2 de mai de 2013

New Feelings : Capitulo 14

Alertando os Amigos 




Não, ela não irá fazer isso. A menina não irá separar seus amigos, melhor, ela irá os comunicar da chantagem do vilão para eles ficarem atentos e para isso terá que os confessar sobre o selinho. Papo caverna!


– Alice! – Roberta chama a atenção da patricinha, que dava um beijo apaixonado e quente em seu namorado em um canto reservado da casa.
– O que é? – Pergunta a garota com raiva. Roberta ri forçadamente e sem graça.
– Preciso ter uma conversa com vocês, o papo é pesado. – A menina os assombra.
– Tá bom, me deixou curiosa! – Alice desvencilha de Pedro e caminha para perto da amiga.
O rapaz a segue e os três se sentam no sofá, encarando Roberta impacientemente.
– Binho, Pilar, selinho, Tomás, aposta, encrenca. – A loira não precisou explicar nada, eles entenderam logo o recado. Mas Alice era a que tentava não acreditar, como pode Tomás e Roberta dar um selinho? Como Binho e Pilar sabem disso? Era óbvio.
– Então você sem querer, deu um selinho nele? – Pedro pergunta produzindo um movimento estranho nas mãos.
– Sim foi um acidente, equívoco, um erro tão grande que resultou em uma chantagem!
– Como aqueles dois descobriram sobre isso? – A vez de Alice interrogar chega. A menina espera pela resposta sem um pingo de calma.
– Eles ouviram minha conversa com a Leila, quando estávamos na sala antes mesmo do sinal tocar, eles começaram a fazer piadinhas e mandar umas indiretas! Binho era o mais sujo e o foco dessa chantagem é você Alice. – A patricinha se amedronta. Pedro ergue sua sobrancelha e faz cara de quem não entendeu uma só palavra.
– Eu?
– Sim cinderela, ele quer você, possuir você, te quer como um prêmio, ele quer ter você a força e jogou baixo na hora da chantagem. Ameaçou fazer com que você sofra um grave acidente, terrível mesmo e fique em coma profundo por tempo indeterminado. – O casal vira uma pedra. O moreno se enfurece, fica mordido com a conversa, Binho era o demônio em pessoa. Alice permanece imóvel.
– Cara! Eu vou matar esse idiota! – Ele bate em sua coxa e solta um grunhido. Roberta levanta-se assombrada.
– Não Pedro! É exatamente isso que ele quer! Nossa destruição e desunião, o Binho parece não ter coração, mas acredite no fundo daquele poço de maldade existe um coração ainda não encontrado. Mas o foco aqui é a chantagem, ele quer que vocês se separem para ter o caminho todo livre e enxuto para conquistar a Alice, ele tem que pensar que está ganhando, desde que ele está se afundando ainda mais no poço que ele mesmo cavou, quando o infeliz achar que está a um passe da vitória, nós revelamos que estávamos jogando o tempo todo com eles!
O plano da roqueira era fabuloso, sensacional, formidável. Pedro, agora mais calmo e domável, se senta no sofá novamente e cruza os braços. Sinal de que o garoto precisava meditar. Então, Roberta decidiu que era melhor deixar o rapaz quieto e pensativo.
– Perfeito! Mas e o Tomás? – Alice pergunta.
– O que tem o filhote de centopéia? – A garota se passa por desentendida e desinteressada.
Alice sorri do fechamento de Roberta ao saber que a amiga quer falar sobre o garoto.
– Ele precisa ser avisado sobre a chantagem mal feita daqueles dois! – Alice tinha razão.
– É claro que não! Exclua-o, o foco aqui é outra coisa. Você, seu namoro e sua vida. – Como sempre, a loira jogando no time do contra.
– Aff, deixa de ser tão chata e do contra, ele é essencial nesse nosso plano, só estão de fora a Carla e o Diego.
Ao ouvir sua amiga pronunciar o nome de seu namorado, Roberta sente seu coração e sua cabeça serem dominados pela culpa. O medo não a deixa querer ver Tomás e o ódio quer matá-lo.
– Beleza. – Suspira derrotada enquanto a outra sorri vitoriosa. – Eu me rendo!
– Porão, agora? – Pedro felizmente, se manifesta.
– Tá louco? Como vou contar ao Tomás da chantagem com a Carla e o Diego lá?
– Menina, relaxa! Dobramos o Diego e a Carla e assim, você tem sua conversa em paz com o Tomás. – Pedro abre um sorriso torto.
– Espera aí! Conversarei sozinha com o Tomás? – A garota loura treme a voz.
– É. – O moreno responde com indiferença, passa a mão pela cintura fina de sua namorada e beija o topo de sua cabeça. – Hum, tá cheirosa.
Elogia o namorado. A garota sorri em forma de agradecimento, Roberta vê que tá sobrando e revira os olhos.
– Aonde vai? – Indaga Alice, ao notar sua amiga se distanciar.
– Para um lugar onde não tenha troca de salivas em excesso. – Ela sai da casa sem dar importância com o gritinho da patricinha. A dúvida reina sobre si, não sabia para onde ir. Descarta todas as sugestões optadas por sua mente, ela queria ir para um lugar bem longe, esquecido, tecnicamente fora do mapa. Onde ela pudesse ficar de bem com seu eu interior, pudesse refletir sobre a vida e as surpresas preparadas pelo destino. Brincalhão ele né? Sempre pondo Roberta nas maiores confusões e intrigas.
