27 de abr de 2013

Nos caminhos do amor

                                    Nos caminhos do amor
                                            10º capítulo

Mary: onde você vai toda arrumada desse jeito filha?

Sophia: atrás do meu amor mamãe, o Arthur me deve uma explicação (disse enquanto terminava de  por maquiagem)

Mary: eu já te disse que esse homem não é pra você filha. Ele trabalha em uma lanchonetezinha de quinta,mora sozinho, não sabe o que ele apronta por aí,  você merece coisa melhor

Sophia: Eu amo o Arthur e ele é o melhor pra mim (sorriu) agora que tive a oportunidade de ficar com ele, não vou desperdiçar assim , tchau mãezinha (mandou um beijo e saiu)



(...)



Arthur e Chay estavam pasmos olhando a menininha que caminhava em direção a eles, se entreolharam preocupados, e voltaram a mirar a menina



Chay: quem é você?

Arthur: como entrou aqui?

Belinha: olá! Eu sou a Isabella (sorriu com seus olhinhos brilhantes e estendeu a mão para Chay e logo para Arthur, ambos deram um beijo delicado a pequena mãozinha) eu entrei pela janela (sorriu olhando para Arthur que fuzilou Chay com os olhos)

Arthur: é só isso que você faz, arrumar problemas neh? Ta vendo por que eu reclamo?

Chay: espera, você disse papai? (incrédulo e a pequena assentiu) quem é seu pai? (de olhos arregalados temendo a resposta, não duvidaria nada se fosse ele)

Belinha: qual dos dois é Ar...Arthur Aguiar? (franziu a testa tentando lembrar daquele nome complicado para sua cabecinha, Chay suspirou aliviado e olhou para Arthur um tanto debochado e o viu paralisado sem tirar os olhos da menina)

Chay: quem diria hem aguiar? fala tanto de mim, e tem filhos espalhados por aí (riu com deboche) parabéns papai

Arthur: cala a boca Chay, deixa de ser idiota, ela é apenas uma criança, não pode estar falando a verdade, alem de que não existem condições disso ser verdade. se fosse você ate teria

Belinha: então você que é meu papai (sorriu e o abraçou com carinho e emoção, sempre quis ter um pai, Arthur ficou intacto, e Chay não conteve a gargalhada, o que fez Arthur empurrar a menina assustado) o que foi papai?

Arthur: para de falar assim, eu não sou seu pai garota (tentando parecer firme, mas seu coração se apertou quando ele viu lagrimas nos pequenos olhinhos brilhantes)

Belinha: você é sim, eu tenho certeza. É verdade (respirou fundo, engolindo o choro)

Arthur: quem disse isso?

Belinha: foi a minha mãe que disse (Arthur arregalou os olhos e mirou Chay que fez careta)

Chay: é castigo cara, fica me julgando tanto, se fod...

Arthur:SAI DAQUI CHAY (nervoso, Belinha se assustou dando alguns passos para trás) anda, vai passear, vai, não é disso que você gosta? Então tem a manhã livre, vai embora antes que eu me arrependa

Chay: wow Arthur Aguiar me mandado passear em vez de trabalhar! isso vai ficar na historia (debochou e arregalou os olhos quando Arthur se levantou furioso, Belinha escondeu o rostinho entre as mãos) espera, é que a Rayana esta de folga hoje, você vai ficar sozinho mesmo? (Arthur novamente o fuzilou com o olhar ,então Chay saiu quase que correndo e rindo, Arthur encarou a menina um pouco assustada)

Arthur: vem... Isabela, seu nome não é?

Belinha: pode me chamar de Belinha pap... (parou de falar quando ele a encarou) se..nhor, pode me chamar de Belinha

Arthur: vamos para aquela mesa (saiu caminhando na frente e pegou Belinha no colo a colocando sentada e se sentou de frente para ela, ficou em silencio por alguns minutos, Belinha sorriu, estava muito feliz de ter um pai tão bonito) vamos começar por partes (ela assentiu) quem é sua mãe?

Belinha: mi...minha mãe? (perguntou nervosa, ela não podia dizer que era Pérola, ele a levaria de volta, e ela não queria ver a bruxa nunca mais, tinha medo muito medo) a minha mamãe foi embora

Arthur: embora? (coçou a nuca, que mãe seria capaz de ir embora deixando a filha? E será que tinha possibilidades dele ser o pai? Mordeu os lábios, sim havia possibilidades mas eram mínimas) ela te deixou aqui e foi embora? (Belinha assentiu como se aquilo fosse a maior verdade do mundo)

Belinha: sim, e disse que você era meu papai, então eu tenho que ficar com você (sorriu)

Arthur: como se chama sua mãe?

Belinha: mamãe, o nome dela é mamãe (Arthur franziu a testa, a menina não sabia o  nome da mãe, só que era mãe dela, negou com a cabeça) estou tão feliz que vou morar com você papai, eu não gosto da minha mamãe, mas de você eu gosto ta bom? (se levantou e foi ate Arthur tentando o abraçar sem ser correspondida) me da um abraço papai

Arthur: saia daqui garota, se isso for brincadeira, é de péssimo gosto, eu não sou idiota não tenho filhos

Belinha: tem sim, eu sou sua filha (soluçou não contendo as lagrimas) você não me quer, igual minha mãe não me quer, por que? Porque ninguém gosta de mim? Porque? (Arthur passou as mãos pelo rosto, estava confuso, nervoso, não podia ser pai, não tinha condições e não ia acreditar em uma criança, foi ate o balcão, pegou uma sacola e encheu de alimentos para a menina)

Arthur: toma menina (Belinha pegou a sacola sem entender) toma essa comida, que eu sei que é isso que você quer, agora pode ir (apontou para fora)

Belinha: mas...

Arthur: anda menina, eu tenho muito que fazer hoje, e você só está atrapalhando (Belinha ainda chorando pegou sua caixinha nas mãos e a sacola, olhou para Arthur chorando, ele desviou o olhar, com seu coração apertado, havia gostado da menina, até que não seria ruim ser pai, pois sempre sonhou com isso, mas aquela historia estava estranha, Belinha respirou fundo e saiu)



Pedro: entra nesse maldito carro Lua (segurando seu braço com força e a forçando a entrar)

Lua: eu não vou a lugar nenhum com você, e se você não me soltar eu grito (tentando se soltar)

Pedro: você não ousaria (ela o encarou desafiadoramente) faça isso e eu acabo com sua vida (ela o encarou engolindo a seco, aquele homem era capaz de tudo, então entrou no carro, sua pernas estavam tremulas) muito bem, assim é bem melhor

Lua: eu te odeio (disse entre os dentes) onde vai me levar? O que pensa em fazer comigo?

Pedro: eu não vou te sequestrar Lua, só vamos relembrar os velhos tempos (lançou um sorriso malicioso para ela que arregalou os olhos quando ele arrancou bruscamente com o carro, no mesmo momento Belinha atravessava a rua olhando para baixo, não estava enxergando nada pois seus olhinhos estavam inundados por lagrimas, apenas escutou um barulhos de carro e arregalou os olhinhos amedrontados)

Lua: PEDRO , PARA, OLHA A CRIANÇA (gritou e o mesmo que olhava para ela, freou bruscamente, mas era tarde, já havia acertado a menina que agora estava desacordada no chão , Lua e Pedro arregalaram os olhos, Lua sentiu um profunda dor no coração e seus olhos lacrimejaram)

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