4.6.13

Minha irmã Adotiva.


Capítulo 185.



Desgastante, frustrante e nada... As únicas três palavras capazes de descrever com qual fora a intensidade daquela despedida.. Nada? Sim, nada..nada acontecera, nada anormal fora capturado pelos olhares de Lua, nem um “suposto” pai, e nem um fato que a lhe espantasse como Alexandra cogitou a possibilidade.

Fora apenas uma despedida, uma despedida sem sentimento, uma despida sem consentimento, uma despedida perdão,uma despedida sem ninguém..Era até considerada exótica a quão fora a ausência de pessoas naquele velório, poderiam facilmente ser confundidos com amigos de Lua, com que amigos de Claudia que estavam ali sofrendo por sua perda..

Alexandra: Querida, é melhor irmos.(pronunciou a mesma, colocando sua mão esquerda sobre o ombro da “filha”) Não há nada a mais que possamos fazer..

Lua: Ir pra onde?(indagou a loira) Ir pra um lugar onde as pessoas ocultam a verdade?(prosseguiu lentamente e com um tom de voz fraco)

Alexandra: Lua, meu amor, estamos em véspera de Natal e eu Victor estamos aguardando convidados para mais logo a noite.(concluiu insatisfeito)

Lua: Festa? Hoje?(revirou os olhos, mirando fixamente a lapide que Claudia passaria a “residir”)

Victor: (dando dois passos adiante) Sim hj.(afirmou com a cabeça o “homem bem vestido”)

Lua: Não posso..(negou com a cabeça, sentindo seu olhos arderem) Não quero..

Alexandra: Querida, será em nossa casa e inevitavelmente vc estará lá.(concluiu agilmente)

Lua: Então não vou embora..(concluiu satisfeita cruzando os braços)

Victor: Acho que vc está velha o suficiente pra ter crises de rebeldia.(sua voz soava grave e autoritária)

Lua: E eu achei que o senhor fosse velho o suficiente pra saber respeitar a minha dor.(o fuzilou com os olhos)

Não era aquela “autoridade” que estava em sua frente que iria ser capaz de inibi-la. Estava sofrendo e pouco se importava se as pessoas ao seu redor estavam felizes com aquela data.. Aquilo não podia mudar o simples fato de ter perdido sua mãe..

Arthur: Podem ir, que eu fico com ela.(Deu uma piscadela para seus pais)

Sem se despidir ou restrigir algo, Alexandra e Victor apenas deram as costas e partiram rumo a porta do cemitério.. Apenas dois vultos pretos andavam rumo a saida daquele horrendo lugar..

Lua: Arthur, eu não vou voltar pra casa hj.(negou com a cabeça cabisbaixo)

Arthur: Não precisamos voltar.(um sorriso misterioso surgiu nos lábios do mesmo)

Lua: Como não precisamos voltar?(o mirou interessada)

Arthur: Agora são exatamente(consultou seu relógio de pulso)quatro horas da tarde e quarenta e dois minutos. Temos muiito tempo pra fazer o que vc quiser.(deu de ombros)

Lua: Eu não quero fazer nada(Admitiu ao moreno)

Arthur: Então não iremos fazer nada(Deu de ombros novamente)

Lua: E se alguém contar pro seus pais?(indagou receosa)

Arthur: Na boa, só se a Claudia contar, porque as únicas pessoas que ainda estão aqui somos nós.(coçou a nuca) Vai querer ficar aqui mesmo?!(arqueou uma das sobrancelhas)

Lua: Tudo bem, nós vamos (molhou seus lábios com a língua, girando seu calcanhar sobre a sapatilha preta da qual usava para que pudesse visualizar a lapide concedida a sua “mãe”) Não se preocupe que eu voltarei(inspirou todo o ar que pode o deliberando gradualmente)

Era inevitável um agudo e ríspido nó na garganta invadir Arthur, não podia negar que sofria junto a loira.

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