6 de mai de 2013

Minha irmã Adotiva.





Capítulo 157.

Carla: Mas eu pensei.(Admitiu adentrando a casa Aguiar sendo acompanhada por Lua e Arthur)

Arthur: Impossível te esquecer, linda.(se pronunciou com um olhar vitorioso sobre Lua)

Carla: Assim vc me deixa sem graça.(uma voz satisfatória soava por toda a extensão da sala)

Lua: E o meu estomago embrulha.(a completou revirando os olhos)

Carla: Óh céus! Vc não está sentindo bem Lua?(indagou com a voz carregada pela preocupação)

Lua: Bom,(levou a mão a suas madeixas a levando para tras de seu ombro) Acho que não muito.(forçou nitidamente uma tossida)

Carla: Vc está pálida.(se aproximando lentamente da mesma) Precisamos leva-la ao médico, não é mesmo Thur?(percorreu seu olhar ao local onde o mesmo estava, mas era tomado apenas por um vulto escuro do reflexo da porta)

Arthur: Não, não precisamos levar ninguém ao médico.(a voz rouca do mesmo soava em direção à alguns degraus já ultrapassados da escada) Tenho certeza que o que ela realmente está precisando é ficar sozinha.(pronunciou certeiramente)

Lua: A última coisa que eu to precisando é ficar sozinha.(se esquivou  forçando mais duas consecutivas tosses)

Carla: Realmente, vc não pode ficar sozinha.(concluiu satisfeita) Arthur vc faça o favor de fazer companhia a sua irmã, enquanto eu vou colocar minha bolsa no quarto dela, e me trocar, ok?!(ordenou ultrapassando o mesmo no número de degraus atingidos )

Lua se tornou sua coluna ereta novamente retirando agilmente com a mão a franja para a lateral de seu rosto.

Arthur: O que vc tá querendo com isso, hein?(retornou para a superfície plana da sala)

Lua: Onde está Alexandra e Victor?(indagou franzindo o cenho)

Arthur: Pra sua sorte(apontou o dedo indicado acusando a mesma) Eles devem passar a noite fora devido a uma reunião repentina com os acionistas da empresa.(se jogou sobre o sofá ligando a tv)

Lua: Certo.(mordeu seus lábios inferiores se sentando ao lado do “irmão”) Será que agora podemos conversar?(indagou enquanto observar o rosto totalmente concentrado a olhar um programa televisivo)

Arthur: Lua, na boa, eu sinceramente acho que vc não tem nada pra me explicar, eu vi(se sentou ao lado da mesma) E para de ficar tratando a Carla como um “débil mental”, ok?!(arqueou uma das sobrancelhas)

Lua: Em primeiro lugar eu não to tratando a Carla como uma “débil mental” , apenas não gosto dela ao seu lado e em seg..(foi interrompida)

Arthur: E vc acha que eu gosto do Pedro ao seu lado, éh?!(levou as duas mãos a cintura)

Lua: Mas são realidades completamente opostas Arthur, eu juro.(seus olhos jorravam intensivamente pela confiança)Acredita em mim.(o fitou por alguns minutos em busca de alguma resposta)

Arthur: Eu acredito em vc, eu não acredito é no Pedro.(passou a mãos por toda a extensão de seu rosto) E sabe qual é a parte mais me corrói por essa mentira mal pensada?(indagou sem ao menos dar a chance de resposta a loira) Saber que não fora somente uma vez que fez isso e que me achou um completa idiota a ponto de querer me convencer que estava na casa da Sophia outra vez,(molhou seus lábios com a língua) Acho que vcs precisam praticar mais a “arte” da mentira.

Lua: Eu não fiz por mal.(se pronunciou cabisbaixa)

Arthur: Da próxima vez tenta ser mais discreta, menos ciumenta e mais segura com o cara que tiver na tua, ok?! (a aconselhou cinicamente)

Lua: Isso quer dizer que?(indagou receosa)

Arthur: “Adotada”.. “adotada” , vc se acha muito experiente em certas partes, néh?! Mas sem te desiludi eu sou um pouquinho mais esperto que vc.(gesticulou com as mãos)

Adotada? Cinismo? Implicância? A personalidade fragilmente “retardante” de Arthur se retornava a alma daquele ser da qual não suportava mentiras e muito traições. Lua não queria voltar aquela mesma e mesquinha rotina de “ódio eterno” a Arthur, mas não poderia voltar atrás, e mesmo que o fizesse não faria qualquer outra escolha diferente.

Lua: Vai me desprezar?(indagou se levantando do sofá e dando de ombros)

Arthur: Seria baixo e insuficiente da minha parte doar-lhe apenas o desprezo.(cuspiu as palavras contrariadas aos  tímpanos sofridos da loira)

Lua: Tudo bem , Arthur. Não tem como conversar com vc hj sobre isso.(triturou o pequeno salto que se anexava a sua sandália sobre o chão)

Arthur: Nem hj nem nunca.(Caminhou até a tv a deligando)

Lua: Como?(indagou completamente ofuscando o brilho intenso de seu olhar)

Arthur: Vc não tá pensando que nós vamos levar adiante qualquer coisa depois do que vc fez, néh?!(coçou a nuca)

Coçou a nuca! Isso, ele estava nervoso. Lua travou seu maxilar procurando não deixar que nenhum sorriso o penetrasse em seus lábios.

Lua: Eu não te trai Arthur (insistiu)

Arthur: mas mentiu(retrucou)

Lua: Mas foi por uma justa causa.(persistiu)

Arthur: Que seria?(indagou vitorioso)

Não. Lua não poderia expor Mary de tal forma, mesmo que fosse Arthur e mesmo que estivesse a ponto de romper os laços que tivera com alguém que julgava “amar”.

Lua: Apenas confia em mim.(pediu encarecidamente)

Arthur inspirou todo o ar que fora capaz levando oxigênio ao seus pulmões e o deliberando gradualmente, e sequencialmente negando com a cabeça.

Carla: Não se mataram , nem nada do tipo?! (indagou com um divertimento em sua voz, podendo apenas ouvir a marcha da mesma descer as escadas rumo a “casal”)

Lua mergulhou nos olhos amêndoas de Arthur, procurando respostas pra intermináveis indagações que surgiam em sua cabeça, mas todas levavam a uma única resposta:

Lua: Não era pra ser.(direcionou a frase a Arthur com a voz falha, e logo em seguida girou seu tornozelo sobre a sandália, cominhando contra Carla)

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