3 de abr de 2013

New Feelings : Capitulo 7.


 Conselho de Amiga 

Percebi que me meti em uma cilada
Agora pra sair tá difícil
Estou perdida, enrascada e sozinha
Preciso me manter firme e resistir
Aos seus encantos, suas cantadas e seu sorriso
Oh yeah...
Você conseguiu de alguma maneira me conquistar
Não sei como, mas você mexe comigo
Só sei que estou presa em um mundo de confusão
E agora pra sair tá difícil
Oh yeah...
Estou perdidamente apaixonada por você
É só nos olharmos para os boatos surgirem
Espalham por aí mentira sobre nós
Tento te esnobar, tento te evitar
Mas o meu coração sempre fala mais alto
E eu me rendo a você
Aproveitamos os momentos intensos
Deixo meu coração me guiar
Pra perto de você.
Penso e repenso sobre nós
Analiso nossos momentos juntos
Desde o dia que nos conhecemos
Até os tempos de hoje
Relembro que tudo é um jogo
Uma aposta, uma cilada
Oh yeah...
Você conseguiu de alguma maneira me conquistar
Não sei como, mas você mexe comigo
Só sei que estou presa em um mundo de confusão
E agora pra sair tá difícil
Oh yeah...
Estou perdidamente apaixonada por você
É só nos olharmos para os boatos surgirem
Espalham por aí mentira sobre nós
Tento te esnobar, tento te evitar
Mas o meu coração sempre fala mais alto
E eu me rendo a você
Aproveitamos os momentos intensos
Deixo meu coração me guiar
Pra perto de você.
Paro um tempo pra pensar
Reflito sobre minhas escolhas
Não é certo o que estamos fazendo
Servimos como passa-tempo um para o outro
Eu não quero ficar, eu quero é namorar
Não quero uma noite, quero todas as noites
Poder te abraçar, poder te confortar
Gritar para o mundo que só quero você.
Estou perdidamente apaixonada por você
É só nos olharmos para os boatos surgirem
Espalham por aí mentira sobre nós
Tento te esnobar, tento te evitar
Mas o meu coração sempre fala mais alto
E eu me rendo a você
Aproveitamos os momentos intensos
Deixo meu coração me guiar
Pra perto de você.
Após terminar a canção, a porta do quarto de Roberta range e lá entra Alice aplaudindo a nova canção. A garota sobressalta da cadeira e encara a amiga com um olhar reprovativo, a loira tinha invadido sua privacidade. Coisas que Roberta odiava.
– Faz o que aqui?
– Canção linda Roberta, destinada a quem?
– A ninguém sua ofensa a Iemanjá, agora vaza do meu quarto antes que eu rode a baiana.
Roberta já mostrava braveza em sua voz. Como uma pessoa podia estressar-se tão fácil? A garota era uma figura, praticamente não existia.
– Era pro Diego? – Persistia no assunto.
– Coisa minha que não dá o maior cabimento para você saber, escorre Alice. Vaza vai! – Empurrava Alice com rudeza, mas a patricinha a parou.
– Roberta, para de ser tão isolada!
– E você para de ser tão insistente Alice, que coisa. – Roberta desistiu da tentativa de livrar-se de Alice. Atirou-se em sua cama agarrando seu travesseiro em formato de morango.
– Só acho que você deve-me falar mais sobre as coisas de sua vida.
– Nascemos coladas?
– É óbvio que não!
– Perfeito, então você não precisa saber de toda a minha vida. Apenas do básico.
– Acontece Roberta que somos como irmãs... – A patricinha foi pausada.
– O que acontece Alice é que você é a coisa mais chata e insistente do mundo, incluindo curiosa também.
– Tudo bem! – Alice desistiu magoada, ela só queria conversar com sua meia-irmã, mas Roberta fechava as portas, criava barreiras resistentes. – Só queria ter conversas com você como todas as amigas e irmãs têm, porque pelo que sei é isso que somos ou éramos.
Quando Alice já estava quase pondo o outro pé para fora, Roberta criou coragem e falou:
– Quase nos beijamos. – Alice virou uma estátua no mesmo instante. Roberta e Tomás? Quase beijo? Onde já se viu isso menino! Pode não, o correto é DiRo e ToCar.
– Vocês o que?