– Tédio. – Murmura.
– Fato! – Aquela voz, malandra e sarcástica era nada menos e nada mais que o Fábio, ou melhor, o Binho.
– Moleque, que foi agora? Vai me seguir, isso! Coloca até um detetive atrás de mim. – Debocha a roqueira.
– Engraçadinha hoje né?
– É, to mesmo. – Responde-lhe sinicamente e debochada.
– Deixa de deboche Roberta! – Irrita-se o menino.
– Antes de eu deixar de ser debochada, você vai ter que parar de fazer o mal! Putz, isso só se for um milagre dos céus!
– Que foi? Engoliu o palhaçito é?
– E você engoliu sua dignidade.
– O que quer insinuar?
– Quando te conheci você era doce, um rapaz sensato e fiel, do jeito que eu gostava, amigo e solidário, bondoso e feliz. Ainda bem que tudo o que senti por você foi paixonite de criança!
Paixonite de criança? Roberta acertou uma pedrada na cabeça do rebelde. Ela o deixa lá, pensativo e incrédulo de sua frase, isso só fazia parte do joguinho da menina. Binho era especialista em maldades, o vilão nato, porém ele sempre manteve um desejo de mudar, sendo sempre contrariado pelos outros que duvidavam da capacidade do garoto de voltar a ser o rapaz que era. Sensível e romântico. Mas esquecendo o papo “Binho”, Roberta depois da pequena conversa que teve com o garoto, já se encontrava longe, no lugar em que queria. Longe de tudo e todos.
Depois de alguns quarteirões, longe da casa de Franco, situava-se um beco. Mas não um beco fétido e assombroso, por incrível que pareça. Este pequeno beco era limpo e bem cuidado pela comunidade, valorizado pelas pessoas da vila em que moravam. Roberta adentra com fé no pequeno lugar e descobre um mundo novo. Estranho, muito estranho.
Desse beco, existira um rio que corria desde a nascente até a foz tranquilamente, tinha cachoeira e pedras para complementar o lindo visual de natureza. Pintou-se nos lábios da jovem de coração rebelde, um sorriso lindo, seus olhos apreciavam uma das mais lindas vistas que um ser humano pode ver. Até arco-íris – coisa que não interessava muito a Roberta – encantou-lhe. Sem pensar duas vezes, tirou sua roupa e não ligou se vestia por baixo, suas peças íntimas, queria mesmo era se divertir. Pula na água mergulhando profundamente. Água, porque tanto amar a água? Lembra-se de Diego, do clima que sempre rolava quando eles estavam nela. Da frieza, odiava calor, da sensação gostosa que sentia a paz que lhe invadia. O barulho da cachoeira soava como música para Roberta, a inspirava. O sorriso era inevitável, mesmo estando sozinha, se divertia.
Depois de horas dentro do rio, curtindo a água, teria que partir do paraíso e voltar para o mundo real. Vestiu novamente sua blusa e seu short, calçou seu all star e tirou o tanto d’água que acumulava em seus cabelos louros. Despede-se do local e parte dali, com um sorriso que podia ser visto por trás da mesma.
–x-
Porão, um dos locais preferidos dos rebeldes. Quem já se encontrava lá era só Roberta, Alice e Diego e esperavam sem pressa pelos outros três.
– Beta! To sentindo você tão levinha. – Alice nota a mudança da moça.
– Como assim levinha? – Pergunta a garota, não entendendo o sentido da frase.
– Calma e paciente e não explosiva e grosseira!
– Ah é isso. Eu hoje conheci um dos lugares mais maneiros do mundo, um rio com uma cachoeira que corre feliz, cheio de árvores e pedras, pura natureza! – Roberta suspira.
– Natureza comigo não cola. – Alice logo intervém.
– Contigo nada cola, patricinha!
– Xi, a Roberta da paz foi embora correndo.
– Debochada.
– Insuportável!
– Hey, chega! Não somos um bando que fica brigando por lerdezas.
– Primeiro Diego, bando não e sim banda. – Corrige a roqueira.
– Tudo bem amor, banda!
Ele beija Roberta que corresponde mesmo sem tanta vontade. Alice gira os olhos.
– Dá pra pararem? To segurando vela aqui. – Se queixa.
– Vai procurar o Pedro, então. – Roberta rebate.
– Não precisa, eu já cheguei! – O rapaz desce as escadas rapidamente e beija a namorada.
– Pronto! Agora só falta a Carla e o Tomás.
Roberta pensa: “Devem estar se atracando em algum lugar, bom seria se o Vicente os pegasse.”
A loira tranca a cara e faz um voto de silêncio até os amigos chegarem. Logo eles chegam Tomás com os cabelos mais bagunçados do que já são, a camisa completamente amassada e a Carla com seus cachos desfeitos, alguns botões de sua blusa, desabotoados.
Roberta é atacada pelo ciúme.
Continua...

Coloquem gif pra mim ~ lê se preguiça ~

2 comentários:

Não vai sair sem comentar, né?! xD

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