29 de jun de 2013

Maratona de fics - Uma Única Certeza


-Segundo Capítulo-

Sozinha na cama, algumas horas depois, ela relembra. Cenas do namoro lhe vem à cabeça, não é possível controlar.
 Há pouca luz. Somente um abajur aceso no canto, perto da cama. Tudo ajudando a aumentar a overdose de lembranças, saudades e planos não concretizados. Uma chuva fina começa a cair e Roberta não aguenta mais seus próprios pensamentos.
 Mochila feita, é hora de partir. Pela manhã iria encontrar o pai mesmo, por que esperar então?
 Os passos largos, pisoteiam a grama molhada. O muro é avistado. Ela fecha os olhos e diz a si mesma:
-Vamos lá Roberta. Sem olhar pra trás.
-Você não precisa fazer isso.
 Roberta leva um susto.
-Preciso sim. -Ela se mostra tranquila. Ao menos por fora.
- Então era verdade o que a Alice disse sobre você ir embora?
- Ela não pode guardar um único segredo?
- Mais segredos Roberta? -Diego não perdoa.
 A garota permanece em sua frente, mas não tenta aproximação alguma.
- Eu só não gosto de despedidas. -Esclarece ela.
- É por minha causa?
- Não! É pelo que eu sinto por você...
 Diego continua indiferente, mas Roberta não se segura mais.
-Não ter você tá acabando comigo! Será que não percebe? -Roberta começa a chorar, as lágrimas se misturam com a chuva que aumenta.
-Eu não vou ficar aqui assistindo de camarote você seguir, enquanto eu continuo parada no mesmo lugar!
- E a banda? -Ele se aproxima, mas ainda frio.
 Roberta volta a engolir seco.
- Ninguém é insubstituível Diego!
 Menos que um segundo de uma troca de olhares e ela agarra a alça da mochila, dando meia volta.
 Diego sente um impulso, aperta as mãos e tenta se segurar no lugar. Mas já não está suportando manter a distância sobre controle.
-Roberta! -Ele a segura. E no movimento brusco na chuva, eles acabam caindo. Na queda, ele fica sobre ela. Sente o frio da chuva batendo sobre suas costas e as gotas vão ficando mais pesadas. Mas está preso mesmo é ao corpo que debaixo do seu parece queimar.
-Pra mim você é insubstituível...

 Roberta sente as batidas do coração ficarem mais fortes à medida que ele encosta seus lábios aos dela que se abrem entregues. Ele vai pesando o corpo, virando o rosto para dar sequência ao beijo. A saudade tem fome do gosto, tem fome da pele e do cheiro. A água da chuva escorre sobre eles, afoga ao chegar ao beijo, a se misturar com o molhado natural das bocas, que não param nem para dar passagem ao ar.

  Molhados eles descem as escadas do porão sem ao menos ver onde pisam. Os braços dele seguram firme o corpo dela à espera do sofá. Quanto mais os carinhos são feitos, mais são procurados.
-Você não vai embora, não é? -Diego interrompe ofegante.
-Eu tô aqui, não tô?
-Mas e amanhã?
-Eu vou estar aqui amanhã... -Ela mantém o olhar provocante, e segura no pescoço de Diego. -Eu vou estar aqui... Com você.
 Diego deixa seus olhos nos dela por alguns segundos. Ele sabe o que significa o que acaba de ouvir, e sente arder por dentro. Aproxima seu rosto e segue roçando na face clara de Roberta, que fica avermelhada. As mãos acariciam e a sentem tremer.
 Sobre seu colo, ela não vê o tempo passar. Sente os dedos dele em sua cintura a apertar mais forte, conforme ela o beija com mais vontade.
 Roberta percebe que seu corpo vai sendo deitado de leve, e sente um frio na barriga.
 Ao abrir os olhos em um curto intervalo de tempo, a certeza é pedida por ele. Mas não há nenhuma dúvida.
-Você é a única certeza que eu tenho Diego.
 Ele a olha sem quase conseguir respirar.
-Você é minha... E eu sempre vou ser seu.
 Não há mais racionalidade. O corpo não pode com os sentidos. Eles dopam o cérebro, o levam ao êxtase. O tranquilizam e o fazem dormir nos braços do prazer.

 Roberta, de olhos fechados, permite que as mãos de Diego entrem debaixo de sua blusa. Elas sentem a pele molhada e arrepiada de frio. Sobem lentamente e então retiram a roupa.
 Pouco a pouco cada peça é jogada ao chão. Eles podem ver um ao outro, sentir um ao outro sem pressa. Cada pedacinho do corpo recebe um toque de carinho ao ser descoberto. Diego volta a cada minuto aos ouvidos de Roberta, num sussurro secreto, que a faz estremecer e se entregar mais a cada palavra dele.

 Diego desce beijos no pescoço, nos ombros, desce por todo o seguimento da pele e retorna a boca.
O movimento é delicado, é intenso. As horas, os minutos e o tempo não se contam. Atos bonitos de provocação, de doçura, de uma vontade quase rude de estar mais profundamente dentro da pele, dentro dos olhos, dentro do ar que sai do outro.
 Ele a pega dentro do abraço e a aperta, como se sentisse que quanto mais forte a aperte, mais chances tem de conseguir que ela entre dentro de sua alma.

 O mundo lá fora segue incomodado, cheio de perguntas, cheio de dúvidas sobre Roberta e Diego. Enquanto eles se tem colados, se protegendo na única certeza que deveria unir dois corpos:

O Amor.

2 comentários:

  1. Muito Lindo, e fofo, e perfeito, e...demais!!!

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  2. linda , mais pq ñ escreve uma que ela vai embora os rebeldes vão atrás dela

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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