30 de jun de 2013

Lust - Capítulo 2






   Lua estava em seu apartamento, contando as libras, fruto de seu último assassinato. Sorria       vendo aquele monte de papel com a cara da Rainha... Adorava dinheiro. Resolveu tomar uma    ducha para relaxar, afinal, aquela noite não tinha sido uma das melhores, dormindo no trem. Entrou debaixo do chuveiro pensando no que faria naquela noite. Adorava desafios. 

- É,
 Anna... Eu vou ter que ficar até mais tarde por aqui... Você sabe como é a minha ‘maravilhosa’ equipe. (Pausa) Não, não precisa me esperar acordada... É... Tá no micro-ondas, tá. (Pausa) Eu te amo. Beijo. Tchau. – Arthur desligou o telefone. Era a terceira vez na semana que ele ficava no trabalho até tarde e deixava sua esposa sozinha em casa. Ele estava cansado de ter todo o trabalho burocrático para ele, sendo que havia coisas que seus subordinados podiam fazer. 

Ele estava no milésimo papel para ser assinado quando ouviu algo. Estava sozinho naquele andar. Pegou sua arma e pôs em cima da mesa, só por precaução. Continuou revendo toda a papelada, mas ainda com a sensação de estar sendo observado. Estava tenso. Odiava essa sensação de impotência, vulnerabilidade. Procurou se concentrar ao máximo possível, mas estava difícil. Jurou ouvir passos, mas quando se concentrou, o silêncio era absoluto, a não ser pelo ventilador. Ele voltou a rever os papéis que amontoavam sua mesa.
 

- Oi, meu amor... – ele sacou sua arma rapidamente, apontando para a pessoa parada à frente da porta. – Opa! Desculpa se eu te assustei! –
 Lua disse com as mãos para o ar. 
-
 Lua?
- Que bom que você ainda me reconhece, amor. – ela disse, dando passos mais pra perto da mesa, já com as mãos abaixadas, apesar de ele não ter tirado a arma da direção dela. – Vai atirar em mim?
 
- Eu posso, sabia? E eu posso te prender exatamente agora. –
 Arthur disse nervoso. 
- Pode, mas não vai fazê-lo. Ou vai? – ela falou, levantando uma sobrancelha.
 
- Não me provoque,
 Lua...
- Abaixe essa arma,
 Arthur. – ela disse, se sentando na cadeira em frente à mesa dele. – A Interpol não vai me querer morta. – Arthur abaixou sua arma. Ela estava certa; a Interpol a queria viva. Ele se sentou, ainda raivoso. 
- O que veio fazer aqui?! – ele perguntou, vendo-a brincar com um clip.
 
- Não é óbvio, amor? Ser presa é que não foi. – Ela foi sarcástica e se levantou.
 Arthur tentou pegar sua arma de novo, mas ela foi mais rápida, tirando a mesma da mesa, retirando as balas e jogando-as pela janela. – Agora, sim. 
- Eu posso emitir um alarme e todos os policias da Europa vão vir pra cá, vão te caçar pelo mundo, se acontecer algo comigo. –
 Arthur ameaçou Lua, e ela sorriu. 
- Acha que eu vou te matar, amor? – Ela gargalhou. – Que visão horrorosa você tem de mim...
 
- Que visão eu teria de um monstro,
 Lua? – ele disse com a voz amargurada. Ela esboçou um sorriso leve e abriu seu sobretudo, revelando uma lingerie vermelha muitíssimo provocante. Ele encarou o corpo dela e depois o olhar. Podia ver a luxúria neles. Será que ela podia ver nos olhos dele também? 
- Essa visão é boa o bastante pra você? –
 Lua arremessou o sobretudo longe e soltou os cabelos. 
- O que você está fazendo? – ele perguntou, olhando fixamente nos olhos dela, enquanto ela tirava a bota.
 
- O que você acha de flashbacks, amor? – ela disse, se aproximando mais dele depois de tirar a bota.
 
- Seja direta. – ele bravejou.
 
- Mais? – ele levantou uma sobrancelha para ela.
 
- Vamos concordar que você ainda se sente atraído por mim,
 Arthur. – ele gargalhou nervoso. 
- Eu?! Eu sou casado, querida! – Ele riu sarcasticamente.
 
- Grande casamento... – ela disse, sentando-se na mesa, de frente para ele. Ele se levantou bravo.
 
- Quem é você pra saber sobre relacionamentos?! Ou você esqueceu que você é um desastre?!
 
