27 de mai de 2013

Minha irmã Adotiva.

 

Capítulo 174.



Pedro: Lua não irá lhe causar nenhuma consequência.(implorou subitamente com os olhos)

Lua: Não é por isso, é que..(mirou o gramado perfeitamente amparado e verde de “sua”casa) Não há necessidade de causarmos mais problemas, entende?(concluiu incoerente)

Pedro: Nenhum pouco(negou com a cabeça franzindo o cenho)Ou melhor, talvez entenda.(inspirou levando o máximo de ar que podia até os pulmões e o deliberando gradualmente frustrado)

Lua: Talvez seje melhor a Marina procurar como refugio um ponto do qual ela tem proximidade e n..(foi interrompida)

Pedro: E ela não tem proximidade com vc?(retrucou impiedoso)

Lua: Não da forma com que necessita.(se pronunciou lentamente)

Pedro: Lua, ela tem crises psicóticas das quais passa cerca de quatro dias sem comer(coçou a cabeça com a mão direita) Olha (molhou seus lábios com a língua) Não faça por mim, não faça por minha mãe , faça pela Mary. Ela precisa de ao menos um voto de confiança..

Lua: Pedro (mordeu seus lábios inferiores cogitando a hipótese de aceitar a proposta) Passa no hospital comigo? (indagou , fazendo com que brotasse um tímido sorriso cativante nos lábios da loira)

Pedro: Hospital?(franziu o cenho, interessado) Qual hospital?

Lua: O da cidades, oras.(iniciou seus pequenos passos rumo ao carro de Pedro já estacionado em frente a casa Aguiar)

Pedro: Lua, minha querida, existe vinte e oito hospitais na cidade.(a informou enquanto abria a porta do carro para que a mesma pudesse se ajeitar no seus interior)

Lua: Óh céus (massageando suas têmporas inconformada) Preciso encontrar  ela.(determinou a si mesmo)

Pedro: De quem fala?( indagou ajeitando o cinto na diagonal de seu peitoral)

Lua: Da Claudia (levou sua mão direita a franja loira a jogando para a lateral de seu rosto) E antes que pergunte qualquer coisa a historia é longa e complicada, outro dia lhe explico melhor.(decretou) Preciso visita-la, como faço pra achar o hospital onde ela deve estar?(indagou com a voz falha)

Pedro: Não se preocupe enquanto a isso, nós iremos até o vigésimo oitavo atrás de sua mãe, ok?!(direcionou sua atenção ao transito)

Lua estava ciente de que alimentara um doce ilusão criada por Pedro, mas estava necessitada de auxilio, precisava dizer a sua mãe algo que ainda lhe sufocava, mesmo que depois viesse a acontecer o pior. E embora estivesse sob uma proposta completamente inadequada, não seria capaz de negar ao amigo uma visita a Mary.

Treze hospitais,  vinte e quatro recepcionistas, três horas e meia fora o necessário para Lua por fim encontrar o local onde sua mãe biológica se encontrava, ou melhor os documentos diziam isso. Se apresentando como filha da paciente a loira, juntamente com Pedro foram encontro do quarto informado. Os corredores do hospital estavam perfeitamente organizado, talvez pelo fato de ser um hospital particular, fato que intrigou a curiosidade de Lua, afinal sua mãe não era apenas uma mera mulher , fragilmente devastada fisicamente pelos antes decorrentes, e acabara de se tornar viúva?!

Bom , talvez seje algumas economias que a sub colocou a esse qualificado hospital, concluiu a mesma em seus pensamentos, como confusamente informada Claudia teria sofrido uma parada respiratória, das quais as recepcionistas não foram autorizadas a informa-la, alegando que apenas o médico poderia lhe contemplar com aquelas respostas.

Quarto 242. Lua voltou a conferir o rascunho que sustentava em sua mão concluindo que dentro de segundos voltaria a ver a mulher que lhe concebera a vida e a rejeitou por duas vezes. Inspirou e expirou agilmente girando seu calcanhar sobre a sapatilha brilhante que usava, para que pudesse visualizar Pedro.

Lua: Quer entrar?(indagou deixando transparecer lucidamente seu nervosismo)

Pedro: Esse momento é seu.(jorrou um olhar incentivador e encorajador a mesma)

Lua: Tudo bem(molhou seus lábios com a língua) Daqui em pouco em volto e a..(foi interrompida)

Pedro: Não se preocupe e vá logo.(cruzou os braços se escorando sobre a parede cuidadosamente branca)

A Lua se tornou estática diante da porta envernizada, ajeitou suas madeixas com a mão e a levou a maçaneta da porta, contando até três mentalmente com os olhos fechados. Um..dois...Três..

Abriu a porta..olhou sobre a cama e encontrou uma mulher de cabelos longos e levemente encaracolados, de olhos naquele instante apagados, de no máximo quarenta e cinco anos de idade..

Errara de porta , concluiu em seus pensamentos voltando a percorrer seu olhar sobre o rascunho e a porta “242” olhou a porta “242”. Provavelmente a recepcionista haveria de ter se enganado.

---: Lua minha querida..(tossiu duas irritantes vezes)

Lua?! A mulher soubera seu nome? A conhecia? Inúmeras indagações surgiram na mente da mesma, sem que nenhuma resposta coerente lhe fosse concebida.

Lua: Vc me conhece?(indagou franzindo o cenho de imediato)

---: Como poderia esquecer da razão do meu viver?(indagou com a voz falha devido aos aparelhos que longevisavam a vida daquela mulher)

Lua: Teria como ser mais complexa?(indagou importunada)

---: É impossível uma mãe se esquecer da existência de um filho.(concluiu satisfeita fechando os olhos por alguns ágeis segundos para que pudesse se recuperar da falta de folego que aquela simples palavras lhe proporcionou)

Filho? Mãe? Lua estava completamente confusa. Aquela seria sua mãe? Mas não possuía nenhum traço semelhante a mulher da qual fora apresentada à algumas semanas anteriores. O celebro da loira procurava produzir algo útil a ser dito, mas sua voz não saia e nem seu pensamento trabalhava, apenas escutou ao longe ou nem tanto a voz rouca de seu “irmão”.

Arthur: Lua...(se pronunciou da porta do quarto completamente frustrado por sua falha, aquela não era a hora, não era a forma, não era o dia)

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