1 de jun de 2013

Minha irmã Adotiva.


Capítulo 180.



As ruas pareciam engavetar toda a agonia de Lua, que saira do hospital sem destino ao certo..Vagava..Vagava pela largas ruas da “grande cidade” em busca de motivos para que pudesse continuar a viver.

Mentira, traição, incerteza.. O mundo girava em torno daquelas palavrinhas fora do orfanato, concluiu a loira, que se recordara de quantas e quantas horas passava fertilizando seus pensamentos de qual seria os ideais usados por pessoas bem sucedidas.

Era inusitado como sua vida se diferia das dos outros, nunca fora uma adolescente considerada padrão, nunca fora alvo de normalidade, sempre havia algo que lhe distinguira de todos. O orfanato, a adoção, o amor pelo irmão adotivo, a mentira, a amargura, a traição..

Por mais que a loira procurasse levar seus pensamentos a um caminho onde existiria perdão pelo feito de Alexandra, o único sentimento que transbordava em seu coração era “lástima”, mal pudera acreditar que perdera sua mãe daquela forma, mal pudera acreditar que Alexandra ocultou a verdade, criando uma completa ilusão na mente da mesma..Depois de longos minutos caminhando sob os raios solares escaldantes, em especial naquele dia, acabara chegando em um parque ecológico, não saberá como chegara lá e muito menos como retornaria ao hospital, mas naquele momento pouco se importava com as circunstancias da qual estava subjugada, queria apenas se sentir liberta, sem nada nem ninguém para lhe ordenar, lhe impedir, procurava liberdade, procurava respirar o ar puro da estação.

Algumas crianças já se preocupavam em guardar seus carrinhos eletrônicos, e bonecas personalizadas e procurar sua residências acompanhadas de sua provável mãe, o cuidado em cuidar, respeitar, amar.. cada detalhe era captura pelo olhar curioso de Lua. O céu já se tornara levemente alaranjado, informando que já iniciara a transição de dia para noite, colocando a loira então na beira de um “curtíssimo”  lago artificial ali projetado..

Tudo parecia tão surreal, tudo parecia tão anormal..nada fazia sentindo..nada fazia coerência..

---: Posso saber o que a moça está fazendo aqui?(indagou a inconfundível voz rouca)

Lua: Arthur por favor me deixe sozinha.(pediu a loira sem se quer se virar ao mesmo)

Arthur: Não posso.(admitiu certeiramente)

Lua: Arthur (levantou a cabeça, à espera que as lágrimas que mantinham em seu rosto simplesmente desaparecessem)

Arthur: Lua, eu não vou lhe deixar sozinha, ok?(a advertiu, enquanto se sentava ao lado da mesma)

Lua: Como sabia que eu estava aqui?(indagou oportunista)

Arthur: Eu estava de carro (chacoalhou as chaves do carro de Alexandra em sua mãos direita)

Lua: Óh sim! Como pude me esquecer que estou diante de um “expert em perseguição”?!(usufruiu da ironia) O que quer , hein?1(indagou desencanada, enquanto mirava duas crianças correndo em volta ao “lago”)

Arthur: Lua (molhou os lábios com a língua) Quando eu disse que gostava de vc eu não estava brincando..(declarou)

Gostava?! Digamos que a loira estava disposta a ouvir outra palavra no lugar de “gostar”, tipo um “eu te amo”, mas talvez aquele era o verdadeiro sentimento que prevalecia em Arthur .. Já para o moreno, que vivia a quilômetros do romantismo, guardava aquelas palavras desejadas ser ouvidos por Lua, quando estivesse total certeza que não voltariam a discutir, e que por fim viveriam juntos e felizes..

Lua: Isso quer dizer, que?!(indagou arqueando uma das sobrancelhas)

Arthur: Que se vc estiver sorrindo eu irei sorrir junto a vc, que se vc estiver chorando eu estarei presente pra secar suas lágrimas, que se vc estiver sofrendo eu estarei sempre ao seu lado pra te amparar e sofrer junto a vc.(coçou a nuca, e pode perceber Lua girando seu pescoço para que pudesse visualizá-lo) E não importa quantos “Eu não preciso de vc “ eu ouvirei, sempre estarei aqui com vc..

Aquelas palavras eram um golpe baixo para Lua, Arthur não podia simplesmente dizer-lhes aquelas palavras para consolá-la sem deixar que seu coração apertasse.

Lua: Eu sei.(brotou um sorriso sem graça nos lábios da loira)

Arthur: (levou a mão no rosto afofado da mesma) E  vc me permitiria cuidar de vc?(indagou quase em um sussurro se aproximando ligeiramente de Lua)

Lua: Eu?!(indagou sem deixar que seus olhos se desvinculasse do citado)Eu a..(foi interrompida)

---: Desculpe interromper, mas é que precisamos ir.(indagou alguém marchando rumo ao casal, e desmoronando qualquer “clima” remanescente)

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