A menina se virou de boquiaberta, não crendo nas palavras de Roberta. Roberta apenas assentiu com a cabeça confirmando com uma carinha de medo, medo de magoar o Diego e sua amiga Carla. Não que isso significasse que ela estava apaixonada por Tomás, mas que rolava química ela não podia negar.
Alice andou desesperada e em formas de círculos pelo quarto de Roberta. Se fosse outro assunto, Roberta estaria morrendo de rir, mas o papo aqui era com ela, o foco era ela.
– ALICE PARA DE ANDAR EM CÍRCULOS PELO QUARTO!
– Sorry best friend, mas isso é uma notícia e tanto.
– Você não vai abrir o bocão não né? – A loira de cabelos encaracolados perguntou receosa.
– Não Roberta, não sou a Vitória fofoqueira. Mas fala aí, o que rolou! – Sentou ao lado da amiga atenta para ouvir tudo o que ela iria falar.
– Eu estava pegando o livro para nós fazermos o trabalho e eu o encontrei lá. Começamos a conversar e tal, o Tomás estava diferente hoje, muito cheio de piadinhas e gracinhas para o meu lado, até que eu irritei-me e ameacei lhe dar um murro. Ele garantiu que por ele estava tudo bem, que eu podia ir fundo e eu só respondi um “tudo bem”. – Fez aspas imaginárias com os dedos. – Mas na hora em que ia acertá-lo, agarrou meu pulso e me prensou na parede tendo uma aproximação estranha entre nós e pediu para eu me desculpar. Eu continuei com uma pose de garota difícil e firme até que ele começou a jogar sujo, prensou-me ainda mais na parede e colou nossos corpos, eu achava que iria enfartar ali mesmo. E isso não é nada, mordeu o lóbulo da minha orelha e acariciou meu rosto, o jeito foi me desculpar porque se não, sairia um beijo ali.
Alice tinha a boca escancarada, os olhos azuis arregalados que pareciam pratos, informação demais para a mente pequena da grande Alice Albuquerque.
– Esse menino tá te testando.
– Você acha que eu não sei? Ele esclareceu que só queria brincar comigo, mas isso não foi tudo.
– O que? Ainda tem mais? – Perguntou a patricinha indignada.
– Quer ouvir?
– Vai, manda! – Sorriu à loira.
– Quando estávamos lendo o livro, nossos rostos estavam absurdamente muito próximos e aquilo estava me desconcertando. Pedi para ele afastar, mas conhece o Tomás, provocou de novo e perguntou se eu ainda não tinha esquecido o nosso momento intenso no colégio. Respondi-lhe que estava confusa e ele nada falou, mais uma vez alisou o meu rosto e foi se aproximando lentamente. Eu sentia um desejo ardente no meu peito de querer beijá-lo, nunca havia sentido nada igual em relação ao Diego. Mas eu estraguei o momento dizendo-lhe que o que iríamos fazer, acabaria resultando em uma grande confusão, ele concordou e foi embora. Agora estou eu aqui, confusa dos pés a cabeça!
Alice mantinha uma expressão no rosto de conselheira, talvez fosse dar um conselho a amiga ou alertá-la sobre algo perigoso.
– Está sentindo-se atraída pelo Tomás!
– O QUE? – Gritou a roqueira apertando seu morango contra os seios exibindo feições de susto e medo.
– Roberta, não entre na caverna de novo. Desta vez, deixe seu coração lhe guiar.
– Outra drogada. – Balançou a cabeça negativamente. – Alice, eu só amo o Diego tá legal? Quando eu estiver amando o Tomás te aviso. Ops! Esse dia nunca chegará!
Debochou.
– Não deboche Roberta, esse dia pode estar sim chegando e já deve estar bem próximo.
– Sério? – Roberta franziu o cenho.
Alice confirmou movimentando a boca com um “sim”. O coração da jovem rebelde acelerou.
– Fora do meu quarto Alice, quero dormir! Chispa, vai, vai, vai!
Alice não insistiu em ficar mais uns minutos com Roberta. Saiu do quarto da menina com um simples sorriso de certeza radiante em seus lábios rosados.
– Te cuida! – Gritou do lado de fora e Roberta só pode ouvir a porta do quarto ao lado bater levemente.
Afundou em sua cama suspirando, suspirando e suspirando. Esse garoto está levando-a a loucura!
– Droga Tomás!
Murmurou revoltosamente. É. A vida da rebelde está de ponta a cabeça.
Continua...

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