7 de abr de 2013

Nos caminhos do amor


   Nos caminhos do amor - 1 capítulo.

Na capital do México, uma jovem ruiva de apenas vinte e três anos se contorcia na cama enquanto dormia com fortes devaneios de acontecimentos que ocorreram durante os sete piores anos de sua vida

Flashback

Pedro: por isso que eu te amo, Lua (a abraçando, enquanto distribuía beijos em seu pescoço)

Lua: eu também te amo, e tenho uma noticia maravilhosa (sorrindo, ele a encarou receoso) estou grávida!  (com um sorriso luminoso, neste momento Pedro a empurrou rapidamente de olhos arregalados, a loira franziu o cenho) não gostou da noticia?

Pedro: você é uma idiota Lua, como pode deixar isso acontecer? COMO? (irritado) tem que dar um fim nisso (apontou para a barriga dela que já chorava) não se faça e pare de chorar, sei que fez isso de propósito, mas deu o golpe no cara errado

Lua: claro que não meu amor, mas você sempre disse que sonhava com o momento em que seriamos pais lembra? (tentando se aproximar, mas ele se afastava)

Pedro: não nos meus vinte anos, trate de dar um fim nessa criança se ainda quiser continuar comigo (falou muito irritado, Lua não podia acreditar que estava ouvindo aquilo)

Lua: eu não vou matar o meu filho (soluçando, mas dessa vez de ódio) esse seu lado eu não conhecia Pedro, quem não te quer mais sou eu, saiba que nunca vou te perdoar por isso, e nunca vou deixar que se aproxime do meu filho, a partir de agora ele é meu

Pedro: eu é que nunca vou te perdoar por estragar a minha vida, pode ficar com essa criança, não faço questão (a olhando com desprezo) pode ter certeza que é um favor que me faz

Fim do flashback

Lua novamente trocou de posição na cama sentindo ódio ao lembrar-se do homem que foi seu primeiro namorado, a quem confiou sua inocência e lhe fez sofrer todos esses anos

Flashback

Fernando: de maneira nenhuma você terá essa criança, Lua minha filha você é a vergonha da família (Lua apenas chorava descontroladamente, com a mão no rosto que mostrava as marcas de dedos do seu pai que havia lhe batido pela primeira vez na vida, aquilo doeu profundamente) estou muito decepcionado com você, nunca pensei que faria isso, me decepcionou (negando com a cabeça)

Blanca: não podemos obrigá-la a abortar Fernando, alem de ser um crime, pode colocar a vida dela em risco, temos que encontrar outra solução, por favor

Lua: por favor, papai não mate meu filho, é um pedacinho de mim, e já o amo com todas as minhas forças (levou as mãos ao ventre, acariciando com suas mãos tremulas)

Fernando: não vou te obrigar a abortar, mas até essa vergonha nascer, você não sai de dentro de casa, direi que você está viajando, contratarei professores para que não perca o ano de estudo, mas nenhuma outra pessoa verá essa vergonha (apontando para a barriga da filha)

Lua: e quando ele nascer? (perguntou entre lagrimas ainda acariciando a barriga)

Fernando: daremos um jeito

Fim do flashback

Lua fez careta de choro e virou-se para o outro lado da cama, se encolhendo

Flashback

Lua: AAAAAAAAA (deu um ultimo grito sorrindo e com seus olhos brilhando ao ver sua filha nascendo, escutar o choro agudo ecoando no quarto foi como musica a seus ouvidos, após alguns minutos a senhora que fez seu parto lhe entregou a pequena, Lua segurou sua filha derramando lagrimas de emoção, enquanto olhava a pequenina abrir os olhinhos com dificuldade e pela primeira vez olhar no olhos da mãe enquanto seus pais olhavam sérios)

Senhora: é uma menina, linda como você (sorriu simpática) a neném está com fome mamãe

Lua; minha pequenininha, minha pequena parte do céu, (deu um beijinho na pequena e sentiu seu cheiro querendo recordá-lo para sempre, deu um beijinho na pequena testinha) lembre-se sempre minha filhinha, a mamãe te ama e sempre vai te amar preciosa, aconteça o que aconteça (pela primeira vez amamentou sua filha, sentindo a maravilhosa sensação de ser mãe)

Senhora: como se chama sua princesinha?

