio, devia estar doendo.
- Porra Lua, pára de falar na Sallie, e na Liza, e em todas as outras garotas do mundo – a voz dele saía em sussurros involuntários. - Eu to falando de você, de nós dois.

- Não existe mais ‘nós dois’, Aguiar. Tivemos inúmeras chances pra que isso acontecesse, mas o que você fazia? Arranjava um jeito de estragar tudo. E agora é tarde demais, tem muita gente envolvida. Se você não se importa com os outros, eu me importo – eu disse bem baixinho, demonstrando toda a frustração que eu tinha guardada. – Me dá licença, preciso ver se o Nick precisa de alguma coisa.

- Você que tá estragando tudo, não percebe? – ele me soltou, e passou a mão pelos cabelos. – A gente ainda pode dar certo.
- Você só ta falando isso agora, porque eu tenho o Nick. Porque sabe que perdeu ‘o jogo’. Só por isso – eu sorri de um jeito triste e ele olhou pra baixo. – Mas Aguiar? De verdade, não machuca a Sallie, ela é muito legal, sabe?
- É, eu sei – ele disse tristonho. – E Blanco? Quando você perceber que ta dando as costas pra algo que poderia dar certo, pode ser tarde demais – então entrou no quarto dele.

Continua...

Um comentário:

Não vai sair sem comentar, né?! xD

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