14 de jun de 2013

New Feenlings - Penúltimo capítulo.



Eu te amo e Dor de amiga


Frenética, a loira catava pelo amigo em todos os corredores e salas. Ela estava seguindo o conselho de Lucy ou resolvera escutar seu coração e não deixá-lo ferir-se feiamente ainda mais? Das tais especulações, não fico com nenhuma, possa ser que todas as duas sejam o motivo da busca vexada que ela fazia para cima do menino. O colégio era realmente muito gigante, e só nestes minutos de aperreação que a roqueira se deu conta, a cada minuto avassalador que o ponteiro maior se aproximava do 12, a angustia se apoderava do coração mexido e afligido da menina que não se conformava com o desaparecimento instantâneo de seu novo e indesejável amor.

Do tanto que rodou pelos lugares desconhecidos da rigorosa escola, encontrou um local aparentemente novel e mágico nas fantasias presumidas no inquieto subconsciente desta jovem. Mudas de árvores plantadas em ordem, uma ponte constituída de madeira e pintada de tinta bege dava mais ar de conto de fadas, isto não agradava e nem chamava a atenção de Roberta, porém, este cenário que ela ainda crê que era uma miragem tinha em compensação um lago de águas cristalinas. Transpareciam pedras reluzentes e na parte mais funda que fugia da base do lago, apareciam peixes de águas doces, cardumes e também outros animais. Corais e algumas algas.

O segredo de Jonas era o romantismo, apenas ele, Leila e Tomás tinham o conhecimento do local formoso que parecia uma tela verde montada para uma cena posta para gravar pertencente de algum filme sobre princesas e feitiços. Como Tomás sabia da existência deste típico bosque afastado por léguas, mas ainda dentro do colégio? O baixista da banda desfeita na época de férias escolares é astuto e como praticar a arte da persecução é a excelência deste menino, descobriu a localidade fantasiosa, porém real dali.

O piadista não era muito de se afeiçoar por lugares lindos e que parecia coisa idealizada por nossa cabeça, sendo que aquele bosque feito por trás da casa do diretor tinha algum significado especial para ele. Desde que percebeu sua temível e impetuosa paixão pela dona dos cachos de ouro, frequenta o canto ocupado por plantas inalteravelmente.

A menina de estilo próprio tinha sido inocentemente seduzida por aquele local diferente e que não imaginava que o ditador de regras desconexas teria um bosque secreto e romântico detrás de seu habitat. Na ponte emadeirada, o rebelde fissurado em música mantinha-se no ponto central do negócio construído inteiramente para permitir a passagem para o outro lado do lago, encarava os pássaros cantores e brincalhões que ali se divertiam sem ter nada para estorvá-los, a liberdade e o amor animal presenciado pelo menino que se aproximava da idade da independência lhe deslumbrava. À vontade de ser valente e se libertar das restrições que lhe imobilizavam de contar o fato de que não resistia mais aos encantos e intrigas da jovem loura lhe ardia no peito.

Mal ele sabia que a menina só se sustentava a alguns metros de distâncias de sua pessoa.

– Tomás! – Gritou-o. Em frações de segundos, ele transfere sua atenção para a imagem nítida de quem clamava seu nome, é óbvio que deixar de notar a voz engrossada da mais vivida do ex-grupo estava fora de cogitação.

Ela não se preocupou em correr atrás do seu amado. Na calmaria – que por externo era transluzido e por interno era o nervosismo -, ela caminha para mais próximo dele. A cada passo elaborado com sucesso, seu coração palpitava e o seu líquido vermelho que correra pelas veias borbulhava mais que miojo.

– Como descobriu o lugar?

– Eu te cacei pelo colégio todo. Necessito conversar com você, eu já não aguento mais me enganar, é poderoso e arrebatador o que eu vivencio por você! – Como um ônibus espacial ligeiro indo protagonizar uma excursão em um planeta novato no sistema solar, ela joga na garrafa o que sente, o que lhe atormenta, o que dura em seu coração não é transitório, é sólido e vivaz.

– Roberta. – Ele pega em suas mãos manifestando mais sensações dentro do corpo de ambos. – Eu te amo! Eu só vou te resumir em uma coisa, perfeita. – Fala a última parte pausadamente. O olhar da roqueira era de paixão verdadeira e tamanha euforia que não se cabia naquele órgão que suportou as dores do destino cruel, o último, mesmo tendo sido rude com os sentimentos da menina, fez-se surgir à luz no fim do túnel.

– Você não precisa ser detalhado, é o duende com quem sempre sonhei! – Sorriu sonoramente, podendo sentir com o seu tato a textura novamente dos lábios convidativos do menino.