- Foi isso que o nosso relacionamento foi pra você?! Um desastre?!
 
- VOCÊ é o desastre! – Ele gritou, ainda de frente pra ela. – Eu te amava,
 Lua... Eu queria me casar com você! E você simplesmente sumiu! Nem uma carta! Só umas fotos depois... No seu primeiro assassinato. – Ele falava com os olhos meio perdidos nas lembranças. – Meu Deus, como eu te amava... Eu daria a minha vida por você! Eu fiquei meses me perguntando por quê... Me culpando... Me perguntando o que poderia ter acontecido, o que eu poderia ter feito e ... – Ele bagunçou os cabelos. – E eu conheci a Anna e ela tratou todas as minhas feridas, ela me amou... 
- E você? Você a ama,
 Arthur? Você é apaixonado por ela? – Lua perguntou, se levantando e ficando na frente dele. 
- Ela é incrível, meiga, carinhosa... Ela me amou antes que eu pudesse amá-la e...
 
- Isso não responde a minha pergunta. –
 Lua o cortou. – Você a ama? A ama como sempre me amou? A deseja como sempre me desejou? Seu coração dispara com ela, como era comigo? – A cada frase, Lua chegava mais perto e perto. – Ela faz você se arrepiar com só um toque, como eu faço? – Ela tocou os braços dele, fazendo-o se arrepiar. – O cheiro dela te deixa tonto, como o meu? – Ela subiu as mãos para o ombro, olhando nos olhos dele e se aproximando do rosto. – O beijo dela faz tanta falta quanto o meu? Ele te provoca as mesmas sensações? – Ele segurou firme na cintura dela, puxando-a mais pra perto, unindo os corpos. 
- Não. Não para todas as perguntas. Ninguém faz comigo o que você faz. Ninguém consegue me enlouquecer como você. Eu não consigo amar nenhuma outra mulher enquanto você não sair da minha vida... Definitivamente.
 
- E você quer que eu saia? – Ela sussurrou perto dos lábios dele. Ele desistiu de resistir. Pegou a nuca de
 Lua com a mão livre e a beijou. 

Lua conseguira. Conseguira ter novamente o único homem que amava, ali, beijando-a, desejando que ela fosse dele de novo.
 Arthur a puxava cada vez mais para perto de seu corpo, como se tivesse medo de que ela lhe escapasse – e ele realmente tinha. Lua foi deslizando suas mãos e tirando a jaqueta que Arthur vestia. Arthur, que parecia estar gostando, soltou um sorriso entre o beijo e se deixou levar por ela. Começou a acariciar o corpo dela, enquanto invadia sua blusa e ia levando-a aos poucos, deixando seu corpo a mostra por partes. As unhas dela deslizavam pele abdômen dele, fazendo um frio percorrer toda sua espinha. Definitivamente, não tinha outra que fazia o que ela fazia. Os dois quebraram o beijo para ela poder tirar a blusa amarela dele e arremessar longe. Ele tirou o tênis e as meias, antes de voltar a grudar seus lábios nos dela. Ela perdeu a respiração e parou o beijo, sorrindo. Levou suas mãos à calça dele, tirando o cinto e depois a calça, enquanto ele dava mordidas e chupões no pescoço dela, provocando sensações que ela sabia que não iria sentir com nenhum outro. Quando a calça também foi jogada longe, Arthur levantou uma perna dela na altura de sua cintura, fazendo Lua dar impulso e fechar as pernas na cintura dele, sentindo a ereção dele nítida. Ele a pôs na mesa, fazendo tudo cair no chão. Ele beijava-a avidamente desejando-a cada vez mais, e mais, e mais... Enquanto beijava o pescoço dela, ele desabotoou o sutiã, que teve o mesmo fim que o resto das roupas dele: longe deles. Os dois estavam igualados em relação a roupas. O corpo dela no dele faziam os dois se excitarem cada vez mais. Arthur fez movimentos mais provocativos, prensando seu sexo contra o dela, mesmo que ainda separados pela calcinha dela e a boxer dele. Lua decidiu que não era mais tempo de provocações. Não por agora. Abaixou a boxer dele de uma vez só e mordeu o lábio, fazendo Arthur gargalhar. 
- Cala a boca! –
 Lua disse, dando um tapinha leve no braço dele. 
- Tenho um ótimo jeito de fazer isso... – ele a puxou pela nuca e grudou seus lábios nos dela de novo. Depois tratou de se livrar da calcinha dela. Precisava tê-la. Como nunca precisara antes. Precisava saber que ela era dele de novo. Ele hesitou em penetrá-la. Seu membro estava latejando de excitação, mas ele hesitou.
 
