30 de jun de 2013

Lust - Capítulo 3





Um mês e meio. Esse era exatamente o tempo que Lua ia, pelo menos, três vezes na semana, no escritório da Interpol se encontrar com o Arthur. Vocês podem estar se perguntando: “Por que na Interpol, e não em um hotel?” Aventura. Os dois pensavam que a adrenalina sempre esquentava as coisas. 
- Já pensou se algum dia seu chefe entra aqui e descobre a gente? –
 Lua supôs, já abraçada a Arthur, depois do sexo. 
- Nós dois somos presos e fim. Você por assassinato, e eu por ser cúmplice. – Os dois sorriram nervosos. Sabiam que isso poderia acontecer a qualquer momento. Eles ficaram parados, sentados, abraçados no sofá.
 
- Isso vai acabar algum dia? –
 Arthur perguntou com a voz meio triste. 
- O quê?
 
- Nós. Você vai sumir de novo algum dia e me deixar de novo?
 
- O que aconteceria se eu o fizesse? – Ela perguntou, se soltando dos braços dele e o encarando.
 
- Eu não poderia fazer nada. Só gostaria que você me avisasse quando fosse embora. Eu prometo que não vou tentar te impedir de ir. – Ela o beijou.
 
- Não quero que aconteça... – Ele começou a esboçar um sorriso. – Mas, se acontecer, eu prometo que aviso. – Ele ficou sério de novo e concordou.
 
- Que horas são? – Ela perguntou bocejando logo depois.
 Arthur pegou o telefone e viu 7 chamadas perdidas de Anna. 
- Merda.
 
- O que houve?
 
-
 Anna. Esqueci de avisar que ia ficar até tarde. Droga. – Ele disse, se levantando rápido e indo até o telefone de sua sala. Lua fez uma cara feia. – Ela já me ligou sete vezes. – Arthur discou o número de casa, mas chamava, chamava e ninguém atendia. – Ela não está em casa?! 
- Uuuuuhhh... A esposinha também arrumou alguém pra se divertir... –
 Lua zombou de Arthur, que lançou um olhar meio bravo a ela, que soltou um risinho. – Brincadeirinha... 
- E se ela estiver vindo pra cá,
 Lua? Ela deve estar desconfiada! Faz um mês e meio que eu estou dando desculpas, recuando... Qualquer mulher suspeitaria! 
- Você não está... dormindo com ela? –
 Lua perguntou parecendo inocente. 
- Bom, dormir tem sido a única coisa que a gente faz junto, porque transar... Sem chance. – Ele brincou, tornando a ligar pra
 Anna. – O celular está desligado. Se ela estiver vindo pra cá, a gente ta ferrado e... – Lua o interrompeu de repente, beijando-o. 
- Calma... Ela já deve estar dormindo... Fica tranquilo... – Ela foi beijando-o de leve e descendo suavemente pelo pescoço e pelo peito nu dele. Ele riu e puxou firme a cintura dela, fazendo os dois caírem na poltrona de couro. Eles gargalharam e
 Lua se ajeitou, ficando sobre o colo dele. Os dois começaram as carícias, os toques mais íntimos, os gemidinhos de prazer... Lua estava provocandoArthur, masturbando-o e beijando seu pescoço, além das leves mordidinha que distribuía, quando Arthur olhou para a porta e viu seu pesadelo tornando real. 

-
 Anna... – Ele sussurrou abismado, e Lua parou suas carícias para encará-lo. Ele estava branco como papel, olhando para a porta atrás dela. Lua virou e deu de cara com uma linda ruiva, com o rosto banhado de lágrimas e uma arma apontada para eles. 
- Até tarde trabalhando?! – Ela gritou raivosa.
 Lua não conseguia se mover, assim como Arthur, que pensava em algo pra dizer, mas não havia nada a ser falado. 
-
 Anna, amor... Larga essa arma. – Ela tinha visto a cena e pegado a arma que tinha sido deixada no chão, perto do divã. – Por favor, anjo... 
- Cala a boca,
 Arthur! Eu só vou largar depois de matar essa vagabunda! Só assim a gente vai ser feliz! Só nós dois. – Lua, que estava só de lingerie, se levantou e ficou de pé, ao lado da cadeira.Anna a seguiu com a arma. 
- Pode matar. –
 Lua disse desafiadora. - Lua! – Arthur gritou, repreendendo-a. 
- Não duvide de mim, sua puta! –
 Anna disse, destravando a arma. 
- Eu não estou. –
 Lua disse com a voz meio soberba. – Acha mesmo que se me matar, ele vai te amar? Ele não te ama. Nunca te amou! Isso não vai começar com a minha morte. 
- Vamos ver. – Depois dessa frase de
 Anna, foi tudo muito rápido. O estampido do tiro, Lua fechou os olhos e quando os abriu de novo, viu Arthur, desfalecendo em sua frente, com um tiro no pulmão direito, e segundos depois dele ter caído, ainda pòde ver Anna, com a arma na mão e o rosto que estampava o seu choque gigantesco. 
- Sua estúpida! Olha o que você fez! –
 Lua gritou, abaixando-se para falar com Arthur. Virou-o de barriga para cima. – Arthur, Arthur! Fala comigo! Fala comigo, Arthur! Fala comigo, meu amor... – Lua foi interrompida pelo barulho da arma caindo no chão e de Anna, saindo correndo e chorando dali. – Covarde... – Lua pôs a mão na jugular de Arthur e não havia mais sinal vital. Apoiou a cabeça em seu peito e chorou. O único que ela amou, o único que a amara. Estava morto agora. 
De repente, lhe veio uma ideia:
 Anna poderia ligar para a polícia. Ligar dizendo que ela tinha matado Arthur. Pegou o celular dele correndo e discou o número de emergências, já pensando em sair dali. Fez uma voz fina e fingiu ser Anna, anunciando que o marido desaparecera e não avisara nada. Saiu assim que desligou o telefone, deixando o corpo sem vida de Arthur lá. 
Ela corria, ainda chorando, pensando em que lugar ela pudesse ficar. Ao mesmo tempo, a imagem de
 Arthur inerte naquela sala a feria. A deixava cada vez mais zonza. Ela se apoiou em uma parede para tentar pegar um pouco de ar e para que as coisas parassem de girar. 
- Senhorita? Você está bem? – Ela ouviu um senhor chamá-la. Não conseguiu responder. Só viu tudo ficar negro e perder os sentidos.
 