– Duende? Por que um ser mágico? – Ele emudece a menina com um calar de dedos, pois já sabia da resposta a ser declarada. – Porque a minha loira acha mais fofinho coisas imagináveis.

– Minha loira? – Questiona sorrindo sensivelmente. A queima das maçãs de sua face é sentida.

– Quero você pra mim, Roberta. Admito que sempre esse seu jeitão invejado e ousado me chamava à atenção, tanto que te descrevi assim que pisou nesse colégio para a Alice, antes mesmo de te conhecer e ver este temperamento nato que você possui. Tomo esse seu olhar como o luar, o luar mais bonito do mundo. Tem o mar para completar a paisagem transparecida em seus olhos, e só para dar o toque celestial, o seu sorriso intrépido, porém meigo.

Mergulhada nos rios de lágrimas que brotavam em sua membrana móvel que recobre o globo ocular. Emocionada com tal discurso de seu menino, também resolve se entregar as palavras românticas, desassombrada.

– Eu acordo pensando em você, eu tomo banho pensando em você, eu até como pensando em você dominando quartos da minha consciência. Sabe essa sua malícia? Excita-me mais do que o normal, seu sorriso luminoso cria borboletas em minha barriga, tudo amo em você. Seu talento no ramo musical, eu sempre fui crédula que existia um Tomás mais delicado. Eu só sei te amar!

Apaixonados, vão aliando suas testas, roçando primeiramente o nariz e em seguida as bocas. Lentamente, a destemida garota vai dando permissão para que um início de um beijo comece ali. O canto das aves romantiza o momento. O aventureiro agarra sua cintura, segurando firmemente, a loira avassala o beijo mordendo o lábio inferior do menino. Ele sorri encantado, agravando ainda mais aquele selo amoroso, o moreno pede cuidadosamente uma passagem para examinar sua boca por dentro.

Ela cede e logo o menino vai devorando um frescor de menta que se localizava em sua boca, a excitação da roqueira aumentava em todos os puxões e mordiscadas. Também com os hormônios a flor da pele, Tomás vai se ativando ao tirar o, sobretudo escolar usado por ela e sobe sua camisa. Eles estavam arriscando demais, indo depressa, não tinha preservativo por perto, porém os hormônios estavam agitados.

Ele não estava para brincadeira, desapertou seus botões da camiseta e jogou-a na extremidade aguçada da ponte. O ousado beijo esquentava a cada toque, a cada puxão, a respiração tornava-se abrupta. Tudo valia a pena para a loira e o moreno. Há tempo queriam assumir suas afeições um pelo outro, mas sempre com o nariz empinado, eles negavam o que sentiam, apenas flagelando-se com as mentiras, parecendo dois masoquistas.

– Tomás. – Sussurra seu nome arrastadamente, ele não gosta da parada. Estava desesperado para beijar seu pescoço novamente. – Está errado, primeiro precisamos falar com as pessoas que gostamos para não magoá-las.

– Elas vão saber pela rádio rebelde Vitória, não precisamos nos preocupar com isso. – Tenta beijá-la, mas a mesma recua. – Você recuou?

Interroga incrédulo.

– Sim. – Responde-lhe já retomando a voz grave e a expressão fechada. – A ferida nos corações do Diego e da Carla ainda não cicatrizou, eles necessitam da verdade. A Carlinha está passando por um período mais que difícil, para ela é complicado compreender que a irmã está na beira da morte e a luz da esperança está se apagando. O fundo do poço já tá muito bem cavado por ela e o Diego continua a sofrer, foi um choque esse término.

– São tantos obstáculos. – Coça o pescoço, bufando.

– Não fica assim, é só uma conversa, que pode resultar em muitas lágrimas, mas temos que deter esta parede sólida. – Massageia a bochecha do menino, ele sorri sobre os domínios de encantamento.

– Você é linda. – Envolve as mãos na cintura da garota.

– Repete. Bem próximo aqui do meu ouvido. – Pede-lhe a menina, utilizando sua voz sedutora.

– Você é linda. – Concede o desejo da garota e lhe dá em dobro, uma mordidinha no lóbulo da orelha esquerda.

E lá, naquele bosque quase que cinematográfico, retornaram ao impetuoso e devaneador beijo, não pensando no ontem e nem no amanhã, eles só meditavam sobre o amor que mantinham.

–x-

A incerteza sobre falar com seus dois amigos sobre o relacionamento que engatara com o imprevisível Tomás lhe possuía. A possessão da hesitação tinha o território hipnotizado, o medo das lágrimas e da desfeita da amizade era o que lhe prendia nessa teia de aranha, a mosca era basicamente ela, tentando encontrar escapatória.

