21 de mai de 2013

New Feelings : Capitulo 22


Música

Roberta regressava ao hotel, com a cabeça empinada e fingindo estar bem. Adentra no saguão e sem perceber, esbarra no ombro de alguém. Mas que perseguição! Era ele de novo.
– Sou transparente?
– Quase né?!
– Você esbarrou propositalmente.
– Se eu tivesse te visto, teria dado meia volta e esperaria você passar. Só que sou muito azarada sabe?! Acabei esbarrando em você!
– Criança.
– Ofende vai, não to nem aí mesmo.
– Vem cá Roberta, onde você estava com a cabeça quando se apaixonou por mim? – A vontade da loira foi de estrangular e esquartejar o rapaz.
– Na merda, porque eu nunca gostei de você, protozoário.
– Garota, você é tão chata que chega a dar fobia! – Clama nervoso, Roberta sorri sínica.
– Ele fica tão lindo irritado. – Murmura sobre os encantos do garoto.
– O que disse?
– Não te interessa.
– Por que você tinha que nascer tão implicante?
– É o meu jeito de ser, respeita pelo menos se não gosta!
– Deve ter sido defeito de fábrica. – Ele ri da piada, mas Roberta sinceramente fica inconformada com a piadinha sem graça feita pelo amigo.
– Tá insinuando que minha mãe tem problemas? Apesar de ter mesmo, mas eu quero dizer outros tipos de problemas.
– Veja só, vocês duas são tão loucas quanto à pedra. Quando você viu o Jonas beijando tua mãe, precisava de uma tropa pra te segurar, se não o velho dançava! – Suas risadas elevavam e a loira bufava de ódio.
– Sem cérebro.
– Desculpa se não riu, não tem um mínimo de humor.
– Eu sou bem humorada sim, mas você não me faz rir! – Mentiu descarada, dando uma de esquecida também.
– Ah, tá virando a Eva agora? Deu pra esquecer tudo, pelo que eu me lembre bem, sempre te fazia rir.
– Acho que do que eu dava risada mesmo era dessa sua cara de porco resfriado!
Exclama sem ter mais nenhuma paciência para aturá-lo, ele gastava todas. Caminhou para o elevador e apertou no botão onde daria na cobertura, onde estavam instalados. Ao chegar ao quarto, a cama estava uma bagunça com todas aquelas roupas de Alice espalhadas por toda a cama, havia roupas nas poltronas, criado-mudo, enfim, em tudo. Parecia camelô das roupas finas.
– Que merda é essa?
– Ué, para a passagem de som preciso estar linda e igual a uma boneca. – A moça loura gira os olhos, aquela sua amiga inventava cada coisa.
– Nós vamos para a passagem de som e não a festa de gala Alice, acorda pra realidade.
– E como você tá? – A jovem desviou do assunto, enquanto olhava seu vestido azul para ver se ficava bom. Mas Roberta acanhou-se na cabeceira da cama.
– Na mesma, só que tenho que esquecê-lo, além do mais, até na minha mente to traindo o Diego. Isso é tão horrível!
– Vai Roberta, pelo amor de Deus admita que você gosta dele.
– Longe disso, ainda agora esbarrei com ele e trocamos farpas!
– Isso porque são dois teimosos que não confessam um ao outro seus verdadeiros sentimentos.
– Alice, entenda uma coisa. Eu – não – gosto – do – Tomás! – Diz em pausas. Como se a patricinha fosse crer naquelas palavras disparadas sem pensar.
– Já está na caverna de novo, você é sem jeito mesmo.
– Pois é.
– Ô Roberta, dá um desconto que o garoto também gosta de você.
– Sou lá loja pra dá desconto?
– Tão engraçada.
– Obrigada! – Agradece com sarcasmo.
– Vai te ajeitar bela adormecida, vai vestir aqueles teus trapinhos.
– Para de implicar com a minha roupa, e, aliás, esse seu arco está ofendendo sua imagem!
– Aff! Irritante.
Roberta entra naquele banheiro espaçoso e decorado com desenhos sem lógica, se despe de suas vestes e logo vai molhando seu corpo naquele chuveiro, a água estando no grau frio, perfeito para a menina. Livrava-se de seus prejuízos e problemas, esquecia que tinha um mundo lá fora a esperando para brilhar, às vezes achamos que essa loira queria ser uma sereia, a paixão pela água é indescritível. Ensaboa-se com a ducha tirando o suor e as preocupações. Depois de longos minutos ali no banho, ela ligou-se que se continuasse no bem bom, a água acabaria e o mundo morreria. Seca as raízes e depois as madeixas do seu cabelo, cobre-se com a toalha e sai do banheiro ainda deixando alguns pingos de águas caírem sobre o chão. Alice ainda estava ali vestida com uma saia azul cheia de babadinhos brancos, uma blusa de manga comprida verde e preta, saltos rosa, arco de flor rosa. Os seus lábios estavam pintados de gloss de maçã e uma sombra rosa fraco.
Roberta veste-se com sua calça justa vermelha, uma blusa de manga comprida toda preta e com uma caveira branca dando vida ao blusão, conturnos mal limpos e cheios de tacha, uma sombra azul acinzentada, a boca pintada de batom de cereja, luvas pretas e uma faixa na cabeça.
– É tão engraçado. – Se pronuncia Alice admirada com suas diferenças em relação Roberta.
– O que é engraçado? – Pergunta a menina corrigindo sua faixa na testa.
