30 de jun de 2013

Capítulo Único - Lust




                      Título: Lust
                      Tradução: Luxúria/Desejo 
                      Retirou do blog: Nada Pode Nos Parar
                      Capítulos: 3



Era uma noite fria de inverno no sul de Northamptom. Lua andava devagar pela leve camada de chuva, com as mãos nos bolsos de seu sobretudo e seus salto-altos fazendo barulho na rua de paralelepípedos. Ela dava passos largos até o pub onde encontraria seu próximo alvo: John McCartney, filho de um parlamentar, 23 anos, drogado e devendo aos maiores traficantes do país. Mais um filhinho de papai para ser morto.
Lua entrou, e o sino acima da porta anunciou sua chegada. Recebeu vários olhares, e entre eles, vários pecaminosos. Se pudesse ler os pensamentos, com certeza veria muitas coisa, digamos, depravadas para a normalidade. Algumas até lhe chamariam a atenção, mas não podia se distrair. Apesar de adorar todos os olhares sobre si. Esboçou um leve sorriso e se dirigiu ao balcão. 

- O ‘Jack Daniels’ mais forte que você tiver. – Ela disse, vendo o barman encarar seus lábios vermelhos.
- Isso não é muito forte pra você, boneca? – Ele perguntou com seu olhar pervertido. Está aí um ser desprezível: aquele que subestima uma mulher.
 
- Eu perguntei a sua opinião? Então, acho melhor você não se meter, ok, querido? –
 Lua disse de maneira suave e ameaçadora. Seus olhos denunciavam seu perigo. 
- Claro. – Ela lançou um sorrisinho e se voltou para os outros lugares do pub. No lugar mais escuro, tinha alguém, com o que parecia ser McCartney, engolindo uma prostituta qualquer.
 
Pegou seu copo e se levantou, andando em direção a ele e sua... companhia. Ainda sentia alguns olhares sobre si, mas era hora do trabalho.
 

- Com licença... – Ela começou com sua melhor voz sensual. – Seu tempo acabou, querida. Seu cafetão mandou te chamar. Falou que você vai pra casa de algum ricasso por aí. – A ‘senhorita’ fez uma cara de tédio. – Ele disse que se você não for, vai mandar Jack te encontrar. – Prostitutas sempre tinham problemas com cafetões e, junto a ele, os caras que surravam e matavam as prostitutas. Jack foi só um nome fictício, mas, de acordo com a cara dela, funcionou. A prostituta saiu correndo, sendo xingada por John. Ele encarou
 Lua em seguida, desconfiado. 
- Não tinha nenhum Jack ou cafetão, né?
 
- Posso trabalhar no teatro? – Ela perguntou, se sentando na mesma mesa que ele.
 
- Acho que sim... Nós nos conhecemos? – Ele perguntou, bastante interessado.
 
- Não. E nem precisamos. Não para o que eu quero... – Ela disse se aproximando pelo banco forrado de couro.
 
- E o que você quer? – A voz rouca, o olhar luxuriante... Ele estava nas mãos dela... Como qualquer outro estaria.
 
- Você. –
 Lua deu um gole em sua bebida, e o olhar sedutor em cima dele, fazendo imaginar o que viria a seguir. – Está pronto para mim? – As pupilas de John já estavam completamente dilatadas de tesão. 
- Porra, o que você quiser... – Ele também começou a provocar. Levantou-se e chegou mais perto dela. Com os olhos fixos no dela, começou a alisar o corpo perfeito da garota escondido debaixo do sobretudo, ela como boa sedutora, deu uns passos para trás e saiu andando em direção à porta, sendo seguida por John, que tentava esconder um sorriso no canto da boca.
 
Lua se distanciou do pub, entrando numa floresta ao redor. Mesmo intrigado com a garota, John continuou a seguindo, pretendia tirar a sorte grande, aquela noite.
 
- Vamos muito longe? – ele perguntou, já não segurando a testosterona.
 
- Não, não. – ela disse, parando no meio do nada. – Aqui já está ótimo. – Começou a desabotoar o sobretudo. John se aproximou, pensando em tudo o que faria com ela.
 
- Que desperdício... –
 Lua se lamentou, em seguida enfiando uma faca desde sua virilha, rasgando até o pescoço. – Era tão bonitinho... 
Lua jogou o corpo cortado ao meio no chão, limpou sua faca e guardou no bolso, feliz pelo trabalho bem feito. Pulou o corpo e o deixou agonizando até a morte. Pegou seu celular e discou um número.
- Está feito. – e desligou, caminhando pra fora da floresta.
 

Arthur estava organizando toda a papelada que estava em sua mesa. Ser um detetive da Interpol era um cargo que precisava de paciência para ser executado. Principalmente com os subordinados que tinha. Ouviu o telefone tocar e revirou os olhos de tédio. “Secretária imprestável...”, pensou, indo atender.
 
- Alô?
 
- Detetive
 Aguiar? – ele ouviu aquela voz novamente. A voz mais sexy e cortante que poderia imaginar. 
- Você. – ele ouviu um sorriso leve e debochado do outro lado.
 
- Liguei pra aumentar a minha lista de homicídios...
 
- Quem?
 
- John McCartney. O filho do parlamentar. Um pub no sul de Northamptom.
 
- Eu vou prender você... Eu vou ter esse prazer. – ela gargalhou, fazendo a raiva de
 Arthur aumentar ainda mais. 
- Eu mal posso esperar pra nos encontramos, meu amor... –
 Lua riu e jogou o telefone roubado na água. Entrou no trem para Londres e pôs seus fones no ouvido, começando a cantarolar qualquer coisa que escutava. 
 
    Continua..

2 comentários:

  1. Parece ser MUITOOO legal...quero o resto =(

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  2. Maisssss *----*

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Não vai sair sem comentar, né?! xD

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