Lua abriu os olhos e viu tudo branco. Assim que suas pupilas se acostumaram com aquela luz intensa, ela pode reconhecer onde estava: no hospital. Lembrou que perdera os sentidos na rua. O senhor deve tê-la levado para o hospital. Viu uma enfermeira entrar.
 
- Senhorita! Que bom que acordou! Vou chamar o médico! – E saiu em seguida.
 Lua tentou se sentar, mas suas pernas estavam dormentes, provavelmente, pelo efeito de alguma substância que eles teriam dado a ela. O médico entrou instantes depois, com um sorriso que parecia feliz. 
- Que bom que a senhorita acordou. Como se sente?
 
- Bem... Mas eu quero ir embora.
 
- Coma e você poderá ir. Uma moça no seu estado tem que se alimentar muito bem. – Ele ordenou à enfermeira que trouxesse comida.
 Lua ficou refletindo: Qual seria seu estado? 
- Doutor... Qual seria exatamente o meu estado?
 
- A senhorita não sabe? –
 Lua negou. – Você está grávida. – Lua se sentiu zonza de novo. 
- Grávida?!
 
- É. Um mês, senhorita... Eu não sei seu nome. A senhorita chegou sem identificações.
 
- Senhora
 Aguiar.
- A senhora quer que eu avise seu marido?
 
- Não. Eu sou viúva. –
 Lua disse pesarosa. – É só me liberar que vou pra casa de táxi. E eu prometo parar na primeira Starbucks que eu ver e comer. – Ele fez cara de desconfiado. – Eu juro! Eu só odeio comida de hospital. – Ele fez cara de pensativo. 
- Ok. Vou assinar a sua alta e já volto. Vai se vestindo. A enfermeira arrumou umas roupar pra você. A senhora não estava com muitas roupas quando chegou aqui. –
 Lua soltou um sorrisinho e concordou. – Já volto. – Lua se levantou, voltando a sentir seus pés, e começou a vestir a blusa e o jeans que a enfermeira havia arrumado pra ela. Ela terminou de se vestir, o médico voltou e ela foi liberada. 

Lua foi andando pela rua, pensando no que faria com esse filho, agora que todos que a apoiavam estavam mortos. Seu pai, seu irmão, seu amor. Pensava em como manteria uma criança sendo matadora de aluguel. Como se manteria durante a gravidez. Não poderia trabalhar grávida. Teria que trabalhar o máximo possível enquanto pudesse e gastar o mínimo possível. E quando ele nascesse? O que faria? Fugir da policia sozinha é uma coisa. Fugir com um filho é algo completamente diferente. Nunca conseguiria voltar à sua vida civilizada para poder criar um filho. Pensaria nisso depois. Precisava fazer outra coisa primeiro.
 

[...]

Anna abriu os olhos assustada. Só se lembrava de estar entrando em casa e sentir algo forte a golpeando, fazendo-a perder os sentidos. Acordou amarrada a uma cadeira e com uma mordaça na boca. Estava numa casa que parecia abandonada, cheia de teias de aranha. Ela começou a se desesperar e ouviu passos se encaminhando até ela com uma arma na mão.
 
- Alô? – Ela viu
 Lua falar ao telefone. – Detetive Wood? Aumente a minha lista de assassinatos. Ele foi morto, certo? E agora, a assassina vai pagar. É a vez dela. – E Lua atirou no meio dos olhos dela. – Está feito. 
Fim


5 comentários:

  1. Poxa logo o Arthur tinha q morrer :'(
    Pelo menos a Lua se vingou
    Rapha L.

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  2. Credo, a Lua matar a Anna foi muita maldade. Vingança só é boa quando se tem motivos. E a mulher teve mais motivos para odiar a Lua do que o contrario. A Anna foi uma idiota, e devia está sofrendo o suficiente em ter matado o homem que amava, afinal mesmo pegando ele transando com outra, ela o queria de volta. A Lua foi muito má em mata-la, alem de muito baixa em ter amarrado a mulher, afinal ela era ou não uma assassina profissional? Adorei a Web, mas o final não. :\ Ela podia ter deixado a mulher viva e a usado para o seu beneficio... Ou simplesmente faze-la lembrar sempre do mal que ela fez. ;)

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    1. Também concordo com você, o final tinha que ter sido melhor, a Lua deveria ter maltratado bastante a Ana ou ter dado o filho dela para ela. Foi muito legal essa web, mas o final não tanto. Parabéns pela web de qualquer maneira. =D

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    2. Eu pensei em mil finais, mas esse não. Como já disse a Web foi boa, mas o final, desculpa, mas foi péssimo! ;)

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  3. Lua vingativa u_ú...pena que o arthur morreu!!!mas,a web é ótima!!!

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