Fernando: não precisa de nomes (seco, Lua o ignorou sem tirar o sorriso dos lábios e o olhar da filha que mantinha a mãozinha em seu seio, enquanto se esforçava para sugá-lo)

Dulce: Isabella, se chamará Isabella como minha querida avozinha se chamava (sorriu, lembrando-se da sua avó que tanto amava)

Senhora: lindo nome e linda homenagem (Blanca olhava tudo calada e com os olhos mareados, porem nada falava) bom agora é bom que descanse querida (pegou a menina do colo da Lua que após lhe dar um ultimo beijinho a entregou com um aperto no coração e alguns minutos depois foi vencida pelo cansaço e adormeceu)

Fim do flashback

Um sorriso e uma lagrima, brotou no rosto da loira que ainda dormia com esses sonhos que foram sua cruel realidade, lembrou-se do rostinho de sua pequena, de seu cheiro e seu olhar, agarrou o travesseiro com força, gemendo adormecida

Flashback

Lua: eu quero minha filha por favor (chorando desesperada,com seu olhar de dor) não façam isso comigo, me devolvam minha filha

Fernando: desculpe querida, mas foi o que aconteceu, a menina não resistiu filha, sinto muito

Lua: É MENTIRA (soluçou sentindo uma dor no peito) vocês a levaram daqui, eu sinto....sinto dentro de mim que minha filha está viva, não seriam tão cruéis a ponto de matá-la

Blanca: não a matamos filha, ela não resistiu querida, sinto muito

Lua: NÃÃÃÃÃÃÃÃO não pode ser verdade... não pode ... (se negando a acreditar) eu vou procurá-la até o fim do mundo, mas vou encontrar minha filha

Fernando: então o faça, mas será em vão

Lua: se ela morreu... onde esta o corpinho dela (com a voz embargada) eu tenho o direito de ver... e me despedir

Fernando: tratei de dar um fim, não queria que sofresse mais (mentiu) sinto muito minha filha mas é a verdade, tem que se conformar (Dulce chorou como nunca havia chorado na vida, com aquele sentimento de perda que jamais sentiu, era como se lhe arrancasse a alma) para aliviar sua dor, vou permitir que siga seu sonho, amanha mesmo viajara para paris, onde estudará moda, assim você se esquecera desse sofrimento (sério)

Lua: nunca esquecerei minha filha... nunca

Fim do flashback

Lua novamente se contorceu na cama querendo acordar daquele pesadelo real, parecia que estava voltando a vivê-lo

Flashback

Doutor: sinto muito, já não há o que fazer.
Lua: não papai, não me deixe, eu te amo pai

Fernando: também... te amo.. minha filha... mas .... chegou... a minha... hora... e ...(começou uma crise de tosses)

Lua: não fale mais papai, isso pode piorar (acariciando o rosto do pai com lagrimas nos olhos) não quero que morra, não me deixe, eu te amo

Fernando: eu pré... preciso que me perdoe... nunca fui... um bom pai filha...(a olhando nos olhos Dulce tragou a saliva entendendo sobre o que ele falava, fechou os olhos respirando fundo)

Lua: sim pai, eu te perdoou (colocou a mão do mesmo em seu coração, ele deixou lagrimas de arrependimento caírem)

Fernando: obrigado... (arregalou os olhos ao sentir uma grande dor no peito) Lua... orfanato ... santa Luzia... AAAAA (Lua arregalou os lhos totalmente em choque, aquela era a poderosa pista que a levaria a sua filha, que sim estava viva como sempre sentiu, e logo depois se desesperou ao ver sua mãe soltar um grito doloroso e a dor de perder seu pai tomou conta de seu coração, ela o sacudiu chamando por ele e pedindo que lhe desse mais informação , em vão, pois já era tarde de mais)

Fim do flashback

Nesse momento Lua acordou arfando e sentou-se rapidamente em sua enorme cama naquele luxuoso quarto de sua mansão, levou a mão ao coração, fazia exatamente duas semanas da morte de seu pai que lhe deu a esperança de encontrar sua filhinha.

Lua: Isabella... me espera filha, a mamãe vai te procurar até te ter em meus braços novamente pequeno pedaço do céu (sorriu consigo mesma determinada a encontrar sua menina)


Créditos: Luciana

7 comentários:

Não vai sair sem comentar, né?! xD

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