Carla estava tão sensível naquele dia, Roberta teimava que sua amiga tomaria ódio de sua presença do momento em que ela falasse sobre o lance que começara com o ex-namorado da amiga. A vista da agressiva avança para a morena que se sentava em um banco com a cabeça encostada em uma parede atijolada de uma sala de aula em reforma. A dançarina debulhava-se nas lágrimas dolorosas que partiam o coração mascarado da loira, mas precisava ser estável para cumprir suas palavras, comunicar às pessoas que amava sobre a realidade que os sondava.

– Carlinha! – Ela exclama seu nome, abrindo a porta.

– Oi? - A menina diz fracamente.

– Calma. A Becky sai dessa com certeza, ela é forte e vai vencer. – Lhe dá créditos de que sua irmã escapará das garras da morte súbita.

– É difícil de acreditar, mas to me esforçando ao máximo para não perder as esperanças. – Ela funga e tira uma mecha do cabelo que atrapalhava sua visão.

– Mas Carla, de que eu vim falar com você é outra coisa! – Roberta já pressente o desconforto lhe ocupar.

– Mais problemas? – Indaga-lhe sem tantas manifestações.

– Não sei se você vai considerar isso um encosto. Só espero que nossa relação amistosa não seja abalada! – Depois desta frase, a morena fica alarmada.

– Beleza, sem suspenses. Manda a bomba!

– Eu não imaginava que um dia fosse amá-lo, mas já conjeturava que isso daria rolo. Eu amo o Tomás e hoje nós dois nos declaramos!

A dona de belas pernas ouvira aquilo mesmo? Roberta lhe assumindo que sentia um sentimento mais forte pelo seu ex-namorado? Talvez fosse isso que tivesse transformado o namoro deles em uma coisa superficial. Ele se esquivava dos beijos, dava perdidos na namorada, quando estava com ela à, única pessoa que viera a mente do menino era o retrato e os instantes alares que tivera com a moça loura. Carla não processava direito aquela confissão saída da boca de sua amiga agressiva. Jamais ruminou que a roqueira fosse criar tamanha afeição poderosa pelo menino que amava, era um choque. Ela estava embasbacada.

– Como? – Foi só isso que conseguiu deliberar. Em seguida, emitiu uma risada com um acertado sarcasmo e sadismo. – Você e o Tomás? Apaixonados? Hoje por acaso é primeiro de abril, assim tão depressa?

Debochou.

– Eu sabia que não iria engolir essa verdade. Mas é sério Carla, por favor, não satiriza!

– Ele estava me traindo esse tempo todo? – Cachoeiras já querem brotar nas orbitas da pobre morena que já não aguentava mais tanto sofrimento.

– Não! Porém, muita coisa aconteceu e a culpa me dominava, eu queria dar um ponto final e esquecê-lo, mas quando o via, sabia que isso já era impossível. Sinto mesmo que ele é realmente o dono do meu coração!

A outra continua incrédula.

– É pegadinha né? Aposto que quem tá filmando é a Maria! – Repete a ação debochada.

– Pelo amor de Deus, isso não é conversa furada. É a mais pura das verdades, é o realismo, encara isso com maturidade! – Bramiu.

– Por todo esse tempo de história que vivi com o Tomás tudo foi uma mentira? As promessas, os planejamentos para o futuro. Ele me usou como um pretexto para dizer que sentia amor, mas esperava a menina correta e ela é você. – De tão perplexa que estava. A rebelde apaixonada por dança não sabia o que modulava.

– Não, não faz esse julgamento precipitado do Tomás. Ele te amou sim, mas somos jovens, Carla, sem perceber vai a ver essas coisas surpreendentes nas nossas vidas. Sei que é de deixar o cabelo em pé, quando descobri que já não amava mais o Diego daquele jeito, o desespero piorou. Entende-me, não quero que a nossa amizade seja arruinada por isso. – Pedira a menina segurando firmemente as mãos de sua amiga, que tremiam atrozmente.

– Eu... Eu... Eu... – Gagueja a menina. – Preciso pensar.

Abandona a loira naquela sala ainda em construção, correndo desconsolada e desgostosa com o que a vida lhe dava. Era cada presente um pior que o outro, destino maquiavélico que fez um pacto com a vida para maltratar uma jovem que ainda completaria 18 anos. Roberta, ressentida com as palavras da amiga, fica ali, solitária naquela sala e o medo lhe abominando novamente.



Continua...

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