– Nossas diferenças, eu sou uma patricinha e você roqueira, vivemos tendo nossas brigas por aí, mas sempre estamos unidas, me orgulho de ser meia-irmã sua. – Os olhos da menina chegam a marejar.
– É. Acho que não iria querer outra pessoa para ter como irmã se não fosse você, realmente Deus sabe o que faz! Eu te amo Alice!
As jovens se abraçam chorando silenciosamente. Essas cenas emocionam qualquer um. Carla abre a porta do quarto e prestigia aquele momento de irmãs unidas, uma lágrima até cai dos olhos da morena.
– Que lindo.
– Tá bom, assim minha maquiagem borra. – A patricinha enxuga o rosto e funga.
As três amigas saem com as mãos envolvidas uma na cintura da outra e seguem para o saguão, onde já estavam os meninos meio que indignados com a demora das namoradas. Ao vê-las, sorriem, elas se desvencilham uma da outra e vão ao abraço de seus namorados.
– Passagem de som, vambora.
Eles já tinham alugado um taxi que os esperava calmamente em frente ao edifício. O lugar aonde iriam passar o som seria em uma academia, nada melhor que ensaiarem em um lugar arejado e atlético. Saltam do carro e olham aquela casa de exercícios.
– Vocês trouxeram os equipamentos?
– Só o que precisamos.
– Vamos treinar a voz primeiro, deixá-la mais afinada. – Sugere a cinderela posicionando-se em frente ao um grande e limpo espelho.
– Beleza.
Os meninos resolver irem se exercitar e lá ficam as meninas treinando e forçando a garganta, correndo o risco de estourar a horta.
– Parece um pato agonizando. – Tomás provoca Roberta pelo jeito em que a garota aquecia sua voz.
– Vai se lascar!
– E se eu não quiser? – O menino deixa a esteira e fica defronte a loira.
– Cravo meus quatro dedos nesse seu rostinho. – Sorriu debochadamente olhando-o sinicamente.
– Querem parar de brigar? – Diego interfere na discussão dos amigos.
– Ninguém tá brigando aqui meu filho, eu estava era zoando sua mina!
– Demente.
A loira volta a aquecer sua voz, mas ele persiste em tirá-la do sério.
– Pobre pato.
– Cala a boca Tomás!
– Cala a boca já morreu quem manda na minha boca sou eu.
– Frase de criança não compra né Tomás?! – Todo mundo suspira irritadamente pelo comportamento infantil dos dois. Achando que desta vez ele a deixaria em paz – ela estava muito enganada – voltou a repetir o que fazia tranquila até ser provocada pelo “amigo”.
– Rapaz, mas realmente parece um pato agonizando. – Depois dessa piada, o pavio curtíssimo de Roberta explode.
– Eu vou te mostrar o pato agonizando! – Começa a correr em círculos atrás do garoto, se identificavam com crianças de sete anos. Tinham que parar a loira, antes que ela o esganasse. Diego segura seus braços e a imobiliza.
– Tomás, para de azucriná-la e você também amor, não dê corda. – Repreende.
– Quero mais é que ele se enforque com ela. – Grunhe.
O rapaz amedronta-se com o tom que ela usara, muito grosso e amedrontador.
– Menina má. – Brinca a morena com as mãos na cintura e rindo a vera.
– Põe má nisso! – O rebelde insistia em brincar com o perigo. Ele conhecia o gênio forte de Roberta, ela era capaz de deixá-lo hospitalizado e em coma.
– Tá abusando da sorte rapaz.
– Gente, para cortar essa briguinha infantil de vocês, em compus uma música nova e o Pedro me ajudou no ritmo.
– Maneiro, mostra aí!
– É em inglês. – Sorriu colgate.
– O que?
– É um dueto.
Roberta não se sente bem, seus batimentos cardíacos aceleram e ela pressente algo de ruim ou bom acontecer.
– A curiosidade tá me atacando, quem vai cantar? – Carla era muito curiosa, já até estalava seus dedos a fim de saber os detalhes da música.
– Roberta e Tomás, a música fala sobre amor.
Os dois viram estátuas no mesmo instante.
– Hãm? Eu achava que os duetos românticos eram só em pares. – Diego é atacado pelo ciúme.
– Como é o nome da canção? – Pergunta Carla secamente, a cara estava fechada.
– Give Your a Heart a Break.
– Dá um tempo ao seu coração?
– Yes.
– Confesso que fiquei enciumada, mas é a banda e não tem nada demais. Também não quero ter fama de possessiva e controladora!
Carla sempre concordando com as decisões tomadas, nem sabia o que já havia rolado entre o seu namorado e sua melhor amiga. Por falar nisso, eles dois ainda estavam gélidos e emudecidos.
– E vocês dois nada de rejeitar, vai ser assim e ponto final. – Alice diz curta e mandona, só que os jovens não se mexiam, encontravam-se paralisados mesmo.
Pensamentos dos dois ao mesmo tempo: “meu coração não vai suportar.”
Destino, como você é cruel!
Continua...

3 comentários:

  1. Gente eu to pelo celular e vi que acabei confundindo tudo :/ o titulo esta errado , o titulo certo é MÚSICA mais tarde eu vou entrar no pc para concertar e arrumar as Webs

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  2. Tadinho de Diegoo. Quando ele vai discubrir tudo??? amandooo

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