- O que foi? -
 Lua perguntou, acariciando o rosto dele. 
- Eu quero ter certeza. Quero que você tenha certeza. Eu... Quero ter certeza que não é um sonho. Mais um sonho... – Ela o puxou e o abraçou.
 
- Eu te amo. – Ela sussurrou no ouvido dele. Ele se espantou e a encarou.
 
- O quê?
 
- Eu te amo. Sempre te amei. Meu corpo pode ter sido de outros, mas minha mente sempre foi sua. Meu coração sempre foi seu,
 Arthur. – Ele sorriu, pondo uma mecha do cabelo dela pra trás da orelha. – Me faz ser tua... Seja meu, Arthur. Por favor, seja meu. – Ele a beijou suave e a penetrou. Fazendo movimentos leves, no início, e aumentando gradativamente a velocidade. Os corpos fundidos, as respirações formando uma só, os olhares luxuriosos, os gemidos de prazer... Tudo só contribuía pra que o prazer se tornasse tão sublime. Os gemidos ecoavam pelo andar. Os corpos estavam completamente suados. A mesa de madeira velha rangia. E diante de tudo isso, Lua sentiu o prazer invadi-la totalmente, fazendo seus dedos do pé ficarem dormentes. Arthur chegou ao ápice segundos depois, soltando um gemido tão alto quanto o de Lua. Os dois estavam ofegantes, abraçados. Arthur pegou Lua no colo, sem desconectar os corpos, e a levou para um divã que tinha em sua sala. Deitou-a e deitou por cima dela, beijando-a, mas saindo de cima dela em seguida, abraçando-a de conchinha e cobrindo-os com a manta do divã. Ele ficou acariciando os cabelos dela e beijando o pescoço da garota de leve. 

- Eu devia te prender, sabia? Por assassinato, por resistir à prisão e por seduzir um policial. –
 Lua riu. 
- Não sabia que esse último era crime... – Os dois gargalharam. Quando os sorrisos cessaram, eles voltaram a ficar em silêncio, se acariciando.
 
- Posso te perguntar uma coisa? –
 Arthur perguntou, sussurrando no ouvido dela. 
- Quê? – Ela perguntou, se virando de frente pra ele. Ele beijou o topo de sua testa, e ela sorriu. – É algo sério. Algo que você está com receio de perguntar. – Ele levantou a sobrancelha. – Que foi? Ainda sei te desvendar, tá?! – Ambos riram. – Fala logo,
 Arthur.
- Por que você sumiu? Por que me abandonou aqui, sem me dar nenhuma explicação? Sem deixar nem um bilhete com um ‘tchau’?
 
- Você deve estar há quatro anos se perguntando isso, né? – Ele esboçou um sorrisinho sem-graça. – Eu estava perdida. Depois que o
 Chay e o meu pai morreram naquele acidente, eu fiquei desnorteada. Eu estava sozinha... Ou pelo menos achava que estava. Eu não sabia o que fazer, o que pensar. 
- Eu estava com você,
 Lua!
- Mas eu não enxergava isso, amor! Eu achava que você só queria o físico... Não entendia seu amor ainda. O nosso amor. Eu nunca te esqueci. – Ele a beijou e sorriu.
 
- Como você virou uma das assassinas mais perigosas e procuradas da Interpol?
 
- Eu já sabia algumas coisas que o
 Chay tinha me ensinado, depois que ele entrou para o serviço secreto, e, além disso, eu encontrei gente que me ensinou muita coisa. Gente que vocês acham que são do bem e, na verdade, são piores que eu. Eles, sim, deveriam estar na lista dos mais procurados da Interpol. 
- Se quiser me passar alguns nomes... –
 Lua gargalhou. 
- E ser morta em seguida? Acho melhor não. – Ela se abraçou mais a ele, e ele a aconchegou em seus braços. – Acabou o interrogatório?
 
- Sim, Senhorita.
 
- Então já pode acontecer um segundo round? – Ela disse com uma provocação no olhar e na voz.
 Arthur sorriu e começou a beijar Lua, já começando as preliminares do segundo round.
 
Continua...

Um comentário:

  1. continua só no próximo mes????(piadinha sem graça,mas,eu não resisti)

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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